Confiança do industrial gaúcho atinge o maior nível desde 2010. ICEI-RS, divulgado pela FIERGS, alcança 65,5 pontos em novembro

Confiança do industrial gaúcho atinge o maior nível desde 2010. ICEI-RS, divulgado pela FIERGS, alcança 65,5 pontos em novembro

Destaque Economia Sartori

Passadas as eleições, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) de novembro, divulgado nesta quinta-feira (22) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), registrou o crescimento mais elevado da série histórica: 10,6 pontos sobre outubro, 2,5 vezes superior à alta recorde anterior de junho de 2016, que havia alcançado 4,2 pontos. Com isso, atingiu 65,5, o maior patamar desde abril de 2010. “O desempenho histórico da confiança reflete a eleição de um governo que se declara comprometido com a agenda de reformas e a responsabilidade fiscal, gerando grande otimismo sobre a evolução futura da economia brasileira”, diz o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.
Esse otimismo do empresário industrial gaúcho vem refletido no Índice de Condições Atuais (ICA) da pesquisa. Ao subir 8,8 pontos, atingiu o maior aumento desde outubro de 2009, alcançando 56 pontos em novembro. Isso deixa para trás a faixa indicadora de piora (abaixo de 50), que ocupava desde junho, e revela condições melhores. “Os empresários renovaram as perspectivas de que o País possa finalmente encaminhar as soluções para seu grave desequilíbrio fiscal e criar as condições estruturais mínimas para o crescimento econômico sustentado, com investimentos e emprego”, salienta Petry.
O ICA foi puxado pela alta recorde do componente de Condições da Economia Brasileira, que atingiu 54,7 pontos em novembro, 11,9 a mais do que em outubro. Aos 56,6 pontos, a expansão do índice que avalia as condições atuais das empresas foi menor, 6,9 em relação a outubro, ainda assim o maior desde outubro de 2009.Também o Índice de Expectativas registrou a maior alta da série histórica (11,5 pontos), atingindo 70,2 em novembro, 0,6 ponto abaixo do pico observado em janeiro de 2010. Já o Índice de Expectativas para a Economia Brasileira alcançou recordes de crescimento mensal (15,3 pontos) e de nível (69,8) este mês. Com 70,4 pontos, um incremento de 9,3, o mais alto já registrado em relação a outubro, o índice de expectativas com o desempenho futuro das próprias empresas foi o maior desde abril de 2010. A pesquisa foi realizada com 227 empresas, sendo 53 pequenas, 87 médias e 87 grandes, com período da coleta de dados entre 1º e 14 de novembro.

 

Mais informações no site da Fiergs.

Presidente da Farsul está otimista com governo interino

Presidente da Farsul está otimista com governo interino

Economia Negócios Notícias Poder Política

O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, está otimista com os últimos acontecimentos no cenário político nacional. Sperotto ressaltou que o setor agropecuário do Rio Grande do Sul apoiou todo o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Segundo ele, foi muito importante a unidade de todo o setor agropecuário das posições emanadas pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O presidente do Sistema Farsul diz que não tem dúvida de que as mudanças virão e lembrou que muitas coisas foram originadas e nascidas na CNA pela senadora Kátia Abreu no período que desenvolveu o Ministério. “Temos uma visão positiva do novo governo já com a redução de dez ministérios. Isso sinaliza a diminuição do gasto público e estamos aí para contribuir com o novo governo”, conta. Sobre a indicação de Blairo Maggi para a pasta da Agricultura, Sperotto destacou que o Rio Grande do Sul tinha a senadora Ana Amélia Lemos como nome prioritário para a tarefa, mas a parlamentar declinou e se dispôs a apoiar o setor. Depois de conversas com o novo ministro, o setor decidiu apoia-lo. A principal reivindicação do segmento, em consonância com o Paraná, é uma política para o trigo. Além disso, temas como defesa, comércio internacional entram na pauta em políticas de médio e longo prazo.

 

Ouça entrevista com o presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto

Lideranças veem a Expodireto como o motor do agronegócio

Lideranças veem a Expodireto como o motor do agronegócio

Economia Negócios Notícias

Em clima de otimismo, foi aberta oficialmente nesta segunda-feira, 7, em Não-Me-Toque, a Expodireto Cotrijal 2016. Feira segue até sexta, 11.  Com o parque tomado por estandes de expositores de máquinas, equipamentos, insumos, empresas públicas e entidades, a abertura contou com a presença de lideranças políticas e dos segmentos agroindustrial e da agricultura familiar.  “Estamos provando mais uma vez que a Expodireto é a feira da tecnologia, da inovação e da oportunidade de negócios. Aqui não tem crise, não tem lugar para ela”, ressaltou Nei César Mânica, presidente da cooperativa e da feira que chega à sua 17ª edição. O dirigente destacou, em seu discurso, no auditório central, a presença de 70 países dos cinco continentes. “Estão aqui 26 embaixadores, o que mostra o tamanho e a natureza global de nosso evento”, completou Mânica.

Na sua avaliação, a crise política que atinge o país não deverá interferir nos resultados da Expodireto, pois os interessados em inovar e desenvolver o Rio Grande do Sul estão presentes no parque. Ele disse que não há preocupação com o faturamento e com o estabelecimento de comparações com os resultados de anos anteriores.

Mânica também agradeceu a presença das principais montadoras de máquinas na feira. “Certamente teremos bons negócios aqui, pois é o agronegócio que mostra pujança em momentos de crise. Que tenhamos a maior e a melhor Expodireto de todos os tempos!”, enfatizou.

O governador José Ivo Sartori, que chegou ao parque às 8h47min, visitou a administração da feira e sorveu um chimarrão, destacou na abertura as homenagens que a Cotrijal fez no dia anterior a produtores, políticos e dirigentes durante o Troféu Brasil Expodireto. “O mais sensível foi ver um jovem produtor e um produtor mais experiente serem reconhecidos. Se estamos colhendo hoje é por causa de nossos bisavós, nossos avós e nossos antepassados, que plantavam sem utilizar qualquer tecnologia”, afirmou Sartori.

Para o governador, o cenário que observou ao chegar no parque foi de um segmento que exibe prosperidade, tecnologia e é capaz de fazer o país retomar seu desenvolvimento. “A Expodireto é gigante, foi crescendo, gerando debates, incentivando a pesquisa. É o atestado de que o agronegócio é o motor da economia do Rio Grande do Sul e atrai os olhares de todo o mundo”, enfatizou.

Sabedor de que falava para um público que mesclava os setores público e privado, Sartori afirmou: “Nós precisamos de uma máquina pública mais ágil, menos voltada para si mesmo. Precisa ter políticas para atender a uma sociedade que precisa e que não atrapalhe quem faz.”

Ele defendeu as medidas adotadas por seu governo para resolver a crise – “remédios são amargos em determinadas ocasiões e o tratamento deve ser sério e responsável” – e defendeu a união para que todos vençam as dificuldades. O governador destacou a importância de que os eventos programados por entidades sejam mantidos, pois a solução está nos municípios.