Sobre depoimento de ex-amante na Polícia Federal… FHC reafirma que enviou recursos legalmente por contas declaradas ao IR

Sobre depoimento de ex-amante na Polícia Federal… FHC reafirma que enviou recursos legalmente por contas declaradas ao IR

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Em nota enviada à “Folha de S.Paulo”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso negou que tenha utilizado a empresa Brasif S/A Exportação e Importação para enviar ao exterior recursos para a jornalista Miriam Dutra e Tomás.

Fernando Henrique afirma que mantém contas no exterior e que de fato presenteou Tomás com o apartamento mencionado por Miriam.

Acrescenta, porém, que os recursos enviados a Tomás provêm de rendas legítimas em contas legais declaradas ao Imposto de Renda.

Citou que os recursos saíram de contas no Banco do Brasil, em Nova York e Miami, do Novo Banco, em Madri, e de contas em bancos do Brasil.

Explicou que o repasse de recursos para que Tomas comprasse um apartamento foi feito por meio de transferências de sua conta bancária no Bradesco, com o conhecimento do Banco Central Brasileiro. Repetiu que, mesmo diante de dois testes de DNA negativos provando que ele não era o pai biológico de Tomás, procurou manter as mesmas relações afetivas e materiais com o Tomás.

Em nota enviada à TV Globo, o ex-presidente acrescentou que, em relação aos exames de DNA, sempre se dispôs a fazer qualquer outro teste que os interessados julgassem conveniente. Disse ainda que, após os resultados dos dois testes, continuou a pagar matrícula e sustento de Tomás em prestigiada universidade americana. Da mesma forma, doou a ele recentemente, além do apartamento, recursos para fazer os estudos de mestrado. Sobre o contrato fictício de trabalho que Miriam Dutra afirma ter assinado, Fernando Henrique disse que se trata de um contrato feito há mais de 13 anos, sobre o qual, afirma, não tem condições de se manifestar enquanto a referida empresa não fizer os esclarecimentos que considerar necessários.

Nota da TV Globo
A TV Globo não interfere na vida privada de seus colaboradores. Esclarece, porém, que jamais foi avisada por Miriam Dutra sobre o contrato fictício de trabalho e que, se informada, condenaria a prática. A emissora informa ainda que em junho de 2004 (e não em 2002) o contrato de colaboradora de Miriam Dutra foi alterado, com mudanças em suas atribuições, o que acarretou nova remuneração, tudo segundo a lei vigente no país em que trabalhava. Por último, a TV Globo jamais foi informada por Miriam Dutra sobre seu desejo de regressar ao Brasil. Ao contrário, ela sempre manifestou o interesse de permanecer no exterior. Durante os anos em que colaborou com a TV Globo, Miriam Dutra sempre cumpriu suas tarefas com competência e profissionalismo.

Miriam Dutra afirma para Polícia Federal que FHC usou empresa para bancá-la no exterior. Amante do ex-presidente confirma declarações que fez via imprensa, do G1/SP

Miriam Dutra afirma para Polícia Federal que FHC usou empresa para bancá-la no exterior. Amante do ex-presidente confirma declarações que fez via imprensa, do G1/SP

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A jornalista Miriam Dutra chega ao prédio da PF, na Lapa, em São Paulo, para depoimento a respeito da remessa de dinheiro que afirmou ter recebido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no exterior. Ela chegou acompanhada do advogado José Diogo Bastos (Foto: Alex Falcão/Futura Press/Estadão Conteúdo)
A jornalista Miriam Dutra chega ao prédio da PF, na Lapa, em São Paulo, para depoimento a respeito da remessa de dinheiro que afirmou ter recebido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no exterior. Ela chegou acompanhada do advogado José Diogo Bastos (Foto: Alex Falcão/Futura Press/Estadão Conteúdo)

A jornalista Miriam Dutra depôs durante cerca de cinco horas na sede da Polícia Federal em São Paulo nesta quinta-feira (7). Miriam chegou no início da tarde acompanhada de seu advogado e, por volta das 19h45, deixou o prédio na Lapa, na Zona Oeste. Ela não falou com a imprensa.

O advogado José Diogo Bastos, que defende Miriam, disse ao G1 que a jornalista estava muito cansada após o depoimento. “Ela foi depor apenas como testemunha e esclareceu os fatos que lhe foram perguntados de forma satisfatória”, afirmou. Questionado sobre o conteúdo do depoimento, o advogado disse: “As dúvidas do delegado foram todas dirimidas”.

Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, em fevereiro, a jornalista, que até 31 de dezembro do ano passado foi colaboradora da TV Globo por 35 anos, fez denúncias contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e comentou o relacionamento extraconjugal que manteve com ele entre os anos de 1985 e 1991.

O Ministério da Justiça informou no dia 26 de feveiro que a Polícia Federal determinou a abertura de um inquérito para investigar “eventuais ilícitos criminais” que tenham sido cometidos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Segundo Miriam disse ao jornal, a empresa Brasif Exportação e Importação, concessionária à época das lojas duty free nos aeroportos brasileiros, ajudou o ex-presidente a enviar dinheiro para ela entre 2002 e 2006. Em nota, a assessoria de Fernando Henrique Cardoso informou que todas as operações financeiras internacionais do ex-presidente foram feitas com recursos próprios e por meio de contas bancárias declaradas, sem o uso de empresas para isso.

A jornalista vive no exterior desde 1991. A transferência, segundo ela, foi feita por meio da assinatura de um contrato fictício de trabalho.

Segundo tal contrato, que a “Folha” publicou, a jornalista teria de fazer análise de mercado em lojas convencionais e de duty free. Miriam admite ao jornal, porém, que jamais pisou em uma loja para trabalhar. Mesmo assim, recebia a quantia de US$ 3 mil mensais. Miriam disse que precisou desse dinheiro quando teve uma redução salarial na TV Globo, em 2002, passando a ganhar US$ 4 mil. A jornalista disse que o dinheiro que recebia da Brasif saía do bolso do ex-presidente, que teria depositado US$ 100 mil na conta da Brasif.

Jonas Barcelos, dono da Brasif, não negou ao jornal o acerto, mas diz não se lembrar dos detalhes e pediu tempo para pesquisar.

Pela primeira vez, Miriam Dutra fala de seu filho Tomás, que, até 2011, Fernando Henrique Cardoso acreditava ser dele.

Em 2009, o ex-presidente declarou à “Folha” que, naquele ano, reconheceu a paternidade do rapaz e disse que sempre cuidara dele.

Em 2011, porém, dois testes de DNA revelaram que o filho não era dele. À época, Fernando Henrique disse também à Folha que, mesmo sabendo que não era o pai biológico de Tomás, não mudaria seu relacionamento com ele. Miriam Dutra nega que Fernando Henrique tenha reconhecido Tomás.

Questionada pela “Folha” sobre os exames de DNA, Miriam Dutra gargalhou e disse: “É óbvio que é dele”. Questionada se o ex-presidente havia forjado o exame, ela afirmou: “Não estou afirmando nada, mas tudo me parece muito estranho. Além do mais, uma mulher sabe quem é o pai”.

Na entrevista à “Folha”, Miriam revela que, em 1991, decidiu por vontade própria sair do país e ir trabalhar em Portugal. Ela afirma, sem especificar o ano, que quando estava em Barcelona decidiu voltar para o Brasil, mas não lhe permitiram. Explicou que o pedido partiu de Antônio Carlos Magalhães e do filho dele Luís Eduardo Magalhães, ambos já falecidos.

Na entrevista, Miriam Dutra diz que Fernando Henrique Cardoso tem contas no exterior e pergunta por que nunca ninguém as investigou. E revela que em 2015 o ex-presidente deu a Tomás um apartamento de 200 mil euros.

Contra-ponto: Sobre depoimento de ex-amante na Polícia Federal… FHC reafirma que enviou recursos legalmente por contas declaradas ao IR

Jornalista Mirian Dutra depõe na sede da PF em São Paulo no inquérito que investiga FHC

Jornalista Mirian Dutra depõe na sede da PF em São Paulo no inquérito que investiga FHC

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A jornalista Mirian Dutra, que teve um relacionamento com o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (FHC), chegou no início da tarde de hoje (7) à sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, em São Paulo. Mirian chegou acompanhada do advogado José Diogo Bastos, mas eles não falaram com a imprensa.

Ela deve prestar depoimento nesta quinta-feira sobre as declarações que fez a revistas brasileiras em que acusa o ex-presidente de ter enviado dinheiro para o exterior, usando uma empresa chamada Brasif, para pagamento de despesas do filho que ela diz ter tido com FHC. O inquérito para descobrir sobre o suposto uso da empresa por FHC para enviar dinheiro para Mirian Dutra foi aberto em fevereiro deste ano pela Polícia Federal.

índice Em entrevista à revista BrazilcomZ , Mirian confirmou que teve um relacionamento com Fernando Henrique Cardoso antes de ele se tornar presidente da República, durante parte dos anos 1980 e início da década de 1990, e afirmou que seu filho, Tomás Dutra Schmidt, atualmente com 23 anos, é filho de FHC. Mirian disse ainda que o ex-presidente usou uma empresa para enviar dinheiro para o filho no exterior.

À Folha de São Paulo, a jornalista disse que a primeira transferência foi feita por meio de um contrato fictício de trabalho, no fim de 2002. O documento, obtido pelo jornal, mostra que a contratante é a Eurotrade, com sede nas Ilhas Cayman. A empresa era subsidiária do grupo Brasif que, na época, monopolizava a exploração de free shops, serviço administrado pelo governo federal. Apesar de ter dado dinheiro a Tomás, Mirian disse que FHC nunca assumiu a paternidade do rapaz. Perguntada sobre o motivo de só ter trazido os fatos à tona agora, a jornalista disse que “está na hora das pessoas começarem a saber a verdade”.

À EBC, em fevereiro, a Brasif confirmou ter contratado a jornalista Mirian Dutra, em 2002, mas negou a participação do ex-presidente na contratação ou no depósito de dinheiro na conta da empresa para ser repassado a ela.

Brasif nega depósitos de FHC nas contas da empresa para Mirian Dutra

Brasif nega depósitos de FHC nas contas da empresa para Mirian Dutra

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A empresa Brasif confirmou ter contratado a jornalista Mirian Dutra Schmidt, em 2002, mas negou participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) na contratação ou no depósito de dinheiro na conta da empresa para ser repassado a ela. Em nota divulgada hoje (19), a empresa negou as afirmações de Mirian de que recebia dinheiro de FHC por meio da Brasif.

“A Eurotrade Ltd., plataforma logística internacional das operações da Brasif Duty Free Shop Ltda., contratou, em dezembro de 2002, a jornalista Miriam Dutra para realizar pesquisas sobre os preços em lojas e free shops na Europa. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não teve qualquer participação nessa contratação, tampouco fez qualquer depósito na Eurotrade ou em outra empresa da Brasif”.

A empresa também disse que a contratação de Mirian foi uma indicação de Fernando Lemos, cunhado da jornalista. A nota informa que a Brasif Duty Free Shop e a Eurotrade Ltd foram vendidas em 2006. A suspeita de que FHC mandava dinheiro para o exterior usando a Brasif surgiu após entrevistas de Mirian para a imprensa brasileira em que dá detalhes sobre o relacionamento com o ex-presidente e repasses de dinheiro recebidos no exterior.

À TV Brasil, a jornalista confirmou as declarações que fez à revista BrazilcomZ e ao jornal Folha de S.Paulo, mas não acrescentou mais informações. “Não vou falar mais sobre o assunto. Por causa de duas entrevistas minha vida virou um inferno”, disse, por telefone. A jornalista vive atualmente em Madri.

Em entrevista à revista BrazilcomZ deste mês, Mirian confirmou que teve um relacionamento com Fernando Henrique Cardoso antes de ele tornar presidente da República, durante parte dos anos 1980 e início da década de 1990, e afirmou que seu filho, Tomás Dutra Schmidt, hoje com 23 anos, é filho de FHC. Mirian disse ainda que o ex-presidente usou uma empresa para enviar dinheiro para o filho no exterior.

À Folha de São Paulo, a jornalista disse que a primeira transferência foi feita por meio de um contrato fictício de trabalho, no fim de 2002. O documento, obtido pelo jornal, mostra que a contratante é a Eurotrade, com sede nas Ilhas Cayman. A empresa era subsidiária do grupo Brasif que, na época, monopolizava a exploração de free shops, serviço administrado pelo governo federal.

Apesar de ter dado dinheiro a Tomás, Mirian disse que FHC nunca assumiu a paternidade do rapaz. Perguntada sobre o motivo de só ter trazido os fatos à tona agora, a jornalista disse que “está na hora das pessoas começarem a saber a verdade”.

PF pode investigar o caso

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não descartou uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre o suposto uso da empresa pro FHC para enviar dinheiro para Mirian Dutra. Durante evento no Rio de Janeiro, Cardozo disse que a questão será analisada para verificar se existe ou não indícios de delito contra o ex-presidente. Segundo o ministro, esse é o procedimento padrão que antecede qualquer investigação da PF.

“Isso passará por um estudo técnico e jurídico, todos aspectos que envolvem uma situação de ocorrerem eventuais delitos. Obviamente, havendo indícios de delitos puníveis, de competência federal, seguramente a Polícia Federal fará investigação por meio de inquérito policial.”

Em nota, FHC reconheceu que tem contas no exterior e que mandou dinheiro para Mirian e Tomás Dutra, mas afirmou que todos os recursos foram enviados de contas próprias e declarados no Imposto de Renda. (Agência Brasil com informações da TV Brasil – Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil)