RBS busca nova programação para o Canal 36. Empresa está discutindo alternativas com a NET e outros parceiros

RBS busca nova programação para o Canal 36. Empresa está discutindo alternativas com a NET e outros parceiros

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A RBS divulgou uma nota sobre o fechamento do Canal OCTO, sucessor da TVCom. Depois de 10 meses, no ar, os funcionários foram comunicados hoje da extinção do projeto.

Abaixo a nota distribuída pela RBS.

 

O projeto OCTO faz parte da estratégia de inovação do Grupo RBS e foi concebido a partir do The Communication (R)Evolution, uma pesquisa sobre o futuro da comunicação lançada em 2014. Nos últimos meses, o canal testou tendências, linguagens e novos formatos de produção e distribuição de conteúdo próprio e comercial. Esses aprendizados já estão sendo aplicados nos produtos da RBS. Marcas de jornalismo e entretenimento, originadas nas plataformas de rádio e jornal, por exemplo, já são multicanal. Zero Hora produz mais de 400 vídeos por mês. Programas campeões de audiência, como Pretinho Básico e Sala de Redação, são transmitidos ao vivo diariamente pelas redes sociais e em canais de TV paga, além de seus canais de rádio AM e FM.

Após esse período em que os novos conceitos foram incorporados aos veículos, ocorreu um estudo de audiência e de viabilidade comercial. Em resposta ao feedback do público e do mercado, OCTO está sendo encerrado. Neste momento, a RBS está discutindo com a NET e parceiros de programação alternativas para o canal 36 NET/UHF.

Como não há possibilidade de digitalização do sinal e a concessão do canal 36 UHF termina em três anos, a empresa entendeu que não faria sentido concentrar investimentos em um novo projeto com prazo determinado para conclusão e sem possibilidade de ganho de qualidade. A RBS seguirá expandindo sua atuação e buscando a exposição de suas marcas nas demais plataformas disponíveis.              (Felipe Vieira com informações da Coletiva.net e RBS)

Flavia Moraes retorna ao eixo SP/LA

Flavia Moraes retorna ao eixo SP/LA

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Flavia Moraes está deixando Porto Alegre, para se dedicar a projetos em São Paulo e Los Angeles. Ela não se desliga totalmente da RBS, onde iniciou o trabalho no Grupo com a realização de uma extensa investigação internacional sobre o futuro da comunicação. Intitulado The Communication (R)evolution (TCR), o estudo reúne as ideias de grandes pensadores da comunicação e acadêmicos das principais universidades do mundo, entre eles: Manuel Castells, Vint Cerf, Felipe Pondé, David Wineberg e Shane Smith.

Durante três anos a diretora liderou o SE7 de Inovação e Linguagem do Grupo RBS, núcleo responsável pela criação de projetos de inovação. Nesse período, o SE7 participou da reformulação do jornal Zero Hora; criou o VOX, evento que deu início à disseminação do estudo The Communication (R)evolution e seu surpreendente processo de compartilhamento num road show em empresas, instituições e universidades pelo mundo; produziu vídeos institucionais para a marca; realizou treinamentos para qualificação de equipes multimídia; criou o Contest, festival de conteúdo para youtubers e desenvolveu a plataforma de pitching do Grupo. No mesmo período, Flavia também colaborou com a Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho, onde dirigiu três edições do Prêmio RBS de Educação e idealizou o game “LOGUS / A saga do conhecimento” que impactou centenas de milhares de estudantes gaúchos.

O exemplo mais concreto da aplicação das premissas identificadas em TCR é o pluricanal OCTO, que foi idealizado pela diretora e está no ar desde o ano passado no Canal 36 da NET e disponível via streaming em plataforma online própria. Com o propósito de ser plural, colaborativo e inquieto, OCTO propõe novas linguagens e padrões para a produção e exibição de conteúdo, com foco em branded content, conteúdo colaborativo e real-time marketing.

Com a mudança de Flavia, o período de incubação do pluricanal encerra e OCTO inicia uma integração com as diferentes fontes de produção de conteúdo da RBS. A partir de agora, o canal começa a dialogar mais intensivamente com outros veículos do Grupo, com o objetivo de expandir conceitos e compartilhar conhecimento.

Flavia Moraes deixa um prodigioso legado no Grupo RBS. “Estamos encerrando um ciclo rico tanto em aprendizado como em resultados concretos. Porém todo projeto de inovação requer um tempo de assimilação que precisa ser respeitado. É muito provável que impactos importantes do trabalho só sejam identificados com o tempo, o que valoriza a crença do Grupo RBS no futuro e a coragem de assumir riscos inevitáveis do processo de inovação”, avalia a diretora.

Flavia Moraes se volta novamente ao mercado internacional apostando em desenvolvimento e produção de branded content. A cineasta foi pioneira do formato no Brasil com as séries “To Frito” e “Galera Animal”, ambas para a Nestlé, e comemora seus primeiros cases do sul do país em parceria com clientes como Unisinos, Unimed, entre outros.

“Apesar de ainda polêmico e pouco sustentável, o modelo de negócio testado em OCTO nada mais é do que a evolução natural da Comunicação entre marcas e seus públicos. Apostar em branded content é apostar em relacionamento a partir de conteúdos relevantes com propósitos claros e comuns”,diz Flavia.

Com a conclusão e entrega desse ciclo, Flavia Moraes passa a atuar em outros projetos especiais, tanto do Grupo como de outras marcas, no eixo São Paulo/Los Angeles, para onde retorna já no mês de setembro. A última apresentação pública do The Communication Revolution acontecerá no evento Sustainable Brands, dia 22 de junho, às 11h40min, no Armazém da Utopia – Rio de Janeiro.

RBS define último dia da TVCOM no ar e emissora começa a operar em HDTV. Chique né?

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Passava um pouco das cinco da tarde quando, na escada em frente ao prédio da RBS TV, o então presidente da empresa, Nelson Sirotsky, oficializava em um breve discurso a entrada no ar da TVCOM. Eu estava posicionado no estúdio da emissora na redação de Zero Hora. Lembro perfeitamente quando falou da ideia de fazer desse novo projeto algo “Glocal”. A intenção daquele time comandado pela Ligia Tricot era de fazer uma televisão focada na Grande Porto Alegre com uma visão gaúcha dos fatos que acontecessem além fronteiras. O modelo deveria, guardadas todas as proporções e megalomanias, ser uma espécie de NY1 ou, como diziam alguns mais exaltados, a CNN Gaúcha. A bem da verdade, diga-se que nunca ouvi isso das chefias, mas essa referência de que a RBS queria transformar a emissora em um canal de notícias 24 horas no ar, tal como a CNN, dos Estados Unidos foi feita inclusive em uma reportagem do Vídeo Show da Globo.

Pois bem, a TVCOM não virou NY1, nem CNN e “morrerá” antes de completar a maioridade. A emissora que completou 20 anos no dia 15 de maio, será tirada do ar dia 18 de outubro. Durante um 220px-Placa_TVCOMmês, vai operar em BETA como diz o pessoal da tecnologia. E, finalmente, dia 17 de novembro, entra no ar o novo projeto cujo nome, se já estiver definido, está sendo guardado a sete chaves MESMO. Um chave está com Duda Melzer, outra com Nelson Sirotsky, uma com Flavia Moraes (responsável pelo novo projeto) e as outras quatro, não arriscaria dizer. O que se sabe do projeto é que a nova TVCOM não se chamará OCTO. Ainda bem. O nome é ótimo para um projeto, mas péssimo para uma TV. Que entrará no ar com sinal digital e operando no canal 536 da NET Sul. Sim, nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2015, a TVCOM está liberada pelo Ministério das Comunicações para operar em HDTV e a TVCOM HD confirmou o novo canal 536 em HD. Chique, né?!!!

O que se sabe da substituta da TVCOM que entrará no ar em 17 de novembro é que será algo muito moderno, multiplataforma, que deve unir diferentes meios, como rádio e televisão (o que na TVCOM não é novidade, porque lá na década de 90, já fazíamos isso – ou seja: há muito tempo), além de serviços on demand. Aí é que está a novidade.

Flavia Moraes, diretora de Inovação e Linguagem do grupo e responsável pelo projeto tem apresentado o OCTO em encontros reservados com publicitários, produtores e diretores de vídeo que ganharão espaço para apresentação de seus projetos. Segundo alguns deles, não está definida a forma como eles serão remunerados. Como tudo o que é moderno, o novo empreendimento terá facilidades para acessos em plataformas mobile e digital com muita interatividade. Pelo que entendi, a ideia é transformar o público “testemunha ocular da história” em repórter. Todo mundo enviando vídeos feitos pelos celulares ou mais produzidos para o novo canal que selecionaria o que iria ao ar pelo canal convencional ou através de outras plataformas. Uma espécie de youtube gaudério. Se isso estiver certo… O grande mistério que quero ver desvendado é: o que fará as pessoas preterirem o youtube pela ex-TVCOM ?! Sirvam nossas façanhas…

 

*Foto de Ricardo KADÃO Chaves: Rogério Mendelski, Tulio Milman, Jonas Campos e Eu. Primeiro time de apresentadores do Jornal TVCom e noticiários da TV. Éramos tão jovens…