Agora/Rádio Guaíba: Marcelo Portugal comenta manutenção da Selic em 14,25% e fala também sobre governo Temer e a ótima safra de soja no Rio Grande do Sul

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O economista Marcelo Portugal destacou que a manutenção da taxa Selic deixa a inflação acima de dois dígitos desde o início do ano, o que gera uma situação perigosa para a economia no momento em que o indexador alto incentiva o reajuste de preços e tarifas. Em entrevista ao Programa Agora, da Rádio Guaíba, Portugal disse acreditar que existe uma tática do governo Temer de deixar para anunciar ações mais fortes na economia a partir de agosto, quando tiver certeza de que se manterá no cargo.  Sobre a alta do preço da soja, o economista disse que neste ano o Estado deve colher mais de 16 milhões de toneladas da oleaginosa, o que deve incrementar a economia, principalmente no interior do Estado.

Na mesma linha de raciocínio do economista, a Farsul informou que a entrada da nova sofra de soja nos depósitos gaúchos teve forte impacto nas exportações do estado. Conforme analistas, maio marcou a primeira vez no ano com registro de aumento na comparação entre os mesmos meses de 2015 e 2016. O crescimento foi de 17% em relação ao valor exportado. Somente o Complexo Soja teve um incremento de 28,8% no valor e 35,3% no volume comercializado.

Governo Temer prevê déficit de R$ 170,5 bilhões em 2016.  Valor é quase o dobro do projetado pela equipe econômica da presidente afastada Dilma Rousseff

Governo Temer prevê déficit de R$ 170,5 bilhões em 2016. Valor é quase o dobro do projetado pela equipe econômica da presidente afastada Dilma Rousseff

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O governo interino do presidente Michel Temer trabalha com estimativa de déficit primário de R$ 170,5 bilhões para 2016. A projeção supera o déficit de R$ 96,7 bilhões informado em fevereiro pela equipe econômica da presidente afastada Dilma Rousseff.

O Congresso Nacional, agora, precisa autorizar que o país encerre as contas com déficit. Caso isso não ocorra até 30 de maio, o país vai ter de fazer contingenciamento que pode comprometer o funcionamento da máquina pública. A meta fiscal vigente no momento para o governo federal é de um superávit de R$ 24 bilhões. Incluindo estados e municípios, a meta de superávit sobe para R$ 30,55 bilhões.

Os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Romero Jucá, deram a informação, no início da tarde, em coletiva de imprensa. Ontem, Jucá havia previsto para segunda-feira a divulgação da nova meta, mas o governo adiantou o anúncio. (Agência Brasil)

Levy pressiona, e Dilma recua em corte da meta. Petista desiste de desconto de R$ 20 bi no superavit primário de 2016. Figuras graúdas do mercado já dão como certa a queda de Levy

Levy pressiona, e Dilma recua em corte da meta. Petista desiste de desconto de R$ 20 bi no superavit primário de 2016. Figuras graúdas do mercado já dão como certa a queda de Levy

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A Folha de São Paulo informa que na semana em que se viu pressionada a tirar Joaquim Levy da Fazenda, a presidente Dilma cedeu ao ministro e autorizou aliados no Congresso a reforçar a meta fiscal prevista para 2016. Com a decisão, a comissão de Orçamento abandonou proposta de permitir descontos no superavit primário (poupança para reduzir a dívida pública) e aprovou manter a meta do setor público em R$ 43,8 bilhões. A presidente, após ideia do Planejamento, concordara em aprovar um desconto de R$ 20 bilhões na meta do governo. Levy foi contra, argumentando que o Planalto não poderia passar nova mensagem de descrédito. Dilma, então, recuou, fortalecendo o ministro. O ex-presidente Lula, porém, voltou a defender Henrique Meirelles, ex-chefe do Banco Central, na Fazenda. Para ele, o “prazo de validade” de Levy venceu. 


Em sua coluna de hoje na Folha de São Paulo, Vinicius Torres Freire, escreve que figuras graúdas do mercado já dão como certa a queda de Levy.  (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)