Maria do Rosário vai ingressar com processo de calúnia contra integrante da La Banda Loka Liberal; por Vitória Famer / Rádio Guaíba

Maria do Rosário vai ingressar com processo de calúnia contra integrante da La Banda Loka Liberal; por Vitória Famer / Rádio Guaíba

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MODIFICADA ÀS 20h50

Após um integrante da “La Banda Loka Liberal” fazer um boletim de ocorrência e denunciar nas redes sociais que um assessor da deputada federal Maria do Rosário (PT) teria o ameaçado de morte no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, a parlamentar afirmou nesta manhã, por meio de nota, que vai ingressar com um processo de calúnia contra Matheus Sperry

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Matheus Sperry Pereira, na Banda Loka Liberal

Pereira(foto). O jovem, que também é filiado ao Partido Novo, afirmou à reportagem da Rádio Guaíba nesta quarta-feira que voltava de Brasília com

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Rosário diz que a “Banda” seguidamente promove ações de constrangimento. Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

outros militantes da La Banda Loka Liberal, na noite de segunda-feira, quando um assessor da deputada o teria ameaçado de morte no saguão do aeroporto. Matheus que registrou queixa na Delegacia de Polícia Civil, no Aeroporto Salgado Filho, não quis revelar o nome do suposto agressor, que segundo ele foi devidamente identificado. O caso foi parar nas redes sociais, com a divulgação do boletim de ocorrência registrado por ele, sendo divulgado na página do Movimento no Facebook.
Questionada pela reportagem sobre a veracidade do fato, a deputada afirmou, através da sua assessoria, que é inverídico e que ingressará com uma ação judicial contra o integrante da  “La Banda Loka Liberal”

Por meio de nota, Maria do Rosário revelou que se trata “de uma acusação inverídica e caluniosa orquestrada pelo grupo La Banda Loka Liberal que, constantemente, promove ações de constrangimento e violência contra o nosso mandato, lideranças de esquerda e figuras públicas em geral”.

Segundo a assessoria da deputada, durante o voo de retorno para Porto Alegre, houve provocações por parte dos integrantes da banda dentro do avião e que um comissário de bordo teve que intervir pedindo para que eles cessassem as manifestações. Na nota, a parlamentar declarou que comunicou o fato à Infraero, que organizou um procedimento especial para que o desembarque ocorresse com tranquilidade.

Acampamento de Ideias; texto e fotos Henrique Kanitz/Beta Redação Unisinos

Acampamento de Ideias; texto e fotos Henrique Kanitz/Beta Redação Unisinos

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Quem desce a rua Mostardeiro, em Porto Alegre, percebe, onde ela se encontra com a avenida Goethe, um acampamento pouco convencional. Idealizado pelo movimento de La Banda Loka Liberal, o espaço passou a abrigar também o Movimento Brasil Livre (MLB), o Vem pra Rua e o Patriotas de Plantão. Eles ocupam um pedaço do Parque Moinhos de Vento,  o Parcão, com um propósito em comum: pedir a saída da presidente Dilma do poder. A forma diverge, mas o objetivo é claro para todos.

Por ali passam, param e conversam pessoas interessadas no assunto, sem ligação direta com os movimentos.  Em meio a barracas, estão faixas com dizeres de cunho liberal, além de pixulecos pendurados nas árvores.

Inspirados na praça Maidan, na Ucrânia, que foi ocupada com o objetivo de derrubar o governo local em 2014, os membros da Banda Loka estão acampados desde a última quinta feira (17/03). Dali partem ações coordenadas contra o governo federal, mais especificamente contra o PT. Manifestações como a que aconteceu em frente ao apartamento do Ministro do STF Teori Zavascki ou na PUC/RS, na quarta-feira, 23 de abril, começaram ali.

Manifestações demonstram o  rompimento do “monopólio esquerdista sobre os movimentos populares”

Ricardo Gomes, 35 anos, tem o respeito de muitos dos acampados. De fala bem articulada e voz clara, ele diz ser um grande entusiasta do movimento, apoiando todos os grupos e nenhum ao mesmo tempo. Para ele, as recentes manifestações demonstram o  rompimento do “monopólio esquerdista sobre os movimentos populares”, algo inédito no Brasil. “A essência da democracia é a pluralidade. E é isso que estamos fazendo agora. Sempre teve gente que pensava assim, mas estávamos dispersos.”

Henrique Kanitz-0042 Para ele, o Brasil enfrenta uma crise moral, política e econômica, motivos que o fazem afirmar que o atual governo já teria acabado. O que atrapalha o processo é a carência de líderes. Ricardo não vê a mínima vantagem em Aécio, comumente ligado aos movimentos anti-governo. A busca de um “messias” é, segundo ele, algo tipicamente latino americano, quando alguém vem de cima e resolve o problema de todos. Na prática, isso não acontece. O candidato do povo deve vir do povo.

Ricardo pondera que essa é a melhor hora para repensar o Brasil. A pluralidade que o surgimento da direita dá ao espectro político torna o momento especial. É preciso cuidado para não cair em uma ditadura de qualquer dos lados. “Uma ferradura tem os extremos mais perto um do outro do que do centro. Assim é a política. As ditaduras são muito parecidas”. Ricardo vê as movimentações do governo parecidas com o que aconteceu em 1964, quando se instaurou o golpe militar. Para ele, as articulações que o governo faz é no campo da retórica, para construir uma imagem de injustiçado que na verdade não é. “Tudo que um esquerdista mais quer é que alguém com a camiseta do PT tome um tiro de um militar. Assim eles teriam um símbolo, um mártir. Eles já veem a derrota, mas se preparam para contar a sua história no futuro”.

Afirma, ainda, que o grande desafio depois da derrubada do governo é mostrar que o PT não foi ruim só porque roubou. Mas porque as políticas públicas, a economia, o propósito bolivariano, o aparelhamento das instituições, as relações internacionais, tudo foi desastroso. E essa é uma briga difícil de se comprar.

Primeiro se derruba a árvore. Depois se pensa em como beneficiá-la

Outra figura sempre presente na praça e nas manifestações orquestradas pela Banda Loka Liberal é Jorge Colares, 57 anos. Ele afirma que se dedica ao futuro do país, que teve sua economia “destruída pelos governos petistas”. Tal posição, assegura, Colares, não isenta os outros partidos. Também diz pensar no futuro de sua neta, de um ano e meio de idade.

No acampamento, não se notam bandeiras de apoio partidário ou mesmo de algum político específico. “O Marcel (Van Hattem, deputado estadual pelo PP/RS) chega perto, mas nem entra. Ninguém quer político aqui”, diz Jorge, sorrindo orgulhoso ao tocar no assunto. Ainda segundo o manifestante, o acampamento é amparado pela Brigada Militar, que faz rondas sucessivas pelo parque,  sendo sempre solícitos com os manifestantes.

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A Maidan brasileira termina em chopp

Ainda assim, há contratempos. Colares diz ter sido difícil ficar ali durante a chuva desta semana: “Um de nossos propósitos é, quando sairmos daqui, deixarmos algo melhor do que encontramos. Quando chegamos, bastava chover fraco para alagar. Um enorme descaso. Queremos mostrar que a comunidade unida pode fazer melhor do que o serviço público vem fazendo”, pontua sem deixar claro o que pretendem fazer de melhorias no parque.

Satisfeito com as doações e mobilizações dos simpatizantes da causa, ele explica que os pedidos feitos pelo grupo, como água ou carvão, são rapidamente atendidos, com os suprimentos chegando de maneira rápida e massiva. O fato serve para Jorge acreditar que o movimento tem forte apoio popular.

Para ilustrar seu ponto de vista, usa sua própria experiência: depois de dirigir uma empresa de análise de sistemas durante nove anos, com 40 funcionários, atribuiu a falência à alta carga tributária. “E tem muitas histórias como a minha por aqui”, afirma ele.

Quando o assunto é a saída de Dilma, Jorge é direto. Se dizendo liberal e conservador, afirma que não há como o governo continuar e que, em pouco tempo, a atual administração terá de sair, por meio de renúncia ou pelo processo de impeachment. “Reunimos vários grupos aqui e muitos têm opinião divergente. Mas precisamos unir as forças. Primeiro se derruba a árvore. Depois se pensa em como beneficiá-la”. Para Jorge, a árvore seria o governo e os benefícios as políticas possíveis de articular após a queda, pois defende a manutenção do estado de direito e a convocação de novas eleições.

Leia a reportagem completa com a visão dos manifestantes em tópicos como: Nem teria que discutir feminismo. Porque mulher é igual a homem e ponto; As instituições clamam pelos militares e A Maidan brasileira termina em chopp, no site de reportagens dos alunos da Unisinos.

 

 

 

Movimento SANGUE FARRAPO organiza manifestação pró-impeachment no domingo de Páscoa

Movimento SANGUE FARRAPO organiza manifestação pró-impeachment no domingo de Páscoa

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Indignados com a situação político-econômica do Brasil, três amigos começaram o movimento Sangue Farrapo, que em quatro dias atingiu 3000 curtidas em sua página no Facebook. “Os brasileiros não aguentam mais a corrupção em que está mergulhado o Brasil. A indignação é geral e quem não está revoltado com a corrupção, é porque se beneficia dela”, fala Maurício Rezende, um dos organizadores do movimento. Com apoiadores em todas as cidades do Rio Grande do Sul, a passeata a cavalo, marcada para as 14h de domingo, dia 27/03, vai sair do Parque Harmonia em direção ao Parcão e entoará o Hino Rio Grandense e o Hino Nacional com carro de som e auto-falantes. Só participarão pessoas cadastradas no movimento.
Para Maurício Rezende, o Brasil vive hoje um momento de caos político e pouca representação. “Um dos objetivos é fazer com que nossas diretrizes cheguem a Brasília, mas temos a consciência de que primeiro precisamos estar fortalecidos em nosso estado”, diz Maurício. Apoiado pelo Vem Pra Rua, pelo Movimento Brasil Livre e La Banda Loka Liberal, o Sangue Farrapo vem reunindo muitas pessoas entre os gaúchos tradicionalistas. “Começamos combinando o assado de domingo e depois que estourou o assunto corrupção, ninguém falava de outra coisa e os números de participantes só foram crescendo”, fala Maurício.
O movimento tem o enfoque no combate irrestrito à corrupção, é pró impeachment da atual presidente da República, apoia que sigam as investigações conta o ex presidente Lula e que sejam mantidas a autonomia dos órgãos fiscalizadores. “Não somos um movimento partidário, defendemos o combate à corrupção e o julgamento de todos os políticos comprovadamente envolvidos em corrupção”. O movimento também cobra o posicionamento dos deputados do Rio Grande do Sul. “Os gaúchos precisam saber de que maneira eles estão representando o povo gaúcho”, fala.

O evento apoiado pelo MBL, VPR e La Banda Loka Liberal, tem autorização da Brigada Militar, Secretaria da Agricultura, EPTC e DMLU, que darão todo o suporte necessário.

Programação:
27/03 (domingo):
13:00 – Chegada ao Parque Harmonia em Porto Alegre
14:00 – Concentração para saída
15:00 – Saída do Parque Harmonia em direção ao Parcão

Trajeto:
– Saída do Parque da Harmonia
– Subiremos a Rua Duque de Caxias em direção ao Palácio Piratini
– No Palácio Piratini será feito um ato simbólico aonde será cantado o Hino do Rio Grande do Sul por César Oliveira e Rogério Melo
– Seguiremos em direção ao Parcão pela Av. Independência e Av. 24 de Outubro
– Chegaremos ao Parcão, aonde faremos mais um ato simbólico com os outros movimentos apoiadores, onde ocorrerá a troca de bandeiras e o Hino Nacional.