Caminhada das Vitoriosas faz das ruas de Porto Alegre um mar cor de rosa

Caminhada das Vitoriosas faz das ruas de Porto Alegre um mar cor de rosa

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Milhares de camisetas cor de rosa surgiram de todos os lugares no Parque Moinhos de Vento, o Parcão, de onde saiu a Caminhada da Vitoriosas na manhã deste domingo (21). O grupo percorreu as ruas de Porto Alegre em direção ao Parque da Redenção.  Antes de iniciar o trajeto, centenas de mulheres e seus familiares foram recebidos com muita música e animação. Também houve atividades com foco no compartilhamento das experiências, na celebração das vitórias e na busca pela força e motivação necessárias para seguir enfrentando o tratamento.

Em sua 15ª edição, o evento é o ponto alto do Outubro Rosa, campanha que busca alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce para a cura do câncer de mama. O Hospital Moinhos também comemorou os 15 anos de atuação do Núcleo Mama, que é referência no tratamento da doença.

 Inspiração e perseverança
No meio da multidão, usando capa, coroa e faixa de miss vitoriosa, Patrícia Fraga, de 46 anos, se destacou. Ela preparou o traje especialmente para participar da caminhada e celebrar os 10 anos da sua cura do câncer de mama. “Fiz todo o meu tratamento no Núcleo Mama do Hospital Moinhos, como paciente da Dra. Maira Caleffi. Hoje é dia de comemorar e estou muito feliz”, disse.

Vestida como a pintora mexicana Frida Kahlo, Elizabeth Garcia de Freitas, de 65 anos, está enfrentando o câncer pela segunda vez. Depois de curar o câncer de mama, há 15 anos, nos últimos dois vem tratando a doença nos ossos. A biografia de Frida Kahlo virou inspiração graças às telas de cinema. “Quando descobri que estava com o segundo câncer, eu vi um filme da Frida e me inspirei nela, que foi uma mulher que batalhou bastante, não desistiu da luta. Eu acho que a gente não pode desistir, tem que se cuidar. Venci uma vez e estou vencendo a segunda.”

Alessandra Rodrigues de Carvalho, de 28 anos, não se deixou abater com o retorno da doença. Mesmo em tratamento, caminhou ao lado do irmão, da sogra e do filho, com toda a vontade de vencer novamente. “Eu tive câncer e retirei a mama em 2014. Está sendo um pouco complicado porque eu fiz todo o tratamento e dei como curada. Aí agora voltou, mas vai curar de novo.”

Parceria de sucesso
Maira Caleffi, Chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento, comemorou o sucesso do evento que coloriu de rosa o trajeto entre os dois principais parques da Capital. Ela destacou a relação de compromisso e parceria do Moinhos com a causa.

“Nós temos um orgulho imenso de sermos parceiros do Hospital Moinhos de Vento, não só o porque eles nos cedem a nossa sede há muitos anos, mas também por todo o pessoal do Núcleo Mama, que dá o apoio técnico às nossas questões cientificas dentro do Imama. É uma parceria de longa data que mais uma vez se renova nessa caminhada”, comemorou.

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A matéria foi relatada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) pelo senador Waldemir Moka (MDB-MS), que apontou o câncer como a segunda maior causa de mortalidade no Brasil, responsável por cerca de 15% dos óbitos anuais. Daí a importância de se estabelecer medidas e políticas públicas voltadas ao rastreamento e tratamento desse conjunto de doenças e à reabilitação dos pacientes.

O projeto, segundo ele, permitirá identificar gargalos de assistência, diagnóstico, tratamento e prevenção da doença, bem como estabelecer dispositivos técnicos para o efetivo cumprimento da ‘Lei dos 60 dias‘:

— Este projeto obriga tanto na rede pública quanto privada que, uma vez feito o diagnóstico, seja obrigatório o hospital, o médico ou a clínica comunicar à autoridade aquele diagnóstico. Isso vai facilitar o acompanhamento para que esse tratamento comece em no máximo em 60 dias — apontou Moka.

O texto original tratava apenas da notificação obrigatória de eventos relacionados ao câncer, mas a sua tramitação em conjunto com outros projetos resultou na aprovação, pela Câmara dos Deputados, de um substitutivo que incorporou também a comunicação compulsória de malformações congênitas.

A Presidente voluntária da Femama e Imama e chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Moinhos de Vento, Maira Caleffi comemorou a aprovação do projeto:   “Estou muito feliz. Isso, com certeza vai diminuir as taxas de mortalidade no Brasil.Saberemos quem são os pacientes, como estão sendo tratados e onde o atendimento tem que ser melhorado.”