Osmar Terra coordena comissão externa da Câmara que vai analisar epidemia de zika vírus e microcefalia

Osmar Terra coordena comissão externa da Câmara que vai analisar epidemia de zika vírus e microcefalia

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Diante da extrema gravidade da epidemia do Zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e causador da microcefalia em recém nascidos, a Câmara criou uma comissão externa para tratar do assunto. A coordenação ficou com o deputado federal Osmar Terra (PMDB-RS) presidente das Frentes Parlamentares da Saúde e da Primeira Infância, ex-secretário estadual da Saúde nos governos Germano Rigotto e Yeda Crusius.

A Comissão vai percorrer as unidades da Federação mais atingidas pela epidemia, para conhecer de perto a situação e apresentar propostas de combate ao Aedes.

Osmar Terra avalia a situação como extremamente grave:

– A microcefalia produzirá seres humanos com profundas lesões cerebrais, sem autonomia, e com importante atraso motor e cognitivo. Portanto, não é só um problema imediato. Ele irá afetar intensamente as famílias e o conjunto da sociedade por muitas décadas. O custo humano, social e econômico será incalculável.

Fazem parte, ainda os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG), Luiza Erundina (PSB-SP); Rogério Rosso (PSD-DF), Jovair Arantes (PTB-GO), Wilson Filho (PTB-PB), Zeca Cavalcanti (PTB-PE), Mandetta (DEM-MS), Marcelo Álvaro Antonio ((PMB-MG), Evair Melo (PV-ES), Leandro (PV-PR) e Sarney Filho (PV-MA).

Microcefalia faz ONU pedir a países que liberem aborto

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A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu a governos que garantam abortos seguros e preservativos para mulheres, diante da proliferação do zika vírus e da eventual relação com microcefalia. A entidade criticou sugestões de governos para que mulheres adiem planos de engravidar. “Como é que essas mulheres podem não engravidar e, ao mesmo tempo, não contar com a possibilidade de interromper a gravidez?”, questionou a porta-voz da ONU para Direitos Humanos, Cecile Pouilly. Integrantes da Organização Mundial da Saúde indicaram que técnicos estão estudando o impacto da microcefalia em leis de aborto. Mas, por enquanto, a entidade não se posiciona sobre o tema. Em Brasília, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, voltou a dizer que a lei proíbe a prática nesses casos e o governo não pretende fomentar a discussão. A polêmica deve chegar nos próximos dias ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de grupos feministas. Vaticano e diversos países cobraram explicação da ONU.A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.