Artistas lançam manifesto pela democracia na Redenção e defensores do impeachment seguem no Parcão

Artistas lançam manifesto pela democracia na Redenção e defensores do impeachment seguem no Parcão

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Enquanto manifestantes que cobram o impeachment permanecem acampados no Parcão (Parque Moinhos de Vento), o Parque da Redenção (Farroupilha) volta a receber defensores da permanência da presidente da República neste domingo, em Porto Alegre. Artistas e outros integrantes da cena cultural gaúcha lançam manifesto em frente ao Monumento ao Expedicionário, desde as 15h, eles convocam a população a participar de um ato em defesa da democracia marcado para a próxima quarta-feira, no Largo Zumbi dos Palmares. A comunicadora Kátia Suman e o músico Nei Lisboa (foto do alto) são alguns dos organizadores do grupo Cultura pela Democracia, que se declara contrário a um golpe midiático e judicial supostamente em curso no país. Conforme o manifesto divulgado através de redes sociais, o objetivo é lutar pela legalidade e o respeito às instituições, sem defender nenhum líder específico.

Manifestantes contra Dilma seguem em vigília no Parcão. Foto: Samuel Maciel
Manifestantes contra Dilma seguem em vigília no Parcão. Foto: Samuel Maciel

Já no Parcão, o grupo contrário ao governo promete manter acampamento até a queda do mandato da presidente Dilma Rousseff. Cerca de dez barracas estão montadas em frente à avenida Goethe desde sexta-feira pela manhã, quando a Brigada Militar exigiu o desbloqueio da via pelos manifestantes. Eles exibem faixas exaltando o juiz Sérgio Moro e também pedem a prisão do ex-presidente Lula. (Rádio Guaíba)

Dezenas de milhares protestam contra o impeachment em Porto Alegre; por Bernardo Bercht/Correio do Povo

Dezenas de milhares protestam contra o impeachment em Porto Alegre; por Bernardo Bercht/Correio do Povo

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O Centro Histórico de Porto Alegre foi tomado por dezenas de milhares de manifestantes no fim da tarde e início da noite desta sexta-feira. O Ato em Defesa da Democracia reuniu mais de 50 mil pessoas, conforme os organizadores, e cerca de 10 mil na análise da Brigada Militar. O ex-governador Tarso Genro encerrou os discursos antes da caminhada e garantiu luta contra a deposição da presidente Dilma Rousseff: “Se por infelicidade este golpismo cumulativo vencer, no outro dia estaremos juntos na rua para lutar pela democracia. Para que devolvam o poder à soberania popular”, convocou.

Tarso acrescentou que o clamor do protesto não era por Lula, Dilma ou o PT. “Nossa luta é universal, não defende a, b ou c, mas o estado de direito democrático, a presunção da inocência, o direito das pessoas se defenderem sem serem massacradas pela mídia odiosa e manipuladora”, enfatizou. “Vamos resistir e vamos vencer. Viva o povo brasileiro, a democracia e o estado de direito. Não passarão”, bradou o ex-governador à multidão na Esquina Democrática.

Depois disso, o grupo seguiu em marcha para o Largo Zumbi dos Palmares. Entre os participantes, circulavam o ex-prefeito petista Raul Pont e o ex-governador Olívio Dutra, cumprimentando os apoiadores e garantindo “resistência”.

No meio da multidão, o canto mais ouvido foi “Não vai ter golpe, vai ter luta”. Mas muitas vezes puxaram “Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo. Olê, olê, olá, Lula, Lula”. O carro de som também conclamou “não vai passar não passarão. Não vão rasgar a nossa constituição”.

O percurso até o Zumbi dos Palmares foi realizado de forma pacífica e provocou o bloqueio do trânsito em vários pontos da Borges de Medeiros e Loureiro da Silva. O grupo chegou por volta das 20h30min ao destino final, onde seguiu a convocação de luta contra o impeachment de Dilma.

Lula afirma que país precisa “restabelecer a paz” em discurso em São Paulo. Ex-presidente convocou a população com o grito “não vai ter golpe, vai ter luta”. Confira o discurso de Lula

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Cerca de 380 mil pessoas, de acordo com a Central Única de Trabalhadores (CUT) – 80 mil, conforme a Polícia Militar –, ouviram o discurso do ex-presidente Lula, em ato a favor do governo federal na avenida Paulista, em São Paulo. Lula destacou a necessidade do país “restabelecer a paz” e conclamou os “defensores da democracia”: “Quero dizer na cara de vocês: não vai ter golpe, vai ter luta”. Em Porto Alegre, caminhada a favor do governo também reuniu milhares no fim da tarde.

O presidente reforçou o discurso de que aceitou o cargo na Casa Civil para “ajudar a presidente Dilma” no governo. “A gente tem que provar que este país é maior que qualquer crise do planeta Terra. Que este país vai crescer e sobreviver”, afirmou.

“Precisamos recuperar o humor desse país, a alegria de ser brasileiro. A auto-estima. É isso que está em jogo”, acrescentou Lula. “Não pode tentar antecipar eleições dando um golpe na Dilma. Temos que dizer para eles que nós lutamos para derrubar o regime militar, para conquistar a democracia e não admitimos um golpe”, criticou o ex-presidente.

Ex-presidente convocou a população com o grito "não vai ter golpe, vai ter luta". Foto: Juca Varella / ABr/ CP
Ex-presidente convocou a população com o grito “não vai ter golpe, vai ter luta”. Foto: Juca Varella / ABr/ CP

Ele destacou o caráter popular das diversas concentrações em todo o país contra o impeachment. “Essas pessoas estão aqui de graça, não foram convocadas pelos meios de comunicação durante a semana inteira”, ressaltou. “Estão aqui, pois sabem o valor da democracia. Sabem o que é o valor de fazer o pobre subir um degrau na escala social desse país”, frisou Lula.

O ex-presidente aproveitou para citar as conquistas e mudanças dos seus mandatos. “Estão aqui por saber o que é uma filha de empregada doméstica chegar à universidade. Eles sabem o que é dar valor ao filho coveiro de cemitério que estuda advocacia ou vira até médico”, discursou.

Lula também comentou que perdeu as eleições muitas vezes, mas nunca protestou contra quem ganhou. “Tem gente que fala em democracia da boca pra fora. Perdi as eleições em 89, em 94 e em 98 e em nenhum momento vocês viram eu ir pra rua protestar contra quem ganhou”, lembrou. (Agência Brasil)

Porto Alegre terá reforço policial para tarde com previsão de três protestos. Além de manifestações pró e contra Dilma, o Cpers deve fazer marcha no Centro da Capital

Porto Alegre terá reforço policial para tarde com previsão de três protestos. Além de manifestações pró e contra Dilma, o Cpers deve fazer marcha no Centro da Capital

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O Comando de Policiamento da Capital (CPC) informou que a área central de Porto Alegre terá reforço de efetivo para garantir manifestações pacíficas em três atos previstos para esta tarde na região atendida pelo 9º BPM. Os protestos envolvem manifestantes favoráveis e contrários à presidente Dilma Rousseff. Também haverá um ato do Cpers Sindicato, que tem assembleia marcada para as 12h30 e deve se estender ao longo da tarde, com marcha do Gigantinho ao Palácio Piratini. O comandante do CPC, tenente-coronel Mário Ikeda, salientou que contará com o apoio do BOE e de outras unidades para garantir a tranquilidade dos atos na área do 9ºBPM.

“Sozinho este Batalhão não teria condições de fazer frente a essas condições e, por isso, alocamos recursos de outras unidades e outras operações para apoiar o 9º BPM. Estamos cientes das três manifestações. Se houver uma marcha, vamos intervir para que grupos pró e contra se aproximem”, apontou Ikeda.

O responsável pelo CPC preferiu não detalhar qual será o efetivo que será empregado ao longo dos atos. Conforme Ikeda, os policiais serão realocados para os protestos de acordo com o número de manifestantes.

Além do ato do Cpers, deve ocorrer, nas proximidades do Parcão, entre a avenida Goethe e a rua Mostardeiro, um ato pedindo a saída de Dilma Rousseff da Presidência da República. Já na Esquina Democrática, entre a avenida Borges de Medeiros e a rua dos Andradas, está previsto um protesto em favor do governo federal e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Eduardo Paganella / Rádio Guaíba)

Protestos pró e contra Dilma e Lula reúnem ativistas em parques da Capital

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Protestos pró e contra Dilma e Lula reúnem ativistas em parques da Capital. Fotos: Samantha Klein
Protestos pró e contra Dilma e Lula reúnem ativistas em parques da Capital. Fotos: Samantha Klein/Rádio Guaíba

Aumentou a movimentação, no início da tarde deste domingo, no entorno do Parque Moinhos de Vento (Parcão), onde organizadores dizem esperar até 60 mil pessoas em um protesto contra o governo da presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula em Porto Alegre. O trânsito está bloqueado na avenida Goethe, no sentido Norte-Sul, entre 24 de Outubro e Mariante, e a previsão é de que o pico de movimento ocorra perto das 16h. O protesto é promovido pelos movimentos Brasil Livre (MBL) e Vem pra Rua que, apesar de se declararem apartidários, vêm contando com apoio de vários representantes políticos da oposição ao governo federal. O argumento é denunciar a corrupção, defender o andamento da Operação Lava Jato e pedir o impeachment da presidente. Um boneco “Pixuleco”, de 3 metros, representando o ex-presidente Lula, é usado no manifesto, sobre a passarela do Parcão.

Em paralelo, ocorre, também desde o início da tarde um protesto em favor do governo e de Lula, junto ao Monumento ao Expedicionário. O chamado “coxinhaço” é organizado pela Frente Brasil Popular e a Coordenação dos Movimentos Sociais no país, sob o mote “Em defesa da Democracia, dos Direitos e contra o Golpe”. O grupo adverte para o risco de um suposto golpe orquestrado por partidos de direita e pela Rede Globo para derrubar o governo Dilma e tirar Lula da disputa presidencial em 2018. Caravanas vindas do interior do Estado fazem se unem à manifestação.

Pelo menos 350 policiais militares e dois helicópteros fazem o acompanhamento das duas mobilizações, conforme a BM. O responsável pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Mário Ikeda, ressaltou que a Brigada Militar não vai permitir que os grupos contrários tenham contato. A previsão é de que os atos permaneçam dentro de cada parque, sem caminhadas pela cidade. (Rádio Guaíba)

Protestos a favor e contra governos do PT ocorrem, neste domingo, nos principais parques da Capital

Protestos a favor e contra governos do PT ocorrem, neste domingo, nos principais parques da Capital

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Enquanto apoiadores da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula se reúnem no Parque da Redenção (Farroupilha), os manifestantes contrários aos governos petistas terão o Parcão (Moinhos de Vento) como local de encontro, na tarde deste domingo, em Porto Alegre. Os dois atos coincidem com mobilizações que devem acontecer nas principais capitais do país, no mesmo horário. O protesto da Redenção está marcado para começar às 14h, junto ao Monumento ao Expedicionário. A manifestação é organizada pela Frente Brasil Popular e a Coordenação dos Movimentos Sociais no país, sob o mote “Em defesa da Democracia, dos Direitos e contra o Golpe”. O grupo adverte para o risco de um suposto golpe orquestrado por partidos de direita e pela Rede Globo para derrubar o governo Dilma e tirar Lula da disputa presidencial em 2018. Caravanas vindas do interior do Estado devem se somar à manifestação.

No Parcão, a concentração deve iniciar a partir das 15h. O protesto é promovido pelos movimentos Brasil Livre (MBL) e Vem pra Rua que, apesar de se declararem apartidários, vêm contando com apoio de vários representantes políticos da oposição ao governo federal. O argumento é ir às ruas contra a corrupção, para defender o andamento da Operação Lava Jato e pedir o impeachment da presidente. No ato anterior, em dezembro, uma imagem do juiz Sérgio Moro era exposta como bandeira dos manifestantes.

Em coletiva de imprensa nessa sexta-feira, o governo do Estado garantiu que ao menos 300 policiais militares vão acompanhar as duas mobilizações durante o domingo, na Capital. O responsável pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Mário Ikeda, ressaltou que a Brigada Militar não vai permitir que os grupos contrários tenham contato. A previsão é de que os atos permaneçam dentro de cada parque, sem caminhadas pela cidade. O secretário-chefe da Casa Civil, Márcio Biolchi, pediu que os manifestantes respeitem o direito à livre manifestação e não entrem em confronto. (Rádio Guaíba)