David Coimbra lança “Hoje eu venci o câncer”. Livro com relatos inéditos sobre como o jornalista enfrentou a doença chega às livrarias na segunda-feira

David Coimbra lança “Hoje eu venci o câncer”. Livro com relatos inéditos sobre como o jornalista enfrentou a doença chega às livrarias na segunda-feira

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Escrever que David Coimbra é um dos grandes jornalistas brasileiros da atualidade, um cronista de mão cheia e um amigo dos amigos, é o óbvio. Mas e daí? Porque é óbvio não vou escrever? Ok! David  não é uma unanimidade. Todavia, não é porque há burros no planeta. Mas, normalmente até eles, o meu amigo trata com gentileza. Olha, ser David em época de intolerância nas redes sociais, requer uma dose extra de generosidade e paciência. Ainda bem que ele as têm em quantidade ilimitada. Convivi muito com o David nas quadras de futebol de salão (Futsal é coisa moderna) entre bolachas de chope, sanduíches abertos, filés,  churrascos, vários “xises” (ele já descreveu em sua coluna a experiência de traçar um cheeseburger ao meu lado) e tenho algumas longas horas em filas esperando o autógrafo do menino do IAPI. Houve uma época que ele lançou vários livros em um pequeno espaço de tempo. Sou tão fã, que tenho dedicatórias em edições diferentes de Jô na Estrada e A Mulher do Centroavante. Alguém me perguntou: Tu vai na sessão de autógrafos do David? E eu sem saber que livro… fui. Só me flagrei que já tinha devorado o livro, quando li o nome da obra na página autografada pelo David. Cometi o erro uma segunda vez, até aprender a olhar o cartaz do lançamento. Afinal de contas, “Herrar é umano, persistir… “.

Quando soube da notícia do câncer no rim, fiquei abalado como todos que conviviam com o craque das letras, mesas e quadras. Foi a força e a determinação do David em enfrentar a doença, que melhorou o ânimo dos que estavam em torno dele. É claro que o filho da D.Diva e pai do Bernardo, se abalou com a notícia(quem não se abalaria), mas encarou o desafio de ser cobaia. Apoiado pela Marcinha, amigos mais próximos e por Duda Melzer – poucos sabem, mas ele acompanhou tudo de perto – David foi a luta e venceu o monstro. Mas, para um cara que leu os “Tesouros da Juventude”e escreve crônicas e reportagens como poucos, a vitória física não basta. Ele tinha que passar e repassar psicologicamente cada momento que viveu. Por isso, chega às livrarias na próxima semana: HOJE EU VENCI O CÂNCER.

29852916_2074250996127226_1472937266_nDavid já tratou do assunto em colunas, no jornal Zero Hora. Em 18 de maio de 2013, iniciou a série: A má notícia. Na abertura do capítulo 1:  “Quando descobri que estava com câncer, desmaiei. Que decepção comigo mesmo, eu que me achava tão forte. Hoje as coisas estão diferentes, e logo você vai entender por quê. Naquele dia, 8 de março, uma sexta-feira azul e amarela de fim de verão, minha preocupação era uma misteriosa dor no peito que vinha sentindo havia algumas semanas. Os médicos fizeram todo tipo de investigação e não descobriam do que se tratava. Estava tudo bem com o coração, tudo bem com os pulmões, mas a dor aumentava a cada dia, até se tornar quase insuportável (…) Um rim tinha o dobro do tamanho do outro, e o rim grande tinha uma área escura no centro, uma mancha que lhe tomava quase todo o território. Arregalei os olhos e constatei, em voz baixa: – É câncer… Os médicos e técnicos em volta tentaram ser otimistas. – É preciso fazer mais testes – disse um deles. Mas eu sabia que era câncer. Não precisava ser médico para perceber o óbvio.”  Em outubro de 2016, no artigo: “Eu virei cobaia de um remédio contra o câncer”, ele tratou do assunto nas páginas da revista Superinteressante, que dedicou toda uma edição a doença.

“… Tinha câncer de rim com metástase e sofri um bocado, de lá para cá. Meu rim esquerdo foi extraído, e agora descobri que isso é mais uma das coisas que tenho em comum com Pelé, além da minha categoria como ponta-direita recuado. Tomei algumasdas drogas existentes no Brasil contra câncer de rim. A maioria funcionou por três ou quatro meses, mas logo as espertas células mutantes do câncer aprenderam como voltar a se reproduzir. A folhas tantas, um médico me informou:

– Se tudo der certo, você tem, no máximo, mais cinco anos.

Se tudo der certo…

Foi nesse momento que descobri o maravilhoso mundo das cobaias. Vou contar como é: agora mesmo, há cientistas que estão estudando uma única e minúscula molécula, a mesma molécula que observam já há 20 ou 30 anos de suas vidas. Esse estudo paciencioso e criterioso, somado a outros tantos igualmente pacienciosos e criteriosos, resulta na confecção de drogas com poder suficiente para derrotar vários tipos de câncer. Em breve, e espero que seja realmente em breve, eles descobrirão a cura de todos os cânceres, que o câncer não é um só, é legião, porque são muitos.

Ocorre que, em determinada etapa desses estudos, o remédio precisa ser testado em seres humanos. É aí que entramos nós, as cobaias felizes. Quando você é selecionado para participar de um desses estudos, recebe otratamento mais avançado de que a ciência dispõe. Uma dona de casa que mora em Bangu, na Zona Norte do Rio, por exemplo, recebe, gratuitamente,o mesmo tratamento pelo qual pagarão xeiques sauditas, industriais alemães ou executivos japoneses.O problema é que a dona de casa de Bangu dificilmente terá acesso a esses experimentos, por causa da burocracia do Estado brasileiro.”

Agora, depois de escrever crônicas e artigos sobre o que viveu, David concluiu seu livro um relato longo sobre tudo o que viveu nos últimos anos. Eu conversei com ele rapidamente sobre o livro, via whatsapp:

Felipe Vieira: Quando tu decidiu escrever o livro ?

David Coimbra: Tinha pensado em escrever esse livro pro Bernardo. Depois, vi que seria um livro que poderia ajudar muita gente. Gente que, de alguma forma, convive com males assim e até quem não convive, mas que pode compreender algo a respeito e usar para si mesmo. Não posso dizer que estou curado, porque esse tipo de doença sempre pode voltar. Por isso coloquei o “hoje” no título. Hoje estou curado, não sei como será amanhã, mas o que me importa é hoje.

Felipe Vieira: Como foi receber a notícia da doença?

David Coimbra: Foi terrível. Um dos piores momentos da minha vida. Lembro de cada detalhe, descrevi tudo no livro e, ao descrever, cheguei a sentir de novo aquela péssima sensação.

Felipe Vieira: Tu pensou que ia morrer?

David Coimbra: Claro. E foi por isso que decidi escrever esse livro. Decidi escrever algo pra deixar pro meu filho. Mas, depois, como continuei vivo, mudei um pouco o projeto.

Felipe Vieira: Como foi a decisão de se atirar de cabeça em um tratamento experimental?

David Coimbra: Eu não tinha alternativa. Tinha que tentar.

Felipe Vieira: Tu te sentiu uma cobaia?

David Coimbra: Eu era uma cobaia. Sou ainda. Com muito orgulho.

Felipe Vieira: O livro está restrito aos anos da doença ou tu coloca outras memórias?

David Coimbra: Escrevo sobre os anos da doença, mas recuo várias vezes, conto muitas partes da minha vida, falo de pessoas e situo os personagens. Muito do que vivi está ali.

Felipe Vieira: Como pai, adorei ler o teu livro: Meu Guri. Como foi dar a notícia para o Bernardo?

David Coimbra: Eu não dei a notícia pro Bernardo, porque ele era muito pequeno, mas houve um momento em que tive de expressar a ele claramente o que estava acontecendo. Contei isso no livro.

 

No release do livro está escrito e eu concordo plenamente. Enfrentar uma situação-limite e sair inteiro é para poucos. Após o auge da dor – seja ela física ou espiritual –, vem o depois, o dia a dia. Em Hoje eu venci o câncer, David Coimbra nos mostra como ele lidou com seus próprios medos ao enfrentar uma doença que colocou sua vida de cabeça para baixo. Logo em seguida a um diag­nóstico assustador por sua gravidade, o autor se mudou para os Estados Unidos com sua família para tentar um tratamento experimental que foi sua salvação.

Em textos por vezes crus de tão hones­tos sobre sua saga para recobrar a saúde, o autor nos pega pela mão numa viagem que intercala presente e passado. Para entender de onde tira tanta determinação, retornamos com ele à sua infância, precisa­mente ao momento em que sua mãe, com três filhos pequenos, foi abandonada pelo marido, e seguimos por sua vida adulta, por seu início no jornalismo, pelas grandes coberturas e principalmente pelos laços de amizade que foi construindo, amigos esses fundamentais para enfrentar a doença.

Ao intercalar sua narrativa com as crônicas que publicou nos momentos mais difíceis da sua vida – como o texto supreendentemente leve que escreveu no dia que teve o aterrador diagnóstico ou o angustiante relato de quando se viu inter­nado para mais uma cirurgia nos Estados Unidos, à qual se seguiram delírios em função dos opiáceos receitados –, o autor nos mostra como seguir em frente sempre, mesmo nos momentos mais assustadores. Porque para David Coimbra só existe o presente, o tempo gerúndio, o que está acontecendo. O futuro é inconfiável. E o passado se constrói a cada dia que passa.

 

Quer saber mais? Reserve um tempo na próxima semana, passe em uma livraria ou entre  no site da L&PM e baixe o e-book. Lá você vai encontrar um trecho da obra.

 

Título:

HOJE EU VENCI O CÂNCER

Preço:

34,90

Gênero:

Biografias
Saúde Memórias Crônica

Formato:

14×21

Páginas:

208

Edição:

abril de 2018
Livro da Queermuseu é retirado de bibliotecas no interior do Rio Grande do Sul. ‘Não vivemos no Estado Islâmico’, critica diretor de Cultura de Uruguaiana sobre retirada de obra; por Daiane Vivatti/Rádio Guaíba

Livro da Queermuseu é retirado de bibliotecas no interior do Rio Grande do Sul. ‘Não vivemos no Estado Islâmico’, critica diretor de Cultura de Uruguaiana sobre retirada de obra; por Daiane Vivatti/Rádio Guaíba

Comportamento Comunicação Cultura Destaque Poder Política

Um mês após ser retirado da Biblioteca Pública de Uruguaiana, município da Fronteira Oeste, o livro sobre a exposição “Queeermuseu – Cartografias da Diferença Arte Brasileira” ainda não voltou para o acervo da instituição. A obra foi retirada pelo vereador Eric Lins (DEM) na primeira semana de outubro e, segundo o diretor de Cultura da cidade, Ricardo Peró Job, o próprio parlamentar entrou no local, pegou o livro sem autorização e até hoje não devolveu o patrimônio da biblioteca.

“O livro estava para ser catalogado, em uma sala. O vereador entrou na biblioteca e foi direto para o local onde estava a obra, então, eu acho que alguém avisou ele. Ele assinou uma folha de retirada com um funcionário que não é da biblioteca e depois fez um vídeo”, relata Job.

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Ricardo Peró Job

O vereador Lins rebateu as afirmações, dizendo que o livro estava disponível em uma prateleira, sem indicação de idade e que a retirada do catálogo foi assinada, garantindo a legalidade da ação. Ele admite, entretanto, não ter devolvido a obra à biblioteca. “Depois, eu devolvi o livro diretamente na Prefeitura, como um representante da Câmara de Vereadores”, argumenta.

Na semana passada, o vereador entregou o livro no Gabinete do prefeito Ronnie Mello (PP), junto com uma moção – contrária à divulgação da obra – aprovada pelos vereadores. Conforme a assessoria da prefeitura, o livro foi encaminhado para a Procuradoria-Geral do Município fazer uma análise para definir ver se o livro poderá ou não integrar o acervo da biblioteca. Não há prazo para a decisão.

O vereador entende que o livro possui conteúdo impróprio, que não deve ser feito e disponibilizado com verba pública. “Isso, com certeza, não é uma obra, como chamam de obra, que mereça receber apoio do dinheiro público. Se a pessoa quiser fazer isso na sua casa, comprar em uma livraria… agora, a partir do momento que você subsidia esse tipo de coisa, com dinheiro público, porque a biblioteca é pública e os funcionários também, deixa de ser algo digno”, argumenta Lins.

“Não vivemos no Estado Islâmico”, diz diretor de Cultura

O diretor de Cultura de Uruguaiana, no entanto, defende que o livro volte para o espaço. “Sinceramente, eu sou a favor da volta desse livro para a Biblioteca Municipal nessas condições: que ele fique em uma estante, fora do alcance de crianças. Acho que nós não vivemos sob a bandeira do Estado Islâmico, nós também não somos censores e o livro existe para quem gosta desse tipo de manifestação. Eu, pessoalmente, não gosto, mas o livro existe e tem que constar na biblioteca”, ressalta Job.

A posição também é defendida pela Associação Rio-Grandense de Bibliotecários (ARB), que emitiu uma nota contrária a qualquer tentativa de interferência em bibliotecas. “Considerando o cunho liberal e humanista da profissão, (a associação) manifesta-se de maneira contrária à ingerência de qualquer ente político no desenvolvimento de coleções das bibliotecas públicas. Ainda, a administração e direção de bibliotecas é de responsabilidade do bibliotecário, conforme Lei nº 4.084, de 30 de junho de 1962″, diz o comunicado.

A ARB também aponta que “a retirada, o banimento e a censura a obras específicas, ou a temáticas polêmicas, devem ser encarados com seriedade por qualquer sociedade que se apresente como democrática e essas atitudes interferem e impossibilitam justamente o debate e a cidadania”.

Situação em outras cidades

Vereadores de Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Erechim também fizeram moções contra a presença do livro da Queermuseu nas bibliotecas. Em Bento Gonçalves, na Serra, a obra foi retirada da Biblioteca Municipal e está retida na Prefeitura. De acordo com o Secretário Municipal da Cultura do município, Evandro Soares, um vereador conversou com o prefeito e pediu que o livro fosse disponibilizado com cuidado no local. Com isso, a administração está avaliando qual é a melhor forma de colocar a obra à disposição do público e, a princípio, será feita uma classificação indicativa. Soares garantiu, no entanto, que o livro da exposição vai voltar para a biblioteca.

Já em Caxias do Sul, também na Serra, o livro está em processo de catalogação. Das cidades onde os vereadores encaminharam moções contra o catálogo da Queermuseu, o único local onde a obra já está disponível para empréstimo é Erechim, no Norte do Estado. Conforme o bibliotecário do espaço, não foi solicitada a retirada da obra do acervo e, inclusive, o livro está emprestado para um leitor.

Contexto

Quando ocorrem atividades patrocinadas pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC), os livros são distribuídos gratuitamente em todas as bibliotecas públicas gaúchas. A Queermuseu estava em cartaz no Santander Cultural, em Porto Alegre, e foi encerrada em setembro – um mês antes data definida – após protestos de pessoas que acusaram a exposição de fazer apologia à pedofilia e zoofilia.

Record lança “Polícia federal: A lei é para todos”, livro sobre os bastidores da Operação Lava Jato que inspirou filme homônimo

Record lança “Polícia federal: A lei é para todos”, livro sobre os bastidores da Operação Lava Jato que inspirou filme homônimo

Agenda Cultura Destaque Feira do Livro

Há mais de três anos em vigor no Brasil, a Operação Lava Jato é protagonista diária do noticiário político nacional. Não é à toa: trata-se da maior investigação de lavagem de dinheiro e corrupção já feita no país. Já foram realizadas mais de 40 fases, mais de cem suspeitos foram presos e outros tantos foram levados a depor. Em pauta, inúmeras acusações de desvios bilionários de recursos públicos, envolvendo empresários e políticos de todos os partidos, em todos os níveis de governo.

A atuação do Ministério Público e do Judiciário é bastante conhecida do público brasileiro, que já identifica os rostos de juízes e procuradores que atuam no processo. Mas em “Polícia federal: A lei é para todos”, Carlos Graieb e Ana Maria Santos narram os bastidores da investigação sob a perspectiva da equipe de policiais responsável pela força-tarefa. Amparado em muita pesquisa, numa ampla rede de informantes e em diversas entrevistas, o livro levanta episódios inéditos, saborosos, que valorizam estes profissionais fundamentais para o sucesso da operação.

Com uma narrativa eletrizante, eles não apenas revelam detalhes da apuração dos crimes, mas também as pressões e os conflitos do trabalho dos agentes. “Dos desafios logísticos que antecedem a deflagração de uma fase aos desafios técnicos ligados à decifração das provas, todas as engrenagens de uma grande operação da Polícia Federal podem ser vistas em funcionamento nesta investigação histórica”, ressaltam os autores na apresentação do livro. “O que realmente nos surpreendeu foram os detalhes da investigação propriamente dita. A quantidade de documentos apreendidos em cada uma das fases que havia sido deflagrada era simplesmente inacreditável. (…) No meio do caminho, engenheiros tiveram que desenvolver novas ferramentas, especialmente destinadas à análise de dispositivos eletrônicos”, conta a dupla, em entrevista ao Blog da Record. Ana Maria Santos atuou como executiva em empresas dos segmentos de auditoria, saúde e varejo. É autora do romance policial “De volta à escuridão”. Carlos Graieb é jornalista com passagens pela Veja, Rádio Jovem Pan e O Estado de São Paulo.

A trama ganha versão para as telas em 7 de setembro, quando “Polícia federal: A lei é para todos” chega aos cinemas de todo o país. O filme é dirigido por Marcelo Antunez e conta com um elenco que inclui nomes como Antonio Calloni, Marcelo Serrado, Flávia Alessandra e Ary Fontoura. E segundo os autores, o projeto continua: continuações tanto do livro quanto do filme estão previstas, e a dupla já trabalha na sequência.

TRECHO:

“Masuia já havia conferido os detalhes que Moscardi lhe passara. O voo TAM JJ8062 estava no horário. Moscardi gostou de saber que um ônibus levaria os passageiros até o avião. Preferia abordar seu alvo na pista pouco iluminada, e não na entrada congestionada de um finger. Antes, porém, queria ter certeza de que ela estava ali. Pediu que o levassem até o lado externo do portão de embarque, onde os ônibus estariam à espera dos passageiros. No caminho, ele mostrou para Masuia a foto de Nelma Kodama que estava em seu celular. O agente não sabia quem ela era. Melhor assim.

Nelma era de origem japonesa, mas a mulher na foto também poderia ter sangue índio, sul-americano. Lembrava, talvez, aquela velha cantora de músicas de protesto. Exato: Nelma Kodama era a Mercedes Sosa da lavagem de dinheiro. Tinha um rosto gordo, que mal se distinguia do pescoço. Na foto não se via o corpo, mas se podia adivinhar que era atarracado. O que mais chamava atenção era o olhar: insolente, inamistoso, desafiador.”

O filme será lançado em 7 de setembro. Confira o trailler:

 

POLÍCIA FEDERAL: A LEI É PARA TODOS

CARLOS GRAIEB E ANA MARIA SANTOS

Páginas: 280

Preço: R$ 37,90

Editora: Record

Os autores lançam o livro na segunda-feira, 28 de agosto, em Curitiba, em bate-papo com os atores do filme. Já na quarta-feira, dia 30 de agosto, acontece o lançamento em São Paulo. Veja o serviço completo abaixo.

 

 

 

 

 

Tacho celebra 40 anos de carreira reunindo charges em livro. Ilustrador fará lançamento no próximo dia 13, no Chalé da Praça XV; por Luciana Vicente/Correio do Povo

Tacho celebra 40 anos de carreira reunindo charges em livro. Ilustrador fará lançamento no próximo dia 13, no Chalé da Praça XV; por Luciana Vicente/Correio do Povo

Comunicação Cultura Destaque

A busca por oferecer uma charge elegante, sem agredir, mas crítica e irônica é a tarefa enfrentada pelo chargista Tacho ao elaborar sua publicação diária para o Correio do Povo. Uma série dessas criações foram reunidas no “Almanaque do Tacho: textos e traços” (editora Sinopsys), com sessão de autógrafos para os leitores do jornal no dia 13 de dezembro, das 19h às 20h, no Chalé da Praça XV.

Para o livro, foi selecionado material dos últimos cinco anos de sua produção, com ênfase em temas voltados à política e corrupção, ecologia, cultura e ufanismo gaúcho. São charges publicadas no Correio do Povo e em outros veículos, como NH, Vale dos Sinos, Diário de Canoas e Correio do Gravataí. Os textos curtos são de sua coluna semanal Planetacho, impressa no jornal ABC Domingo.

Para suas charges, Tacho diz que sempre almeja a crítica, mas acima de tudo a ironia e o entendimento imediato do leitor. “Quando os temas são políticos e ideológicos, a crítica precisa ser sempre de esquerda, até mesmo à esquerda da esquerda”, comenta. Sua intenção é provocar uma reflexão sobre o que está em evidência nos noticiários. Para conseguir isso, se mantém atualizado, lendo os jornais e conferindo sites, e conversa com amigos na busca do jogo de palavras e de frases que digam muito de forma sintética. Ele detalha que, antes do desenho, vem o diálogo. Com o tema e a conversa definidos, a escolha dos personagens e o desenho acontecem. No entanto, considera que a melhor charge, esteticamente, é aquela que nem diálogo tem.

Entre os personagens que se repetem no seu trabalho estão o gaúcho, figura que mescla ingenuidade, soberba e sabedoria; os velhos, que oferecem uma comparação entre o presente e o passado; e os jovens, mostrando conflitos e temas atuais. Tacho conta que a charge dos gaudérios sobre o dia seguinte ao show dos Rolling Stones em Porto Alegre foi um sucesso, rendendo mais de 40 mil compartilhamentos em mídias sociais e dezenas de comentários nas rádios.

Percebendo a charge como um documento histórico, o ilustrador analisa que em 40 anos de profissão, completados esse ano, criticou e registrou em desenho importantes momentos sociais, políticos e econômicos, como o fim da União Soviética, a volta da democracia no Brasil, os vários planos econômicos nacionais, a Era FHC e Lula. Sem deixar de lado momentos cruciais do futebol e acontecimentos culturais e de comportamento.

Refletindo sobre o momento atual, diz ser difícil trabalhar diante de tantas críticas e cobranças diretas feitas por meio das redes sociais. Revela que parou de ler os comentários feitos em razão de suas charges, pois considera que são desproporcionais ao que foi publicado e muitos são agressivos.

Sem se considerar um grande desenhista, dizendo que seu traço é intuitivo e caligráfico, pois não tem uma técnica, Tacho relata que o desenho permeia toda a sua vida, sendo na infância a brincadeira favorita. Seu pai era dono do Bar Ideal, um tipo de armazém, nos anos 70, em São Leopoldo, espaço que reunia diferente pessoas ao longo do dia. Neste lugar, ouvia as piadas, anedotas e histórias contadas pelos frequentadores. Tudo o que acontecia ali era anotado e virava desenho.

Na adolescência, aos 17 anos, entrou no Jornal Vale dos Sinos para ocupar o cargo de office-boy. Em pouco tempo publicava seus desenhos e foi contratado como chargista. Suas inspirações criativas foram Millôr Fernandes, por suas ilustrações e frases de efeito, e os chargistas gaúchos Santiago e Sampaulo. No ano de 1986, aos 27 anos de idade, entrou para o Correio do Povo, contabilizando este ano 30 anos de trabalho no jornal.

Believe it prepara lançamento de livro contando a história da UnicredRS

Believe it prepara lançamento de livro contando a história da UnicredRS

Cultura Destaque Economia Negócios

Os 20 anos da Unicred serão relembrados com o lançamento de um livro contando a história da maior cooperativa de crédito do Rio Grande do Sul.  A edição da obra ficará por conta da  diretora da conteúdo da Believe it, Cláudia Aragón e as fotografias que retratarão toda esta história serão de Nilton Santolin. A primeira reunião de briefing sobre o livro que homenageará duas décadas do Sistema Unicred RS ocorreu nesta sexta-feira. O lançamento será em março junto com a inauguração da nova sede da Unicred RS em Porto Alegre

FHC: líder de Temer é insustentável. ‘Se o governo errar o PSDB sai’

FHC: líder de Temer é insustentável. ‘Se o governo errar o PSDB sai’

Cultura Notícias Poder Política

FH: líder de Temer é insustentável

Em entrevista pelo lançamento do segundo volume de “Diários da Presidência”, o ex-presidente FH disse que o Legislativo não pode “montar no cangote” de Temer e que o novo líder do governo, imposto por Eduardo Cunha, é “insustentável”. (O Globo)

‘Se o governo errar o PSDB sai’

No segundo volume de Diários da Presidência, Fernando Henrique Cardoso se queixa da pressão do PMDB para obter cargos. Agora, como PSDB na base aliada, o tucano fala sobre a atuação do partido na administração federal. “Se o governo for para um caminho errado, então o PSDB sai.” Ele avalia que José Serra ganhou força para se candidatar em 2018. (O Estado de São Paulo)

Teatro: Otávio Müller apresenta em Porto Alegre o espetáculo A VIDA SEXUAL DA MULHER FEIA, texto da grande Claudia Tajes

Teatro: Otávio Müller apresenta em Porto Alegre o espetáculo A VIDA SEXUAL DA MULHER FEIA, texto da grande Claudia Tajes

Agenda Cidade Comportamento Cultura Notícias Porto Alegre Publicidade

A Claudia Tajes é um dos destaques de uma geração de talentosas escritoras gaúchas. Ela nasceu em Porto Alegre, aqui se tornou redatora publicitária e estreou na literatura com Dez (Quase) Amores (L&PM Editores, 2000), a estreia foi um sucesso e ela seguiu escrevendo crônicas ma-ra-vi-lho-sas em jornais e revistas e para nossa sorte, que sempre queremos novas ideias e belos textos… não parou mais  de publicar lançar livros. Na sequência seguiram-se, As Pernas de Úrsula & Outras Possibilidades (L&PM Editores) e o romance Dores, Amores & Assemelhados (L&PM Editores), Louca por homem (L&PM), Vida dura (L&PM POCKET) ,Só as mulheres e as baratas sobreviverão (L&PM Editores), Por isso eu sou vingativa (L&PM Editores) entre outros.  A entrevistei na Band, em todos anos que cobri a Feira do Livro de Porto Alegre e a Claudinha lançou livros na Praça da Alfândega. Sempre um bom papo. Há algum tempo resolveu ser também roteirista de TV e Cinema e como na literatura mostra muito talento. Pois chegou a hora de vermos a montagem teatral do Otávio Müller, para A vida sexual da mulher feia, livro lançado em 2005 pela L&PM Editores, Não é a primeira vez e nem será a última que os textos da Claudia Tajes, serão adaptados para o Teatro. Amigos que viram no Rio de Janeiro, foram só elogios a direção e atuação do grande Otávio Müller.  Não conheço pessoalmente, mas lembro do Otávio desde a primeira participação em novelas, o Sardinha, em Vale Tudo. Minha memória não é tão boa assim, mas naquela época o capítulo seguinte da trama que questionava: Quem matou Odete Róitman? Era mais aguardada que a próxima temporada de House Of Cards. E se seguiram muitos outros personagens até o Djalma, de Tapas & Beijos.

Pois bem, os talentos de Claudia e Otávio se encontraram e agora o ator e diretor vem a Porto Alegre apresentar o espetáculo A Vida Sexual da Mulher Feia. Baseado no livro homônimo de Claudia Tajes, sucesso absoluto em vendas, a montagem não deixa nenhuma mulher ou homem imune à insegurança da personagem. Afinal, quanto mais se olha no espelho, mais imperfeições aparecem. Com a crueza de um consultório de terapeuta, é possível acompanhar suas aventuras amorosas, primeiro beijo e primeira transa. Em seu livro, Claudinha Tajes criou uma protagonista sem rosto, não esmiuçou descrições físicas, não impôs uma caracterização isolada. Esse recurso facilita a identificação ampla e abrangente do público. Na peça, o ator dá vida à Maricleide, que goza de uma autocrítica impagável e não perde tempo em se indispor à ditadura da beleza.

Quem nunca esteve acima do peso? Quem nunca se viu apavorado ao constatar os estragos feitos pelos hormônios da adolescência? Ao acompanhar os relatos hilários do diário amoroso da personagem, a identificação é inevitável, o que faz com que a história se torne ainda mais engraçada. Afinal, tem coisa melhor do que rir de nós mesmos? Não se trata da risada sádica, que segrega as formosas das horríveis e aponta o dedo para torturar, e sim da risada generosa e solidária, imbuída da reflexão e do combate aos condicionamentos. No fim das contas Maricleide descobrirá que mulher feia não é uma questão de aparência e sim um estado de espírito.

Embarcando no sucesso do livro, o espetáculo agrada a todos – homens e mulheres, feios ou não. Afinal, todo homem já se sentiu o próprio Shrek algum dia e até a princesa mais linda já teve o seu dia de Fiona.

As apresentações, com realização da Opus Promoções e da Chaim Produções, acontecem no Teatro do Bourbon Country. Os ingressos já estão à venda. Confira mais informações abaixo

 

SERVIÇO

A VIDA SEXUAL DA MULHER FEIA

Dias 2 e 3 de julho
Sábado, às 21h

Domingo, às 20h

Teatro do Bourbon Country (Av. Túlio de Rose, 80 / 2º andar – Shopping Bourbon Country)
www.teatrodobourboncountry.com.br

Realização: OPUS PROMOÇÕES e CHAIM PRODUÇÕES

Duração: 80 minutos

Classificação: 14 anos

INGRESSOS

Galeria

R$ 60,00

Mezanino

R$ 80,00

Plateia Alta

R$ 120,00

Plateia Baixa

R$ 140,00

Camarote

R$ 140,00

– 50% de desconto para sócios do Clube do Assinante RBS – limitado a 100 ingressos;

– 50% de desconto para titular e acompanhante dos cartões Zaffari Card e Bourbon Card, adquiridos somente na bilheteria do Teatro do Bourbon Country – limitado a 100 ingressos;

– 50% de desconto para titulares do Cartão Alelo Cultura, na compra de um ingresso, pago com o Cartão Alelo Cultura (vale-cultura), adquirido somente na bilheteria do Teatro do Bourbon Country – limitado a 100 ingressos;

– 10% de desconto para sócios do Clube do Assinante RBS nos demais ingressos.

* Crianças até 24 meses que fiquem sentadas no colo dos pais não pagam;
** Política de venda de ingressos com desconto: as compras poderão ser realizadas nos canais de vendas oficiais físicos, mediante apresentação de documentos que comprovem a condição de beneficiário. Nas compras realizadas pelo site e/ou call center, a comprovação deverá ser feita no ato da retirada do ingresso na bilheteria e no acesso à casa de espetáculo;

*** A lei da meia-entrada mudou: agora o benefício é destinado a 40% dos ingressos disponíveis para venda por apresentação. Veja abaixo quem têm direito a meia-entrada e os tipos de comprovações oficiais no Rio Grande do Sul:
– IDOSOS (com idade igual ou superior a 60 anos) mediante apresentação de documento de identidade oficial com foto.
-ESTUDANTES mediante apresentação da Carteira de Identificação Estudantil (CIE) nacionalmente padronizada, em modelo único, emitida pela ANPG, UNE, UBES, entidades estaduais e municipais, Diretórios Centrais dos Estudantes, Centros e Diretórios Acadêmicos. Mais informações: www.documentodoestudante.com.br
– PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E ACOMPANHANTES mediante apresentação do cartão de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social da Pessoa com Deficiência ou de documento emitido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que ateste a aposentadoria de acordo com os critérios estabelecidos na Lei Complementar nº 142, de 8 de maio de 2013. No momento de apresentação, esses documentos deverão estar acompanhados de documento de identidade oficial com foto.
– JOVENS PERTENCENTES A FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA (com idades entre 15 e 29 anos) mediante apresentação da Carteira de Identidade Jovem que será emitida pela Secretaria Nacional de Juventude a partir de 31 de março de 2016, acompanhada de documento de identidade oficial com foto.
– JOVENS COM ATÉ 15 ANOS mediante apresentação de documento de identidade oficial com foto.
– APOSENTADOS E/OU PENSIONISTAS DO INSS (que recebem até três salários mínimos) mediante apresentação de documento fornecido pela Federação dos Aposentados e Pensionistas do RS ou outras Associações de Classe devidamente registradas ou filiadas. Válido somente para espetáculos no Teatro do Bourbon Country e Auditório Araújo Vianna.
– DOADORES REGULARES DE SANGUE mediante apresentação de documento oficial válido, expedido pelos hemocentros e bancos de sangue. São considerados doadores regulares a mulher que se submete à coleta pelo menos duas vezes ao ano, e o homem que se submete à coleta três vezes ao ano.

****Caso os documentos necessários não sejam apresentados ou não comprovem a condição do beneficiário no momento da compra e retirada dos ingressos ou acesso ao teatro, será exigido o pagamento do complemento do valor do ingresso.

*****Descontos não cumulativos a demais promoções e/ ou descontos.

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS (sujeito à taxa de conveniência):
Site: www.ingressorapido.com.br
Call Center: 4003-1212 (de segunda a sábado, das 9h às 21h, e domingos, das 12h às 18h)
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Guilherme Cassel lança “Jogo jogado” dia 12 de maio na Palavraria.

Guilherme Cassel lança “Jogo jogado” dia 12 de maio na Palavraria.

Cidade Comunicação Cultura Notícias Poder Política Porto Alegre

Guilherme Cassel, o meu entrevistado de tantas oportunidades sobre política, economia e reforma agrária, lança no próximo dia 12 seu segundo livro individual. Autor de Contos de Solidão e Silêncios, publicado em 2012, Cassel também participou da coletânea Contos de Oficina 18, organizada por Luiz Antonio de Assis Brasil. O sujeito é pós-graduado em recursos humanos. Foi agente fiscal do Tesouro do Rio Grande do Sul. Atuou como sub-secretário da Fazenda de Porto Alegre, sub-chefe da Casa Civil do governo do Rio Grande do Sul, secretário geral do Governo do Rio Grande do Sul e como chefe de gabinete do então vice-governador Miguel Rossetto.

Em 2003, no início do 1º governo Lula, assumiu a secretaria-executiva do Ministério do desenvolvimento Agrário. Em 2006, foi nomeado interinamente como Ministro, porque Miguel Rossetto foi indicado pelo PT para disputa da vaga de senador pelo Rio Grande do Sul. Acabou efetivado no cargo pelo presidente Lula, após a recusa de Rosseto para retornar ao ministério.

Pois bem, o sujeito que depois foi diretor do Banrisul e hoje é Servidor Público Estadual, aposentado lança agora “Jogo Jogado e outras histórias”. O livro editado pela Libretos, reúne segundo o release de apresentação, sete narrativas lancinantes e febris, com poder de fogo e imaginação para desconcertar o leitor e conduzi-lo aos escombros da condição humana.

Os relatos de crueldade e humor, raiva e dignidade navegam nas águas turvas da tragédia ética que desafia o Humanismo do século 21, por vezes soterrando-o e, logo adiante, dando-lhe nova e talvez derradeira chance. O autor convida à reflexão, propondo mais afeto e menos violência. O evento de lançamento do livro acontece no dia 12 de maio, às 19 horas, na Palavraria, com bate-papo entre o autor e o jornalista e escritor Rafael Guimaraens.

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Guilherme Cassel

Libretos, 224 páginas

Preço: R$32,00

 

Lançamento:

Dia 12 de maio de 2016 (quinta-feira), às 19 horas

Palavraria – Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim

Inelegibilidade por prestação de contas é tema de palestra no Congresso Nacional de Direito Eleitoral. Advogada Gabriela Rollemberg detalhou o tema com as eleições municipais de 2016 como pano de fundo

Inelegibilidade por prestação de contas é tema de palestra no Congresso Nacional de Direito Eleitoral. Advogada Gabriela Rollemberg detalhou o tema com as eleições municipais de 2016 como pano de fundo

Cultura Direito Economia Eleições 2016 Notícias Poder Política

Em tempos de forte judicialização do embate político, os candidatos a prefeito e a vereador nas eleições de 2016 devem ter cuidado redobrado para que suas vitórias nas urnas não sejam transformadas em derrotas na Justiça. Esse foi o alerta feito por Gabriela Rollemberg, vice-presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB e secretária-geral da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP), em sua participação no 3º Congresso Nacional de Direito Eleitoral, ocorrido hoje (29/4), em Porto Alegre, no Hotel Embaixador. O motivo para esse alerta está baseado na alteração da jurisprudência em 2014, mas o impacto real só será sentido nas eleições deste ano no âmbito municipal. Muitos prefeitos tiveram suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas, e isso se refletirá diretamente nas eleições municipais e nas tentativas de reeleição”, disse.

Em sua palestra, a advogada destacou que o controle das contas do Executivo por parte do poder legislativo é uma ferramenta importantíssima para a saúde financeira do país. Ela mostrou na prática as diferenças de prestação de contas no âmbito federal, estadual e municipal e suas peculiaridades.

capa-e1427231744126Manual do Candidato lançado

A advogada acabou de concluir a segunda edição do Manual do Candidato e apresentou o livro para os presentes no evento. O livreto de bolso traz informações sobre aspectos legais e relevantes, que envolvem a candidatura a cargo eletivo, desde o processo de convenções partidárias, regulamentos para propagandas eleitorais e os cuidados após as eleições, com o intuito de ajudar prefeitos e vereadores nas eleições deste ano. Segundo Gabriela, a ideia do livro é traduzir a legislação eleitoral de forma “mais didática e mais acessível”, de forma que fiquem mais claras as novas regras. “Nós teremos a eleição mais desafiadora de todos os tempos, pois não teremos a participação de pessoa jurídica, e fazer uma campanha sem dinheiro, será uma nova realidade” afirmou.

O presidente multicampeão tricolor revela bastidores do futebol. Fábio Koff autografa biografia nesta segunda-feira, dia 14, a partir das 18h, no Estádio Olímpico

O presidente multicampeão tricolor revela bastidores do futebol. Fábio Koff autografa biografia nesta segunda-feira, dia 14, a partir das 18h, no Estádio Olímpico

Comunicação Cultura Esporte Notícias Poder Política

Aos 84 anos, o presidente mais vitorioso da história do Grêmio, que comandou o clube nas suas grandes conquistas, lança o livro Fábio André Koff – Memórias e Confidências. O que faltou esclarecer, editado pela AGE. Com depoimentos dados ao professor Paulo Flávio Ledur e ao seu filho, o jornalista Paulo Silvestre Ledur, a obra de mais de 240 páginas tem textos em primeira e terceira pessoa, e promete sacudir o mundo do futebol com algumas revelações. O lançamento, na segunda-feira, dia 14 de março, será no Estádio Olímpico, o palco das conquistas da equipe tricolor. O evento promete reunir a fanática torcida gremista, e a expectativa é que a festa para o ex-presidente, que teve sua trajetória marcada especialmente pelos títulos da Libertadores e do Mundial de 1983, e da Libertadores de 1995, seja digna de final de campeonato. A partir das 18h, no famoso Largo dos Campões, Fábio Koff estará autografando a história da sua vida, que se confunde com a história do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.

01-CAPA-Fábio-Koff_menorKoff não quis deixar nada de fora do livro, muito menos as polêmicas que envolvem o seu nome. Pela primeira vez, o ex-presidente conta tudo sobre os bastidores da negociação com a OAS para a compra da gestão da Arena, a surpresa ao deparar-se com o contrato que havia sido assinado pela direção anterior do Grêmio, as mudanças que ele encabeçou nesse contrato – e que salvaram o Grêmio de uma derrocada financeira, a desalienação da Arena, a não entrega do Estádio Olímpico, etc. A relação complicada com o técnico Wanderley Luxemburgo, os detalhes da transação com a Rede Globo nos contratos de televisionamento dos jogos do Brasileirão quando era presidente do Clube dos 13 e muitos outros fatos são abertamente apresentados.

Como não poderia deixar de ser, a maior parte da biografia se concentra no futebol. Koff relata as três vezes que passou pela presidência do Grêmio, em momentos muito distintos, a montagem de times, o dia a dia de um dirigente de futebol, a relação com jogadores e técnicos, o sentimento de ser multicampeão e as dificuldades enfrentadas em presidir um time de tanta grandeza como o Grêmio. Os detalhes de quando criou e comandou a principal entidade de equipes brasileiras, o Clube dos 13, e de como e por que ela acabou merecem um capítulo. A amizade com Fernando Carvalho, ex-presidente do seu maior rival, o Internacional. A união dos dois no Clube dos 13, a Lei Pelé e a luta pelo direito de imagem dos clubes também são esmiuçados na obra.

Há um capítulo dedicado à época em que foi chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo da França. Além de trabalhar para a CBF, entidade que sempre contestou, Koff conta o que viu no episódio Ronaldo Nazário, quando a maior esperança de gol do Brasil desabou em campo, no jogo da final da Copa do Mundo de 1998.

A infância, a adolescência e a vida adulta paralela ao futebol também estão presentes. Sua carreira na Magistratura como Juiz de Direito, sua rápida passagem por cargos públicos no governo do então Governador do Rio Grande do Sul Pedro Simon, a experiência como jogador e depois técnico do Atlântico, em Erechim, e o início da vida de dirigente no Ypiranga, também de Erechim, são contados no livro.

O prefácio é assinado pelo atual presidente gremista Romildo Bolzan Júnior e ainda há uma mensagem do ex-presidente gremista Hélio Dourado, homem importante na história do clube. Fernando Carvalho, Roger Machado e Francisco Novelleto dão depoimentos emocionantes. No fim de cada capítulo, as Pérolas, que são histórias engraçadas lembradas pelo presidente, dão um toque humorado ao livro. Renato Portaluppi, Danrlei, Jardel, Paulo Nunes, Hugo de Léon, Felipão, e muitos outros, são os personagens dessas pérolas.

No fim da obra, que resume 84 anos vitoriosos de um dos principais nomes do Grêmio, uma emocionante mensagem final, onde o presidente Koff fala, entre outros assuntos, do orgulho de ser gremista e de ter prestado tantos serviços ao clube.