Eleições 2016: Luciana e Melo reagem com neutralidade à escolha de Pont para a disputa na Capital; por Samantha Klein/Rádio Guaíba

Eleições 2016: Luciana e Melo reagem com neutralidade à escolha de Pont para a disputa na Capital; por Samantha Klein/Rádio Guaíba

Eleições 2016 Notícias Poder Política Porto Alegre Prédio prefeitura

Adversários em potencial do PT nas eleições de 2016 na Capital, Sebastião Melo (PMDB) e Luciana Genro (PSol) reagiram hoje com neutralidade à confirmação de Raul Pont como pré-candidato ao Paço Municipal. Conforme o atual vice-prefeito, o cenário político está recém se formando. Melo reiterou que vai procurar não se posicionar claramente contra o PT na disputa pela Prefeitura. “Respeito muito o PT e o Raul como ex-prefeito. E acho que eleição é ponte, é um momento de construir avanços na cidade, reconhecer erros, receber críticas e transformar essas críticas em posição de avanços. É com esse espírito que eu vou entrar na campanha”, disse.

Já a pré-candidata do PSol garante que a entrada do petista na disputa não modifica em nada a busca pela simpatia do eleitorado. “A minha já pré-candidatura se propõe a ser representante do terceiro campo, que não esteve com Dilma e também não esteve com a extrema-direita. Isso independe da candidatura dos governos que se dizem de esquerda”, afirmou. Luciana Genro salientou, ainda, que o PT deu sustentação para um governo que não teve políticas de esquerda, que esteve à frente de cortes em saúde e educação, além de ter tentado reformar a Previdência. De acordo com ela, essas políticas agora serão implementadas pelo governo Temer.

Nessa manhã, o presidente estadual do PT confirmou que Pont aceitou o convite dos dirigentes da legenda para disputar o Paço. Ary Vanazzi assegurou que o PT vai trabalhar a fim de buscar alianças para uma possível chapa com partidos que, segundo ele, apoiaram a democracia com o desejo de permanência da presidente afastada Dilma Rousseff no poder. ”Vamos fazer agora o debate com outros partidos para fazer aliança. Mas ele (Pont) que é o nosso pré-candidato”, apontou Vanazzi. Amanhã, o ex-prefeito concede entrevista para o A Cidade É Sua, na Rádio Guaíba.

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Partidos como o PP, o PDT e o PCdoB ainda não definiram se vão ou não apresentar candidatura própria para a disputa ao Paço Municipal. Sete siglas, além do PT, já se posicionaram. O PR confirmou o vereador Rodrigo Maroni como pré-candidato. O PTB disputa o Paço com o deputado estadual Maurício Dziedricki. Luciana Genro é a pré-candidata pelo PSol e o atual vice-prefeito Sebastião Melo, o do PMDB. Já os deputados federais Nelson Marchezan Jr., Onyx Lorenzoni e Danrlei de Deus foram os indicados, respectivamente, pelo PSDB, DEM e PSD.

“A noite não foi das mais fáceis para mim”, diz FHC

“A noite não foi das mais fáceis para mim”, diz FHC

Notícias Poder Política

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou que a noite deste domingo, quando ocorreu a votação do impeachment na Câmara dos Deputados, não foi “fácil” para ele. Ao pedir desculpas por causa de um possível abatimento, FHC, que participa nesta segunda-feira de evento sobre Estado do Direito, em São Paulo, disse que a última noite foi “bastante agitada”. “E o dia também será agitado”, ponderou o ex-presidente, sem fazer referência direta ao processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff, que agora segue para análise no Senado.

FHC afirmou, em sua palestra, que a corrupção se agravou no País à medida que deixou de ser má conduta de uma pessoa para se tornar uma medida organizada, de fortalecimento de partidos. “O fluxo de recursos hoje é para a manutenção de poder, de partido e, eventualmente, escorrega algum dinheiro para o bolso das pessoas”, afirmou, em referência a escândalos como o desvio de dinheiro da Petrobras investigado pela operação Lava Jato. O político ressaltou, contudo, que os órgãos responsáveis para coibir a corrupção também passaram a se organizar.

No início de sua palestra, o ex-presidente relembrou o histórico da democracia brasileira, que, para ele, não é tão nova quanto parece. “Com a Regência vimos uma aproximação entre a ideia, a lei e o povo. E começou a se construir um jogo, e aí passou a se acreditar na lei. O jogo de alternância de poder começou a existir. Se Dom Pedro II fez algo de mais notável, de alguma maneira ele organizou o Estado brasileiro”, afirmou.

FHC também relembrou, durante sua apresentação, o trabalho dos integrantes da Constituinte e da elaboração da Constituição de 1988. “Fui membro da Assembleia Constituinte e foi um momento muito rico. Nós vínhamos de um Estado militar e só aspirávamos à liberdade. Na época o sentimento era incorporar mais pessoas à sociedade brasileira”, falou. Para ele, na época, houve uma judicialização saudável.

O ex-presidente tucano participa da conferência “Desafios ao Estado de Direito na América Latina – Independência Judicial e Corrupção”, promovido pela FGV Direito SP, o Bingham Centre for the Rule of Law (Londres) e o escritório global de advocacia Jones Day. (Correio do Povo)

Rede lança campanha por novas eleições em ato nacional. Legenda classifica saída do PMDB do governo como “uma jogada oportunista”

Rede lança campanha por novas eleições em ato nacional. Legenda classifica saída do PMDB do governo como “uma jogada oportunista”

Direito Notícias Poder Política

O partido Rede Sustentabilidade vai lançar nesta terça-feira (5) sua campanha “Nem Dilma Nem Temer, Nova Eleição é a Solução”, em um ato no Hotel Nacional, em Brasília. Os porta-vozes nacionais da legenda, Marina Silva e José Gustavo Fávero Barbosa, além de membros da Executiva Nacional e da bancada do partido na Câmara e no Senado, estarão presentes no evento, marcado para as 12h. Em nota, o partido também critica a saída do PMDB do governo, que chamou de “jogada oportunista”.

Em nota enviada à imprensa, o partido explica que espera atrair também representantes da sociedade e de movimentos sociais, além de “personalidades políticas” de outras legendas e simpatizantes.

“Para a Rede, a solução para a atual e grave crise política do país não está nem na presidente Dilma Rousseff, nem no seu vice Michel Temer, porque ambos são responsáveis pela atual situação do Brasil. Por isso, a realização de um novo pleito é a melhor forma de enfrentar todo esse contexto, ao devolver à sociedade a opção de rever sua opção através do voto”, diz o Rede em nota.

O partido também defende que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seria a instituição com legitimidade para decidir sobre a cassação da chapa Dilma/Temer. Destacou ainda que a saída do PMDB do governo é “apenas uma jogada oportunista para tentar se descolar da responsabilidade pela crise política e a distribuição dos cargos agora vagos a partidos igualmente implicados nas denúncias da Lava-Jato”.  Na avaliação do partido, tanto a presidente quanto o vice são igualmente responsáveis. (JB)

Partidos têm até hoje para indicar comissão do impeachment. Ao todo, a comissão terá 65 membros, distribuídos conforme a representatividade de cada partido no Congresso

Partidos têm até hoje para indicar comissão do impeachment. Ao todo, a comissão terá 65 membros, distribuídos conforme a representatividade de cada partido no Congresso

Notícias Poder Política

Com reunião de instalação marcada para 18h desta segunda-feira (07) no plenário da Câmara dos Deputados, os partidos da base aliada e da oposição têm até esta tarde para definir os parlamentares que integrarão a comissão especial que analisará o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e vai elaborar um parecer sobre a denúncia por crime de responsabilidade, aceita na semana passada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O PT confirmou que o líder do partido na Câmara, Sibá Machado (AC), e o líder do governo, José Guimarães (CE), integrarão a comissão. Sozinho, o partido tem direito a oito assentos e ao mesmo número de suplentes. O PT informou que os nomes restantes serão escolhidos na reunião de bancada do partido, na manhã desta segunda-feira.

O PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer, e também de Eduardo Cunha, que deflagrou o processo de impeachment, terá o mesmo número de assentos que o PT. Segundo a assessoria de Leonardo Picciani (RJ), líder da sigla na Câmara, o deputado só divulgará os nomes para a comissão especial após terminar a lista. Ele próprio ainda não decidiu se integrará o grupo.

A reportagem da Agência Brasil não conseguiu contato com Carlos Sampaio, líder do PSDB, que terá seis vagas. Já no caso do DEM, partido de oposição com direito a dois assentos mais os suplentes, também não está decidido se o líder da legenda na Câmara, Mendonça Filho (PE), integrará a comissão especial. “Ele não definiu se vai, ou se vai indicar outra pessoa”, disse a assessora de imprensa do deputado. Segundo ela, o partido deve tomar a decisão amanhã cedo, provavelmente após reunir a bancada.

Ao todo, a comissão terá 65 membros, distribuídos conforme a representatividade de cada partido no Congresso. De acordo com o regimento interno da Casa, deve haver pelo menos um membro de cada partido. Além do DEM, PRB, SD, PSC, PDT e PROS terão duas vagas cada. PP, PSD, PR e PSD terão, cada um, quatro vagas e o PTB, três. As bancadas do PHS, PTN, PMN, PEN, PCdoB, PPS, PV, SOL, PTC, PTdoB, Rede e PMD, terão, cada uma, um representante na comissão. (Agência Brasil – Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)