Carro da Uber é apedrejado na rua Padre Chagas. Vidro traseiro do veículo Sandero foi totalmente quebrado; por Lucas Rivas e Eduardo Paganella / Rádio Guaíba

Carro da Uber é apedrejado na rua Padre Chagas. Vidro traseiro do veículo Sandero foi totalmente quebrado; por Lucas Rivas e Eduardo Paganella / Rádio Guaíba

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Um motorista da empresa Uber teve o carro apedrejado na madrugada deste sábado, na rua Padre Chagas, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. O vidro traseiro do veículo Sandero foi totalmente quebrado. Segundo a ocorrência policial, taxistas teriam arremessado objeto contra o veículo. O boletim policial trata o caso como dano consumado.

Conforme o relato da vítima, o veículo parou na Padre Chagas e, em seguida, três taxistas desceram do carro iniciando uma confusão. Além de terem apedrejado o carro, eles ainda chutaram a lateral. Até o momento, nenhum dos envolvidos foi identificado.

 Em menos de duas semanas, esse é o terceiro conflito envolvendo taxistas e motoristas da Uber em Porto Alegre. Após realização da audiência pública, no dia 5, que discutiu a regulamentação do aplicativo na Capital, um prestador de serviço teria sido agredido ao ser chamado de “taxista traidor”.

No Salgado Filho, uma briga também deixou um motorista da Uber ferido. A vítima foi atingida supostamente por uma chave de carro ou de fenda, disse a Polícia Civil. Em função dos recorrentes problemas, o presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, avaliou que o “campo está fértil para uma tragédia em breve”.

Cappellari pediu agilidade a vereadores para analisar regulamentação do transporte de passageiros via aplicativo. O líder do governo na Câmara já pediu urgência para a tramitação da matéria e espera que ela seja votada ainda no início de agosto, na volta do recesso parlamentar.

Após agressão a motorista da Uber, taxista vai responder por lesão corporal. Suspeito negou envolvimento no crime, ocorrido ontem à noite nas imediações do Beira-Rio

Após agressão a motorista da Uber, taxista vai responder por lesão corporal. Suspeito negou envolvimento no crime, ocorrido ontem à noite nas imediações do Beira-Rio

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A Polícia Civil vai abrir inquérito para apurar a agressão cometida por um taxista contra um motorista da Uber após a audiência pública que discutiu, na noite de ontem, no Ginásio Gigantinho, o projeto que regulamenta o aplicativo de celular em Porto Alegre.

De início, a informação compartilhada em grupos de WhatsApp era de que o condutor havia sido agredido com uma tijolada na cabeça. Conforme a investigação, porém, a vítima levou um tapa no rosto em frente à escola Imperadores do Samba, na avenida Padre Cacique, nas imediações do estádio Beira-Rio. Uma foto recebida, ainda ontem, pela reportagem mostra o motorista sangrando na região da face e do pescoço.

A ocorrência foi registrada pela 2ª Delegacia de Polícia Pronto Atendimento, que classificou a agressão como lesão corporal leve. O taxista assinou termo circunstanciado e foi liberado. Em depoimento, ele negou envolvimento no crime. O inquérito fica, agora, a cargo da 20ª Delegacia de Polícia.

Identificada apenas como Claiton, a vítima explicou, em entrevista à Guaíba, como a agressão ocorreu. “Eu estava de costas para o carro e ouvi ‘taxista traidor’ e logo levei um soco”.

Ainda na noite de ontem, um motorista que presenciou a agressão chegou a sugerir a colabores do Uber, também via grupos de WhatsApp, a não trabalharem durante a madrugada. “Não trabalhem hoje que o ambiente tá bem ‘xarope’. Nos pegaram em um lugar bem retirado, quando não tinha nada na volta. Graças a Deus passou uma viatura da Brigada que nos prestou socorro. Fiquem em casa, descansem”, recomendou. (Lucas Rivas/Rádio Guaíba)

Taxistas que agrediram motorista do Uber responderão por tentativa de homicídio. Dupla foi encaminhada para o Presídio Central

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Bráulio foi agredido por taxistas. Foto: Samuel Vettori

Os dois taxistas envolvidos na agressão a um motorista do Uber, em Porto Alegre, na tarde dessa quinta-feira, foram encaminhados ao Presídio Central. De acordo com a delegada Cristiane Ramos, a dupla foi presa em flagrante e vai responder por tentativa de homicídio e dano qualificado do veículo Fiesta. Conforme o relato de testemunhas, o condutor do serviço de caronas pagas, Bráulio Pelegrini Escobar, de 41 anos, foi atacado dentro do estacionamento do hipermercado Carrefour da avenida Bento Gonçalves, na zona Leste. Depois de agredido, ele teve o carro depredado. A Brigada Militar foi chamada e o SAMU acionado para atender ao motorista ferido.

Escobar foi agredido por ao menos dez pessoas ontem à tarde e, após, foi conduzido ao Hospital Cristo Redentor. Ele recebeu alta durante a madrugada desta sexta-feira e foi para o Palácio da Polícia prestar depoimento. Em entrevista na Área Judiciária, o motorista afirmou que foi vítima de uma emboscada.

“Eu sofri um sequestro relâmpago por alguém que eu não conheço e que me fez passar por várias partes da cidade. Depois me levou ao estacionamento do supermercado. Lá, fiquei o tempo todo preso dentro do carro, seguraram o cinto de segurança e eu não conseguia me mover”, contou.

O motorista revelou que foi chamado pelo aplicativo Uber e que, inicialmente, pensou que estivesse sendo assaltado pelos dois passageiros que estavam no carro, porque mudavam a conversa o tempo todo. Eles afirmaram que iriam trabalhar, depois pediram para ir ao mercado para fazer um churrasco. O trajeto durou cerca de uma hora, passando pela avenida Cristóvão Colombo e Cristiano Fischer. Segundo Escobar, os supostos clientes faziam com que ele circulasse em locais que tivessem blitz de fiscalização do Uber. Em outro momento, pediram que o condutor fosse para o Campo da Tuca, mas Escobar afirma que não obedeceu. Em entrevista ao Programa Agora, da Rádio Guaíba, o motorista disse que a corrida terminou no estacionamento do Carrefour na avenida Bento Gonçalves, na zona Leste da Capital. Escobar disse que ao chegar no local começou a ser agredido por taxistas, chegando à conclusão de que tinha sido levado para uma emboscada. Ele teve o veículo danificado e disse que teve a vida salva por três mulheres, que segundo o motorista, teriam salvo sua vida ao intervir na agressão. Ele ficou preso dentro do veículo amarrado pelo cinto de segurança e foi resgatado por policiais militares que teriam sido chamados pelo departamento de segurança do hipermercado.

Ao ser questionado sobre as questões legais envolvendo o transporte de passageiros pelo aplicativo, disse que o serviço não é proibido no Brasil. Destacou que o serviço “cinco estrelas” oferecido pelo Uber é respaldado pela organização do programa, que dá suporte aos associados e oferece todo o apoio necessário em caso de incidentes como esse.

A delegada informou que os taxistas detidos negam que tenham agredido o motorista do Uber. “Um deles disse que usou o aplicativo para conhecer e que foi ao Carrefour fazer compras e se deparou com a cena das agressões. E o outro alegou que tentou tirar a chave do carro da vítima, que bateram a porta do veículo em sua cabeça, que ele ficou tonto e não lembra nada. Mas a vítima reconheceu os taxistas”. (Rádio Guaíba)