Ministro da Saúde afirma que analisa carreira médica e melhorias em residências

Ministro da Saúde afirma que analisa carreira médica e melhorias em residências

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Um dos convidados do evento Grupo de Estudos Médicos, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que a pasta faz estudos sobre a carreira médica, mas admitiu algumas dificuldades devido ao impacto em custos e em como ajustar a necessidade de remunerar melhor profissionais que vão atuar em localidades distantes. Barros, ao lado do ministro do ministro do Desenvolvimento Social Osmar Terra, destacou as ações do governo federal. O economista e ex-ministro Mailson da Nóbrega foram os palestrantes do evento, na sexta-feira em Porto Alegre.

palestra_simers_0268-350x233O presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes, destacou a importância da presença do ministro da Saúde para esclarecer as intenções do governo, lembrando que levou uma pauta de temas que preocupam a categoria médica. ele fez questão de abordar cada item que faz parte do documento entregue em 29 de junho por Argollo. Sobre abertura indiscriminada de escolas médicas, o titular da pasta citou que há hoje 39 cursos disputados por mantenedoras e que acompanha e verificará a qualidade na formação. Na oferta de cursos de residências, ele disse que deve ser priorizada a qualidade, formação de alto nível em especialidades e que está criando grupo de trabalho para analisar o tema. Presente ao evento, Mailson da Nóbrega disse que será inevitável o governo federal elevar impostos para resolver o déficit fiscal. Maílson também lembrou que em situações de crise, como a do país, a área da saúde é uma das primeiras a ser afetada.

Mailson da Nóbrega critica ex-governadores gaúchos pela situação que se encontra o Estado. Ex-ministro da Fazenda culpa Lula e Dilma pela estagnação econômica

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Conversei hoje no Agora/Rádio Guaíba, com o economista Maílson Ferreira de Nóbrega, que foi Ministro da Fazenda do governo José Sarney. Ele se mostrou assustado com a situação do Rio Grande do Sul. Fez críticas aos governantes que foram irresponsáveis na condução fiscal do Estado. Sobre o País, na avaliação dele, este não é o pior momento político do Brasil. Para Mailson, a crise política foi maior no Governo João Goulart e a econômica pior no processo hiper inflacionário dos anos 80. Isso não tira a gravidade do atual momento, em que a situação do governo Dilma ainda pode piorar antes de melhorar. Na entrevista, o ex-ministro destacou que nos últimos 12 meses a taxa de câmbio teve 70% de depreciação, o que gera movimentos especulativos para aproveitar oportunidades. Para ele, haverá uma redução substancial da inflação no próximo ano com a queda da taxa Selic, o que deve diminuir a corrosão da renda e aos poucos esses elementos serão responsáveis pela recuperação do quadro econômico do País.

Nóbrega denunciou que os erros do governo petista nos mandatos de Lula e Dilma Rousseff serão responsáveis pela saída do Brasil da recessão para a estagnação econômica. Para o economista, o resultado da falta de investimento ainda pode piorar se for instaurado um processo de impeachment pela Câmara, deixando o governo nas mãos do deputado Eduardo Cunha. Ele também se manifestou favorável à volta temporária da CPMF enquanto se formam as condições para a retomada do desenvolvimento no País.