Empreiteiro relata à justiça que deputado gaúcho Marco Maia pediu R$ 1 milhão em propina

Empreiteiro relata à justiça que deputado gaúcho Marco Maia pediu R$ 1 milhão em propina

Destaque Poder Política

O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro declarou, em depoimento nesta terça-feira ao juiz da Lava-Jato Sérgio Moro, em Curitiba, que o deputado Marco Maia (PT-RS), relator da CPI Mista da Petrobrás em 2014, ofereceu, em troca do recebimento de propina, proteção à empreiteira na comissão criada para investigar as irregularidades na estatal. O empresário foi preso pela segunda vez na semana passada. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O encontro, segundo Pinheiro, ocorreu em uma residência em Brasília, no Lago Sul. Segundo o ex-dirigente da OAS, Marco Maia declarou que o fato de ser relator de uma investigação envolvendo grandes empresas lhe trazia dificuldades conseguir, no futuro, doação para a campanha. O empreiteiro declarou que o deputado, então, pediu suposta ajuda financeira: “Queria lhe solicitar, em troca de lhe ajudar quando estiver fazendo o relatório final da CPI, uma contribuição de R$ 1 milhão”.

Léo Pinheiro disse que efetuou o pagamento para um empresário indicado pelo parlamentar. Sérgio Moro pediu ao empreiteiro para não dar mais detalhes sobre o caso de Maia e focar o depoimento na denúncia da Procuradoria da República contra o ex-senador Gim Argello, preso desde abril na Lava Jato. Argello e outros oito sofrem ação penal, incluindo o próprio Léo Pinheiro, acusados de arquitetar esquema de pagamento de R$ 5,3 milhões em propinas de empresas para evitar a convocação de empreiteiros investigados na Lava Jato a depor nas CPIs no Senado e no Congresso em 2014.

Em nota, Marco Maia declarou que as informações não procedem e que são “fruto de retaliação de um criminoso”, indiciado na CPMI. No documento, o deputado gaúcho ainda garante que não recebeu doação para a campanha eleitoral de empresas investigadas pela Comissão Mista.

Confira a nota de Maia na íntegra:

“Com relação ás declarações dadas pelo Sr. Léo Pinheiro as quais cita a minha pessoa, gostaria de dizer.

Tais afirmações são mentirosas, fruto de retaliação de um criminoso por mim indiciado na CPMI. Refuto com indignação tais ilações!
Fui relator de uma CPMI em 2014, onde foi pedido o indiciamento daqueles que hoje me acusam.
Foram 52 indiciamentos, mais o pedido de investigações de 20 empresas ao CADE pela prática de crime de cartel.
Como já havia afirmado anteriormente, não recebi nenhuma doação para minha campanha eleitoral de 2014 de quaisquer empresas que estivessem sendo investigadas por tal CPMI.
Por fim, utilizarei de todas as medidas legais para que a verdade seja estabelecida e para que os possíveis desgastes a minha imagem parlamentar seja reparado em sua integralidade.
Brasília, 13 de setembro de 2016.
MARCO MAIA
Deputado Federal PT/RS”                                                                            (Rádio Guaíba)

Ex-presidente da OAS delata ministro do STF Dias Toffoli

Ex-presidente da OAS delata ministro do STF Dias Toffoli

Comunicação Destaque Direito Poder Política

Em proposta de colaboração com a Justiça, Léo Pinheiro fala de suas relações com o magistrado e de uma obra em sua “mansão de revista”

Era um encontro de trabalho como muitos que acontecem em Brasília. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, e o empreiteiro José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, então presidente da construtora OAS, já se conheciam, mas não eram amigos nem tinham intimidade. No meio da conversa, o ministro falou sobre um tema que lhe causava dor de cabeça. Sua casa, localizada num bairro nobre de Brasília, apresentava infiltrações e problemas na estrutura de alvenaria. De temperamento afável e voluntarioso, o empreiteiro não hesitou. Dias depois, mandou uma equipe de engenheiros da OAS até a residência de Toffoli para fazer uma vistoria. Os técnicos constataram as avarias, relataram a Léo Pinheiro que havia falhas na impermeabilização da cobertura e sugeriram a solução. É um serviço complicado e, em geral, de custo salgado. O empreiteiro indicou uma empresa especializada para executar o trabalho. Terminada a obra, os engenheiros da OAS fizeram uma nova vistoria para se certificarem de que tudo estava de acordo. Estava. O ministro não teria mais problemas com as infiltrações — mas só com as infiltrações.

A história descrita está relatada em um dos capítulos da proposta de delação do empreiteiro Léo Pinheiro, apresentada recentemente à Procuradoria-Ge­ral da República e à qual VEJA teve acesso. Condenado a dezesseis anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo do petrolão, Léo Pinheiro decidiu confessar seus crimes para não passar o resto dos seus dias na cadeia. Para ganhar uma redução de pena, o executivo está disposto a sacrificar a fidelidade de longa data a alguns figurões da República com os quais conviveu de perto na última década. As histórias que se dispõe a contar, segundo os investigadores, só são comparáveis às do empreiteiro Marcelo Odebrecht em poder destrutivo. No anexo a que VEJA teve acesso, pela primeira vez uma delação no âmbito da Lava-Jato chega a um ministro do Supremo Tribunal Federal.

No documento, VEJA constatou que Léo Pinheiro, como é próprio nas propostas de delação, não fornece detalhes sobre o encontro entre ele e Dias Toffoli. Onde? Quando? Como? Por quê? Essas são perguntas a que o candidato a delator responde apenas numa segunda etapa, caso a colaboração seja aceita. Nessa primeira fase, ele apresenta apenas um cardápio de eventos que podem ajudar os investigadores a solucionar crimes, rastrear dinheiro, localizar contas secretas ou identificar personagens novos. É nesse contexto que se insere o capítulo que trata da obra na casa do ministro do STF.

Tal como está, a narrativa de Léo Pinheiro deixa uma dúvida central: existe algum problema em um ministro do STF pedir um favor despretensioso a um empreiteiro da OAS? Há um impedimento moral, pois esse tipo de pedido abre brecha para situações altamente indesejadas, mas qual é o crime? Léo Pinheiro conta que a empresa de im­per­mea­bi­li­za­ção que indicou para o serviço é de Brasília e diz mais: que a correção da tal impermeabilização foi integralmente custeada pelo ministro Tof­fo­li. Então, onde está o crime? A questão é que ninguém se propõe a fazer uma delação para contar frivolidades. Portanto, se Léo Pinheiro, depois de meses e meses de negociação, propôs um anexo em que menciona uma obra na casa do ministro Toffoli, isso é um sinal de que algo subterrâneo está para vir à luz no momento em que a delação for homologada e os detalhes começarem a aparecer.

Para ler a reportagem na íntegra, compre a edição desta semana de VEJA noiOS, Android ou nas bancas. E aproveite: todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no iba clube.

Veja: Empreiteira delata ministro do Supremo

Veja: Empreiteira delata ministro do Supremo

Destaque

A principal manchete de capa da revista Veja desta semana é: EMPREITEIRA DELATA MINISTRO DO SUPREMO. A revista não liberou ainda o resumo da reportagem em seu site. Mas, já se sabe que a  edição trata de uma parte da colaboração premiada do presidente da OAS, Leo Pinheiro, onde Dias Toffoli, ministro do STF está citado como recebedor de propinas da empreiteira.

Léo Pinheiro conta ainda detalhes das negociações que manteve com Lula para reformar o sítio de Atibaia e o triplex do Guarujá, apartamento vizinho ao que ontem teve sua proprietária indiciada pelo juiz Sergio Moro. A veja deve divulgar em instantes um resumo da reportagem bomba denunciando o Ministro Dias Toffoli como mais um dos recebedores de propina no esquema que segue sendo desvendado pela Operação Lava Jato.

DURANTE A MADRUGADA VEJA LIBEROU UM TRECHO DA REPORTAGEM

Ex-presidente da OAS delata ministro do STF Dias Toffoli

Em proposta de colaboração com a Justiça, Léo Pinheiro fala de suas relações com o magistrado e de uma obra em sua “mansão de revista”

Era um encontro de trabalho como muitos que acontecem em Brasília. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, e o empreiteiro José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, então presidente da construtora OAS, já se conheciam, mas não eram amigos nem tinham intimidade. No meio da conversa, o ministro falou sobre um tema que lhe causava dor de cabeça. Sua casa, localizada num bairro nobre de Brasília, apresentava infiltrações e problemas na estrutura de alvenaria. De temperamento afável e voluntarioso, o empreiteiro não hesitou. Dias depois, mandou uma equipe de engenheiros da OAS até a residência de Toffoli para fazer uma vistoria. Os técnicos constataram as avarias, relataram a Léo Pinheiro que havia falhas na impermeabilização da cobertura e sugeriram a solução. É um serviço complicado e, em geral, de custo salgado. O empreiteiro indicou uma empresa especializada para executar o trabalho. Terminada a obra, os engenheiros da OAS fizeram uma nova vistoria para se certificarem de que tudo estava de acordo. Estava. O ministro não teria mais problemas com as infiltrações — mas só com as infiltrações.

A história descrita está relatada em um dos capítulos da proposta de delação do empreiteiro Léo Pinheiro, apresentada recentemente à Procuradoria-Ge­ral da República e à qual VEJA teve acesso. Condenado a dezesseis anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo do petrolão, Léo Pinheiro decidiu confessar seus crimes para não passar o resto dos seus dias na cadeia. Para ganhar uma redução de pena, o executivo está disposto a sacrificar a fidelidade de longa data a alguns figurões da República com os quais conviveu de perto na última década. As histórias que se dispõe a contar, segundo os investigadores, só são comparáveis às do empreiteiro Marcelo Odebrecht em poder destrutivo. No anexo a que VEJA teve acesso, pela primeira vez uma delação no âmbito da Lava-Jato chega a um ministro do Supremo Tribunal Federal.

No documento, VEJA constatou que Léo Pinheiro, como é próprio nas propostas de delação, não fornece detalhes sobre o encontro entre ele e Dias Toffoli. Onde? Quando? Como? Por quê? Essas são perguntas a que o candidato a delator responde apenas numa segunda etapa, caso a colaboração seja aceita. Nessa primeira fase, ele apresenta apenas um cardápio de eventos que podem ajudar os investigadores a solucionar crimes, rastrear dinheiro, localizar contas secretas ou identificar personagens novos. É nesse contexto que se insere o capítulo que trata da obra na casa do ministro do STF.

Tal como está, a narrativa de Léo Pinheiro deixa uma dúvida central: existe algum problema em um ministro do STF pedir um favor despretensioso a um empreiteiro da OAS? Há um impedimento moral, pois esse tipo de pedido abre brecha para situações altamente indesejadas, mas qual é o crime? Léo Pinheiro conta que a empresa de im­per­mea­bi­li­za­ção que indicou para o serviço é de Brasília e diz mais: que a correção da tal impermeabilização foi integralmente custeada pelo ministro Tof­fo­li. Então, onde está o crime? A questão é que ninguém se propõe a fazer uma delação para contar frivolidades. Portanto, se Léo Pinheiro, depois de meses e meses de negociação, propôs um anexo em que menciona uma obra na casa do ministro Toffoli, isso é um sinal de que algo subterrâneo está para vir à luz no momento em que a delação for homologada e os detalhes começarem a aparecer.

Para ler a reportagem na íntegra, compre a edição desta semana de VEJA noiOS, Android ou nas bancas. E aproveite: todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no iba clube.

Campanha de Marina recebeu por caixa 2, dirá Léo Pinheiro. Delação de ex-presidente da OAS revelará que candidata teve doação ‘por fora’ em 2010

Campanha de Marina recebeu por caixa 2, dirá Léo Pinheiro. Delação de ex-presidente da OAS revelará que candidata teve doação ‘por fora’ em 2010

Notícias Poder Política

Em negociação de delação premiada com a Lava-Jato, revela Lauro Jardim, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro prometeu detalhar o esquema de caixa dois que, segundo ele, irrigou a campanha de Marina Silva à Presidência em 2010, pelo PV A doação teria sido intermediada pelo candidato a vice de Marina, Guilherme Leal, um dos donos da Natura. A OAS e a Odebrecht revelarão também que fizeram doações “por fora” às campanhas de Eduardo Paes à prefeitura. Em nota, Marina Silva alega que nunca usou “um real sequer que não tivesse sido regularmente declarado’! Ela defendeu a Lava-Jato e disse confiar que nenhum dirigente do PV tenha usado seu nome para fins ilícitos. Guilherme Leal admitiu que se encontrou com Pinheiro, mas refutou as acusações. O prefeito do Rio também negou irregularidades em suas contas eleitorais. (O Globo)

Delação de sócio da OAS trava após ele inocentar Lula; Mario Cesar Carvalho e Bela Megale/Folha de São Paulo

Delação de sócio da OAS trava após ele inocentar Lula; Mario Cesar Carvalho e Bela Megale/Folha de São Paulo

Destaque Poder Política

As negociações do acordo de delação de Léo Pinheiro, ex-presidente e sócio da OAS condenado a 16 anos de prisão, travaram por causa do modo como o empreiteiro narrou dois episódios envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A freada ocorre no momento em que OAS e Odebrecht disputam uma corrida para selar o acordo de delação.

Segundo Pinheiro, as obras que a OAS fez no apartamento tríplex do Guarujá (SP) e no sítio de Atibaia (SP) foram uma forma de a empresa agradar a Lula, e não contrapartidas a algum benefício que o grupo tenha recebido.

A versão é considerada pouco crível por procuradores. Na visão dos investigadores, Pinheiro busca preservar Lula com a sua narrativa.

O empresário começou a negociar um acordo de delação em março e, três meses depois, não há perspectivas de que o trato seja fechado.

Pinheiro narrou que Lula não teve qualquer papel na reforma do apartamento e nas obras do sítio, segundo a Folha apurou. A reforma do sítio, de acordo com o empresário, foi solicitada em 2010, no último ano do governo Lula, por Paulo Okamotto, que preside o Instituto Lula. Okamotto confirmou à PF que foi ele quem pediu as obras no sítio.

Já a reforma no tríplex do Guarujá, pela versão de Pinheiro, foi uma iniciativa da OAS para agradar ao ex-presidente. A empresa gastou cerca de R$ 1 milhão na reforma do apartamento, mas a família de Lula não se interessou pelo imóvel, afirmou ele a seus advogados que negociam a delação, em versão igual à apresentada por Lula. A reportagem completa está na Folha de São Paulo.

Justiça de SP tira obras do entorno da Arena do rol de credores da recuperação da OAS

Justiça de SP tira obras do entorno da Arena do rol de credores da recuperação da OAS

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A Justiça de São Paulo acolheu um pedido do Município de Porto Alegre e do Ministério Público do Rio Grande do Sul e excluiu do rol de credores da recuperação judicial da OAS o crédito da Prefeitura da Capital referente às obras no entorno da Arena do Grêmio, na zona Norte. Na prática, a decisão do juiz Daniel Carnio Costa, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, permite que a retomada das obras, estimadas em cerca de R$ 100 milhões, sejam buscadas pela via judicial, independentemente dos demais créditos incluídos no acordo de recuperação da empreiteira, que soma R$ 9 bilhões.

Para a procuradora-geral adjunta Andrea Vizzotto, a decisão abre um novo campo de alternativas para o cumprimento de um Termo de Compromisso firmado com a OAS em 2014, que previa a conclusão das obras até 2020. A OAS chegou a iniciar as melhorias, mas os trabalhos foram suspensos ainda em 2015. A Procuradoria-Geral do Município deve, agora, entrar com um pedido, no Tribunal de Justiça gaúcho, para que o Termo de Compromisso seja cumprido. Com as obras da Arena incluídas no rol de credores da OAS, a empreiteira previa entregar a revitalização do entorno da Arena só dentro de 20 ou 25 anos.

A PGM cogita, ainda, pedir que a Justiça aplique as multas por atraso no cronograma, previstas no Termo, e bloqueie os bens da empreiteira até que as obras se iniciem.

A revitalização das avenidas A.J. Renner e Padre Leopoldo Brentano, a cargo da construtora, seguiam sem previsão de retomada justamente em função do processo de recuperação judicial. Enquanto a OAS não providencia o início das obras, o município mantém o habite-se suspenso em um complexo habitacional construído no entorno da Arena, impedindo a venda e a ocupação. (Rádio Guaíba)

MPC pede que TCE fiscalize mais de R$ 350 milhões em contratos firmados com empreiteiras da Lava Jato no RS

MPC pede que TCE fiscalize mais de R$ 350 milhões em contratos firmados com empreiteiras da Lava Jato no RS

Direito Economia Negócios Notícias Poder Política

Diante do avanço dos limites da Operação Lava Jato para fora do âmbito da Petrobras, o Ministério Público de Contas (MPC) encaminhou ofício ao Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul (TCE/RS) exigindo a revisão de contratos em um valor total de R$ 353,2 milhões, firmados em território gaúcho, com quatro empreiteiras investigadas pela Polícia Federal. O ofício foi encaminhado em 10 de maio à Corte. O procurador-geral do MPC, Geraldo da Camino, sugere ainda a revisão dos contratos, em andamento, que foram licitados pelo governo gaúcho.

A meta é esclarecer transações realizadas pelas empresas Odebrecht (R$ 69,5 milhões), OAS (R$ 160,4 milhões), Andrade Gutierrez (R$ 71,4 milhões) e Camargo Correia (R$ 51,9 milhões) com órgãos como o Departamento Estadual de Estradas e Rodagem (Daer) e a Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano. Os contratos envolvem serviços firmados entre 2009 e 2013 para construção de rodovias, além do projeto de implantação da barragem do Rio Taquarembó. (Lucas Rivas/Rádio Guaíba)

 

Prefeitura espera para março proposta da OAS para o entorno da Arena

Prefeitura espera para março proposta da OAS para o entorno da Arena

Cidade Negócios Notícias Poder Política Porto Alegre prefeitura

Terminou sem uma proposta da OAS a reunião com representantes do Ministério Público do Estado e da Prefeitura de Porto Alegre para tratar das obras no entorno da Arena do Grêmio, de responsabilidade da construtora. O encontro ocorreu nessa tarde. A expectativa é que no dia quatro de março a empreiteira apresente alguma alternativa para dar continuidade aos compromissos assumidos quando foi autorizada a construir o estádio tricolor.

Por enquanto segue sem o habite-se o complexo habitacional junto à Arena. Sem o documento, não é possível que o conjunto seja ocupado. O Executivo espera, com isso, que haja um avanço nas negociações com a construtora. Também não é possível ocorrer uma definição sobre o futuro do estádio Olímpico antes do entendimento com o poder público. A proposta da empresa é construir no local um complexo habitacional e comercial.A

OAS está em recuperação judicial. A Prefeitura tentou entrar na lista de prioritários para a quitação dos compromissos da empresa, mas o judiciário não aceitou os argumento da Procuradoria Geral do Município (PGM). A procuradora-geral adjunta Andrea Vizzotto explicou que o objetivo do acordo é que as melhorias no entorno da Arena ocorram com mais rapidez. Pelo cronograma, era prevista para outubro a retomada da revitalização da avenida A.J.Renner, o que não ocorreu. Outras melhorias no entorno são de responsabilidade da OAS. (Samuel Vettori/Rádio Guaíba)