Dezenas de milhares protestam contra o impeachment em Porto Alegre; por Bernardo Bercht/Correio do Povo

Dezenas de milhares protestam contra o impeachment em Porto Alegre; por Bernardo Bercht/Correio do Povo

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O Centro Histórico de Porto Alegre foi tomado por dezenas de milhares de manifestantes no fim da tarde e início da noite desta sexta-feira. O Ato em Defesa da Democracia reuniu mais de 50 mil pessoas, conforme os organizadores, e cerca de 10 mil na análise da Brigada Militar. O ex-governador Tarso Genro encerrou os discursos antes da caminhada e garantiu luta contra a deposição da presidente Dilma Rousseff: “Se por infelicidade este golpismo cumulativo vencer, no outro dia estaremos juntos na rua para lutar pela democracia. Para que devolvam o poder à soberania popular”, convocou.

Tarso acrescentou que o clamor do protesto não era por Lula, Dilma ou o PT. “Nossa luta é universal, não defende a, b ou c, mas o estado de direito democrático, a presunção da inocência, o direito das pessoas se defenderem sem serem massacradas pela mídia odiosa e manipuladora”, enfatizou. “Vamos resistir e vamos vencer. Viva o povo brasileiro, a democracia e o estado de direito. Não passarão”, bradou o ex-governador à multidão na Esquina Democrática.

Depois disso, o grupo seguiu em marcha para o Largo Zumbi dos Palmares. Entre os participantes, circulavam o ex-prefeito petista Raul Pont e o ex-governador Olívio Dutra, cumprimentando os apoiadores e garantindo “resistência”.

No meio da multidão, o canto mais ouvido foi “Não vai ter golpe, vai ter luta”. Mas muitas vezes puxaram “Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo. Olê, olê, olá, Lula, Lula”. O carro de som também conclamou “não vai passar não passarão. Não vão rasgar a nossa constituição”.

O percurso até o Zumbi dos Palmares foi realizado de forma pacífica e provocou o bloqueio do trânsito em vários pontos da Borges de Medeiros e Loureiro da Silva. O grupo chegou por volta das 20h30min ao destino final, onde seguiu a convocação de luta contra o impeachment de Dilma.

Impeachment: Felipe Vieira entrevista presidente da CUT-RS Claudir Néspolo

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Conversei com o presidente da CUT-RS, Claudir Néspolo, sobre o momento político econômico do País, pós anúncio do início de processo de impeachment da Presidente Dilma na Câmara dos Deputados. Ele também falou sobre as manifestações que estão sendo organizadas para o dia 11 de dezembro pelos sindicalistas da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Petroleiros da Federação Única (FUP) e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) articulados com movimentos sociais de todo País em defesa do mandato da presidenta Dilma Rousseff.