Atos contra e favor do governo mobilizam 105 mil em Porto Alegre

Atos contra e favor do governo mobilizam 105 mil em Porto Alegre

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Foi um domingo de protestos em Porto Alegre, onde milhares de pessoas saíram tanto ao Parque Moinhos de Vento quanto à Redenção para se manifestar contra e a favor do governo federal, respectivamente. Ambos os protestos iniciaram ainda antes dos horários previstos e, por volta das 17h, já se encaminhavam para o final.

A Brigada Militar mobilizou 350 policiais para fazer a segurança dos atos. Apesar dos discursos inflados nas manifestações, não houve maiores registros de violência ou confusões. As movimentações foram acompanhadas por um gabinete de gestão da Secretaria de Segurança Pública (SSP), formado por representantes da própria SSP, Brigada Militar, Polícia Civil, IGP, Susepe, Polícia Federal, PRF, Abin e Exército. Pouco depois das 18h15min, a avenida Goethe permanecia com o trânsito bloqueado para veículos.

Manifestação contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff . Foto: Daniel Isaia/Agência Brasil
Manifestação contra a corrupção e pela saída da presidenta Dilma Rousseff . Foto: Daniel Isaia/Agência Brasil  

Parcão: No Parcão, onde se concentraram os manifestantes contra o governo, os organizadores do ato projetaram em 120 mil o número de participantes. Mesmo previsto para iniciar as 14h, o protesto já tinha grande movimentação antes disso. Ao longo da tarde, com faixas e camisetas, o grupo cobrava a saída da presidente Dilma ao mesmo tempo que elogiava a atuação da Polícia Federal.

No fim do evento, os participantes fizeram uma “oração coletiva”, onde reconheceram a culpa de “deixar que a situação chegasse a este ponto”. Logo depois, entoaram o hino nacional, pouco antes do fim do protesto. Pelos cálculos da Brigada Militar, 100 mil pessoas estiveram no local – os organizadores haviam projetado 140 mil.

 

 

Manifestantes favoráveis a presidenta Dilma Rousseff, durante ato no Parque Farroupilha. Foto: Elifas Simas/ PT Porto Alegre
Manifestantes favoráveis a presidenta Dilma Rousseff, durante ato no Parque Farroupilha. Foto: Elifas Simas/ PT Porto Alegre

Redenção: Já na Redenção, o ato foi a favor do governo e “contra o golpe”. A manifestação começou com um “coxinhaço”, no qual diversas coxas de galinha foram assadas. Representantes de entidades sindicais e políticos do PT, como os ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro, além do ministro Miguel Rossetto, foram discursaram.

A organização estimou em 10 mil o número de participantes, a maioria vestida de vermelho. Conforme a Brigada Militar, no entanto, foram cerca de 5 mil.

 

 

 

 

Interior: Mas não apenas em Porto Alegre houve manifestações. Pelo menos outras dez cidades gaúchas registraram protestos contra o governo federal. A maior delas ocorreu em Novo Hamburgo, onde, segundo a Brigada Militar, 40 mil participaram. Os manifestantes caminharam até a BR 116, chegando a bloquear a rodovia por alguns minutos.

Em Caxias do Sul foram 28 mil pessoas nas ruas contra o governo federal. Pelotas, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Canela, Vacaria, Cachoeira do Sul, Alegrete e Passo Fundo tiveram pelo menos 100 manifestantes. Em todo o Estado, conforme a Brigada Militar, 207 mil pessoas participaram de manifestações em todo o Estado. (Correio do Povo)

Estadão reclama em editorial a queda de Dilma: “Chegou a hora de dizer basta”

Estadão reclama em editorial a queda de Dilma: “Chegou a hora de dizer basta”

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O jornal “O Estado de S. Paulo” e o portal “Estadão” assumem este domingo a sua militância contra o Governo de Dilma Rousseff, num editorial intitulado “Chegou a hora de dizer: Basta!”. Em dia de protestos contra o Governo de Dilma, o jornal paulista escreve que “chegou a hora de os brasileiros de bem, exaustos de uma presidente que não honra o cargo que ocupa e que hoje é o principal entrave para a recuperação nacional, dizerem em uma só voz, em alto e bom som: basta!”

O “Estadão” apela mesmo a que as “famílias indignadas com a crise moral representada por esse desgoverno não se deixem intimidar pelo rosnar da matilha de petistas e agregados”.

O jornal, em editorial, classifica como “farsa” a ideia de que o Governo de Dilma tenta promover a justiça social. E lança duras críticas: “Já ficou claro, no entanto, que esse punhado de irresponsáveis nada pode contra a maioria de brasileiros honestos”. (Portugal Digital)

 

 

 

BH: Clima esquenta entre petistas e antipetistas. Manifestantes trocam xingamentos em evento com presença de Lula. PM teve que usar gás de pimenta para dispensar pessoas (Guilherme Reis e Rafael Mendonça – Especial para o Tempo / Vídeos: Uarlen Valerio)

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Cerca de 40 pessoas contrárias ao governo federal trocam xingamentos, no fim da tarde desta sexta-feira (28), com mais de 100 petistas que participam da abertura do 12º Congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que conta com a presença do ex-presidente Lula e começou por volta das 18h.

Uma mulher teve que ser contida pela PM. Muito exaltada, partiu em direção aos sindicalistas. Os manifestantes pediram para ela sair. Enquanto isso, manifestantes antigoverno foram tirar satisfação. Foi necessário o uso de gás de pimenta por parte da Polícia Militar.

Os antipetistas e os governistas trocam provocações na avenida Nossa Senhora do Carmo, em frente ao Chevrolet Hall, em Belo Horizonte, onde o evento acontece, separados pelos carros. A Polícia Militar já apareceu no local e conversou com a comissão de segurança.

O vereador Juninho Paim (PT), presente no Chevrolet Hall, disse que a manifestação é uma chacota. “São poucas pessoas. Não vão atrapalhar a presença de Lula. Temos que tomar cuidado para não ter agressão”, disse o vereador.

R$ 30 mil de aluguel: Se antes os eventos organizados pela CUT ocorriam em praças públicas e espaços populares, a organização decidiu, agora, mudar o endereço de seus movimentos para um lugar mais sofisticado.

Lula irá comandar o congresso no Chevrolet Hall, local de festas e shows localizado na Savassi, zona nobre da capital mineira. Para alugar esse espaço, conforme a coluna Aparte apurou com produtores de eventos e interlocutores ligados à entidade, a CUT deve desembolsar cerca de R$ 30 mil para a utilização do local.

A coluna entrou em contato com a CUT para confirmar os valores despendidos com a realização do evento, mas nem a assessoria nem a direção da entidade responderam. Os recursos obtidos pela central sindical vêm dos pagamentos de filiados e repasses da contribuição sindical.

No ato Defesa da Petrobras e da Democracia, o ex-presidente terá como plateia os filiados da Central Única dos Trabalhadores, de movimentos sindicais, sociais e estudantis de Minas Gerais. Estão sendo convocados, também, jovens da periferia, pessoas beneficiadas pelos programas sociais da gestão petista no governo federal, coletivos variados e empreendedores individuais. Na palavras de um dos mobilizadores, é preciso “reunir essas pessoas mais sintonizadas com o PT para ouvi-los e compreendê-los”.

Além do evento na casa de shows, a CUT realiza seu 12° Congresso Estadual, que será sediado no luxuoso hotel Ouro Minas. A cerimônia acontece até domingo, e, nela, os membros irão eleger a nova diretoria da entidade no Estado. Os valores do aluguel do espaço de eventos e reuniões não foram revelados pelo hotel à coluna.