Saúde: HPS e UPA de Canoas estão sem exames médicos e medicamento

Saúde: HPS e UPA de Canoas estão sem exames médicos e medicamento

Direito Notícias Saúde

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) constatou, nesta quinta-feira (29/06), a falta de medicamento e exames em Canoas, no Hospital de Pronto Socorro (HPS) e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Caçapava. Além disso, alguns médicos estão sem receber os honorários há três meses nas unidades administradas pelo Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (GAMP).

O descaso com a saúde da comunidade de Canoas volta a preocupar o SIMERS. Por falta de reagentes, os médicos da UPA Caçapava estão incapacitados de realizar exames fundamentais, como hemograma (exame de sangue), de avaliação da função renal (creatinina), PCR (proteína C reativa e magnésio plasmático), inviabilizando o diagnóstico em um pronto atendimento. Outra queixa dos profissionais é relativa à demora nos resultados dos exames, que levam 12 horas para serem entregues, o que prejudica a avaliação e o tratamento de pacientes com quadro grave. No HPS de Canoas, que é referência para mais de 130 municípios, não há Heparina, medicação essencial no atendimento de urgência e emergência, e nem são feitos exames de proteína C reativa e hemocultura.

O GAMP impõe como condição para a contratação dos médicos que os serviços sejam prestados exclusivamente por meio de Pessoa Jurídica. No entanto, os profissionais contratados nessa modalidade estão com três meses de atraso nos honorários. “É uma manobra do atual gestor para burlar a legislação trabalhista e o fisco, além de não honrar com o pagamento prometido aos profissionais”, destaca a vice-presidente do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil, complementando que a falta de condições de trabalho nas unidades resulta em aumento dos pedidos de demissão dos médicos celetistas. Ciente da situação, o Sindicato Médico tem denunciado aos órgãos competentes, desde que o GAMP assumiu, em dezembro de 2016, a precariedade da saúde existente em Canoas.

“Queremos cobrar do gestor público municipal, que é o responsável pela situação, assim como denunciar à população a situação de risco existente para o exercício da medicina na cidade. Essa realidade está se tornando cada vez mais grave e pode levar a piora dos índices de saúde da população, assim como colocar em risco a vida dos munícipes de Canoas”, alerta Maria Rita.