Itaquerão foi presente para Lula, diz Emílio Odebrecht. Obra de estádio integra pré-delação; ex-presidente chama caso de ‘especulação’ e não comenta

Itaquerão foi presente para Lula, diz Emílio Odebrecht. Obra de estádio integra pré-delação; ex-presidente chama caso de ‘especulação’ e não comenta

Destaque Poder Política

Presidente do conselho de administração do grupo que leva o seu sobrenome, Emílio Odebrecht disse em negociação de acordo de delação que o Itaquerão foi um presente ao ex-presidente Lula, informa Mario Cesar Carvalho. Construído pela empreiteira com apoio financeiro do BNDES e da Prefeitura de São Paulo, o estádio do Corinthians custou R$ 1,2 bilhão e abrigou a abertura da Copa de 2014. Lula é corintiano. O agrado, segundo o empresário, foi retribuição à ajuda dada por Lula à Odebrecht enquanto esteve na Presidência, de 2003 a 2010. Nos governos do PT (2003 a 2015), o faturamento nominal do grupo subiu de R$ 17,3 bilhões para R$ 132 bilhões.

Por pressão de Emílio, seu filho Marcelo, preso há 15 meses e já condenado a 19 anos de prisão, e 80 executivos da empresa decidiram buscar acordo de delação. Para Emílio, que passou a integrar o acordo porque era o principal interlocutor de Lula, a delação seria a única saída para o grupo não falir. O ex-presidente é réu em ação que tramita no DF sob a acusação de ter ajudado a Odebrecht a obter contratos. A defesa de Lula diz que, “se a delação não serve para provar qualquer fato, a especulação de delação é um nada”. Odebrecht e Corinthians não comentaram. (Folha de São Paulo)

Obra da Terceira Perimetral em Porto Alegre é citada na Lava Jato. Delegado da PF relacionou pagamentos de propinas feitas pela Odebrecht a empreendimento

Obra da Terceira Perimetral em Porto Alegre é citada na Lava Jato. Delegado da PF relacionou pagamentos de propinas feitas pela Odebrecht a empreendimento

Cidade Destaque Poder Política Porto Alegre Prédio

 

O delegado da Polícia Federal (PF) Filipe Hille Pace, um dos responsáveis pela investigação da 35ª fase da Lava Jato, que prendeu nessa segunda-feira o ex-ministro Antonio Palocci, citou o pagamento de propinas relacionadas às obras da Terceira Perimetral em Porto Alegre. Outros empreendimentos em todo o País também foram mencionados durante a coletiva que serviu para detalhar a relação de Palocci com o grupo Odebrecht.

De acordo com Pace, a operação de hoje, chamada de Omertà, foi realizada em decorrência do aprofundamento dos investigadores nos materiais apreendidos ainda na fase denominada de Acarajé, marcada pela prisão do publicitário João Santana e da sua esposa. “Além dessas prisões, foi apreendida uma planilha que foi chamada de ‘programa especial italiano’, que trouxe muita atenção. Na época não tínhamos certeza de quem a Odebrecht falava. Finalmente, a partir dos trabalhos feitos na 26ª fase nós conseguimos entender como o esquema funcionava, o que nos levou a retornar ao que foi feito ainda na 14ª etapa, marcada pelo envolvimento da Odebrecht”, explicou.

O delegado destacou que somente uma mulher, que atuou como colaboradora da Operação Lava  Jato, “teve a coragem de quebrar o silêncio que impera na Odebrecht sobre a ofensiva. “A colaboração dessa pessoa descortinou a operação e ela nos trouxe conhecimento que permitiu retornar ao material apreendido na 14ª fase para poder chegar até aqui. Ela não sabia quem eram os beneficiários, mas nos passou dados importantes que nos permitiram afirmar que italiano era Antonio Palocci”, afirmou Pace.  (Correio do Povo)

Arrastada pela Lava Jato, Odebrecht já demitiu 50 mil

Arrastada pela Lava Jato, Odebrecht já demitiu 50 mil

Economia Notícias

Prestes a completar um ano de prisão, em 19 de junho, Marcelo Odebrecht assinou na semana passada pré-acordo de delação premiada. Mais do que reduzir sua pena, ele busca salvar sua empresa. Alvo da Operação Lava Jato, a empreiteira já demitiu mais de 50 mil funcionários por falta de projetos ou recursos, viu a oferta de crédito minguar nos bancos e a dívida atingir total de R$ 110 bilhões. (O Estado de São Paulo)

PF investiga empresário ligado a Lula. Sobrinho da primeira mulher do petista recebeu US$ 7,4 milhões da Odebrecht em obra financiada pelo BNDES

PF investiga empresário ligado a Lula. Sobrinho da primeira mulher do petista recebeu US$ 7,4 milhões da Odebrecht em obra financiada pelo BNDES

Notícias Poder Política

A Polícia Federal fez ontem operação para investigar um empresário ligado ao ex-presidente Lula. Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho da primeira mulher de Lula, foi conduzido coercitivamente para depor. Uma empresa dele foi subcontratada pela Odebrecht, em Angola, para as obras de uma usina hidrelétrica financiada com recursos do BNDES. Segundo a PF, a Exergia, de Taiguara, recebeu R$ 3,5 milhões mesmo sem ter capacidade de prestar serviços. Documentos obtidos pelo GLOBO mostram outros pagamentos da Odebrecht para a Exergia, no valor de US$ 7,4 milhões, revela THIAGO HERDY. Lula não foi alvo da operação, mas procuradores do Distrito Federal, que comandam as investigações, apuram se o ex-presidente atuou para favorecer a Odebrecht em obras no exterior. O Instituto Lula disse que o petista sempre agiu dentro da lei e em defesa dos interesses do país. (O Globo)

Odebrecht usou cervejaria para fazer doação política

Odebrecht usou cervejaria para fazer doação política

Notícias Poder Política

Planilhas apreendidas pela Lava Jato indicam que a Odebrecht usou distribuidoras de cerveja para fazer doações a políticos. Essas contribuições podem ter superado R$ 30 milhões. Desde que as planilhas foram reveladas, anteontem, políticos citados negam ter recebido recursos de forma irregular. Ao justificar as doações da Odebrecht, alguns apresentaram recibos de doações oficiai sem nome das empresas Leyroz de Caxias ou Praiamar, ligadas ao grupo Petrópolis, que fabrica as cervejas Itaipava e Cristal. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

MPF desmente estar negociando delação premiada de executivos da Odebrecht.  Procuradores da Força-Tarefa da Lava Jato dizem, ainda, que divulgação da intenção de assinar acordos ‘fere o sigilo das negociações exigido pela lei’

MPF desmente estar negociando delação premiada de executivos da Odebrecht. Procuradores da Força-Tarefa da Lava Jato dizem, ainda, que divulgação da intenção de assinar acordos ‘fere o sigilo das negociações exigido pela lei’

Direito Economia Notícias Poder Política

Os procuradores da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato negaram hoje que estejam negociando acordos de delação premiada com executivos da empreiteira Odebrecht. Segundo o Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, a manifestação feita pela empresa à imprensa de que deseja assinar os acordos carece de validade jurídica.

“Não existe sequer negociação iniciada sobre acordos de colaboração com executivos ou leniência com o Grupo Odebrecht. A simples manifestação dessa vontade pela imprensa, seja por indivíduos, seja por qualquer grupo empresarial investigado, não possui qualquer consequência jurídica, motivo pelo qual as investigações e atos processuais continuarão em andamento”, esclarece a nota da força-tarefa.

O MPF salienta ainda que a divulgação da intenção de assinar delação premiada “fere o sigilo das negociações exigido pela lei para a celebração do acordo”.

Ontem, em comunicado divulgado à impressa, a Odebrecht declarou que aceitou colaborar de forma “definitiva” com a Lava Jato. Hoje, a empresa confirmou que a colaboração envolve acordos de delação premiada.

O comunicado da empreiteira, chamado “Compromisso com o Brasil”, foi divulgado após cumprimento dos mandados de busca e apreensão e de prisão da 26ª fase da Lava Jato, deflagrada ontem contra executivos da empresa.

De acordo com os procuradores do MPF, a empreiteira tinha um departamento responsável pelo pagamento de propina. Apesar das acusações, a empresa declarou que não ter “responsabilidade dominante” sobre a investigação, que segundo a empreiteira, “revela na verdade a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral”.

O principal executivo da empreiteira, Marcelo Odebrecht, está preso desde junho do ano passado em Curitiba. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal à Justiça, o empresário está envolvido diretamente no esquema de pagamento de propina a ex-dirigentes da Petrobras e agia orientando as atividades dos demais acusados ligados à empreiteira. Pelas acusações, Marcelo foi condenado a mais de 19 anos de prisão.

Leia íntegra da nota da força-tarefa da Lava Jato:

O Ministério Público Federal, diante da nota emitida pelo Grupo Odebrecht em 22 de março de 2016, bem como da sua repercussão na imprensa, vem esclarecer:

1. não existe sequer negociação iniciada sobre acordos de colaboração com executivos ou leniência com o Grupo Odebrecht.

2. a simples manifestação dessa vontade pela imprensa, seja por indivíduos, seja por qualquer grupo empresarial investigado, não possui qualquer consequência jurídica, motivo pelo qual as investigações e atos processuais continuarão em andamento.

3. a divulgação de qualquer intenção de acordo através de imprensa fere o sigilo das negociações exigido pela lei para a celebração do acordo.

4. a simples intenção demonstrada não tem o condão de descaracterizar a contínua ação do Grupo Odebrecht em obstruir as investigações em andamento, como ficou caracterizado na recente 26ª fase da Operação Lavajato, com a tentativa de destruição de seu sistema de controle informatizado de propina.

5. o Ministério Público Federal mantém o entendimento de que acordos de leniência e de colaboração premiada somente são possíveis com o completo desvelamento, por parte dos envolvidos, dos fatos criminosos que já são investigados, além da revelação plena de outras ilegalidades que tenham cometido e que ainda não sejam de conhecimento das autoridades, e da reparação mais ampla possível de todas essas ilegalidades. (Agência Brasil)

Políticos gaúchos explicam citação de seus nomes em listas da Odebrecht; por Samantha Klein/Rádio Guaíba

Políticos gaúchos explicam citação de seus nomes em listas da Odebrecht; por Samantha Klein/Rádio Guaíba

Comunicação Direito Notícias Poder Política Porto Alegre

Depois que os nomes de mais de 40 políticos gaúchos apareceram em planilhas de supostos repasses da empreiteira Odebrecht, parte deles já se pronunciou a respeito da divulgação do material, obtido pela Polícia Federal durante a 23ª Operação da Lava Jato.

A senadora Ana Amélia Lemos (PP), que aparece na lista da empreiteira, sustenta em nota oficial que recebeu R$ 200 mil em três depósitos através de doação da Braskem, subsidiária da Odebrecht, na campanha de 2010 por meio do diretório nacional da sigla. “As doações estão devidamente registradas no TRE com a prestação de contas aprovada, sem nenhuma ressalva”, finaliza o texto.

Em nota, o deputado federal Osmar Terra (PMDB) informou que o valor que aparece nas planilhas apreendidas é compatível à declaração de contas feita à Justiça Eleitoral. A doação chegou via PMDB e, por isso, segundo ele, há diferença pequena na declaração, já que o partido fica com 5%.

Nelson Marchezan Júnior (PSDB) também divulgou informe dizendo não estranhar que esteja presente em todas as listas de empresas que doaram valores às campanhas dele. Em 2014, quando concorreu a deputado federal, o tucano recebeu R$ 200 mil do PSDB Nacional, sendo R$ 100 mil doados pela empresa Odebrecht. Todos os valores, segundo o parlamentar, foram registrados junto ao TSE.

A deputada federal Maria do Rosário (PT) assegurou, também via Twitter, que sempre exerceu mandato transparente. Segundo ela, “está se fazendo uma confusão proposital para misturar o joio e o trigo”. “Me solidarizo a todos que fazem política com lisura e receberam doações legais e devidamente declaradas”, postou.

Também parlamentar na Câmara, Heitor Schuch (PSB) divulgou, em comunicado, que recebeu recursos para a campanha através do Diretório Nacional do partido, cujo doador originário foi a Cetrel Lumina Tecnologia e Engenharia Ambiental, empresa ligada ao grupo Odebrecht.

Já a deputada estadual do PCdoB, Manuela D’Ávila, postou no Twitter que recebeu doações de diversas empresas na eleição de 2012 lembrando que essa era, na época, uma forma de financiamento considerada legal. A partir de 2016, o financiamento privado de campanha de pessoas jurídicas fica proibido, em território nacional.

Em nota à imprensa, o também deputado estadual Tarcísio Zimmermann (PT) informou que recebeu contribuições à campanha de forma legal, devidamente contabilizadas na prestação de contas e aprovadas pelo TRE gaúcho.

Já o secretário Municipal de Obras da Capital, Mauro Zacher (PDT), esclareceu que a doação foi realizada através da subsidiária Braskem/SA, diretamente aos Comitês Financeiros do PDT nas eleições 2012, estando devidamente registrada no TSE. Dos comitês financeiros, os valores de doações foram repassados à campanha a vereador, esclareceu.

O prefeito de Canoas, Jairo Jorge (PT), confirmou, em nota, que na campanha para a Prefeitura em 2012, foram recebidas contribuições de 41 pessoas físicas e jurídicas diferentes. Ele acrescentou que a empresa Odebrecht, de forma legal, doou através do Diretório Nacional do PT e os valores foram declarados ao TRE.

Já o prefeito de Esteio, Gilmar Rinaldi (PT), informou que o comitê financeiro da campanha à Prefeitura não realizou qualquer tipo de contato com agentes da Odebrecht e que todas as doações recebidas foram devidamente declaradas à Justiça Eleitoral.

Marco Alba, hoje à frente da Prefeitura de Gravataí, informou que nunca teve contato com representantes da empresa. Conforme comunicado, as doações recebidas são provenientes do PMDB nacional e estadual, cuja prestação de contas foi aprovada pela Justiça Eleitoral.

Já o vereador da Capital Kevin Krieger (PP) ressaltou, em nota, que todas as doações realizadas pela empresa Braskem foram declaradas em prestações de contas e realizadas no período em que eram permitidas e legais. A respeoto da divulgação da lista, o vereador Adeli Sell (PT), diz que: “O bom jornalismo não confunde doação legal a campanhas com maracutaias. Minhas contas estão registradas. E doação empresarial tinha permissão legal.”
Entenda

Documentos apreendidos pela Polícia Federal e divulgados hoje pelo portal UOL expõem possíveis repasses da Odebrecht para mais de 280 políticos de 18 partidos diferentes. Entre os valores e nomes indicados na lista, aparecem ao menos 41 políticos gaúchos. Na tarde de hoje, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou que o material seja colocado em sigilo.

As listas foram apreendidas em 22 de fevereiro pela força-tarefa na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”. O material permanecia em posse de Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura. A presença dos nomes nas planilhas não significa que os políticos listados receberam dinheiro de caixa 2 da construtora ou que se referem a pagamentos de propina.

Em 2012, a Odebrecht doou mais de R$ 25 milhões para partidos e comitês de campanha. Em 2014, a soma de doações pulou para mais de R$ 48 milhões.

Fortunati justifica que R$ 500 mil em doações da Odebrecht vieram por meio do Diretório Nacional do PDT; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Fortunati justifica que R$ 500 mil em doações da Odebrecht vieram por meio do Diretório Nacional do PDT; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Notícias Poder Política

Após ter informado que desconhecia financiamento de campanha oriundo da Odebrecht em 2012, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, confirmou que o tesoureiro da campanha dele recebeu R$ 500 mil da construtora, mas via Diretório Nacional do PDT. Foi o que confirmou, hoje à tarde, a assessoria de imprensa da Prefeitura. Pela manhã, foram divulgadas diferentes planilhas apreendidas pela Polícia Federal durante a Operação Lava Jato, apontando suposto pagamento para bancar campanhas nos três pleitos mais recentes. A planilha sugere o repasse de R$ 300 mil da empreiteira à campanha que elegeu o pedetista.

Pelo Twitter, Fortunati assegurou que a doação de campanha ocorreu dentro dos parâmetros definidos na lei eleitoral, sendo aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O prefeito ressaltou, também, que a Odebrecht não realizou e nem executa qualquer obra em Porto Alegre.

“Doação da Odebrecht, de acordo com norma eleitoral, foi para o Diretório Nacional do PDT, que fez o repasse, conforme prestação de contas aprovada no TRE. Necessário destacar que a Odebrecht não teve e não tem qualquer obra na cidade de Porto Alegre. Infelizmente, somente depois da divulgação extemporânea, foi reconhecido pela autoridade que seria prematura qualquer conclusão. Lastimável que continuem acontecendo vazamentos, jogando lama para todos, como se só alguns realizassem com correção às suas funções”, publicou o prefeito. Ele se referia à decisão do juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, que determinou segredo de justiça para as listagens só depois de elas já terem sido divulgadas pela imprensa.

A prestação de contas homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da campanha de Fortunati apontou gasto superior a R$ 6,2 milhões em 2012. A Odebrecht não aparece como financiadora de campanha. Entre os doadores estão o Comitê Financeiro Municipal Único, o Itaú e pessoas físicas, por exemplo.

Tarso usa Twitter para tratar sobre nome dele na planilha da Odebrecht

Tarso usa Twitter para tratar sobre nome dele na planilha da Odebrecht

Comunicação Direito Notícias Poder Política
O ex-governador Tarso Genro, não concedeu entrevistas falando sobre a presença do nome dele nas planilhas da Odebrecht. Tarso preferiu usar a conta @tarsogenro , no Twitter para divulgar a posição dele em diversos posts. Confira:

*Não esqueçam, quem primeiro informa das contribuições é quem as declara perante o TRE. É como fazem políticos sérios. Basta olhar no TRE.

*Solidariedade aos que receberam doações legais, de todos os partidos, e estão sendo alvo de mais esta divulgação calhorda e sem critérios.

*Vamos votar imediatamente a proibição de contribuição empresarial aos partidos e às campanhas! Aí os verdadeiros achacadores não querem.

*Todas as minhas contas foram aprovadas pelo TRE, sem caixa 2,e sem qualquer relação clandestina, com qualquer pessoa física e jurídica.
 *Está sendo feita de forma deliberada, a confusão, para minizar a evidência de contribuições ilegais a políticos, vestais do “impeachment”.
*Todas as contribuições dadas às campanhas que concorri foram legais, declaradas, e as contas aprovadas pelo TRE. Sem exceção.

Moro põe sob sigilo superplanilha da Odebrecht; por Fausto Macedo, Julia Affonso, Mateus Coutinho e Ricardo Brandt/O Estado de São Paulo

Destaque Direito Poder Política
Juiz Sérgio Moro durante evento em Curitiba. FOTO:  Rodolfo Buhrer/REUTERS
Juiz Sérgio Moro durante evento em Curitiba. FOTO: Rodolfo Buhrer/REUTERS

O juiz federal Sérgio Moro decretou nesta quarta-feira, 23, sigilo sobre a superplanilha da Odebrecht que cita dezenas de políticos e partidos como supostos destinatários de valores da empreiteira. O magistrado pediu ao Ministério Público Federal que se manifeste sobre ‘eventual remessa’ da documentação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A superplanilha foi apreendida em fevereiro na Operação Acarajé, desdobramento da Lava Jato, na residência do empresário Benedicto Barbosa da Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura.

O documento aponta uma longa sucessão de transferências para deputados, senadores, prefeitos, governadores e agremiações políticas. Inicialmente, a Acarajé estava sob sigilo. Depois que a operação foi deflagrada, em fevereiro, o magistrado afastou o sigilo dos autos, como tem feito desde o início da Lava Jato.

Nesta quarta-feira, ao constatar que a lista contém ‘registros de pagamentos a agentes políticos’, Moro restabeleceu o sigilo nos autos.

“Prematura conclusão quanto à natureza desses pagamentos. Não se trata de apreensão no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht e o referido Grupo Odebrecht realizou, notoriamente, diversas doações eleitorais registradas nos últimos anos”, argumentou o juiz. Mais informações no site do Estadão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/moro-poe-sob-sigilo-superplanilha-da-odebrecht/