Uber rompe vínculo com motoristas presos por tele-entrega de ecstasy na Capital

Uber rompe vínculo com motoristas presos por tele-entrega de ecstasy na Capital

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A multinacional Uber assegurou, em nota divulgada no início da tarde deste sábado, que desativou, permanentemente, os dois motoristas colaboradores que foram flagrados e presos, nessa madrugada, fazendo suposta tele-entrega de ecstasy no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. No comunicado, a plataforma reitera “tolerância zero com relação a álcool ou drogas” e garante colaborar com as investigações.

A assessoria da Uber acrescentou que ambos haviam ingressado no sistema há cerca de 15 dias e, até então, não tinham ficha criminal. De acordo com a multinacional, a seleção de motoristas verifica a existência de antecedentes em níveis municipal, estadual e federal.

De acordo com o Denarc (Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico da Polícia Civil), os motoristas presos hoje, de 21 e 26 anos, eram responsáveis pela entrega de ecstasy, enquanto um gerente de banco, de 23, também detido, era o articulador do esquema.

Com eles, foram apreendidos 230 comprimidos da droga e os dois carros que, conforme a Polícia, eram usados para o transporte. Cada unidade era vendida por ao menos R$ 100, com a taxa de entrega.

O delegado Guilherme Calderipe, da 1ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico (DIN), foi responsável pela investigação durante três meses. Não está descartada a existência de um esquema maior envolvendo compradores de alto poder aquisitivo, conforme o diretor de investigações do Denarc, delegado Mario Souza.

Leia a nota emitida pela Uber, na íntegra:

“A Uber mantém uma política de tolerância zero com relação a álcool ou drogas, e se coloca à disposição para colaborar com as autoridades no correr das investigações. Ambos os motoristas já foram desativados permanentemente da plataforma Uber.” (Rádio Guaíba)

Infrações por embriaguez triplicam no RS em oito anos de Lei Seca

Infrações por embriaguez triplicam no RS em oito anos de Lei Seca

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A lei que estabeleceu tolerância zero para o álcool na direção completa oito anos neste mês de junho. Nesse período, as autuações pela Lei Seca triplicaram no Rio Grande do Sul. Em 2008, foram 6,8 mil autuações no artigo 165, que teve a redação alterada no Código de Trânsito Brasileiro, reduzindo para zero a quantidade de álcool permitida. Em 2015, foram 21 mil condutores flagrados alcoolizados e retirados de circulação.

A curva das autuações cresceu gradativamente no Rio Grande do Sul, registrando um salto em 2011, com a implantação de políticas de fiscalização como a Balada Segura e a Viagem Segura, que sistematizaram a aplicação do etilômetro. A consolidação dessas políticas e a expansão da Balada para o interior do Estado refletiu em picos de autuação nos anos seguintes, atingindo 23,7 mil condutores flagrados alcoolizados em 2012, reflexo também da Nova Lei Seca, que tornou ainda mais rigorosas as punições.

Após cinco anos de Lei Seca e dois de fiscalização sistemática do consumo de álcool na direção, a curva começou a baixar, mesmo com o aumento da fiscalização. Em 2013, foram 21,3 mil autuações, uma redução de 10% em relação ao ano anterior. Em 2014, a curva voltou a crescer (23,3 mil) e caiu novamente em 2015 (21,1 mil).

Como a fiscalização aumentou consideravelmente ao longo dos anos, acredita-se que essas reduções no número de autuações signifiquem uma mudança de comportamento dos motoristas. “Já percebemos isso nas nossas relações sociais. Dirigir depois de beber não é visto mais com tanta naturalidade e as pessoas estão buscando alternativas e se programando melhor quando vão sair”, avalia o diretor-geral do Detran/RS, Ildo Mário Szinvelski.

Suspensão do direito de dirigir

Resultado da maior fiscalização, o número de processos de suspensão do direito de dirigir também aumentou 320% no período. Foram 4,2 mil processos instaurados para motoristas flagrados dirigindo sob o efeito de álcool em 2008. Em 2015, esse número foi de 17,5 mil.

Resultados

O maior rigor na lei, combinado à fiscalização sistemática e à penalização efetiva, vem mostrando resultados no Estado. O Rio Grande do Sul superou a meta da ONU para os primeiros cinco anos da  Década de Ação para a Segurança no Trânsito. A meta de redução em 50% das vítimas de trânsito leva em conta a previsão crescente de óbitos se nenhuma ação fosse adotada naquele cenário.

Calculada com base em projeções dos anos anteriores, o RS poderia ter 2.707 mortes no ano de 2015 e 3.224 em 2020. Para a metade da década, a meta do RS era diminuir em 31% a acidentalidade. O Estado reduziu em 36% em relação à tendência, preservando 972 vidas. A redução objetiva do número de óbitos foi de 21% de 2010 a 2015.

Há consistência em denúncias de agentes da EPTC atuando no Uber, revela Cappellari; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Há consistência em denúncias de agentes da EPTC atuando no Uber, revela Cappellari; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

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O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, revelou nesta quinta-feira que sete agentes de trânsito da Capital estão sendo investigados por supostamente atuarem como motoristas ligados à empresa Uber. Caso as investigações internas da EPTC comprovem as suspeitas, os servidores públicos serão exonerados de seus cargos por atuarem naquilo que a legislação municipal classifica como “transporte clandestino de passageiros”.

Cappellari informou que, em uma pré-avaliação, é possível dizer que as denúncias têm consistência, o que motivou a EPTC a solicitar ao Uber o cadastro dos atuais motoristas que atuam em Porto Alegre.

“Na nossa avaliação tem (consistência). E por estarmos trabalhando para comprovar que está ocorrendo isso. Através da nossa pré-avaliação, pré-busca de dados, as denúncias começaram a ter consistência. Por isso, agora tomamos outras medidas, como notificar a empresa para que ela nos forneça o cadastro (dos motoristas)”, explicou Cappellari.

Conforme o diretor-presidente da EPTC, o pedido do cadastro foi feito pessoalmente ao diretor de Políticas Públicas do Uber, com quem houve reunião na última semana. Em nome da empresa, Daniel Mangabeira Dantas se comprometeu a repassar as informações solicitadas.

Segundo Cappellari, 58 veículos utilizados por motoristas ligados ao Uber já foram recolhidos desde que a empresa passou a atuar em Porto Alegre. Em março e abril foram 20 apreensões. Até o momento, em maio, foram 10 ocorrências dessa natureza.

Uber minimiza resistência e garante que opera em Porto Alegre até o fim do ano (Bibiana Borba / Rádio Guaíba)

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Expectativa é que serviço inicie o funcionamento até o fim do ano | Foto: Site oficial do Uber / Divulgação / CP

Expectativa é que serviço inicie o funcionamento até o fim do ano | Foto: Site oficial do Uber / Divulgação / CP

Apesar de a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e o Sindicato dos Taxistas da Capital terem se posicionado contra a novidade, a empresa Uber confirmou nesta sexta-feira que vai começar a oferecer o serviço de transporte em Porto Alegre até o final de 2015. Através de assessoria de imprensa, a Uber admitiu à Rádio Guaíba que motoristas já estão sendo prospectados na Capital gaúcha para atuar na rede. O cadastro de interessados pode ser feito através do site da empresa.

De acordo com um taxista da Capital, que disse à reportagem ter feito o cadastro por curiosidade, diretores da Uber realizaram reuniões nas últimas semanas com alguns interessados, salientando que o objetivo é trazer um serviço de transporte com foco na qualidade para o passageiro. Por enquanto, os representantes da empresa afirmaram que pretendem lançar na Capital apenas a versão mais barata, o UberX, sem a exigência da cor preta para os carros e nem de uniforme para os condutores.

Sobre a manifestação da EPTC de que motoristas que aderirem ao sistema serão multados, em R$ 5,8 mil, a assessoria da Uber adiantou que a mesma resistência já foi enfrentada em várias outras cidades do mundo. No Rio de Janeiro, uma lei para tornar o serviço ilegal chegou a ser aprovada, mas, através de liminar judicial, a Uber teve permissão para voltar a atuar.

No entendimento da empresa, com sede nos Estados Unidos, a oferta de motoristas privados pelo aplicativo de celular configura o transporte do tipo individual privado, considerado legal pelo Plano Nacional de Mobilidade Urbana.

No Brasil, o aplicativo já funciona em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Um novo serviço de transporte de animais de estimação foi lançado nesta sexta-feira nas capitais carioca e paulista.

TRF4: recusa em fazer teste do bafômetro não é prova de embriaguez

TRF4: recusa em fazer teste do bafômetro não é prova de embriaguez

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Um morador de Rosário do Sul (RS) que teve sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) apreendida em uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF), acusado de embriaguez, obteve na Justiça o direito de voltar a dirigir. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) considerou que os policiais não explicaram, no documento de autuação, os motivos pelos quais consideraram que o motorista estaria alcoolizado. A decisão proferida na última semana confirmou liminar de primeiro grau.

O servidor público trafegava na altura do Km 482 da BR-290 quando foi abordado pelos agentes de trânsito. Ao ser questionado se havia ingerido bebida alcoólica, ele confessou ter tomado dois copos de cerveja algumas horas antes. Ele recusou-se a fazer o teste do etilômetro e teve sua carteira de habilitação suspensa.

O homem ajuizou ação solicitando liminar para voltar a dirigir e anulação do processo administrativo no Departamento Estadual de Trânsito do RS (Detran/RS). Ele alegou que a autuação da PRF foi realizada de forma irregular, uma vez que não lhe proporcionou outra forma de exame capaz de provar a inexistência de álcool no organismo.

O pedido de liminar foi aceito pela 1ª Vara Federal de Santana de Livramento, levando o DETRAN/RS a recorrer para manter a suspensão da habilitação.

A 3ª Turma, entretanto, manteve a decisão. De acordo com o relator do processo, desembargador federal Ricardo Teixeira do Valle Pereira, “não consta no auto de infração qualquer evidência de que o condutor apresentasse sinais de embriaguez. Apenas foi afirmado pela autoridade policial que houve recusa à realização do teste etilômetro”.

O magistrado entendeu que “a jurisprudência exige que a embriaguez esteja demonstrada por outros meios de prova, não podendo ser decorrência automática da recusa em realizar o teste do etilômetro”.