Ministro da Saúde anuncia novo modelo de financiamento para UPAs. Ricardo Barros diz que a partir de agora caberá ao gestor municipal definir como cada unidade vai funcionar

Ministro da Saúde anuncia novo modelo de financiamento para UPAs. Ricardo Barros diz que a partir de agora caberá ao gestor municipal definir como cada unidade vai funcionar

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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nessa manhã, em entrevista à Rádio Guaíba, que as 12 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Rio Grande do Sul que estavam desativadas e operam de forma precária tiveram sua estrutura de funcionamento alterada para otimizar o atendimento à população. O ministro explicou que as alterações no modelo são necessárias para a continuidade do repasse de verbas. “Seguem garantidos os 50% de custeio da União com a economia de recursos feita pelo executivo”, destacou. A partir de agora, caberá ao gestor municipal definir como cada unidade vai funcionar.

Ao ser questionado sobre as consequências da PEC 241 que tramita no Congresso e prevê o contingenciamento de gastos públicos, o ministro garantiu que não haverá prejuízos para a saúde e educação. “O que o governo estabeleceu foi um teto de gastos global para o executivo. Nesse panorama, a Previdência Social vai consumir mais recursos que a educação, por exemplo”.

Barros destacou que o piso mínimo estabelecido impõe um limite que certamente será complementado por meio de emendas parlamentares. Disse que a prioridade do governo é investir em gestão e informatização da Saúde. “O projeto prevê a integração dos postos de saúde e secretarias municipais de todo o País para fazer um controle global dos recursos públicos”, detalhou. (Felipe Vieira com texto de Luis Tósca/Rádio Guaíba)

Presidente do SIMERS se reúne com ministro da Saúde nesta quarta

O presidnete do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), Paulo de Argollo Mendes, será recebido nesta quarta-feira (29), a partir das 16h30min, pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros. A audiência será no gabinete de Barros, em Brasília. Argollo entregará documento com uma lista de temas prioritários para a categoria com impacto diretos no atendimento da população. Entre as principais pautas, estão a urgência de aumento de repasses de verbas para custear a assistência nos estados e municípios, financiamento para colocar em operação UPAs prontas mas ainda fechadas no Estado, estrutura precária em saúde mental, violência que virou rotina em postos e hospitais e o futuro do Mais Médicos, que tem muitas críticas sobre a garantia de qualidade e eficácia na oferta de médicos.