Juiz Moro aceita denúncia contra mulher de Eduardo Cunha na Lava Jato

Juiz Moro aceita denúncia contra mulher de Eduardo Cunha na Lava Jato

Notícias Poder Política

O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato, aceitou nesta quinta-feira (9) a denúncia apresentada contra Cláudia Cordeiro Cruz, mulher do presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Segundo o Ministério Público Federal no Paraná, ela foi denunciada pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo valores provenientes de desvios na Diretoria Internacional da Petrobras.

Para o investigadores, Cláudia Cruz se beneficiou de de parte de valores de propina de cerca de US$ 1,5 milhão que Cunha teria recebido para viabilizar a compra, pela Petrobras, de 50% de um bloco 4 para exploração de petróleo na costa do Benin, na África, em 2011.

O negócio foi fechado por US$ 34,5 milhões, dos quais US$ 10 milhões teriam sido repassados como propina.

O MP aponta também que Cunha se beneficiou da propina e que ele tinha participação direta na indicação de cargos na Diretoria Internacional da Petrobras, atuando para que o negócio na costa africana fosse fechado. A Reportagem completa está na Folha de São Paulo.

Simone Leite vence disputa para presidência da Federasul

Simone Leite vence disputa para presidência da Federasul

Cidade Comunicação Economia Negócios Notícias Poder Política Porto Alegre
Simone Leite acaba de ser eleita por 27 votos a 19, presidente da Federasul. Ela venceu a disputa contra Paulo Afonso Pereira. pela chefia da Federasul.  Esta foi  primeira disputa de eleição para presidente da história da entidade. Simone obteve a vitória com os votos das entidades do interior. A Federasul pela primeira vez será presidida por uma mulher.
Pereira foi aclamado ontem como novo presidente da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA) – filiada e principal mantenedora da Federasul. O executivo era o único inscrito nessa disputa, já que Simone decidiu não ingressar com a sua chapa. Até agora, ACPA e Federasul sempre tiveram o mesmo presidente.

 

Amante é condenado a indenizar casal por divulgar vídeo íntimo em Cruz Alta

Amante é condenado a indenizar casal por divulgar vídeo íntimo em Cruz Alta

Comportamento Comunicação Cultura Direito Direito do Consumidor Economia Notícias Vídeo

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou que um amante pague danos morais a um casal de Cruz Alta, pela divulgação de vídeo íntimo. O réu foi condenado a pagar R$ 8 mil à mulher e R$ 4 mil ao marido dela para que “repense a maneira que utiliza os canais disponíveis na internet”.

O relator, desembargador Carlos Eduardo Richinitti, votou pelo provimento parcial à apelação dos autores, concedendo a extensão dos danos ao marido da vítima, mas negando o aumento do valor a ser indenizado. O magistrado ainda negou a apelação do réu, que alegou consentimento da autora com as gravações. O voto do relator foi acompanhado, na íntegra, pelos desembargadores Iris Helena Medeiros Nogueira e Eugênio Facchini Neto.

Conforme apurado na ação, durante crise conjugal vivenciada pelos autores da ação, a mulher e o réu se encontraram em um motel da cidade. As partes, que já haviam namorado anteriormente, gravaram um vídeo consentido na ocasião.

No entanto, sem autorização da mulher, o homem divulgou as imagens no YouTube e no Facebook, com o título “escapadinha no motel”. Além disso, o réu enviou a gravação para conhecidos do casal.

Na análise do processo, o relator, desembargador Richinitti, considerou que “nunca houve consentimento da autora para que os vídeos fossem divulgados”. O magistrado ainda reconheceu a pouca relevância do fato de ter havido consentimento sobre a realização das imagens. Foi constatada violação do direito de privacidade da vítima, que nutria relação de confiança com o réu. Também foi “evidenciado o dano indireto sofrido pelo marido, constrangido com a revelação de ter sido traído pela companheira, passando a ser conhecido na comunidade por apelido pejorativo”, conforme o desembargador. (Correio do Povo)

Compras de mulher e filha de Cunha foram pagas com propina, aponta denúncia. Foram gastos cerca de 86 mil dólares entre dezembro de 2012 e julho de 2015

Direito Notícias Poder Política
Compras de mulher e filha de Cunha foram pagas com propina, aponta denúncia | Foto: Marcelo Camargo / ABr / Divulgação / CP
Compras de mulher e filha de Cunha foram pagas com propina, aponta denúncia | Foto: Marcelo Camargo / ABr / Divulgação / CP

A denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aponta que as compras de luxo da mulher e da filha do deputado, no exterior, “foram pagos com parte do dinheiro de propina”. Os gastos de Claudia Cruz e Danielle Dytz da Cunha Doctorovich com as marcas de renome Chanel, Dior, Balenciaga e Louis Vuitton somam cerca de 86 mil dólares, entre dezembro de 2012 e julho de 2015, e serão investigados pela força-tarefa da operação Lava Jato em Curitiba.

Cláudia e Danielle estão sob a tutela do juiz federal Sergio Moro. O próprio Eduardo Cunha já foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro perante o Supremo Tribunal Federal. Como não são detentoras de foro privilegiado, Claudia e Danielle agora estão sob investigação dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato. Em janeiro de 2014, durante uma estadia em Paris, Claudia Cruz gastou quase 18 mil dólares em três dias. Foram 7 mil na loja da Chanel, 2 mil na Christian Dior, 4 mil na Charvet Place Vendôme e 2 mil na Balenciaga.

“Todos estes valores foram pagos com parte do dinheiro de propina recebido por Eduardo Cunha”, diz a denúncia sobre os valores relacionado ao próprio presidente da Câmara, sua mulher e sua filha. “As despesas pagas em cartão de crédito com as quantias ilícitas recebidas podem se verificadas nos extratos dos cartões de créditos da Corner Card. Referidos extratos

demonstram despesas completamente incompatíveis com os lícitos declarados do denunciado e de seus familiares.” Segundo a Procuradoria-Geral da República, Claudia Cruz e Danielle Dytz se favoreceram de valores de uma propina superior a 5 milhões de dólares que Eduardo Cunha teria recebido “por viabilizar a aquisição de um campo de petróleo em Benin, na África, pela Petrobras”.

A investigação aponta que Cláudia Cruz é a única titular da conta Kopec, na Suíça – pela qual “transitou dinheiro ilícito”. Desta mesma conta aparece como beneficiária do cartão de crédito, segundo a Procuradoria, Danielle Dytz. A denúncia sustenta que o rastreamento do cartão de crédito mostra gastos sequenciais de grandes valores em restaurantes, hospedagens e viagens ao exterior.

Nessa terça-feira, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu mandar para o juiz Sérgio Moro, em Curitiba, o processo na Lava Jato contra Cláudia Cruz e DanielleDytz. A determinação atendeu a uma manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sob a justificativa de que elas não têm foro privilegiado para serem investigadas pelo Supremo.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu denúncia contra Cunha, em 4 de março pelo recebimento de propina na Suíça, em valor superior a 5 milhões de dólares, por viabilizar a aquisição de um campo de petróleo em Benin, na África, pela Petrobras. Segundo a acusação, o dinheiro é fruto de corrupção e houve lavagem de dinheiro. A denúncia sustenta que Cunha atuou para garantir a manutenção do esquema ilícito na Diretoria Internacional da Petrobras e para facilitar e não colocar obstáculos na aquisição do Bloco de Benin.

O bloco foi adquirido da Compagnie Béninoise des Hydrocarbures Sarl (CBH), por 34,5 milhões de dólares (R$ 138.345 milhões). A acusação aponta que Cunha era um dos responsáveis do PMDB pela indicação e manutenção do então diretor da Área Internacional no cargo, Jorge Zelada, e por isso recebia um porcentual dos negócios.

O processo foi transferido do Ministério Público Suíço para a Procuradoria-Geral da República do Brasil considerando que o deputado é brasileiro, está no país e não poderia ser extraditado para a Suíça. Além disso, como a maioria das infrações foi praticadas no Brasil, a persecução penal será mais eficiente no território nacional. Para a Procuradoria-Geral, a documentação enviada pela Suíça permite compreender todo o esquema.

Defesas

“A parte da investigação referente a Claudia Cruz foi remetida ao primeiro grau e está sob sigilo, razão pela qual não podemos tratar do mérito. Porém, esclarecemos que Claudia Cruz nada tem a ocultar, já apresentou as declarações de seus bens e está à disposição da justiça pra esclarecer tudo o que for necessário, já que não praticou delito algum”, disse a defesa da esposa de Cunha.

Os advogados que defendem Danielle Dytz não retornaram contato feito pela reportagem. Em 8 de março, em petição ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Danielle sustentou que a filha de Eduardo Cunha “é apenas indicada como beneficiária da conta Kopek, cuja titularidade é atribuída a sua madrasta, e que teria sido, segundo a acusação, alimentada com valores transferidos a partir de outras contas controladas por seu pai”.

Empreendimentos para a mulher real

Empreendimentos para a mulher real

Economia Negócios Notícias Poder Política

Um novo olhar sobre o universo feminino está nascendo. Necessidades que até então eram pouco percebidas agora vem à tona de uma forma intensa. Viajar sozinha, por exemplo. Na semana passada, repercutiu mundialmente a carta “Ontem me mataram”, em memória das viajantes argentinas assassinadas no Equador. Mulheres também viajam sós ou acompanhadas de outras mulheres e isso não deveria causar estranhamento. Ao contrário. A empresária Greice Bauer, sócia da Companhia do Viajante, de São Leopoldo, já percebeu isso há algum tempo. “É comum senhoras de mais de 60 anos fazerem grupos para viagem. E está aumentando o número de mulheres da faixa dos 30 a 40 anos que querem viajar sozinhas ou com uma companhia feminina”, relata Greice.

A procura inspirou a empreendedora a lançar um novo serviço. “Criamos um grupo de WhatsApp para conectar mulheres interessadas em viajar sozinhas ou com outras com os mesmos interesses”, conta. São profissionais liberais, psicólogas, professoras, advogadas, jornalistas, com vontade de buscar novos destinos. A primeira viagem para Buenos Aires deve sair em breve e novos roteiros já estão sendo traçados. Mais que isso, um novo negócio pode surgir. “A ideia é montar um aplicativo como startup, o Free For Trip, para aproximar mulheres com perfis semelhantes, que desejem conhecer as mesmas cidades”, revela Greice.

Tradicionais empreendedoras, as mulheres têm se mantido em alta também nos novos negócios. Elas foram responsáveis por quase metade das empresas inauguradas em 2015, segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor, levantamento elaborado pelo SEBRAE, Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP) e FGV. O estudo aponta ainda que o número de empreendedores no País está em expansão, chegando a 39,3% da população entre 18 e 64 anos, acima dos 34,4% registrados em 2014. “As mulheres têm conquistado cada vez mais espaço, tanto no mercado de trabalho quanto no mundo dos negócios, e isso deve-se muito a características como sensibilidade, afetividade e percepção aguçada”, ressalta o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do SEBRAE/RS, Carlos Sperotto. Para ele, como as mulheres geralmente são mais estudiosas e dedicadas, acabam conquistando as novas oportunidades. “No SEBRAE/RS, por exemplo, temos a supremacia feminina. Cerca de 60% dos funcionários são do sexo feminino”, acrescenta Sperotto.

E é na porta do SEBRAE que a maioria desses empresários (66,2%) bate quando precisa de apoio. Foi o que fez Greice Bauer, em busca de novas oportunidades para seu negócio, e é também a opção de Denise Ferreira Oliveira, sócia da Charlie Brown Car, de Esteio. Em comum, além da ajuda do SEBRAE/RS, ambas colocam em prática um olhar diferente sobre a mulher real.

A oficina mecânica de Denise faz todo tipo de serviço para carros, cuida da chapeação, parte elétrica, película, som automotivo, troca de filtro, entre outros. O negócio existe há 20 anos, mas a empreendedora vem percebendo o crescimento do número de mulheres interessadas nesse tipo de atividade. “Elas chegam e procuram pelo meu atendimento. Elas confiam no meu trabalho porque explico tudo detalhadamente”, avisa Denise. A atuação até educativa da proprietária da oficina vem conquistando uma clientela fiel. “Estamos sempre lotados e 10% dos clientes já são mulheres que trazem seus carros pessoalmente”, informa a empresária.

Maioria de cargos de chefia do varejo gaúcho é de mulheres

Maioria de cargos de chefia do varejo gaúcho é de mulheres

Economia Negócios Notícias

O presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo, Vilson Noer destaca que “o predomínio delas é total nas áreas de vendas, e só aqui no Estado, os cargos de chefia e gerencia das lojas são ocupadas por 75% de mulheres”. Não é de hoje que as mulheres estão aumentando sua participação nos setores do varejo e serviços. Elas se caracterizam dia após dia, como grandes vendedoras, gerentes e donas do seu próprio negócio. Uma pesquisa realizada pela Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo aponta que 63,2% dos lojistas destacaram que mais de 70% de seus funcionários são mulheres.

O presidente da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo, Vilson Noer destaca que “o predomínio delas é total nas áreas de vendas, e só aqui no Estado, os cargos de chefia e gerencia das lojas são ocupadas por 75% de mulheres. Além disso, sabemos que elas contribuem também na formação da renda familiar, onde têm 80% de articulação nas decisões de compra”.

As principais características das mulheres que trabalham no comércio, destacadas pelos entrevistados são que: 47,4% delas são dinâmicas, 42,1% são agregadoras, 36,8% disseram que as mulheres são pró-ativas e antenadas, e 31,6% responderam que elas são inteligentes e inovadoras.

Também há uma grande questão para as mulheres que estão buscando mais o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e no qual suas características sejam reconhecidas e valorizadas. Como opção, surge o empreendedorismo, e a pesquisa da AGV revela que 64,3% das 25 mil associadas da entidade, são administradas por mulheres.