Alvo da Lava Jato, Marco Maia sustenta ter sido citado em delação por vingança; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba.  Ex-presidente da Câmara também chamou de mentiroso o ex-senador Delcídio do Amaral

Alvo da Lava Jato, Marco Maia sustenta ter sido citado em delação por vingança; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba. Ex-presidente da Câmara também chamou de mentiroso o ex-senador Delcídio do Amaral

Destaque Poder Política

Ex-presidente da Câmara entre 2011 e 2012, o deputado federal gaúcho Marco Maia (PT-RS) criticou hoje a ação da Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão, nessa manhã, na residência dele, em Canoas, como parte da operação Lava Jato. Em pronunciamento realizado via Facebook, Maia disse ter sido surpreendido pela ofensiva, que segundo ele ocorreu de forma “pirotécnica”. Ele também disse ter sido sido citado por vingança pelo delator Júlio Camargo, a quem indiciou durante a CPMI da Petrobras, em 2014.

“Este delator foi indiciado por mim na CPMI (da Petrobras) em 2014 e tem este comportamento exatamente por vingança. Eu não conheço este cidadão, nunca estive com ele, não sei quem é e nunca tive absolutamente nenhum contato com este cidadão chamado Júlio Camargo”, defendeu-se. Maia ainda sustenta que, em meio às investigações do Ministério Público Federal (MPF), das dez testemunhas, só uma (Júlio Camargo) o citou.

Conforme a força-tarefa da Lava Jato, Marco Maia recebeu supostos R$ 200 mil em propinas para blindar empreiteiros, políticos e agentes públicos na CPI Mista da Petrobras. Além dele, a operação da Polícia Federal também cumpriu hoje mandado na residência do ex-senador e ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo (PMDB).

O petista reforçou que o trabalho da CPMI contou com equipe técnica que resultou no indiciamento de 53 pessoas. Marco Maia também se disse indignado com a forma como foram autorizados e conduzidos os mandados de busca e apreensão, e garantiu que nunca se negou a dar explicações à Justiça.

“Não podemos permitir que esse tipo de procedimento continue acontecendo no país. Onde se fazem ações pirotécnicas que não estão previstas no processo legal. (…) Uma ação como essa, atinge de forma violenta o fruto do nosso trabalho, como as nossas ações, a relação que temos com a população e as demandas que nos são passadas e que exigem um trabalho diuturno e cotidiano, para isso, a imagem é fundamental. Por isso, queria expressar a minha indignação, já que nunca tentei impedir qualquer tipo de ação”, acrescentou, em vídeo com 18 minutos de duração.

Marco Maia ainda revelou ter sido procurado pelo ex-senador Delcídio do Amaral para “aliviar” a situação de um “velho parceiro” dele, Nestor Cerveró. “Esse é um grande mentiroso. Uma pessoa sem caráter e que trouxe o meu nome motivado por mágoas, já que a CPMI foi a primeira a produzir o indiciamento do seu protegido, Nestor Cerveró. Até ali, o nome dele não havia sido tratado como investigado, nem pelo Ministério Público, mas pela investigação que a CPMI produziu, pedimos o seu indiciamento. Recebi ligações do Delcídio do Amaral pedindo para proteger o investigado, mas, na época, disse que era impossível, pois todos que deveriam, seriam indiciados”, finalizou Maia.

A operação, chamada de Deflexão, foi deflagrada em outras quatro cidades, além de Canoas: Brasília, Campina Grande, João Pessoa e Porto Alegre. De acordo com a Folha de São Paulo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, autorizou a busca e a apreensão para coleta de provas na casa do parlamentar gaúcho e do ministro. Em 2014, Vital era o presidente da CPMI e Maia, o relator.

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A Lava-Jato reuniu indícios de que Vital tenha solicitado a empreiteiros R$ 5 milhões para a campanha dele ao governo da Paraíba. Conforme a força-tarefa de procuradores, metade desse valor foi doada pela construtora OAS ao PMDB nacional, partido ao qual o ministro do TCU é filiado. A outra parte foi repassada por meio de caixa dois 2, em uma transferência feita pela empreiteira à Construtora Planíce, que também foi alvo de busca e apreensão.

Já o deputado Marco Maia é suspeito de ter recebido R$ 200 mil de propina em espécie. Júlio Camargo disse ter entregue o valor a um operador do petista, chamado Evandro. Depois, retificou o depoimento e afirmou que as quatro parcelas (de supostos R$ 50 mil) destinadas a Maia foram recebidas por Luiz Gerber, que também foi alvo da operação deflagrada nessa manhã. O gerente de Relações Institucionais da Camargo Corrêa, Gustavo da Costa Marques, confirmou à PF a identidade do suposto emissário de Marco Maia, responsável por negociar pagamento de caixa 2. Luiz Gerber é pai do advogado Daniel Gerber, que defende o ex-presidente da Câmara. (Lucas Rivas com informações do Correio do Povo)

Empreiteiro relata à justiça que deputado gaúcho Marco Maia pediu R$ 1 milhão em propina

Empreiteiro relata à justiça que deputado gaúcho Marco Maia pediu R$ 1 milhão em propina

Destaque Poder Política

O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro declarou, em depoimento nesta terça-feira ao juiz da Lava-Jato Sérgio Moro, em Curitiba, que o deputado Marco Maia (PT-RS), relator da CPI Mista da Petrobrás em 2014, ofereceu, em troca do recebimento de propina, proteção à empreiteira na comissão criada para investigar as irregularidades na estatal. O empresário foi preso pela segunda vez na semana passada. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O encontro, segundo Pinheiro, ocorreu em uma residência em Brasília, no Lago Sul. Segundo o ex-dirigente da OAS, Marco Maia declarou que o fato de ser relator de uma investigação envolvendo grandes empresas lhe trazia dificuldades conseguir, no futuro, doação para a campanha. O empreiteiro declarou que o deputado, então, pediu suposta ajuda financeira: “Queria lhe solicitar, em troca de lhe ajudar quando estiver fazendo o relatório final da CPI, uma contribuição de R$ 1 milhão”.

Léo Pinheiro disse que efetuou o pagamento para um empresário indicado pelo parlamentar. Sérgio Moro pediu ao empreiteiro para não dar mais detalhes sobre o caso de Maia e focar o depoimento na denúncia da Procuradoria da República contra o ex-senador Gim Argello, preso desde abril na Lava Jato. Argello e outros oito sofrem ação penal, incluindo o próprio Léo Pinheiro, acusados de arquitetar esquema de pagamento de R$ 5,3 milhões em propinas de empresas para evitar a convocação de empreiteiros investigados na Lava Jato a depor nas CPIs no Senado e no Congresso em 2014.

Em nota, Marco Maia declarou que as informações não procedem e que são “fruto de retaliação de um criminoso”, indiciado na CPMI. No documento, o deputado gaúcho ainda garante que não recebeu doação para a campanha eleitoral de empresas investigadas pela Comissão Mista.

Confira a nota de Maia na íntegra:

“Com relação ás declarações dadas pelo Sr. Léo Pinheiro as quais cita a minha pessoa, gostaria de dizer.

Tais afirmações são mentirosas, fruto de retaliação de um criminoso por mim indiciado na CPMI. Refuto com indignação tais ilações!
Fui relator de uma CPMI em 2014, onde foi pedido o indiciamento daqueles que hoje me acusam.
Foram 52 indiciamentos, mais o pedido de investigações de 20 empresas ao CADE pela prática de crime de cartel.
Como já havia afirmado anteriormente, não recebi nenhuma doação para minha campanha eleitoral de 2014 de quaisquer empresas que estivessem sendo investigadas por tal CPMI.
Por fim, utilizarei de todas as medidas legais para que a verdade seja estabelecida e para que os possíveis desgastes a minha imagem parlamentar seja reparado em sua integralidade.
Brasília, 13 de setembro de 2016.
MARCO MAIA
Deputado Federal PT/RS”                                                                            (Rádio Guaíba)

Janot pede ao STF para investigar Aécio, Cunha, Edinho, Marco Maia e ministro do TCU. Políticos foram citados no acordo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral

Janot pede ao STF para investigar Aécio, Cunha, Edinho, Marco Maia e ministro do TCU. Políticos foram citados no acordo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral

Direito Notícias

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para iniciar as investigações contra pessoas citadas no acordo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral (MS) na Operação Lava Jato. As petições chegaram ao Supremo na quinta-feira passada. Janot pretende investigar o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Edinho Silva, o deputado federal Marco Maia (PT-RS) e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rego.

Cabe ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, decidir pela autorização.

Em março, Zavascki homologou o acordo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral (MS) firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR), de modo a colaborar com as investigações da operação. Na ocasião, o ministro retirou o sigilo do processo e divulgou a íntegra dos depoimentos de delação.

No mês passado, o ministro decidiu incluir no principal inquérito da Operação Lava Jato que tramita na Corte trechos da delação do senador Delcídio em que a presidente Dilma Rousseff, o vice-presidente, Michel Temer, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são citados.

Na delação, também foi citado e incluído no inquérito Joel Rennó, ex-executivo da Petrobras do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. (Agência Brasil)

Marco Maia fala sobre Lula no ministério e denuncia contra ele feita por Delcídio em delação premiada

Notícias Poder Política

 

Conversei hoje no Agora/Rádio Guaíba, com deputado federal Marco Maia (PT). Ele reforçou que o PT tem discutido muito uma solução para a crise política no País. Disse que a tentativa é de superar esse momento a partir das preocupações com a economia e o desenvolvimento do Brasil. Disse que não é possível tolerar intervenção militar ou ruptura com o processo democrático, refutando a possibilidade de impeachment da presidente Dilma. Também não acha possível que o enfrentamento político dure indefinidamente. Sugeriu um acordo político que permita a superação de dificuldades que temos no plano econômico. Para Maia não há uma solução fácil para resolver esses impasses e Lula pode auxiliar atuando no Ministério.

Ele também falou sobre a citação do nome dele na delação premiada do senador Delcídio do Amaral e liberada pela Justiça nesta terça-feira, 15. No texto, Delcídio destaca haver um “pedágio” que foi cobrado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que se encerrou no final de 2014. Segundo Delcídio, “houve apresentação de requerimentos convocando muitos empresários que tinham preocupação com exposição pública, que em razão disso, em determinado momento, Léo Pinheiro, diretor de OAS, começou a coordenar uma espécie de força tarefa envolvendo diversos empresários no intuito de blindá-los em razão desses requerimentos”.

Delcídio afirmou ainda que este grupo liderado por Pinheiro, “se reunia normalmente nas segundas-feiras; que essas reuniões ocorriam na casa de alguns dos participantes; que sabe dizer que essas reuniões ocorreram na casa do ex-senador Gim Argelo”, que quem organizava tais encontros era Pinheiro.

Segundo o senador, “participavam dessas reuniões empresários e membros da CPMI; que o objeto dessas reuniões era negociar a derrubada ou a não votação de requerimentos que fossem sensíveis, ou seja, que fossem desfavoráveis aos empresários que compunham o grupo liderado por Pinheiro. Esse grupo era integrado por Julio Camargo (Camargo Corrêa), Ricardo Pessoa (UTC), José Antunes Sobrinho (Engevix) e outros empresários

Delação de Delcídio cita favorecimento de Marco Maia em ‘pedágio’ na Câmara. Deputado nega, diz que tomará medidas cabíveis e que a delação deixa clara a intenção em desgastar o Partido do qual Maia faz parte

Notícias Poder Política

O deputado Marco Maia (PT-RS) foi citado na delação premiada do senador Delcídio do Amaral e liberada pela Justiça nesta terça-feira, 15. No texto, Delcídio destaca haver um “pedágio” que foi cobrado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que se encerrou no final de 2014. Segundo Delcídio, “houve apresentação de requerimentos convocando muitos empresários que tinham preocupação com exposição pública, que em razão disso, em determinado momento, Léo Pinheiro, diretor de OAS, começou a coordenar uma espécie de força tarefa envolvendo diversos empresários no intuito de blindá-los em razão desses requerimentos”.

Delcídio afirmou ainda que este grupo liderado por Pinheiro, “se reunia normalmente nas segundas-feiras; que essas reuniões ocorriam na casa de alguns dos participantes; que sabe dizer que essas reuniões ocorreram na casa do ex-senador Gim Argelo”, que quem organizava tais encontros era Pinheiro.

Segundo o senador, “participavam dessas reuniões empresários e membros da CPMI; que o objeto dessas reuniões era negociar a derrubada ou a não votação de requerimentos que fossem sensíveis, ou seja, que fossem desfavoráveis aos empresários que compunham o grupo liderado por Pinheiro. Esse grupo era integrado por Julio Camargo (Camargo Corrêa), Ricardo Pessoa (UTC), José Antunes Sobrinho (Engevix) e outros empresários”.

Ainda de acordo com o senador, “nessas reuniões, os parlamentares pediam dinheiro para os empresários em troca da derrubada dos requerimentos; que conversou com Ricardo Pessoa (deputado) sobre esse tema e o mesmo narrou ao depoente esses fatos e se mostrou “revoltado” com o pedido de dinheiro; que não tem certeza, mas tem a impressão, pelo comportamento de Pessoa, que a propina chegou a ser paga”.

Delcídio disse que não compareceu a nenhuma dessas reuniões, uma vez que não era membro da CPMI. De acordo com ele, “pelas informações que teve, participaram da reunião os parlamentares Marcoa Maia (PT-RS), Fernando Francischini, Vital do Rego e Gim Argelo. Esses nomes foram mencionados por Julio Camargo e Ricardo Pessoa. Gim Argelo coordenava o grupo de parlamentares; Julio Camargo também se mostrou bastante “revoltado” com o pedido de dinheiro; a revolta de Julio também indica que ele cedeu e pagou o “pedágio”; os parlamentares diziam que precisavam de dinheiro para uma campanha; porém, os valores foram pagos em espécie”.

O deputado Marco Maia é bastante identificado na região Alto Uruguai do Rio Grande do Sul, tendo feito expressiva votação nas duas últimas campanhas para deputado federal.

O QUE DIZ O DEPUTADO MARCO MAIA

Na tarde desta terça, após conhecer a denúncia feita por Delcídio, o deputado se manifestou através de uma nota.

“A delação deixa clara a intenção em desgastar o Partido do qual faço parte. Não fui investigado no escândalo do Petróleo e, fui relator da CPMI da Petrobrás em 2014, pedindo ao final, o que foi aprovado pela comissão, indiciamento de 52 pessoas, entre elas , as citadas pelo delator. Ainda pedi ao CADE a abertura de investigação por prática de cartel de 20 empresas, todas elas investigadas na CPMI”, destaca Marco Maia.

“Não recebi nenhuma doação, durante a campanha eleitoral de 2014, de qualquer empresa que estivesse sendo investigada pela CPMI, conforme comprova minha prestação de contas à Justiça Federal. Tal situação só se justifica pela tentativa de vingança, já que fui o primeiro a pedir o indiciamento de Nestor Cerveró, reconhecido amigo do ora delator”, amplia o deputado através de nota enviada à redação do jornal Atmosfera.

“Por fim, após análise detalhada do fato, tomarei as medidas cabíveis na esfera jurídica para sanar prejuízos a minha imagem”, encerra Marco Maia. (Atmosferaonine.com.br)

“É uma mentira deslavada”, diz Marco Maia sobre delação de Delcídio do Amaral. Segundo revista IstoÉ, senador afirmou em delação premiada que deputado gaúcho cobrava para livrar empreiteiros da CPI da Petrobras; por Carolina Bahia/Zero hora

“É uma mentira deslavada”, diz Marco Maia sobre delação de Delcídio do Amaral. Segundo revista IstoÉ, senador afirmou em delação premiada que deputado gaúcho cobrava para livrar empreiteiros da CPI da Petrobras; por Carolina Bahia/Zero hora

Negócios Notícias Poder Política

Não consegui contato com o Deputado Federal, Marco Maia-PT/RS. Mas, segundo informou o Jornal Nacional, ele disse que não foi investigado pela Lava Jato. Afirmou ainda que, como relator da CPI da Petrobras, pediu o indiciamento de mais de 50 pessoas. E que se a delação de Delcídio realmente existir, terá sido feita com a intenção de desgastar o Partido dos Trabalhadores. Já a colunista de Zero Hora, Carolina Bahia, conversou com ele. Confira abaixo a entrevista que ela realizou:

Reportagem da Revista IstoÉ sobre a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) cita o deputado Marco Maia (PT-RS). Delcídio teria dito que o gaúcho e outros parlamentares da CPI da Petrobras cobravam dinheiro para que empreiteiros não fossem prestar esclarecimentos na comissão. Confira o que Maia, que relatou a CPI, diz sobre o caso.

O senhor cobrou propina de empreiteiros para que eles não fossem convocados a prestar depoimento na CPI da Petrobras?
Isso é um negócio absurdo, fora do contexto. Eu não tinha relação próxima do Delcídio. Nunca tive nenhuma reunião com ele, e não há nada no meu relatório da CPI que possa deixar dúvidas sobre o meu comportamento. Inclusive, sugeri o indiciamento de todas aquelas pessoas citadas.

Mas o senhor cobrou alguma coisa dos empresários para eles que não fossem à CPI?
Jamais cobrei. É uma mentira deslavada. E também nunca recebi contribuições das empresas investigadas. Além disso, nos últimos 45 dias da CPI eu estava doente e não fui às sessões. Nem conseguia me levantar.

Então, por que Delcídio citaria o seu caso em uma situação tão séria quanto uma delação?
Pode ter sido vingança. Fui o primeiro a pedir o indiciamento do Nestor Cerveró (ex-diretor da Petrobras) lá na CPI.

E as acusações contra o ex-presidente Lula e a presidente Dilma? Quais os efeitos?
Acho que ele (Delcídio) viajou . O José Eduardo Cardozo (ministro da AGU) deu informações interessantes de como são feitas as indicações do ministro do STJ e de que não há nada daquilo que ele acusa a presidente Dilma.

O que o senhor pretende fazer com essas informações?
Vou ver se a delação é real. Depois, vou tomar as medidas cabíveis. Nunca vi nada tão fora de propósito. Hoje, qualquer um pode falar o que bem entende.

 

(Felipe Vieira com informações do JN e Carolina Bahia/Zero Hora)

Pedágio na CPI da Petrobras: Delcídio cita deputado gaúcho na delação premiada

Pedágio na CPI da Petrobras: Delcídio cita deputado gaúcho na delação premiada

Direito Notícias Poder Política

A revista ISTO É divulgou trechos da edição desta semana onde traz revelações sobre o depoimento do Senador Delcídio Amaral. O ex-líder do governo no Senado acertou delação premiada e cita Dilma na Lava Jato. Ele também revelou bastidores da compra da refinaria de Pasadena/EUA e revela informações sobre o ex-presidente Lula. Confira a íntegra da reportagem divulgado no site da ISTO É.  Em um trecho, Delcído diz que os senadores Gim Argello (PTB-DF) e Vital do Rego (PMDB-PB) e os deputados Marco Maia (PT-RS) e Fernando Francischini (SD-PR) cobravam de empreiteiros para não serem convocados na CPI da Petrobras.

“Delcidio do Amaral sabe de ilicitudes envolvendo o desfecho da CPI que apurava os crimes no âmbito da Petrobras. A CPI obrigava Léo Pinheiro, Júlio Camargo e Ricardo Pessoa a jantarem todas as segundas-feiras em Brasília. O objetivo desses jantares era evitar que os empresários fossem convocados para depor na CPI. Os senadores Gim Argello, Vital do Rego e os deputados Marco Maia e Francischini cobravam pedágio para não convocar e evitar maiores investigações contra Léo Pinheiro, Júlio Camargo e Ricardo Pessoa.” Até agora não houve manifestação dos parlamentares citados na reportagem de Isto É.

Nesse caso é bom lembrar que em dezembro de 2014, o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, deputado Marco Maia (PT-RS), reformou o primeiro parecer para incluir o pedido d e indiciamento de 52 pessoas, o aprofundamento das investigações sobre outras oito e admitir o prejuízo de US$ 561,5 milhões na compra da Refirnaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Uma semana antes, quando apresentou o relatório, Marco Maia não pedia diretamente nenhum indiciamento, apenas reiterava os indiciamentos já feitos pela Polícia Federal e pelo Ministério Público no âmbito da Operação Lava Jato. “Não cabe indiciamentos quando já foi feita a denúncia e alguns atores já até viraram réus. Mas, para que não pairem dúvidas, pedimos os indiciamentos”, esclareceu o relator em 17.12.2014, lendo em seguida os 52 nomes que incluem os ex-diretores Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Nestor Cerveró. Os indiciamentos diversos foram feitos pelos crimes de participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa ou passiva.

Ele também pediu o aprofundamento das investigações por crimes como pagamento de propina, fraude a licitações, formação de cartel e lavagem de dinheiro envolvendo as empresas Andrade Gutierrez Construções, Caide União, Consórcio Renest, Construções e Comércio Camargo Correia, Construtora OAS, Construtora Queiroz Galvão, Engevix Engenharia, Galvão Engenharia, Grupo Odebrecht, Iesa Projetos Equipamentos e Montagem, Daguá Equipamentos, Mendes Júnior, Metasa, Murano Brasil, OAS Engenharia e Participações, Toyo Setal e UTC Egenharia.

No relatório original, Marco Maia pedia que o Tribunal de Contas da União reavaliasse a decisão que considerou que a compra da Refinaria de Pasadena tinha causado prejuízo de US$ 792 milhões. Agora, no entanto, o relator disse ter recebido novas informações da Controladoria Geral da União (CGU), e admite que a compra da refinaria gerou prejuízos. “Nós estamos portanto, admitindo no relatório desta CPMI que há prejuízo potencial de US$ 561,5 milhões no negócio de Pasadena”, disse Maia ao apresentar a retificação.

Logo após as correções apresentadas pelo relator foi a vez de a oposição começar a leitura do seu voto em separado, que pede o indiciamento de 59 pessoas e instauração de inquéritos contra 36 pessoas citadas nas investigações da Operação Lava Jato, além de responsabilizar a presidenta Dilma Rousseff por improbidade administrativa na compra da refinaria norte-americana. Esse voto poderá ser incorporado por Marco Maia ao seu relatório principal, ou ser votado como alternativa ao dele. (Felipe Vieira com informações da Agência Brasil e Débora Bergamasco/Isto É – Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil)

Um presente de 2 milhões de reais

Um presente de 2 milhões de reais

Notícias Poder Política

Por: Rodrigo RangelAndré Borges/Folhapress

As histórias mais comuns de corrupção normalmente envolvem a parceria de um empresário ganancioso com um político desonesto. O primeiro é agraciado com contratos públicos milionários. Em troca, distribui recompensas como malas de dinheiro, carros importados, imóveis de luxo. No rastro da Operação Lava-Jato, a Polícia Federal descobriu que um grupo de petistas montou um esquema de negócios escusos no Ministério do Planejamento. O padrão era o mesmo do petrolão. Em troca da assinatura de um contrato vultoso, a empresa repassava parte do valor recebido para o PT. Seguindo o dinheiro, os policiais e procuradores identificaram quem arrecadava e quem recebia a propina. Chegaram então a figurões do PT beneficiados pelo dinheiro sujo na forma de financiamento de campanha eleitoral, presentes e regalias, entre elas o direito de usufruto de um apartamento em Miami. Chamou a atenção dos investigadores esse imóvel de alto padrão fincado no belíssimo litoral da capital hispânica dos EUA, refúgio de fortunas honestas e desonestas.

A história do apartamento em Miami começou a ser contada em agosto passado, quando a Polícia Federal prendeu Alexandre Romano, ex-verea­dor petista de Americana, no interior de São Paulo. Romano atende pelo apelido de Chambinho. De apenas um contrato milionário dado pelo Ministério do Planejamento à empresa de informática Consist, foram desviados 50 milhões de reais. Chambinho cuidava da distribuição da bolada. Como era praxe, João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, ficava com fatias gordas. A polícia calcula que Vaccari tenha recebido do esquema cerca de 10 milhões de reais. Parte considerável do dinheiro desviado beneficiou também a senadora Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Casa Civil (PT-PR), e o marido dela, Paulo Ber­nardo, ex-ministro do Planejamento no governo Dilma. VEJA revelou que a escritura do apartamento em Miami estava entre o material reunido pelos policiais na apuração do caso Consist. A revista descobriu ainda que Marco Maia (PT-RS), ex-presidente da Câmara dos Deputados, passou férias no imóvel hoje sob suspeita. Maia afirmou a VEJA que, a convite de Chambinho, se hospedou no apartamento por dez dias, mas “uma única vez”.

Depois do depoimento do ex-vereador Chambinho à polícia, o apartamento de Miami ganhou enorme relevância na investigação. Em depoimento prestado aos investigadores no curso das negociações para fechar um acordo de delação premiada, o ex-vereador disse que o apartamento está registrado em nome de uma empresa aberta por ele na Flórida, mas que Marco Maia é o verdadeiro dono do imóvel, comprado por 671 000 dólares (2,5 milhões de reais no câmbio da semana passada). Se se confirmar a revelação feita aos policiais, além de coletor e distribuidor de propinas, Chambinho – que tem em seu nome um segundo apartamento no mesmo condomínio – se prestava ao papel de “laranja” de luxo.

O apartamento sob investigação tem 164 metros quadrados, fica na South Tower at The Point – e conta com três quartos e dois banheiros. O prédio faz parte de um condomínio de cinco edifícios situado a poucos metros da praia e proporciona aos condôminos o uso de uma marina e de um spa. Os investigadores já tinham indícios de que Chambinho fala a verdade sobre a propriedade do imóvel em Miami. A polícia sabe, por exemplo, que a decoração do apartamento que o ex-vereador diz pertencer a Marco Maia foi feita sob orientação da mulher do deputado. Por decisão do Supremo Tribunal Federal, que não encontrou conexão do caso Consist com o petrolão, a investigação saiu da alçada do juiz Sergio Moro, em Curitiba, e agora corre na Justiça Federal de São Paulo. A parte relativa aos políticos com foro privilegiado será remetida ao STF, a cujos ministros, em última instância, Marco Maia deverá se explicar.

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