Athos Editora lança 4º volume da série Nomes Que Fizeram a Imprensa Gaúcha

Athos Editora lança 4º volume da série Nomes Que Fizeram a Imprensa Gaúcha

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A Athos Editora está lançando no próximo dia 18 de julho, às 11h, no Salão Negrinho do Pastoreio, do Palácio Piratini, o 4º volume da série Nomes Que Fizeram a Imprensa Gaúcha, destacando a vida, o trabalho e o legado de profissionais que ajudaram a formar a história do jornalismo no Rio Grande do Sul. Os dez biografados desta edição são: Bira Valdez, Celito de Grandi, Clóvis Duarte, Danilo Ucha, Jayme Copstein, Jose Abraham, Paulo Sant’Ana, P.F. Gastal, Plínio Saraiva e Tatata Pimentel.

Segundo Julio Ribeiro, diretor geral da Athos Editora, as novas gerações de profissionais precisam saber que não estão inventando a roda, ela já existia há muitos anos, décadas, séculos até. E muita gente, ao longo deste tempo, contribuiu para que a imprensa se modernizasse, ganhasse novos contornos, se tornasse relevante e uma profissão digna.

O projeto NOMES QUE FIZERAM A IMPRENSA GAÚCHA tem esse objetivo muito claro. Não apenas resgatar essas contribuições, como também reconhecer e reverenciar o trabalho de radialistas, jornalistas, profissionais de comunicação que, de alguma forma, ajudaram a construir a imprensa que é feita no Rio Grande do Sul.

Este 4º volume tem pesquisa e textos de Fernando Soares, Jair Stangler, Lucas Vidal Domingues, Marcel Horowitz e Thaís Seganfredo, com a coordenação de Marcelo Beledeli, e projeto gráfico assinado pela Esparta Comunicação. A obra tem o patrocínio de Corsan e Celulose Riograndense e se destina a jornalistas, radialistas, estudantes e professores de comunicação, bibliotecas públicas, entes políticos, entidades profissionais e líderes de opinião. O livro terá distribuição gratuita, através de mailling dirigido.

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Histórias de Paulo Sant’Ana: Dexheimer e revólver em Erechim, a volta para RBS, o Senado, a camisa colorada no Jornal do Almoço

Histórias de Paulo Sant’Ana: Dexheimer e revólver em Erechim, a volta para RBS, o Senado, a camisa colorada no Jornal do Almoço

Destaque Vídeo

Durante o programa da Rádio Guaíba, a repórter Vitória Famer fez registros com várias das personalidades que passaram pela Arena durante o velório de Paulo Sant’Ana. O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Jr falou sobre o torcedor fanático e a quase candidatura ao senado. Lasier Martins lembrou o dia que Sant’Ana vestiu a camisa do Inter no Jornal do Almoço. Claro Gilberto, recordou a volta para RBS depois de um período na TV Difusora e ainda de uma viagem a Erechim onde Sant’Ana, que como ex-delegado de polícia andava armado, sacou o revólver e colocou embaixo da mesa ao ver o prefeito da cidade, Antonio Dexheimer, suspeito da morte do jornalista e ex-deputado José Antonio Daudt se aproximar de onde estavam.   Confira !!

 

Filha revela em rede social que Paulo Sant’Ana está com Alzheimer

Filha revela em rede social que Paulo Sant’Ana está com Alzheimer

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Em um post no seu perfil do Facebook, a filha do jornalista Paulo Sant’Ana,  Fernanda Sant’Ana Wainer revela que o cronista está com Alzheimer. Lamento muito, trabalhei uma década com ele e a todo momento Sant’Ana nos impressionava com sua memória fantástica. Declamava com perfeição poemas e cantava músicas que tinha aprendido na infância. Esbanjava talento nas “tiradas rápidas” e estava sempre pronto para polemizar. Esta também é a lembrança de Paulo Germano, jornalista e cronista do jornal Zero hora, em uma coluna que é citada pela filha no texto onde comunicou a doença do pai.

11204933_690542254412837_3279999749003288423_nFernanda escreve:Este recadinho vai para todas as pessoas carinhosas que perguntam sobre a saúde do meu pai. Ele foi diagnosticado, há pouco, com Alzheimer. Hoje, fui visitá-lo e qual não foi a minha surpresa qdo a enfermeira contou que qdo leu a coluna que o Paulo Germano fez sobre ele, para ele, meu pai foi dizendo o poema junto das enfermeiras!! Fui, então, surpresa e feliz, questioná-lo: Como tu lembras desse poema, pai? ” É claro, minha filha, é o poema mais bonito de todos os que eu sei”!
Realmente esta caixinha chamada cérebro, é muito mais complexa do que supõe a nossa vã filosofia!! ” .

É farto o número de crônicas e textos onde Sant’Ana tratou das diversas doenças que contraiu durante a vida e das várias cirurgias que realizou. Em poucas ele cita o Alzheimer, é o caso de uma escrita na edição de Zero Hora, em 17/09/2013 que aqui transcrevo:

 

“Recordações e esquecimentos”; Paulo Sant’Ana

Quando me acordo pela manhã é que noto a enrascada em que estou metido: a vida.

Em outras palavras, quero dizer que a única forma pela qual podemos fugir da realidade é o sono. Assim mesmo, essa fuga é temporária.

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Imagine o desespero que sofre quem tem insônia. Retorce-se de vontade de fugir temporariamente da vida pelo sono e não consegue se livrar por horas desse calvário!

Gastam muito dinheiro comprando soníferos. Alguns funcionam, outros não. Enquanto isso, a vigília se desenvolve sinistra, mantendo as pálpebras abertas e mergulhando a pessoa em atroz estado pré-agônico.

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Às vezes, chego a pensar, absurdamente, que, para essas pessoas que pretendem desesperadamente se refugiar no sono para fugir à realidade, o mal de Alzheimer seja uma solução.

Imagino que quem é acometido de Alzheimer se beneficie do esquecimento da realidade adversa.

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O mecanismo cerebral, felizmente, é dotado do esquecimento. O nosso conhecimento em geral é armazenado no cérebro, de onde é retirado circunstancialmente, quando necessitamos dele.

É desesperante que retiremos de nossos arquivos as lembranças de que não necessitamos. Se tal processo se verificar com insistência, não resistimos a esse suplício e ingressamos na loucura.

Por isso é que é instigante o pensamento de Chesterton de que “louco é aquele de quem roubaram tudo, menos a razão”.

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O homem, portanto, vive se debatendo num dilema: entre lembrar e esquecer. A memória é o mediador principal entre as lembranças e os esquecimentos. Quem souber lidar com a dança dessas duas variantes está exercendo um estado mental que se denomina lucidez.

E quem lembrar quando não quiser lembrar ou esquecer quando quiser lembrar, esse ser acaba de ingressar nada menos do que na loucura.

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A consciência exerce um papel preponderante entre as lembranças e os esquecimentos.

A consciência culpada nada mais é que uma lembrança insistente que, como num acicate, nos persegue quando só nos livraríamos dela caso a esquecêssemos.

Por isto também é que muitas pessoas recorrem ao álcool e às outras drogas: para tentar afugentar certas lembranças desagradáveis e atrair o esquecimento.

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O fracasso mental é muito não conseguir lembrar ou não conseguir esquecer. Um homem pode desesperar-se tanto quando não consegue lembrar mais os instantes felizes que teve com uma mulher amada quanto quando não conseguir esquecer-se dos momentos infelizes que passou com uma mulher mal amada.

E no centro todo desse mecanismo tangencial da mente está muito claro que a saúde mental reside especialmente em conseguir ter as lembranças do que se necessita lembrar como conseguir esquecer as lembranças indesejadas.