Morre Ibsen Pinheiro. Político, jornalista, procurador de justiça e grande colorado

Morre Ibsen Pinheiro. Político, jornalista, procurador de justiça e grande colorado

Notícias

Início dos anos 1980, eu era repórter da Rádio Sobral, de Butiá, na primeira entrevista que fiz com Ibsen Pinheiro. Lembro que fiquei encantado com a fluidez das palavras, construção clara de imagens e facilidade de fazer entender a política. Mas conheci mesmo Ibsen, bem mais tarde. Muitos anos e entrevistas depois tive o privilégio de horas e horas de conversa com o pai do meu amigo Márcio. Sem a liturgia dos cargos que ocupou nos contava histórias da política, da imprensa, de Porto Alegre e do nosso Sport Club Internacional. E como ele sabia contar histórias, enriquece-las com detalhes e deixar todos presos na sua narrativa. Infelizmente não viveu para lançar o livro que revelou queria escrever: Os inocentes não têm cúmplices. Não sei se ele concluiu a obra e poderemos desfrutar “post-mortem” da inteligência e escrita brilhante de Ibsen.   A intenção era contar a visão pessoal,  fatos não revelados da cassação do mandato em 1994 e muito mais… Afinal, foram 84 anos bem vividos.

Ibsen era multi, acompanhei de forma mais próxima duas de suas paixões, O Sport Club Internacional e a política, em ambas foi brilhante. Vereador, deputado estadual, presidente da Câmara dos Deputados durante o processo de impeachment de Fernando Collor de Mello, presidente interino da República. Em 1994, teve seu mandato cassado de forma injusta pela CPI que investigou irregularidades no Orçamento da União. Ibsen. Acusado injustamente pela VEJA de participar do Escândalo dos Anões do Orçamento, um esquema de desvio de verbas, acabou condenado a ficar afastado da vida pública por oito anos. Tudo por causa de uma denuncia feita de forma errada pela revista, que anos depois se descobriu não tinha nenhum base. O próprio repórter Luís Costa Pinto responsável pela matéria confessou o erro. Em 2000, o Supremo Tribunal Federal arquivou o processo de sonegação fiscal.

Ibsen era um homem encantador e grande, muito maior que os pouco mais de 1,70 de altura. Nunca misturou os lados. Ele sabia que era eu o âncora da Rádio Gaúcha, na fatídica “noite das adagas”, onde mesmo que todos os colegas de Câmara dos Deputados soubessem da sua inocência… acabou “impichado”. Fui também o repórter na volta para o Ministério Público do Rio Grande do Sul, quando promotores tentaram uma segunda cassação e nós o questionamos de forma dura e ele a tudo respondeu com calma e clareza. Já entrevistei vários políticos que bradariam, ameaçariam e abandonariam o local da indignados com perguntas, não era o caso dele. Foi jornalista dos bons, respeitava o ofício da imprensa e não “misturava os canais”. Ibsen gostava de perguntas instigantes, provocativas… não deixava de responde-las e não guardava mágoas. “Para mim não tem pergunta ruim, pode a resposta não ser boa”. Como homem público sabia que tinha de dar explicações e não se negava a fazer isso. DEMOCRATA na boa e na ruim.

capa_isto é 400Mesmo quando soube, do crime cometido contra ele, pela revista Veja, não pregou revanche contra o semanário ou o jornalista. Reportagem da ISTOÉ  mostrou que o jornalista Luís Costa Pinto (Lula), à época editor da revista Veja em Brasília, decidiu contar os bastidores da reportagem de capa de sua autoria, em novembro de 1993, onde afirmava que a CPI descobrira que Ibsen movimentou US$ 1 milhão em suas contas. O relato acusa Waldomiro Diniz, então assessor do atual ministro José Dirceu (PT-SP), de ter vazado uma “falsa prova”. Além de confessar um erro, Costa Pinto revela detalhes da história que foi decisiva para incinerar Ibsen. Junto com o mandato, o ex-presidente da Câmara perdeu dez quilos e tempo indagando os motivos de sua ruína política. ISTOÉ o procurou para falar de seu livro e teve acesso ao artigo de Costa Pinto.

Em novembro de 2000, Ibsen almoçou com o jornalista na Churrascaria OK, em Curitiba, quando soube dos bastidores. “A CPI do Orçamento caminhava para um desfecho melancólico, pois só ia cassar deputados do chamado ‘baixo-clero’ (…). Foi nesse ambiente que se perpetrou um dos grandes erros jornalísticos contemporâneos”, contou Costa Pinto, no artigo que depois enviou a Ibsen. “Este depoimento é seu e pode ser usado da maneira que você quiser”, escreveu no e-mail. Trata-se de um raro mea-culpa em 2.804 palavras que dá pormenores e nomes. Costa Pinto conta que em novembro de 1993 foi procurado por uma figura que ficaria famosa dez anos depois: Waldomiro Diniz, assessor da CPI e já então braço direito dos parlamentares petistas José Dirceu e Aloizio Mercadante. “Pegamos o Ibsen”, disse Waldomiro. O depoimento de Costa Pinto, hoje consultor do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), revela uma coragem incomum em desnudar um fato já sepultado na memória. Mostra também como Waldomiro vazava sigilos para incriminar investigados. A morte política de Ibsen tirou do caminho um forte candidato à Presidência. O PMDB se dividiu, mas na eleição de 1994 Lula acabou superado por Fernando Henrique Cardoso, após a edição do Plano Real. Clique aqui e leia na íntegra a reportagem A Verdade Aparece.

Na primeira eleição em que concorreu após a retomada de seus direitos políticos, em 2002, concorreu a deputado federal, mas não se elegeu. Em 2004, quando já era de conhecimento público a armação que sofreu no processo de cassação do mandato dele retornou com tudo à política. Primeiro se elegeu vereador de Porto Alegre, tendo sido o candidato mais votado naquela eleição. Em 2006, foi eleito novamente deputado federal. O PMDB era aliado do governo Lula, mas Ibsen bateu de frente com os interesses do Presidente ao enviar em 2009 a Emenda Ibsen Pinheiro, que retirou royalties do petróleo dos estados produtores, para divisão igual entre os estados brasileiros. Era um dos defensores das leis de reserva de mercado, e de medidas que protegiam a indústria brasileira à concorrência estrangeira, mas que impediam a sua modernização e ganho de competitividade.[carece de fontes] Sendo contrário à abertura econômica, era tido por seus adversários como protecionista, rescaldos do jovem comunista que militou no Partidão.

Não foram poucas as vezes que dividimos uma costela, no Barranco (Churrascaria de Porto Alegre), bebemos chope e ouvi relatos sobre a formação do grupo dos “Mandarins”, grupo de jovens dirigentes que participou junto com Paulo Portanova, Ivo Côrrea Pires, Hugo Amorim e Claudio Cabral. Passados mais de 50 anos e com muitas mudanças de nomenclatura, o que eles pregavam segue atual e hoje é chamado de valências: força, técnica e velocidade. Cada jogador no Inter, precisava ter no mínimo duas dessas qualidades. Ibsen fez parte do conselho deliberativo do Sport Club Internacional, ocupou diferentes cargos no Futebol do Clube e nunca quis se candidatar a presidência da instituição. Se quisesse ocupar o cargo, seria eleito. Uso aqui o relato dos jornalistas David Coimbra e Nico Noronha,  no livro A história dos Grenais  para ilustrar um fato que ele se divertia cada vez que nos narrava entre chopes. Em 1969, ano de inauguração do Beira-Rio, o Grêmio poderia ser Octa Campeão Gaúcho, na nossa casa. O Internacional abre o placar, com Valdomiro, mas o juiz anula o gol marcando uma falta na jogada. indignação geral dos jogadores e torcida no Beira-Rio. O mínimo que faziam era xingar a progenitora do árbitro Zeno Escobar Barbosa:

“Ibsen Pinheiro saiu do túnel e cruzou a linha lateral do gramado. Ibsen não correu, não gesticulou, não se agitou. Andou em direção a Zeno com calma e decisão, senhor de si, dono da situação, ereto como um príncipe. Ibsen caminhava como se estivesse atravessando o corredor da sua casa.
O policiamento ficou confuso. Aquilo não era uma invasão de campo. Pelo menos não nas previsões dos manuais. Ao chegar a um palmo do árbitro, Ibsen advertiu, olhando-o nos olhos, serenamente, peremptoriamente:

— Isso aqui está muito louco. Nós vamos morrer todos aqui dentro. O povo vai pular os portões da Coreia e vai ser um massacre.

Pasmo, o juiz apenas balbuciou:

— Deixa comigo, deixa comigo, deixa comigo.”

O jogo terminou empatado com o Inter Campeão, primeiro título do Octa Colorado e Ibsen, que entrou literalmente em campo foi decisivo para a conquista. Ele contava, dizia que existiam exageros e ria se divertindo com a coragem e calma que teve.

Pois o coração do jornalista, advogado, político e colorado, Ibsen Valls Pinheiro, resolveu hoje parar de bater. Nascido em São Borja, no dia 5 de julho de 1935, era filho de Ricardo Pinheiro Bermudes e Lilia Valls Pinheiro. Formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) na década de 1960. foi promotor de justiça, procurador de justiça e nosso dirigente. Tchê, eu sou um cara de sorte, por muitas coisas que já aconteceram na minha vida, entre elas assistir a jogos do Inter ao lado de Ibsen e sua turma e ouvir histórias da boca do próprio protagonista ou testemunha do fato.

Eu estou em São Paulo e passei a semana pensando que ligaria hoje para o Márcio e falaríamos sobre o aniversário dele e da cidade que escolhi para morar… Que ele próprio me daria alguma dica de onde poderia levantar um brinde para homenageá-lo e também Sampa – afinal, já morou aqui-, que falaríamos sobre o GreNal da decisão da Copinha e outros assuntos…

Agora aqui estou às 02h07 da madrugada sem coragem de ligar para o meu amigo. Nós perdemos um grande homem, alguém que agradeço por ter dividido costelas, ensinamentos e histórias comigo. A minha amiga Cassia, perde o convívio do sogro; a Lina, o avô que arrisco dizer recebeu uma nova chance de se conectar com a família através dela – vida de homem público, não é fácil-; mas como filho sei a dor que meu amigo está passando. Como Seu Romeu, em casa muitas vezes Ibsen “falava calado”. Márcio perde o pai, que admirava demais o filho e era correspondido. Era lindo de se ver eles se entendendo nos silêncios e entrelinhas.

 

 

(Felipe Vieira, com informações da Wikipedia)

Morre o músico Paulinho Pires. Instrumentista se destacava como exímio tocador de serrote

Morre o músico Paulinho Pires. Instrumentista se destacava como exímio tocador de serrote

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Morreu hoje na Santa Casa de Porto Alegre, o músico Paulinho Pires. A família ainda não informou onde ocorrerão os atos fúnebres e o sepultamento. Grande poeta, compositor, instrumentista, intérprete, autor de mais de duas centenas de canções com temáticas regionais e boêmia, destacou-se também como um exímio instrumento de serrote e tem um CD gravado, “Paulinho Pires, Versos e Cantigas” Uma de suas músicas mais conhecidas, “Súplica do Rio”, apresentada na longínqua 8ª Califórnia da Canção, é considerado “o primeiro grito ecológico” dos festivais gaúchos.  Paulinho Pires, nasceu na Ilha do Cônsul, no Delta do Jacuí. Depois aos 4 anos foi morar na Ilha das Flores, onde passou boa parte da infância. As 5 anos começou com a gaita de boca ele gostava de lembrar que cresceu em contato com a natureza. Aos 16 ganhou um violão com o qual participava de festas, casamentos, quermesses, folias de carnaval e bailes tocando vanerões, xotes e serenatas. “Tenho um pé no campo outro na cidade”, diz. De fato, da Ilha viu Porto Alegre crescer, ao mesmo tempo que do outro lado olhava o campo.

Aos 20 anos saiu das Ilhas e se mudou para a cidade de Porto Alegre, quando começou a tocar com o Grupo de Arte Nativa Estância da Amizade, começando também a tocar serrote, e iniciando suas apresentações em público. Desde então construiu uma carreira sólida e respeitada na música do Rio Grande do Sul.  (Felipe Vieira com informações do Jornal do Mercado)

Soprano espanhola Montserrat Caballé morre aos 85 anos

Soprano espanhola Montserrat Caballé morre aos 85 anos

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A soprano espanhola Montserrat Caballé morreu neste sábado, em um hospital de Barcelona, aos 85 anos, de acordo com informações do centro médico. A artista estava internada no hospital catalão desde a metade do mês passado, por conta de uma doença que vinha sofrendo há algum tempo. O funeral de Montserrat Caballé, considerada por muitos críticos como a melhor soprano do século XX, acontecerá na próxima segunda-feira, em Barcelona, sua cidade natal.

Sua extraordinária voz permitiu que era se apresentasse nos mais importantes palcos do mundo obras como “La serva padrona” (Pergolesi); “Cosi fan tutte” (Mozart); “Norma” e “I puritani” de Bellini. Em seu repertório também se destacaram “Il trovatore”, “La Traviata”, “Um ballo in Maschera” e “Aida”, todas de Giuseppe Verdi. Ela também interpretou as heroínas “Isolda” e “Sieglinde” de Wagner, assim como nas quatro obras de Giacomo Puccini: “Tosca”, “La Boheme”, “Madame Butterfly” e “Turandot”.

Montserrat Caballé conquistou um prêmio Grammy e foi agracia com o Príncipe das Astúrias das Artes em 1991, a mais alta distinção concedida na Espanha. (Correio do Povo)

Uma das fundadoras do Grupo Zaffari, Santina De Carli Zaffari morre aos 102 anos

Uma das fundadoras do Grupo Zaffari, Santina De Carli Zaffari morre aos 102 anos

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Morreu, neste domingo, Santina De Carli Zaffari, matriarca da família Zaffari e presidente emérita do Grupo Zaffari, aos 105 anos. Ao lado do marido, Francisco José Zaffari, Santina fundou o Grupo Zaffari, em 1935, na cidade de Erval Grande, no Alto Uruguai. Conhecida pela determinação, otimismo e religiosidade, Santina dedicou vida aos negócios e a família, formada por 12 filhos, 31 netos e 19 bisnetos.

De acordo com o comunicado da empresa, a matriarca, nascida em Caxias do Sul, “conduzia com sensatez e liderança a família e os negócios que fundou ao lado de seu marido, Francisco José”. Recém-casados, o casal se mudou para Erval Grande, na região do Alto Uruguai.

A partir dos anos 40, o negócio da família se expandiu e iniciaram a distribuição de combustíveis, além de transportar mercadorias para terceiros. Vinte anos depois, Santina, Francisco José e os filhos, que já trabalhavam no empreendimento, chegaram a Porto Alegre e abriram o primeiro atacado. Rapidamente, o comércio se transformou na primeira unidade da rede de autosserviço supermercadista do Grupo Zaffari.

“Para Santina De Carli Zaffari, o pequeno estabelecimento fundado em 1935 era o projeto de vida que permitiria ao casal prover o sustento de sua família. Era também sua convicção que um projeto de vida tem sempre um princípio, uma crença. No caso da família Zaffari, era a certeza de querer servir bem a seus clientes e retribuir o apoio que sempre recebeu da comunidade onde esteve inserida”, diz o comunicado do Grupo Zaffari.

Pelo legado criado por ela e pela família, Santina foi a primeira empresária a receber, em 2005, a distinção Mulher Supermercadista, concedida pela Associação Gaúcha de Supermercados. O velório será realizado no Cemitério Ecumênico João XXIII, em Porto Alegre, a partir das 15h deste domingo. A cerimônia de despedida ocorrerá às 20h. (Correio do Povo)

Morre o jornalista Lucídio Castelo Branco. Testemunha de alguns dos momentos mais difíceis da história política brasileira

Morre o jornalista Lucídio Castelo Branco. Testemunha de alguns dos momentos mais difíceis da história política brasileira

Comunicação Destaque Obituário Poder Política Porto Alegre

Faleceu nesta quarta-feira, aos 91 anos de idade, o jornalista Lucídio Castelo Branco. Nascido em Teresina, Piauí, em 13 de novembro de 1926, Lucídio Castelo Branco morou no Rio de Janeiro de 1939 a 1949, quando veio para Porto Alegre. Gaúcho de coração e por opção, foi presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul (1965 a 1967) e também da Federação Nacional dos Jornalistas (1968 a 1971). Bacharel em Direito pela Ufrgs, Lucídio era jornalista da época em que não era necessário o diploma. Mas deixou para a categoria sua maior conquista: a regulamentação profissional através de negociação com o Ministério do Trabalho. Escreveu sua autobiografia, “Da memória de um repórter” lançado em 2002, no qual relata os principais episódios em 48 anos de trabalho. A obra ainda resgata uma parte da história política vivida pelo jornalista e conta suas experiências em coberturas políticas, sua grande paixão até a chegada da censura nos anos 60 e 70. Leia o perfil de Lucídio Castelo Branco publicado por Coletiva.net, em dezembro de 2007.

A festa dos 90 anos, em 2016, mereceu um relato da jornalista Rosane de Oliveira:

Envelhecer sem rancor

Meu amigo Lucídio Castelo Branco comemorou 90 anos. Com ele aprendi que a lucidez caminha de mãos dadas com o bom humor

Das festas para as quais fui convidada neste ano de 2016, o aniversário do amigo, colega e leitor Lucídio Castelo Branco é forte candidato ao topo do ranking de mais marcante. Ainda faltam dois casamentos de amigos queridos, um no dia 10, outro no dia 17, e o reencontro da minha turma de faculdade, no próximo fim de semana, para comemorar os 35 anos da nossa formatura, mas o aniversário do Lucídio, também conhecido por Castelinho, vai ficar como a festa que valeu por cem livros de autoajuda. Porque fazer 90 anos com saúde, lucidez e bom humor é uma bênção. Impossível não perguntar: qual é a receita?

Lucídio circulou de mesa em mesa. Como não eram muitas e a música não era dessas que ensurdecem os convidados, deu para conversar com o aniversariante, ouvir suas histórias e entender o segredo de envelhecer com dignidade:

– Quero viver enquanto não sentir dor. Quando eu morrer, vocês podem dizer: morreu uma pessoa feliz.

Eis a primeira lição: para viver bem, é preciso não guardar rancor. Lucídio, contam os amigos que convivem com ele há mais tempo do que eu, sempre foi uma pessoa bem-humorada. Passou 10 anos desses 90 cuidando da mulher, vítima de Alzheimer. Foram 67 anos de casamento, três filhos, seis netos e uma bisneta que ela não chegou a conhecer. Morreu faz quatro anos.

Acham que ele se queixa? Não. Com uma ternura incomum, lembra que, no fim, a mulher já não reconhecia ninguém, mas mudava a expressão quando ouvia a voz dele. Foi para casar-se com ela que o jovem apaixonado, nascido no Piauí, trocou o Rio de Janeiro pelo Rio Grande do Sul, aprovado em um concurso do Tribunal de Justiça Militar. Foi aqui que o rapaz enveredou pelos caminhos do jornalismo, seguindo os passos do irmãos, o lendário Carlos Castelo Branco, durante décadas o colunista político mais respeitado do Brasil. Lucídio trabalhou na Folha da Tarde, foi chefe da sucursal do Jornal do Brasil em Porto Alegre, lutou incansavelmente pela valorização da profissão de jornalista e hoje é um atento observador do que acontece no país. Está assustado, mas não se deixa abater. Caçula de uma família de seis filhos, ainda tem três irmãos vivos. A mais velha tem 101 anos e segue lúcida. O segredo? Lucídio ri:

– A fé e os filhos. Minha irmã teve 15 filhos.

Quando o primeiro filho adoeceu, a irmã, muito religiosa, fez uma promessa: se salvasse o bebê, teria tantos filhos quantos deus quisesse. A criança morreu, mas ela cumpriu a promessa do mesmo jeito. Teve outros 14. Essas histórias de família, o Lucídio contou em plena festa de aniversário. Fiz um pedido: que me convide para os cem, daqui a 10 anos. (Com informações da Coletiva.net e Gaúcha/ZH)

Morre ex-vereador de Porto Alegre Artur Zanella. Corpo vai ser velado na Câmara de Vereadores; por Guilherme Kepler/Rádio Guaíba

Morre ex-vereador de Porto Alegre Artur Zanella. Corpo vai ser velado na Câmara de Vereadores; por Guilherme Kepler/Rádio Guaíba

Cidade Destaque Obituário

Morreu em casa, neste sábado, vítima de infarto, o ex-vereador de Porto Alegre Artur Zanella, de 77 anos. Conforme o presidente da Câmara Municipal, Valter Nagelstein (MDB) o corpo de Zanella vai ser velado a partir das 16h de hoje, na sede do Legislativo.

Zanella passou por legendas como PDS, PFL e PDT entre o fim dos anos 1980 e o início dos 1990. Considerado um dos principais responsáveis pela criação do bairro Restinga, na zona Sul da Capital, ele também presidiu do Departamento Municipal de Habitação (Demhab) e ocupou as secretarias municipal de Transportes e estadual de Planejamento.

Presidente da Farsul e do Conselho Superior do Sebrae/RS, Carlos Sperotto morre aos 79 anos.  Líder ruralista lutava contra um câncer no esôfago

Presidente da Farsul e do Conselho Superior do Sebrae/RS, Carlos Sperotto morre aos 79 anos. Líder ruralista lutava contra um câncer no esôfago

Agronegócio Destaque Vídeo

Morreu neste sábado no hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, Carlos Rivaci Sperotto, presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).  Sperotto tinha 79 anos e lutava contra um câncer no esôfago desde 2016. Ele deixa a esposa e quatro filhos.

Natural de Palmeira das Missões, no Noroeste do Estado, Sperotto era formado em medicina veterinária. Produtor de grãos e criador de ovinos, ele estava na presidência da Farsul desde 1997.

Em 2015, Carlos Sperotto foi eleito presidente da Farsul para seu sétimo mandato. Ele recebeu 104 votos de um total de 133 sindicatos que participaram do pleito, contra 29 do oposicionista João Batista Silveira. O atual mandato de Sperotto na Farsul ia até o final de 2018. Sperotto também era líder do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS.

Em agosto deste ano, Carlos Sperotto concedeu entrevista ao Correio do Povo pouco antes da Expointer. Ele lembrou grandes momentos da feira e se mostrou confiante em um crescimento da pecuária no Estado.

“O momento da pecuária só tem a melhorar. O produtor rural está apreensivo e consciente de que o produto que ele tem na mão é para outros valores, e não os que estão sendo praticados. A recuperação é lenta, mas já está ocorrendo. É fruto da qualidade do produto que nós temos para comercializar”, destacou.

O velório de Sperotto vai ocorrer a partir das 17h deste sábado na Farsul, na Praça Professor Saint-Pastous, 125, em Porto Alegre. A previsão é de que a cerimonia ocorra até às 11h de domingo, quando o corpo irá para o Crematório Metropolitano. (Felipe Vieira com informações do Correio do Povo)

 Em 2015, ele me concedeu uma entrevista na TV Record/RS

 

Morre Fábio Verçoza, ex-Rei Momo da Capital

Morre Fábio Verçoza, ex-Rei Momo da Capital

Cidade Destaque

Faleceu, nesta quinta-feira, o ex-Rei Momo do Carnaval de Porto Alegre por dez anos, Fábio Verçoza. Conforme informações extra-oficiais de familiares, Verçoza morreu vítima de infarto em casa, no início da noite.

Formado em Direito e Matemática, Verçoza trabalhou na Prefeitura e, em 2015, se despediu da Corte carnavalesca. Depois de passar por procedimentos médicos que quase o fizeram perder o movimento da perna direita, no ano passado, ele resolveu passar a chave.

“Prefiro sair deixando saudade. Estar aqui hoje é um presente de Deus”, disse Verçoza, à época, para o Correio do Povo. (Camila Diesel / Rádio Guaíba)

Morre Julio Machado. Autor da música Guri e primeiro vencedor da Califórnia da Canção faleceu em Uruguaiana

Morre Julio Machado. Autor da música Guri e primeiro vencedor da Califórnia da Canção faleceu em Uruguaiana

Cultura Destaque
Faleceu na madrugada desta sexta-feira, o veterinário, músico e compositor Júlio Machado da Silva Filho, “Julinho”- Autor de “Guri”, um clássico do movimento nativista em parceria com seu irmão João Machado da Silva (também falecido), Júlio também venceu a primeira Califórnia da Canção Nativa, em parceria com Colmar Duarte, com a Música Reflexão.Julinho foi presidente do festival e tinha forte aproximação com o Festival de Cosquin, na Argentina. O  sepultamento acontece  às 15h, no Cemitério Municipal Senhora Sant’Anna. (Rádio Charrua AM/FM)

 

Morre Carlos Alberto Torres, capitão do tricampeonato mundial na Copa de 70. Autor de um dos gols mais bonitos das Copas. Confira!!

Morre Carlos Alberto Torres, capitão do tricampeonato mundial na Copa de 70. Autor de um dos gols mais bonitos das Copas. Confira!!

Destaque Esporte

Carlos Alberto Torres, capitão da seleção brasileira na conquista do tricampeonato mundial na Copa de 1970, no México, morreu nesta terça-feira (25), aos 72 anos, de infarto fulminante. O ex-jogador atuava como comentarista esportivo em programas do Sportv e morava no Rio de Janeiro, cidade na qual iniciou sua carreira no futebol na base do Fluminense. (R7)