Ativista gaúcho de direitos humanos e mais 12 são ameaçados de morte no Uruguai. Ameaça que atinge Jair Krischke foi enviada a promotor uruguaio por email; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Ativista gaúcho de direitos humanos e mais 12 são ameaçados de morte no Uruguai. Ameaça que atinge Jair Krischke foi enviada a promotor uruguaio por email; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

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Treze pessoas, das quais onze são ligadas à defesa de direitos humanos, foram ameaçadas de morte por um grupo autodenominado Comando General Pedro Barneix, no Uruguai. Entre os ameaçados está o gaúcho Jair Krischke, presidente do Movimento Justiça e Direitos Humanos, com sede em Porto Alegre. As ameaças, registradas no Uruguai, foram enviadas por email para o promotor de justiça uruguaio Jorge Díaz, no último dia 17.

Segundo Krischke, a assinatura do email que contém as ameaças remete a um grupo de militares uruguaios – dos quais boa parte está na reserva – que atuou na ditadura daquele país.

No email, o grupo faz referência ao suicídio do general uruguaio Pedro Barneix, condenado por crimes durante a ditadura uruguaia e que, no dia em que seria preso, foi encontrado morto em casa. O texto, em espanhol, com as ameaças afirma que “o suicídio do general Pedro Barneix não ficará impune, não se aceitará nenhum suicídio mais por injustos processos. Por cada suicídio de agora em diante, mataremos três escolhidos aleatoriamente da seguinte lista”. Na lista, estão ainda dois estrangeiros e também dois membros do governo uruguaio, entre eles o ministro da Defesa do país, Jorge Menendez.

Por conta das ameaças, Krischke e os demais ameaçados de morte já solicitaram uma audiência com a Organização dos Estados Americanos (OEA) para que a entidade internacional acompanhe as investigações da polícia uruguaia. Sendo o único brasileiro do grupo, Krischke também já buscou a Embaixada do Brasil no país vizinho.

“Só os loucos não têm medo e eu te juro que não sou louco. Mas isso não quer dizer que me intimide. A gente tem que ter cautela, cuidado. Tomo as ameaças como sérias, são muitíssimo graves, mas absolutamente não me intimidam. Não é só no futebol que a melhor defesa é um bom ataque. Tanto é que já estou respondendo a eles”, afirmou Krischke.

Krischke acredita que sua atuação em dois casos nos últimos anos têm relação com a presença de seu nome na lista de jurados de morte. Em um deles, Krischke relata ter auxiliado na prisão do coronel uruguaio Manuel Cordero, que estava foragido da justiça, foi extraditado em 2010 e acabou condenado a 25 anos de prisão. Jair relata ter localizado o criminoso em Uruguaiana. Em outro caso mais recente, Krischke diz ter encontrado e denunciado o coronel Pedro Antonio Mato Nerbondo, alvo de processo na Argentina, também por crimes durante a ditadura uruguaia. Ele estava morando em Livramento.

Abaixo o documento enviado pelo governo uruguaio ao cônsul do Brasil assinalando a presença de Krischke entre os ameaçados:jair

 

Comunidade quer que o nome de Costa e Silva seja mantido no novo bairro

Comunidade quer que o nome de Costa e Silva seja mantido no novo bairro

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Conversei hoje no Agora/Rádio guaíba, com a Conselheira do Orçamento Participativo Eixo Baltazar, na zona Norte da Capital, Laura Elise Machado, que me garantiu, a oficialização do nome bairro como Costa e Silva agrada a maioria da população que ali vive. Segundo ela, antes quando era apenas um conjunto habitacional com o nome do ex-presidente do período militar ninguém se preocupava com o nome da comunidade, mas agora que surge a formação do bairro a partir do desmembramento do Rubem Berta, aparece o questionamento por conta do nome do ditador.  Laura destacou que estava previsto um plebiscito para a troca do nome, mas o projeto foi derrubado.

Laura entende que na região existe o conjunto habitacional de mesmo nome, cuja característica é ser habitado por muitos ex-militares e mudar o nome não muda a História. Sobre o pedido do Movimento de Direitos Humanos para que o prefeito vete o nome, disse que a população do bairro fará uma mobilização contrária para que permaneça o nome de Costa e Silva.

Saiba mais: Movimento de Justiça e Direitos Humanos quer que prefeito vete o nome de Costa e Silva para novo bairro da Capital