Márcio Pinheiro realiza o primeiro encontro do AmaJazz. O 1º AmaJam acontece dia 8 de junho no Bar La Vita È Bella com canja de João Maldonado Quarteto

Márcio Pinheiro realiza o primeiro encontro do AmaJazz. O 1º AmaJam acontece dia 8 de junho no Bar La Vita È Bella com canja de João Maldonado Quarteto

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O jornalista Márcio Pinheiro lança oficialmente no dia 8 de junho (sexta-feira) o site AmaJazz com um encontro de apaixonados por Jazz, convidados revirando a biografia de seus ídolos e música ao vivo. Ao lado da esposa Cássia Zanon, também jornalista, Márcio tirou da gaveta um projeto que nasceu como uma brincadeira entre amigos e colocou em um site que vai agregar muito para todos que gostam de Jazz. O 1º AmaJam ocorre às 20h, no Bar La Vita È Bella, com ingressos a R$ 20,00 no local.

A ideia reunir textos, fotos, sons e colunas escritas por colaboradores que se interessam pelo assunto. “Era um plano que eu tinha há muito tempo que agora ganha vida, principalmente pela colaboração de pessoas como a Cássia, que desenvolveu o site, e de Gilmar Fraga, grande jazzeiro, que criou o logo e colabora com ilustrações”, conta Márcio.

Dia 8, o jornalista recebe Gilmar Fraga, que irá fazer ilustrações de jazzistas durante o evento, o jornalista Lucio Brancato e o escritor e músico Pedro Gonzaga. Eles vão improvisar em cima de textos, sons e imagens. “Nada muito combinado, quase nada ensaiado. Em solos ou em conjunto, as ideias vão surgindo”, explica o jornalista.

A canja do AmaJam será de João Maldonado Quarteto, com um repertório jazzístico com composições próprias, standars e releituras de clássicos do rock nacional e internacional. O quarteto é formando por Maldonado (piano) Everson Vargas (contrabaixo), Cesar Audi (bateria) e Gunter Kramm Junior (sax tenor).

SERVIÇO
1º AmaJam – AmaJazz com Márcio Pinheiro e convidados.
Quando: 8 de junho | Sexta-feira.
Horário: 20h.
Local: La Vita È Bella (Rua Dona Leonor, 45 – Bairro Rio Branco).
Ingressos: R$ 20,00.

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O último tango de Gato. Saxofonista argentino morreu aos 83 anos em Nova Iorque. O crítico musical Márcio Pinheiro lamenta a morte de um músico “que sempre pensou numa América culturalmente sólida”

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Gato Barbieri

O saxofonista “Gato” Barbieri, nascido na Argentina, morreu este sábado, aos 83 anos, num hospital de Nova Iorque devido a uma pneumonia, informaram fontes familiares. O saxofonista tenor, considerado como um dos mais consagrados músicos de jazz da Argentina conquistou um Grammy pela música do filme “O Último Tango em Paris”, protagonizado por Marlon Brando. Gato Barbieri aprendeu a tocar clarinete aos 12 anos, a ouvir Charlie Parker, mas depois mudou para o saxofone, começando a ser conhecido em 1953 quando atuava na Orquestra de Lalo Schifrin.

Gato Barbieri, foi o primeiro músico de jazz que despertou a atenção do escritor e jornalista Márcio Pinheiro. Para o crítico musical, “O argentino Gato Barbieri era universal em sua arte sem jamais deixar de pensar numa América culturalmente sólida, com referências que iam de Ismael Silva a Atahualpa Yupanqui, de Gardel a Glauber, de Naná Vasconcelos a Cortázar.”  Para Márcio, um exemplo disso é “To Be Continued…”. Segundo ele, ” Era a faixa de um dos dois discos dos anos 70 em que ele mais aproximava a Argentina do Brasil, é também um retrato de sua performance: um sax furioso, áspero, mas que – como ensinava um conterrâneo seu – jamais perdia a ternura.”

 

 

Esse Tal de Borghettinho: Biografia do gaiteiro de carreira internacional será lançada neste sábado na 61º Feira do Livro de Porto Alegre

Esse Tal de Borghettinho: Biografia do gaiteiro de carreira internacional será lançada neste sábado na 61º Feira do Livro de Porto Alegre

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O jornalista Márcio Pinheiro lança o livro Esse Tal de Borghettinho, na 61º Feira do Livro de Porto Alegre, no dia 31 de outubro, às 19h. Haverá bate-papo com a presença de Renato Borghetti e mediação de Juarez Fonseca. Na biografia escrita por Márcio Pinheiro, lançada pela Belas-Letras, descubra como uma brincadeira que começou aos 12 anos se transformou em uma sólida carreira musical internacional. Com influências dos Irmãos Bertussi, Tio Bilia, Raulito Barboza, entre tantos outros, Borghetti é símbolo da geração que se reunia em CTGs e califórnias, festivais realizados no interior do Rio Grande do Sul.

Hoje são cerca de 150 shows por ano, todos negociados pelo irmão, Marcos, empresário desde o início da carreira. As apresentações ocorrem também nos Estados Unidos e na Europa.

Nas folgas da concorrida agenda, é na Fazenda do Pontal que Renato reúne a esposa, os cinco filhos e os amigos para churrascos que podem durar dias. Também cuida da Fábrica de Gaiteiros, herança que deixa para novos músicos. “Lá no futuro, um dia alguém vai perguntar por que tem tanto gaiteiro no Rio Grande. E alguém vai lembrar que muito disso começou com um projeto chamado Fábrica de Gaiteiros, inventado por um cabeludo maluco”, aposta Borghetti.

Serviço: Lançamento do livro Esse Tal de Borghettinho, de Márcio Pinheiro

Quando: 31 de novembro, sábado

Horário: 19h bate-papo e 20h sessão de autógrafos

Onde: Bate-papo no Teatro Carlos Urbim (Av. Sepúlveda, próximo a área infantil) e sessão de autógrafos na Praça de Autógrafos (área central)

Valor da obra: capa dura R$ 56,00 e capa brochura R$ 36,00

Entrada gratuita

Encontros com o Professor lança último livro da série de entrevistas. Vou ler o que nunca consegui assistir

Encontros com o Professor lança último livro da série de entrevistas. Vou ler o que nunca consegui assistir

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Eu nunca consegui ir no Encontros com o Professor. Como saia da TV após o horário do início do evento, nas vezes que tentei me deparei com o Studio Clio lotado e com gente aguardando do lado de fora. Não tinha como entrar e resignado eu ia em frente sabendo que tinha perdido a oportunidade de ouvir duas grandes pessoas, o Ruy e o entrevistado. Lamentei muitas das entrevistas que perdi. Para quem não sabe, no evento em formato de um talk-show, Ruy Carlos Ostermann recebia semanalmente um expoente da cultura brasileira para uma conversa informal com a participação do público. E aí com ele esbanjava cultura e charme. O Ruy é uma figura das mais carinhosas com quem trabalhei. Um sujeito de muito conteúdo, um leitor voraz e um ouvido atento a boa música. Um gentleman. Um profissional reconhecido como brilhante por onde passou: maravilhoso colunista em jornal, no rádio grande comentarista de futebol e  âncora de programas com seu estilo “erudito entendível” e passagens marcantes pela TV como o Dois Minutos de Futebol, um comentário que antecedia a programação jornalística da então TV Gaúcha e depois um programa de fim de noite, quando a Globo ainda permitia que suas afiliadas tivessem horários noturnos, o Plenário. Criado pelo Roberto Appell e produzido pela Monica O`May. O programa foi inovador, em formato de Arena, hoje muito utilizado na TV, mas naquela época não me lembro de algo semelhante.

Eu não vi o Professor no Studio Clio, mas não foram poucas as vezes que me acomodei no estúdio da Gaúcha e silenciosamente assisti o mestre sendo generoso com seus entrevistados(na foto do grande Ricardo “Kadão” Chaves, Ruy entrevista Caco Barcellos no lançamento de Rota 66. Márcio Pinheiro preparava uma reportagem para Zero Hora e eu quieto, bebendo na fonte). Substitui o Ruy algumas vezes e me limitei a não inventar. Ostermann é um grande entrevistador e no meu caso uma inspiração. Ele sempre conseguiu facilitar a aproximação do público de temas e pessoas que normalmente circulam em espaços restritos e elitizados. Tanto no Gaúcha Entrevista, quanto no Encontros… Um evento que finalizava com apresentações musicais de grupos locais, caracterizados pela extrema qualidade do trabalho e pela pouca repercussão na mídia comercial do país. Por sinal, acompanhado do produtor Paulo Moreira, Ruy abriu espaço para músicos locais de jazz em um programa que comandou na então Itapema FM. Durante uma hora, em meio a Coltrane, Gillespie, Miles e tantos outros… volta e meia surgia um “jazzista nativo”. Em uma evolução do programa resolveram tira-lo do estúdio e levar para o Solar Palmeiro, onde realizaram Jazz Sessions. Bem bacanas! Bons tempos…

Completando dez anos ininterruptos, o projeto Encontros com o Professor chega ao oitavo (e último) volume do livro que registra a série de entrevistas realizadas por Ruy Carlos Ostermann. No dia 8 de outubro, às 19h, no StudioClio, local que durante seis anos recebeu o projeto da Signi, encerra-se o ciclo de conversas comandadas pelo Professor ao longo desse período com a publicação das entrevistas realizadas em 2012 e 2013. Esses dois últimos anos do evento, os encontros aconteceram no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo. O livro Encontros com o Professor – Cultura Brasileira em Entrevista trará a síntese dos encontros com Ná Ozzetti, Fanny Abramovich, Adão Iturrusgarai, Amanda Costa, André Neves, Luiz Coronel, Mario Prata, Ivo Nesralla, Fabiano de Souza, Gustavo Spolidoro, Luís Augusto Fischer, Sergius Gonzaga, Luis Fernando Verissimo, Enéas de Souza, Cláudia Laitano e os comunicadores do Sala de Redação.

Infelizmente, em função das férias agendadas há algum tempo não vou poder buscar o autógrafo do mestre. Mas, por gentileza da Cristiane Ostermann, que já me enviou o livro vou levar Ruy e seus entrevistados para tomar sol no litoral nordestino. Antecipadamente meus desejo de sucesso e um beijo professor! Muito obrigado pelos ensinamentos e pela oportunidade de acompanhar tão próximo teu trabalho genial.

 

SERVIÇO

Encontros com o Professor – Cultura Brasileira em Entrevista

Lançamento do 8° livro da série

Data: 08/10/2015

Horário: 19h

Local: StudioClio (Rua José do Patrocínio, 689 – Cidade Baixa, Porto Alegre)

Valor de capa: R$ 20,00

Parabéns Porto Alegre, taxistas e leitores. Táxis da Capital viram bibliotecas itinerantes

Parabéns Porto Alegre, taxistas e leitores. Táxis da Capital viram bibliotecas itinerantes

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Fiquei muito feliz ao ser convidado pelo meu amigo Márcio Pinheiro, que atua como coordenador do livro da Secretaria Municipal da Cultura, para fazer parte ao lado de pessoas que admiro do lançamento do projeto Bibliotáxi, uma iniciativa para democratizar o acesso aos livros. E hoje, um dia em que abri o programa Agora da Rádio Guaíba de baixo astral (para quem não ouviu eu li o texto que publiquei aqui no site nesta quarta-feira :Dilma e Sartori, parem de bater minha carteira, acabei me sentindo melhor ao participar de um evento como esse.

O próprio prefeito José Fortunati, que já ganhou nas últimas 24 horas elogios neste espaço pelas ações do Domingo no Parque e a licitação dos ônibus da Capital, foi muito feliz ao dizer no seu pronunciamento que o noticiário das últimas semana está muito ruim. É aumento de impostos, corrupção, violência urbana… e esses projetos com tantas notícias de crise servem pelo menos para pessoas como eu acreditarem que o poder imagem146170público e a iniciativa privada podem desenvolver projetos de parceria que permitam a população acessar cultura de forma gratuita seja através de shows gratuitos, seja através de livros encontrados nos bancos de táxi e eu tenho a esperança que logo, logo também nos das lotações e ônibus.

Gostei muito de estar ao lado da minha amada guru Tânia Carvalho, que passa grandes dicas de literatura aos ouvintes da Rádio Gaúcha, do Luiz Gonzaga Lopes e do Jaime Cimenti, que tratam com tanto carinho os livros nas páginas do Correio do Povo e do Jornal do Comércio e do Pedro Ernesto Denardin, que já escreveu livros sobre futebol e estava lá todo pimpão com o primeiro DVD. (É inacreditável, mas o Pedro tem vinil. Faz tempo que ele canta, encanta e segundo alguns maldosos engana… Beijo, Pedro!)

Por sinal, vem aí a Feira do Livro, e lá você encontrará diversas opções para realizar suas doações ao Banco de Livros, coordenado pelo querido Waldir da Silveira que apresentou números maravilhosos no lançamento do Bibliotáxi: cerca de 700 mil livros recebidos em doação foram distribuídos para 414 instituições. 93 casas prisionais receberam cerca de 130 mil, 12 casa da Fase cerca de 7 mil e ele anunciou que vem aí um projeto para que todos os 120 Postos de Saúde de Porto Alegre tenham acesso aos livros. Hoje, os primeiros 6 já foram equipados com móveis e nele pacientes e acompanhantes já encontram mais de 7 mil livros a disposição.

Parabéns! Parabéns! Parabéns, Waldir, todos que trabalham no Banco de Livros profissional ou voluntariamente e principalmente para quem pratica o desapego. É claro que todos temos livros que não queremos longe de nós, mas aqueles que vão servir só para ocupar espaço nas prateleiras devem ser doados para que suas histórias encantem outras pessoas e nós possamos através da literatura fazer um País melhor. O grande Monteiro Lobato – xô, politicamente corretos que teimam em bater em um dos escritores da minha infância, esquecendo o contexto histórico do período retratado – já disse: “Um país se faz com homens e livros”.

Tá! Já sei! Escrevi demais e não expliquei como funciona o Bibliotáxi… Seguinte: você pega um táxi e, sem muito o que fazer durante aqueles minutos da viagem, pode ler um livro, disponível ali mesmo, no veículo. Chegou ao destino e quer continuar a leitura? Sem problemas! Só levar o exemplar para casa e, quando terminar a leitura, devolver em qualquer táxi cadastrado no projeto Bibliotáxi. A iniciativa foi lançada nesta quinta-feira, dia 24, em Porto Alegre, pela prefeitura, em parceria com o Banco de Livros da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais e a Easy Taxi. Com isso, três mil carros devem virar minibibliotecas na Capital.

O projeto é um incentivo à leitura e à troca de conhecimento, pois além de estimular os leitores também incentiva o caminho inverso, fazendo com que os passageiros e parceiros do projeto doem livros. O prefeito José Fortunati destacou a importância desse tipo de ação para disseminar a cultura e o aprendizado. “Somos o estado que mais lê no Brasil. Temos que manter essa posição e ampliar o número de pessoas com o hábito da leitura. O Bibliotáxi é uma iniciativa fantástica que faz com que os livros não fiquem parados na prateleira, possibilitando que eles circulem e levem conhecimento ao maior número de pessoas possível”, disse Fortunati.

O secretário municipal de Cultura, Roque Jacoby, lembrou que nos táxis, tanto os passageiros que costumam ler quanto aqueles que não têm esse hábito serão incentivados a pegar um livro pela facilidade de acesso. “É um momento ímpar que estamos vivendo na democratização da cultura. A literatura permite que as pessoas se qualifiquem. E ela vai estar ali, gratuita, fácil, disponível sem exigências ou necessidade de cadastro”, explicou.

A ideia é que o passageiro escolha um exemplar, leve consigo e, após a leitura, coloque o livro novamente em circulação, em sua próxima corrida, nos bolsões customizados do projeto, localizados no encosto do banco dianteiro do passageiro nos veículos. O presidente do Banco de Livros, da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais, Waldir da Silveira, ressaltou que o incentivo é, também, para que as pessoas façam suas doações de livros, ampliando ainda mais a dimensão desta biblioteca colaborativa.

Serão distribuídas três mil sacolas aos táxis de Porto Alegre e região cadastrados no aplicativo da Easy Taxi. Os passageiros encontrarão livros em categorias variadas, cedidos pelo Banco de Livros da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais, Secretaria Municipal da Cultura e Easy Taxi. A duração prevista do projeto é de um ano, período em que devem circular mais de 20 mil livros. “Queremos fazer com que a experiência no táxi seja cada vez mais positiva. Decidimos, então, unir o serviço à cultura, à leitura”, afirmou o gerente da região Sul da Easy Táxi, Altamiro Diniz.

Parabéns também ao Eduardo Oltramari e equipe do Shopping Total, onde aconteceu o lançamento do projeto, e a Livraria Cameron são os parceiros do projeto. O Banco de Livros doará mensalmente mil exemplares para garantir a reposição e disponibilidade de livros nos táxis cadastrados.

Acampamento Farroupilha: “Esse tal de Borghettinho” terá sessão de autógrafos neste domingo às 14h

Acampamento Farroupilha: “Esse tal de Borghettinho” terá sessão de autógrafos neste domingo às 14h

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O livro que conta a história dos primeiros 50 anos de vida do homem fez da gaita e do chapéu o símbolo de uma geração marcará presença neste domingo no Acampamento Farroupilha. A partir das 14h, Renato Borghetti estará ao lado de seu biógrafo, o jornalista Márcio Pinheiro, autografando Esse tal de Borghettinho. 

Lançada oficialmente no dia 27 de agosto, a biografia é uma obra da editora caxiense Belas Letras. Desta vez, autor e músico receberão o público no Galpão RBS, no Acampamento Farroupilha montado no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho (Harmonia). Veja o mapa aqui.

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> Esses tais de Borghettinho e Márcio Pinheiro. Músico e jornalista gaúchos lançam livro nesta quinta em Porto Alegre

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Cidade Cultura Notícias
Livro e disco Esse Tal de Borghettinho
Estes são meus: o primeiro livro do Márcio e o primeiro disco do Borghetti

Nesta quinta-feira, Renato Borghetti e Márcio Pinheiro (ou será Márcio Pinheiro e Borghettinho?) autografam na Livraria Saraiva do Shopping Praia de Belas, o livro Esse tal de Borghettinho, da editora caxiense Belas Letras. E o evento para mim é imperdível, não apenas por causa do livro, mas por causa da carga emocional que significa ver esses dois juntos.

Nunca fui amigo do gaiteiro, mas o conheço há mais tempo do que conheço o Márcio. Como boa parte dos jovens gaúchos do Interior e vários da Capital, fui tomado pela onda nativista do fim da década de 70, início dos 80. Pela Rádio Sobral, de Butiá, cobri alguns festivais nativistas e vi o gaiteiro se formando. Nunca consegui entrevistá-lo direito. Por sinal, não entendia como ele, que contava causos e proseava com outros músicos nas rodas que se formavam, não era falante no rádio.

Engana-se quem pensa que Borghetti é um tímido. Não é. Na volta dele sempre se formam boas parcerias para relembrar histórias. Muitas dele mesmo, porque já viveu e correu bastante o mundo, muitas ouvidas ao lado do pai, Borghettão — outra grande figura.

O guri tocava muito, a fama cresceu e, com aquelas estampa e cabeleira, fez muito sucesso no Rio Grande do Sul. Sacaram que havia espaço para voos maiores. E o guri nascido na terra do Tio Bília se transformou em um fenômeno nacional. O disco que tenho e ouço (por sinal, acho que finalmente vou criar coragem e pedir um autógrafo na capa) se transformou no álbum instrumental mais vendido da história do Brasil. Um feito es-pe-ta-cular!

Quando comecei a trabalhar na Rádio Gaúcha, meus colegas amantes do rock, jazz, pop, MPB não queriam saber dos Festivais, e eu ali, quieto. Um dia, meu guru Glênio Reis não pode transmitir um desses eventos. Lá fui eu ao lado do meu querido Paulo Denis. Tchê, nunca um microfone de rádio pesou tanto na minha mão. Não era por causa dos 100 kw e sim porque eu tava do lado do Paulo (que muito ouvi com minha amada e hoje colega Maria Luiza Benitez no Discorama nas tardes da Guaíba) e substituindo o Glênio. Nossa! Era muita responsabilidade. Pois não é que o Borghettinho tava lá e eu o entrevistei rapidinho? Afinal,  diferente dos depoimentos para o Márcio no livro, no rádio ele é econômico nas palavras.

E isso é o legal do livro do Márcio: está recheado de histórias que só os mais próximos sabiam e agora todos nós podemos nos deliciar. Tá Felipe, até agora nenhuma novidade. Sim! Se você quer novidades, vai comprar o livro do meu amigo. Era só o que faltava o jornalista ficar meses enfurnado em casa, convivendo menos com a queridona da Cássia, a linda e esperta Lina, os amigos,  sem ver direito os jogos do Inter e secar o Grêmio do Borghettinho, e eu entregar o “fim do filme”.

Falando nisso, o documentário que o Márcio fez o roteiro e o Rene Goya dirigiu sobre o gaiteiro é muito bom! Não viu? Da um jeito de ver.

Já do Márcio, fui contemporâneo de Famecos em meados da década de 80. Mas lembro muito pouco da nossas cruzadas na PUC. A gente foi “apresentado” mesmo na Ipiranga, 1075. Ele na Zero Hora, eu na Gaúcha. Jogávamos bola com uma galera maravilhosa no Colégio Rosário e nos deliciávamos com X e cerveja pós-jogo. O mundo do futsal não perdeu muito com nossa aposentadoria precoce das quadras, mas o Alcides, dono do bar… esse deixou da faturar.

Fomos trabalhar juntos na TVCOM. E era uma turma incrível. A partir dali, sedimentamos nossa amizade no cimento do Beira-Rio. E olha que na década de 90 não era fácil ser colorado. Mas a gente ia em todas. Como eu, ele gosta de um volantão na frente da área. Se souber sair jogando, melhor, mas o essencial mesmo é não deixar o adversário passar.

Como profundo conhecedor de música, o Márcio me arrastou para alguns shows muito legais. Por causa de uma dica dele  vi um show que passa batido para muita gente. Não sei nem se está no meu top ten,  mas gostei muito e sempre recordo de João Bosco e Nico Assumpção. Vai daqui, vai dali… assisti in loco o começo do namoro com a Cássia. Para poupar vocês, quero deixar registrado que tenho o maior orgulho de ver os dois juntos duas décadas depois. E foi uma alegria não tê-los como padrinhos do meu casamento. Como assim alegria? Explico. Uma semana antes do meu enlace, nasceu a Lina! E para “pais velhos”como eu e Marcito, nada supera a alegria de ver a Lina e o Theo correndo e rindo juntos.

Pois o meu conhecido de três décadas, parceiro sempre presente nos últimos vinte e poucos anos tomou coragem e resolveu escrever seu primeiro livro. Quem como eu acompanha os textos dele em jornais — e foram alguns: Zero Hora, Gazeta, Jornal da Tarde, Gazeta Mercantil, JB… — e revistas especializadas sabe que o cara é muito bom. Conhece muito de música e sabe colocar o conhecimento dele no papel (Ops! Não só papel. Isso é mania de quem é do século passado) e em todas plataformas multimídias. (Ficou bem assim Cássia, nossa — minha e do Márcio — consultora para nem tão novas tecnologias?) 

O Márcio é leitor voraz de biografias e história da música. Tem uma memória fantástica para detalhes e curiosidade para pesquisar e aprender. O caminho natural É se transformar em um grande escritor. Acredito mesmo que estamos vendo nascer um sujeito que vai entrar para o clube do Tinhorão, Ruy Castro, Sérgio Cabral…

Pois bem, o Márcio escreve um livro daqueles da gente devorar na leitura. Mesmo autorizado pelo biografado, o livro não tem concessões. O que tinha de estar ali, está. Se você quer escândalos e polêmicas, lembre-se, o Borghettinho nunca foi disso. Contudo, tenho certeza que você vai se deliciar com os causos e histórias de um sujeito que podia ser mais um excelente gaiteiro dos tantos que temos, mas que ganhou o mundo com sua música. Um sujeito respeitado de Barra do Ribeiro a Paris. Uruguaiana a Viena. Porto Alegre a Berlim.

Uma dica final: faça como eu fiz com o disco, guarde o livro. Você terá a primeira de muitas edições de uma obra que fará sucesso e o primeiro livro do jornalista Márcio Pinheiro. Tenho certeza que como o Borghettinho não parou no primeiro “ainda vinil”, esse será primeiro de muitos livros do Márcio — só não sei em que plataforma.

 

(Foto: Rene Goya Filho)