“Não vão conseguir tirar meu mandato”, adverte Jardel

“Não vão conseguir tirar meu mandato”, adverte Jardel

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Em entrevista ao programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, o deputado Mário Jardel (PSD), disse nesta quarta-feira que existem pessoas tentando tirar o mandato dele. “Foi tudo premeditado, mas não vão conseguir, não vão tirar o meu mandato”. O ex-jogador afirmou, ainda, que tudo vai ser esclarecido.

Com a voz embargada, Jardel apelou para que o deixem trabalhar. Relatou que a família inteira está abalada com as denúncias contra ele. “Minha mãe só chora, meu irmão está traumatizado, minha esposa não para de chorar e meus filhos me ligam de Portugal preocupados”.

O advogado de Jardel, Amadeu Weinmann, afirmou que existem fatos e situações graves que podem ser comprovadas. “Ponham as barbas de molho, se quiserem explorar o Jardel.” Ele relembrou que desde que o deputado assumiu o cargo, é vítima de ameaças e que não podia escolher seus assessores. Explicou que vai examinar tudo e que não ficará constrangido de tomar as medidas cabíveis para provar a inocência de Jardel.

O defensor descartou qualquer possibilidade do parlamentar renunciar. “Ele vai voltar a fazer gol. E o primeiro dele será o seu retorno à Assembleia”. Weinmann falou que neste primeiro momento Jardel vai cuidar da saúde física e mental da família. “Hoje a mãe dele e a esposa vão a um psiquiatra, pois foram para cima de todos com uma metralhadora giratória”, destacou. (Correio do Povo e Rádio Guaíba)

AL aprova cassação do mandato de Diógenes Basegio

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Deputado já havia anunciado renúncia em declaração ao vivo na Rádio Guaíba | Foto: Bruna Cabrera/Especial CP

Deputado já havia anunciado renúncia em declaração ao vivo na Rádio Guaíba | Foto: Bruna Cabrera/Especial CP

A Assembleia gaúcha aprovou, nesta terça-feira, pela primeira vez na história do Legislativo gaúcho, a cassação de um deputado. Diógenes Basegio (PDT), que não compareceu a sessão, foi cassado por quebra de decoro parlamentar. Ele foi acusado de manter funcionário fantasma e de não denunciar irregularidades cometidas por um ex-servidor de seu gabinete. Foram 46 votos favoráveis e nenhum contrário.

Basegio, que já havia anunciado a renúncia do mandato na última sexta-feira ao vivo na Rádio Guaíba, teve a decisão formalizada antes do início da sessão com a leitura da carta de renúncia. Deputados que fizeram parte da composição do processo que levou a cassação se manifestaram na tribuna antes da votação. O mais enfático deles, deputado Ciro Simoni (PDT), criticou o parecer produzido pelo colega Marlon Santos (PDT), corregedor da Comissão de Ética, responsável por fazer a condução da investigação. “Foi um processo crivado de erros desde o início. De todas as denúncias noticiadas pela imprensa, apenas duas foram acolhidas pelo corregedor”, disse. Segundo Ciro, a cassação deixa margem para que Basegio recorra da decisão.

Marlon Santos alegou que ficou convencido das irregularidades e que não havia a necessidade e tempo hábil para acrescentar as demais denúncias, como adulteração do odômetro de um veiculo, no processo. O deputado Ibsen Pinheiro (PMDB) pediu a reforma do Código de Ética Parlamentar. Já a deputada Juliana Brizola (PDT) se declarou impedida de votar por ser primeira suplente do partido, beneficiária direta da cassação. (Correio do Povo)