Temer e Sartori se reúnem pela primeira vez desde a posse, nesta quarta, em Brasília; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Temer e Sartori se reúnem pela primeira vez desde a posse, nesta quarta, em Brasília; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Direito Negócios Notícias Poder Política Porto Alegre

O governador do Estado, José Ivo Sartori, deve se encontrar com o presidente interino Michel Temer na tarde desta quarta-feira, em Brasília. O encontro, agendado para as 17h, vai ser o primeiro entre os dois desde que Temer assumiu interinamente a Presidência da República.

Oficialmente, a reunião vai servir para tratar da renegociação da dívida dos estados com a União. Um acordo vem sendo construído nos últimos meses entre as partes para que haja um alongamento do prazo de pagamento, além de um período de carência.

Atualmente, o Estado está liberado de pagar a parcela da dívida com a União por decisão liminar do STF que aceitou questionamento dos gaúchos sobre o método de contabilização dos juros. No fim do mês, quando expira o prazo concedido de 60 dias concedido pela Corte, o mérito da questão deve ser julgado pelo STF.

Antes do provável encontro com Temer, Sartori vai ser recebido pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, às 14h. Às 15h30min, está marcada uma audiência na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para tratar sobre concessões de aeroportos gaúchos. O secretário de Transportes, Pedro Westphalen, viajou acompanhando o governador.

Romero Jucá diz que conversa sobre Lava Jato foi publicada “fora de contexto”

Romero Jucá diz que conversa sobre Lava Jato foi publicada “fora de contexto”

Notícias Poder Política

Em entrevista coletiva por volta do meio-dia desta segunda-feira, o ministro do Planejamento do governo interino de Michel Temer, Romero Jucá (PMDB-RR), negou denúncias de que teria tentado obstruir as investigações da Operação Lava Jato. O político alega que as declarações citadas em matéria do jornal Folha de São Paulo foram publicadas “fora de contexto”.

Segundo Jucá, a “sangria” à qual se referiu em conversa com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, seria a atual crise econômica, e não a operação da Polícia Federal contra a corrupção.

O ministro garantiu ter tranquilidade para lidar com as denúncias e reafirmou que não vai pedir demissão do cargo. “Nunca cometi e nunca cometerei qualquer ação que possa obstaculizar a Lava Jato ou qualquer outra ação. Se eu tivesse telhado de vidro, não teria assumido a presidência do PMDB no momento de crise com o PT”, alegou.

Ao defender a ofensiva contra a corrupção, Jucá destacou, no entanto, que lamenta a descrença generalizada na classe política. “É muito importante que a sociedade saiba separar o joio do trigo. Não pode pairar desconfiança generalizada. Descredenciar a política e fazer com que todos pareçam iguais não é um bom caminho”, apontou. (Rádio Guaíba)

Mulheres se acorrentam às grades do Palácio do Planalto contra saída de Dilma

Mulheres se acorrentam às grades do Palácio do Planalto contra saída de Dilma

Notícias Poder Política
Um grupo de mulheres se acorrentou hoje (12) às grades que cercam o Palácio do Planalto logo após a saída da presidenta Dilma Rousseff do local. “Vamos ficar aqui até tirarem a gente”, disse a jornalista Bia Barbosa, explicando que o coletivo é formado por mulheres de diferentes entidades.

“Não reconhecemos a legitimidade do governo Michel Temer. Entendemos que esse processo é resultado de um golpe e é importante simbolizar a resistência que está acontecendo no Brasil inteiro”, disse Bia. Para ela, Dilma também foi afastada porque é mulher: “e são os direitos das mulheres que mais vão ser atingidos nesse governo se ele se consolidar depois do final do processo [de impeachment] no Senado”, completou.

Acorrentadas e sentadas no chão, elas seguravam cartazes que formam a frase “Resistência contra o golpe”.

Na lista de novos ministros divulgada pela vice-presidência não consta o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos. Além disso, nenhuma mulher foi nomeada como ministra para o governo interino.

Até o fechamento desta reportagem, as mulheres continuavam acorrentadas e disseram que cumpririam o “simbolismo” de, como Dilma saiu do Planalto “à força”, elas também sairiam do local da mesma maneira. Pouco depois das 14h, três bombeiros foram até elas, um deles com um grande alicate, mas não chegaram a quebrar as correntes. Além das mulheres, um grupo de apoio permanece na avenida em frente ao prédio, com sombrinhas e algumas bandeiras.

Hostilização à imprensa

A Polícia Militar do Distrito Federal informou que cerca de 4 mil manifestantes, todos pró-governo, estiveram hoje na frente do Palácio do Planalto para acompanhar a saída de Dilma. Não houve ocorrências graves, nem violência física, mas a imprensa foi hostilizada por um grupo de manifestantes.

Antes do pronunciamento de Dilma a seus apoiadores na parte externa do Palácio do Planalto, os manifestantes derrubaram as cercas que isolavam a imprensa e cercaram os jornalistas por alguns minutos gritando “mídia golpista”.

No momento em que a presidenta Dilma terminou seu discurso e se dirigiu aos manifestantes para abraçá-los, parte dos presentes iniciou uma série de agressões a jornalistas. Os repórteres de texto e imagem que acompanhavam a movimentação foram deslocados para um cercado em que poderiam observar os acontecimentos, mas foram surpreendidos por militantes que se voltaram contra eles com agressões verbais e físicas.

Uma manifestante correu em direção a duas jornalistas e deu um chute em uma delas. Um cinegrafista foi derrubado no chão e outro profissional de TV, que transmitia ao vivo os fatos, teve o seu microfone retirado e também foi agredido fisicamente. A hostilização só não continuou porque outros jornalistas e membros da Força Nacional intervieram para proteger os profissionais de imprensa.

Dilma é notificada sobre afastamento da Presidência

Dilma é notificada sobre afastamento da Presidência

Notícias

A presidenta Dilma Rousseff foi notificada há pouco no Palácio do Planalto pelo primeiro-secretário da Mesa Diretora do Senado, senador Vicentinho Alves (PR-TO) de seu afastamento do cargo após a proclamação do resultado da votação da admissibilidade do processo de impeachment no Senado. O Palácio do Planalto preparou uma cerimônia no gabinete presidencial, no terceiro andar do prédio, onde Dilma recebe o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, autoridades e personalidades aliadas para assinar a notificação, entregue pelo primeiro-secretário da Mesa Diretora do Senado.

O ex-presidente Lula chegou às 10h50 ao Palácio do Planalto e foi saudado pela multidão que, depois, passou a gritar Fora Temer.

Antes de deixar o Palácio do Planalto, seu local de trabalho, Dilma fará uma declaração à imprensa. No mesmo horário, um vídeo gravado pela presidenta será divulgado nas redes sociais da Presidência da República.

Em seguida, Dilma sairá do Palácio do Planalto pela porta principal do prédio, no térreo, sem usar a rampa. Ela estará acompanhada de ex-ministros, parlamentares da base aliada e um grupo de mulheres.

Do lado de fora do palácio, movimentos sociais que apoiam o governo fazem nova manifestação contra o impeachment.

Fora do edifício, a presidenta afastada fará um discurso em que se dirá vítima e injustiçada, como tem feito nas últimas semanas. Neste momento, Dilma poderá se aproximar das grades que cercam o prédio para ser acolhida e abraçada pelos manifestantes que forem ao local prestar apoio a ela.

Após os atos, Dilma seguirá, de carro, até o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, a poucos quilômetros do Planalto, onde vai permanecer durante o tempo em que deve ficar afastada.

Como foi

O Senado aprovou hoje (12), por 55 votos a favor e 22 contra, a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Com isso, o processo será aberto no Senado e Dilma será afastada do cargo por até 180 dias, a partir da notificação. Os senadores votaram no painel eletrônico. Não houve abstenções. Estavam presentes 78 parlamentares, mas 77 votaram, já que o presidente da Casa, Renan Calheiros, optou por não votar.

Homem ateia fogo ao próprio corpo, em frente ao Palácio do Planalto; Camila Costa/Correio Braziliense

Homem ateia fogo ao próprio corpo, em frente ao Palácio do Planalto; Camila Costa/Correio Braziliense

Notícias Poder Política

Um homem ainda não identificado ateou fogo ao próprio corpo, na manhã deste domingo (10/4), em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília. Segundo o Corpo de Bombeiros do DF, ele teve 85% a 90% do corpo queimado. O homem, de aproximadamente 50 anos, estava sem documentos, vestia uma bermuda de nylon e uma camiseta. Testemunhas relataram que ele mesmo teria colocado fogo em seu corpo.  O atendimento do Corpo de Bombeiros, de acordo com o tenente, foi realizado entre 9h30 e 10 horas da manhã. Antes de atear fogo, ele tirou a camiseta, que também foi queimada. Quando os militares chegaram, as chamas já haviam sido contidas, com o auxilio de um extintor de incêndio, por pessoas no local.

CBMDF/Divulgação
De acordo com a Polícia Militar, ele dormia há cerca de três dias no gramado da Esplanada.

Durante o atendimento, de acordo com os bombeiros, o homem falava palavras soltas, todas de cunho religioso, além de citar passagens bíblicas. Ele foi encaminhado para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde foi medicado para a dor. Testemunhas disseram que ele é branco, magro e possui cabelos e barbas compridos.

De acordo com a Polícia Militar, ele dormia há cerca de três dias no gramado da Esplanada e passava o tempo em frente ao Palácio do Planalto gritando o nome da presidente Dilma Rousseff. O líquido usado para o ato era gasolina.

Protesto anti-Dilma reúne 6.000 no Palácio do Planalto

Protesto anti-Dilma reúne 6.000 no Palácio do Planalto

Notícias Poder Política
Apesar de ter começado com apenas 2.000 pessoas na estimativa da Secretaria de Segurança Pública, o protesto contra a presidente Dilma Rousseff em Brasília chegou a reunir cerca de 6.000 manifestantes nesta segunda-feira (21).

A estrutura, porém, foi menor do que nos protestos anteriores e não houve tumultos até a publicação desta reportagem. A manifestação teve início por volta das 18h na frente do Palácio do Planalto e, após passar também pelo Supremo Tribunal Federal, deslocou-se por último para o gramado do Congresso Nacional.

Embora o protesto tenha recebido apoio do Movimento Brasil Livre e do Vem Pra Rua, esses organizadores não trouxeram suas faixas ou carros de som. Alguns manifestantes utilizaram fogos de artifício para chamar atenção. Eles chegaram a projetar a palavra impeachment na lateral do Palácio do Planalto. A reportagem completa está na Folha de São Paulo.

Opinião: André Moura, Jaques Wagner ou Eduardo Cunha? É tão simples saber quem está mentindo…

Opinião: André Moura, Jaques Wagner ou Eduardo Cunha? É tão simples saber quem está mentindo…

Notícias Opinião Poder Política
andre moura reduzida
André Moura (PSC-SE)

Eu não tô entendendo (hehehehe…) esta história de Eduardo Cunha acusar o governo de mentiroso e o governo rebater dizendo que quem mente é o Presidente da Câmara… Para quem não acompanhou a troca de acusações ao longo desta quinta-feira…  O presidente da Câmara disse hoje pela manhã (3) que Dilma esteve ontem (2) com o deputado André Moura (PSC-SE), relator da reforma tributária na Câmara, para oferecer o apoio do PT a Cunha no Conselho de Ética (onde ele enfrenta um processo) em troca da aprovação do projeto que recria a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, rebateu as declarações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que a presidenta Dilma Rousseff mentiu ao dizer que o Palácio do Planalto não fez barganha política com o Congresso Nacional e disse que quem mentiu foi o parlamentar. “Sobre a afirmação do presidente da Câmara, ele é que mentiu, na medida que disse que ontem o deputado André Moura teria estado com a presidenta Dilma, levado por mim. O deputado André Moura não esteve com a presidenta Dilma, esteve comigo, sempre discuti com ele como emissário do presidente da Câmara, sempre discuti com ele pauta econômica”, disse o ministro em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Wagner disse que a conversa com Moura se resumiu a projetos da área econômica que estão na pauta da Câmara e que nunca falou sobre a aceitação do pedido de abertura de impeachment. “Nunca conversei com o deputado André Moura – e ele seguramente irá confirmar – sobre arquivamento ou não de pedido de impeachment, até porque sou da tese de que não podemos sustentar um governo o tempo todo ameaçado, chantageado com a entrada ou não do pedido de impeachment”, avaliou.

O ministro, que é um dos mais próximos de Dilma, elevou o tom contra as declarações de Cunha e disse que a presidência da Casa foi transformada em um “bunker da oposição” e que, por causa da investigação do Conselho de Ética, o parlamentar não tem mais legitimidade para presidir a Câmara. “Ele perdeu a legitimidade para se sentar na presidência da Casa que o está julgando.” Na minha opinião é muito simples saber se André Moura esteve com Dilma ou não? É só o Palácio do Planalto liberar imagens das câmeras de segurança mostrando André Moura chegando, circulando e saindo do local de trabalho de Jaques Wagner e Dilma. Libera e evita o prosseguimento da polêmica. Nesse caso me parece bem simples saber quem é o Pinóquio da história…

O Estado de São Paulo: Prisão de Delcídio acelera investigação sobre o Planalto. Familiares querem que Senador faça delação premiada

O Estado de São Paulo: Prisão de Delcídio acelera investigação sobre o Planalto. Familiares querem que Senador faça delação premiada

Notícias

A prisão do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS),e do banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, levou as investigações da Operação Lava Jato ao núcleo do comando político do esquema. Delcídio é considerado elemento de ligação entre as gestões do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e da presidente Dilma Rousseff (iniciada em 2011) com a Petrobras, onde fez carreira antes de entrar na política. Se contribuir com as investigações, ele poderá esclarecer quem montou o esquema de corrupção na estatal. Entre os negócios investigados, está a parceria da Petrobras com o banco BTG Pactual, de Esteves, na África, firmado em 2013. Se as suspeitas forem confirmadas, ficará fragilizado o discurso do governo de que as irregularidades se limitaram ao mandato de Lula. A força-tarefa da Lava Jato busca elementos para apontar a Casa Civil como mentora do esquema que loteava cargos e acertava o pagamento de propinas. Você encontra a reportagem completa em O Estado de São Paulo.

Pressão familiar

Parentes e amigos aconselham o senador Delcídio Amaral a negociar um acordo de delação premiada.