Apenas 2% das escolas estão ocupadas e não há motivo para suspender Enem, diz MEC. Ministro da Educação informou que critério de isonomia está sendo respeitado

Apenas 2% das escolas estão ocupadas e não há motivo para suspender Enem, diz MEC. Ministro da Educação informou que critério de isonomia está sendo respeitado

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As diversas ocupações de escolas e universidades no Brasil, em protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 que congela os gastos do governo federal por 20 anos, não deve prejudicar a realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), segundo a avaliação do ministro da Educação, Mendonça Filho. Em entrevista ao programa Agora/Rádio Guaíba, na manhã desta quinta-feira, o ministro garantiu que 98% dos locais estão prontos para receber o exame no próximo final de semana.

“As ocupações representam 2% das localidades que receberão as provas, enquanto 98% dos locais estão prontos para o Enem. Não há razão para a suspensão e não haverá dificuldade para a maioria dos estudantes. Aqueles que não puderem fazer a prova neste final de semana deverão realizar o exame nos dias 3 e 4 de dezembro, cerca de um mês depois”, explica o ministro.

O procurador do Ministério Público do Ceará Oscar Costa Filho pediu o cancelamento do Enem ao alegar que os estudantes que terão a prova transferida não teriam isonomia em relação aos demais. Mendonça Filho, por sua vez, não acredita no deferimento da liminar que solicitou o adiamento do exame. “O procurador está equivocado porque a prova obedece aos critérios de equidade, equilíbrio e equivalência. Não há argumentos que sustentem a ideia do procurador e acho que não haverá a concessão dessa liminar. Caso isso ocorra, a Advocacia Geral da União está pronta para derrubá-la”, avisou.

O ministro lamentou as ocupações em diversas universidades do País. “Há um misto de desinformação com instrumentalização política. A rigor, a PEC 241 não irá tirar dinheiro da educação. Temos um crescimento de orçamento na área para 2017. Essa tese de que o projeto limita os gastos com a matéria é uma interpretação errada de quem propaga esta lógica. A reforma no Ensino Médio passou por vários conselhos e está madura para ser votada”, argumentou.

Alexandre Frota se reúne com ministro da Educação. Mendonça Filho recebeu o ator nesta quarta-feira em Brasília

Alexandre Frota se reúne com ministro da Educação. Mendonça Filho recebeu o ator nesta quarta-feira em Brasília

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Depois de fazer campanha aberta pelo impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, desde o início do ano, o ator Alexandre Frota esteve reunido, hoje, com o ministro da Educação, Mendonça Filho, em Brasília. Em redes sociais, como o Facebook e o Instagram, Frota postou uma foto com o ministro. De acordo com ele, a reunião foi aproveitada para colocar ‘algumas ideias’ dele sobre o tema.

“Estive com o Ministro da Educação hoje e pude colocar algumas ideias para ajudar um país que eu amo. O ministro vai estudar todas nossas propostas e tenho certeza que iremos ajudar nosso Brasil”, escreveu Frota.

O ministério não divulgou as propostas e informou que a reunião ocorreu fora da agenda oficial de Mendonça Filho. (Correio do Povo)

Três em cada cinco parlamentares da comissão do impeachment de Dilma receberam dinheiro de empresas da Lava Jato

Três em cada cinco parlamentares da comissão do impeachment de Dilma receberam dinheiro de empresas da Lava Jato

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Levantamento feito pelo UOL e publicado nesta sexta-feira (18) mostra que 40 dos 65 deputados federais indicados para formar a comissão que analisa o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara receberam dinheiro de empresas investigadas pela Operação Lava Jato, que apura desvios de recursos da Petrobras.

O número corresponde a 61,53% do total de deputados que integram a comissão, que foi eleita por 433 votos a favor na noite desta quinta-feira (17), em chapa única. O presidente será Rogério Rosso (DF), de um partido aliado, o PSD, mas que costuma votar como quer e costuma dar dores de cabeça à base governista. O relator será o deputado Jovair Arantes (GO), líder do PTB e aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

De acordo com as prestações de contas entregues pelos partidos e pelos parlamentares ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após as eleições de 2014, um total de R$ 8,9 milhões foi repassado por empresas implicadas na Lava Jato a deputados eleitos e diretórios cujos partidos estão representados na comissão do impeachment.

Segundo o UOL, apenas Rede, PSol, PV, PEN e Pros – que possuem indicados para comissão – não receberam recursos de firmas citadas na operação conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro. Entre os deputados, Lúcio Vieira Lima (BA) – um dos líderes da dissidência interna do PMDB que quer o rompimento com o Planalto – foi o que mais recebeu doações dessas empresas: R$ 732 mil.

Com R$ 649 mil, o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) também foi agraciado com doações de empresas da Lava Jato. Outros nomes importantes da comissão – Mendonça Filho (DEM-PE), com R$ 250 mil; Nilton Leitão (PSDB-MT), com R$ 511,5 mil; Paulinho da Força (SD-SP), com R$ 241 mil; Leonardo Picciani (PMDB-RJ), com R$ 199 mil; e Arlindo Chinaglia (PT-SP), com R$ 412 mil – também constam no levantamento.

Grandes entusiastas do impeachment de Dilma, Eduardo Bolsonaro (SP) e Marco Feliciano (SP) – ambos do PSC – também ganharam dinheiro de empresas da Lava Jato.

Ao contrário do que poderiam pensar alguns, Eduardo Cunha não consta na lista. Mas ele prometeu acelerar a análise do impeachment, o que, segundo o deputado, “é bom para todo mundo”. Principalmente para o Congresso e os seus citados na Lava Jato. ()