Em entrevista confusa Ministro do Trabalho tenta esclarecer mudanças nas leis trabalhistas

Em entrevista confusa Ministro do Trabalho tenta esclarecer mudanças nas leis trabalhistas

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Entrevistei hoje o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, a conversa foi longa na tentativa de entender a proposta do governo. Nogueira garante que houve uma interpretação equivocada de parte da imprensa a respeito da mudança na jornada de trabalho no País e que o governo de Michel Temer não fará alterações na CLT.

Na entrevista ao Programa Agora, da Rádio Guaíba, ele destacou que  o padrão normal e legal continuará sendo o de 8 horas diárias e 44 horas semanais, sem alterações para os trabalhadores.”Nunca esteve como pauta de discussão o assunto do aumento da jornada de trabalho para 12 horas. A proposta é consolidar os direitos dos trabalhadores”, disse.

O ministro destacou que a intenção do governo com a reforma é permitir que as convenções coletivas de categorias tenham a opção de flexibilizar a forma como a jornada será realizada, ou seja, como as horas serão distribuídas na semana, respeitando os limites de até 12horas por dia – o que já acontece em muitas profissões que trabalham em regime de plantão – e 44 horas mais 4horas extras por semana. Na prática, a medida vai legitimar segundo ele o que já acontece em vários casos, como a compensação das horas do sábado em tempo extra nos dias úteis e o modelo 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso. O ministro destacou que na forma atual, esses acertos podem ser questionados na Justiça e estas medidas devem pacificar a questão e reduzir o número de ações trabalhistas.

Em dia de Parada LGBT, Dilma alfineta ministro de Temer que assinou decreto para sustar uso de nome social

Em dia de Parada LGBT, Dilma alfineta ministro de Temer que assinou decreto para sustar uso de nome social

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Em um domingo de Parada do Orgulho LGBT, que reuniu milhares de ativistas em São Paulo, a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) usou as redes sociais para fazer críticas indiretas a integrantes do governo interino de Michel Temer que assinaram um decreto legislativo para anular o direito ao uso do nome social. Dilma relembrou que em abril assinou um decreto autorizando o reconhecimento da identidade de gênero a travestis e transexuais no serviço público.

A crítica se refere ao atual ministro do Trabalho, o gaúcho Ronaldo Nogueira (PTB), que também assinou o decreto, juntamente com outros parlamentares.

“Um dos ministros do governo provisório pretende derrubar o decreto, tendo assinado Projeto de Sustação de Atos do Poder Executivo. É preciso estar atento e seguir na luta pela democracia, pelas conquistas sociais e pelos direitos das minorais”, expôs Dilma Rousseff.

A presidente afastada relembrou que o Sistema Único de Saúde foi o pioneiro em reconhecer o nome social, garantindo dignidade e inclusão social. Ela também defendeu, no Twitter, que a “batalha contra todas as formas de intolerância e preconceito” deve se estender além da Parada LGBT, sendo uma “tarefa constante e de todos”.

Dilma retorna a Brasília

Hoje à tarde, a presidente afastada deixou Porto Alegre, onde permanecia desde quinta-feira para passar o feriadão de Corpus Christi com a família, e retornou a Brasília.

Essa foi a segunda viagem de Dilma a Porto Alegre desde que foi afastada do cargo pelo Senado, no último dia 12. Vence na quarta-feira o prazo para que ela  entregue a defesa à Comissão Processante, que deve analisar o caso em até seis meses.

Nas duas vindas à Capital, a presidente afastada foi vista pedalando na orla do Guaíba, acompanhada de seguranças, pela manhã. (Rádio Guaíba)