Afonso Motta analisa renúncia e sucessão de Eduardo Cunha

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A renúncia de Eduardo Cunha à presidência da Câmara tem desdobramentos imediatos. Parlamentares denunciam que esse movimento de Cunha seria uma manobra para adiar o processo de cassação do mandato. Ele já conseguiu uma primeira medida favorável: o adiamento da votação do recurso dele na Comissão de Constituição e Justiça.

A renúncia de Eduardo Cunha à presidência da Câmara não deveria parar o processo de cassação do mandato dele. O processo tem que seguir normalmente, como prevê o regimento da Câmara. Mas Cunha e aliados operam para que a renúncia seja retribuída com o perdão político para o acusado de mentir sobre contas na Suíça. Com a boa vontade do Palácio do Planalto, tentam trocar o ato desta quinta-feira (7) por uma vitória na Comissão de Constituição e Justiça. E já deram o primeiro passo.

Como parte do acordo, Cunha apresentou um novo pedido à Comissão de Constituição e Justiça, alegando que todo o processo no Conselho de Ética foi decidido com base no fato de ele ser presidente da Câmara, e agora, que ele não tem mais o cargo, o processo, no argumento de Cunha, teria que ser refeito. O presidente da CCJ, Osmar Serraglio, adiou a reunião da comissão de segunda (11) para terça-feira (12). Na prática a comissão pode decidir simplesmente devolver o caso para o Conselho de Ética. Conversei com o Afonso Motta(PDT) sobre isso e também a sucessão de Eduardo Cunha.

Eventual saída do PDT do governo Sartori pode atrair PTB para o Palácio Piratini. Descontentamento pode fazer com que Gerson Burmann deixe a Pasta de Obras. Vieira da Cunha já abriu mão da Educação; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Eventual saída do PDT do governo Sartori pode atrair PTB para o Palácio Piratini. Descontentamento pode fazer com que Gerson Burmann deixe a Pasta de Obras. Vieira da Cunha já abriu mão da Educação; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

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O desembarque de Vieira da Cunha da Secretaria da Educação, oficializado ontem, e a iminência de que o deputado Alexandre Postal, do PMDB, seja o indicado do governador José Ivo Sartori para uma vaga em aberto de conselheiro do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul (TCE-RS) pode fazer com que o PDT rompa com a base, forçando o Palácio Piratini a buscar uma aproximação com o PTB, hoje independente.

A cúpula pedetista entende que a vaga de conselheiro é um direito da sigla, a fim de que seja respeitado o acordo de rodízio entre as quatro maiores bancadas da Assembleia em torno de indicações. O PDT, com isso, previa ver a cadeira do TCE, aberta em função da morte do conselheiro Adroaldo Loureiro, em fevereiro, ocupada pelo hoje secretário de Obras, Gerson Burmann, que, em represália, também pode deixar a Pasta.

O cenário que se desenha e que já ganha coro, entre os integrantes da base, é o de um desembarque definitivo dos trabalhistas do governo estadual. Com sete deputados, porém, a representação do PDT na Assembleia vai precisar ser reposta. Uma alternativa já apresentada pelos governistas a Sartori foi a de atrair o PTB. A leitura é de que, com cinco deputados, a legenda possa colaborar ainda mais com o Piratini. Isso porque o PTB costuma votar em bloco, enquanto o PDT não se furta de votar “rachado”, mesmo que a matéria seja de interesse do governo.

O líder da bancada do PTB, Maurício Dziedricki, declarou que, até o momento, não existe qualquer tipo de aproximação. ”O que eu noto agora são muitas fofocas e especulações, não houve convite do governador Sartori para o PTB integrar o governo. Precisamos ter uma identificação pragmática com a política de gestão e, quando isso ocorre, mantemos nossa fidelidade”, adiantou.

Dziedricki vai ser o candidato do PTB à Prefeitura de Porto Alegre e, por enquanto, não avaliou o impacto eleitoral de um eventual ingresso do partido na gestão de Sartori.

Cherini deve anunciar novo partido somente após eleições municipais

Cherini deve anunciar novo partido somente após eleições municipais

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Conversei com o deputado federal Giovani Cherini, expulso hoje do PDT, após votar na Câmara dos Deputados pela admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Ele me disse que ainda não definiu para onde vai. Minhas fontes indicam o PMDB. Cherini revelou que até agora mais de 10 partidos já o convidaram: “Todo mundo me quer, menos o partido que eu queria.”

Ele não mostra arrependimento do voto contra Dilma, votou conscientemente sabendo do desejo do eleitor que o enviou para Brasília para representa-lo. A decisão sobre o futuro partido deve ser anunciada após o pleito de outubro. Até lá, ele vai conversar com os eleitores e ajudar na eleição de vereadores e prefeitos que foram seus cabos eleitorais e novos políticos. Vai tentar ajudar no possível inclusive velhos companheiros do PDT, que o ajudaram em várias eleições.

PDT expulsa Cherini e deputado federal deve ir para o PMDB. Destino de Lasier Martins deve ser de permanência na sigla mesmo votando pelo impeachment de Dilma

PDT expulsa Cherini e deputado federal deve ir para o PMDB. Destino de Lasier Martins deve ser de permanência na sigla mesmo votando pelo impeachment de Dilma

Direito Notícias Poder Política

Ao contrário do que eu pensava, o PDT decidiu expulsar o deputado Federal Giovani Cherini.  Segundo fontes, ele deve ir para o PMDB. A dúvida agora é se os Senadores que votaram contra a decisão partidária, entre eles Lasier Martins, também serão expulsos.  Por tudo, que conversei com integrantes do partido, não. Com Lasier, “o furo é mais embaixo”. A saída dele faria com que o partido perdesse o número mínimo de 3 senadores para ter os privilégios de uma bancada e presidir Comissões na casa. Além disso, Lasier é o principal cabo eleitoral de Vieira da Cunha, na candidatura agora confirmada para prefeitura de Porto Alegre. Vieira inclusive é um dos defensores da permanência de Lasier na sigla. Mas, porque então dois pesos e duas medidas? Se os votos de Cherini e Lasier – mesmo que em casas diferentes – pertenciam ao “mesmo processo”, o de admissibilidade de abertura do processo de impeachment de Dilma… Porque no caso de Cherini, pesa uma disputa eleitoral por votos em muitas regiões contra o presidente estadual do PDT, Pompeo de Mattos. É bom lembrar, que tão logo Cherini votou contra Dilma, Pompeo garantiu na Rádio Guaíba que o colega de bancada seria mandado embora do PDT. Ouça a íntegra da entrevista ao programa Agora/Rádio Guaíba.

A situação fica mais clara, ao se observar que  Giovani Cherini (PDT/RS) foi o único expulso da sigla, nesta segunda-feira, durante reunião nacional do partido no Rio de Janeiro. Conforme a assessoria de comunicação do PDT, a decisão pela expulsão foi tomada por volta das 17h, motivada pela desobediência de seis parlamentares pedetistas que votaram contra a orientação do partido em relação ao processo de admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os deputados Sérgio Vidigal (PDT/ES) e Flávia Morais (PDT/GO) foram afastados da sigla, pelo período de 40 dias. Dentro desse prazo, eles serão observados pelo partido e, ao término, submetidos a novo julgamento.

Outros três deputados ainda serão submetidos a julgamento, mas a tendência é de que apenas Cherini seja o único expulso. A justificativa do partido para optar pela expulsão apenas do gaúcho foi o comportamento do parlamentar antes da votação da admissibilidade do processo de impeachment pela Câmara, em 17 de abril. Cherini, conforme o partido, usou redes sociais e falou abertamente à imprensa sobre o posicionamento que tinha acerca da questão. O PDT ameaçou todos de expulsão, à época, incluindo os senadores, que serão julgados em separado em data ainda indefinida.

 Durante o programa Esfera Pública de hoje, comandado por Taline Oppitz na Rádio Guaíba, ao comentar o risco de expulsão após quase três décadas no partido, Cherini afirmou: “o PDT vai perder com isso e eu vou perder com isso. Seremos dois derrotados”. Ainda de acordo com o parlamentar gaúcho, em relação a possíveis tratamentos diferenciados entre deputados e senadores do partido que votaram pelo impeachment (o que já se confirmou), ele disse que “neste país, muitas injustiças acontecem”. Conversei com ele antes da votação da admissibilidade do impeachment na Câmara, e ele me e explicou os motivos do voto.

Questionado sobre uma nova sigla, o deputado disse que “muitos partidos” o procuraram. Cherini ainda ressaltou os “expressivos resultados nas urnas” e os 28 anos de militância no PDT. Justificando a desobediência acerca da orientação do partido, o deputado disse que “votou com a vontade de boa parte do Brasil”.

Como o desligamento de Cherini não foi voluntário, e sim motivado por expulsão, o mandato segue mantido.

 

Giovani Cherini se pronunciou em NOTA PÚBLICA nas Redes Sociais

 

‘‘ Devo-lhes dizer, pois, neste momento, que me sinto podado nos meus ideais, limitado nas minhas funções, obrigado a distanciar-me dos meus companheiros de partido. Tenho a terra, e me falta o arado; tenho a pauta musical, e me falta o violino; possuo excelentes asas para voar, mas tiraram-me o céu azul!’ ’

 

Contraditoriamente, vivo hoje o dia mais triste e o dia mais feliz da minha vida política. Triste por me expulsarem da única agremiação política a qual fui filiado e que ajudei a construir nos últimos 28 anos, e feliz pelo sentimento do dever cumprido para com os meus 115.294 eleitores, mesmo nos momentos mais difíceis.

Fui “julgado” em um processo de cartas marcadas. Antes mesmo da votação do impeachment, o Sr. Carlos Lupi já havia decretado minha expulsão pela mera intenção de eu votar favoravelmente ao impedimento da Sra. Dilma Rousseff, tal qual se noticiou amplamente na imprensa. A decisão do Diretório foi apenas homologatória, própria de um partido que tem dono.

Se fizeram isso com um deputado federal, que foi chefe de Poder, com seis mandatos consecutivos, o que farão com os demais deputados, prefeitos e vereadores pedetistas Brasil afora? Qual a segurança jurídica que eles têm?

Meu “crime” foi o de insistir em representar meus eleitores, que ante o mar de lama que se instaurou no país ansiavam por mudança e pela responsabilização daquela que fora eleita para defender a população, mas que acabou por perpetrar inúmeros crimes de lesa-pátria. Como compactuar com o descontrole das finanças públicas e com o surto inflacionário, e com a carestia e o desemprego por eles provocados? Como avalizar o estelionato eleitoral, a obstrução à Justiça e a institucionalização da corrupção como uma forma de governo e como um meio de perpetuação no poder?

Enfim, de acordo com os fatos e segundo minha consciência votei pelo impedimento da presidente da República, com o forte sentido de estar cumprindo o estatuto partidário, que em seu primeiro artigo estabelece como compromissos básicos do PDT a defesa da integridade e do interesse nacional, e a dignificação da função pública, sob a inspiração da moral e da ética, com o objetivo de servir ao cidadão. Ademais, desafio quem quer que seja a indicar uma só vez que eu tenha me manifestado ou votado em desacordo com as diretrizes do programa partidário.

Fui, enfim, vítima de um covarde, que com interesses inconfessáveis comanda o PDT com mão de ferro sem jamais se colocar sob o crivo do voto popular, inarredavelmente divorciado da vontade das bases populares que diz representar.

Para onde quer que eu vá fazer política, continuarei trabalhista, pois tenho o exemplo do meu sempre líder Leonel Brizola a seguir. Quando a ditadura lhe arrancou das mãos a sigla PTB, ele não se acovardou e seguiu adiante, pois o trabalhismo é bem maior do que um partido: é um patrimônio do trabalhador brasileiro.

Não há arrependimentos e nem rancores. Só a alegria de um maravilhoso porvir. O vento tudo leva, e o tempo tudo apaga. Fica somente a História, que certamente julgará aqueles que não ouviram as vozes das ruas.

Com a força da gente de bom coração e com a fé inabalável em Deus continuaremos trabalhando pelo povo gaúcho e brasileiro.

Um enorme abraço a todos!

 

 

Deputado Federal GIOVANI CHERINI,

Coordenador da Bancada Gaúcha no Congresso.                                                             (Com informações de Anada Muller/Rádio Guaíba e Redes Sociais de Giovani Cherini)

 

PDT decide nesta segunda-feira, se expulsa Cherini e outros deputados que votaram a favor do impeachment de Dilma. Caso de Lasier ainda não tem data para análise; por Vitória Famer / Rádio Guaíba

PDT decide nesta segunda-feira, se expulsa Cherini e outros deputados que votaram a favor do impeachment de Dilma. Caso de Lasier ainda não tem data para análise; por Vitória Famer / Rádio Guaíba

Direito Notícias Poder Política Porto Alegre

Líder da bancada federal gaúcha no Congresso, o deputado Giovani Cherini (PDT) vai ser julgado pela Comissão de Ética do Partido Democrático Trabalhista (PDT), nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro. O parlamentar e mais cinco correligionários foram acusados de desrespeitar uma orientação nacional da legenda ao votarem a favor da admissibilidade do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, em 17 de abril.

Filiado ao PDT há 28 anos, Cherini é o deputado federal mais votado da história da legenda no Rio Grande do Sul. Foram 115.294 votos nas eleições de 2014. Ele fala que torce para que o bom senso pese na decisão dos integrantes da direção nacional. O deputado também defende que a decisão seja justa e  valha para todos, e não só para alguns.

“Estou muito tranquilo no sentido de acreditar que o bom senso vai funcionar e que não aconteça nenhuma injustiça nesse momento, porque para mim uma expulsão seria a pena máxima da maior injustiça que eu possa estar recebendo na minha vida. Não acredito nisso. Ainda mais em uma situação dessas, em que nós votamos a favor do impeachment. Não há nenhuma possibilidade, nesse caso, de alguns deputados e senadores receberem um tratamento e outros receberem outro tratamento. Espero que essa injustiça não aconteça para todos e muito menos para alguns”, expôs o pedetista.

O presidente estadual do PDT, deputado federal Pompeo de Mattos, que participa do encontro, amanhã, no Rio, ressaltou que o julgamento deve ser individual.

“Os que votaram favoráveis ao impeachment é que estão sendo submetidos ao julgamento. Porque abstenção é a mesma coisa que ‘não’. Eu me abstive em protesto, não ajudei o ‘sim’. E com relação aos senadores, fiz o que pude para que eles não entrassem (agora) nessa análise. E sobre os deputados, acho que será caso a caso, não é um julgamento coletivo”, apontou Pompeo.

O julgamento, que vai analisar os votos a favor do impeachment de Giovani Cherini (PDT-RS), Flávia Morais (PDT-GO), Hissa Abrahão (PDT-AM), Sérgio Vidigal (PDT-ES), Mário Heringer (PDT-MG) e Subtenente Gonzaga (PDT-MG), deve se iniciar às 10h30min.

O partido ainda não apresentou uma data para a análise da expulsão de senadores que também votaram a favor do impedimento de Dilma. De acordo com integrantes do partido, o PT ainda tenta reverter a decisão de alguns senadores, já que muitos alegaram ter apoiado apenas a admissibilidade do processo e não, necessariamente, o afastamento irreversível de Dilma. No PDT, Acir Gurgacz (RO) e Lasier Martins (RS) apoiaram a saída temporária da presidente. Telmário Mota (RR) seguiu o partido, mas foi o único a votar contra.

Demora na indicação do Governo Sartori para o TCE causa impasse com o PDT; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Demora na indicação do Governo Sartori para o TCE causa impasse com o PDT; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

Notícias Poder Política

O presidente estadual do PDT e deputado federal Pompeo de Matos se divide entre o processo de impeachment da presidente Dilma, em Brasília, e a administração de um impasse que envolve os trabalhistas e o governo Sartori, no Rio Grande do Sul. Depois de confirmar ontem que o secretário de Obras, Saneamento e Habitação, Gerson Burmann, vai deixar a Pasta para retornar à Assembleia como deputado estadual, o dirigente sugere que esse pode ser um primeiro passo de distanciamento do Palácio Piratini. Ainda assim, Pompeo evita falar em um suposto desembarque da atual gestão, dizendo apostar em diálogo e reaproximação. Burmann deve abandonar a chamada Super-Secretaria nos próximos dias, já que o retorno ao Parlamento está previsto para a próxima semana. A escolha de um substituto para o cargo segue sendo uma incógnita, já que o PDT não pretende fazer nova indicação.

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Gerson Burmann

O motivo para a saída de Burmann do primeiro escalão é a suposta quebra de um acordo firmado entre o PDT e o Executivo. O secretário da Casa Civil, Marcio Biolchi, garantiu, no início da gestão, que o governador previa indicar um trabalhista para o conselho do Tribunal de Contas a partir da aposentadoria compulsória do conselheiro Adroaldo Loureiro, ao completar 70 anos. O problema é que Loureiro morreu em fevereiro, aos 68, fazendo a abertura antecipada da vaga na Corte virar sinônimo de disputa e alvo de polêmica. Com a desconfiança de que o líder do governo na Assembleia, Alexandre Postal, do PMDB, possa ser o indicado, Burmann se sentiu preterido e decidiu deixar o governo.

Enquanto isso, quem está a deriva é o suplente da bancada do PDT, Vinícius Ribeiro, que deixou a função de presidente da Corag para assumir como deputado estadual após a cassação de Diógenes Basegio, no ano passado. Em meio a esse processo, Ribeiro já protocolou na Assembleia um pedido de afastamento pelo período de um mês. Ele vai viajar para a Inglaterra e para os Estados Unidos, com recursos próprios, para participar de seminários e estudos envolvendo planejamento urbano e de mobilidade. O deputado negou hoje que a viagem tenha relação com o retorno de Burmann para o Parlamento. “Eu fui convidado pela ONU e, claro, de forma antecipada. O importante é informar que já comuniquei à Assembleia Legislativa que todos os gastos com diárias e passagens serão por minha conta e abdicarei dos subsídios de parlamentar enquanto estiver fora”, esclareceu.

Impeachment de Dilma: PDT abriu processo de expulsão de Giovani Cherini

Impeachment de Dilma: PDT abriu processo de expulsão de Giovani Cherini

Notícias Poder Política
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Giovani Cherini (PDT-RS)

O PDT comunicou via redes sociais nesta sexta-feira, que abriu processo de expulsão do deputado federal Giovani Cherini (RS) da sigla. A direção partidária, fechou questão em torno do apoio da presidente Dilma Rousseff e quer com isso coibir outros parlamentares a declarar voto a favor do impeachment dela, tal como fez Cherini. Mas, o anuncio não adiantou muito e o Deputado Pompeo de Mattos, também do Rio grande do Sul confirmou hoje voto contra Dilma. Com isso dos três deputados federais gaúchos eleitos pela sigla, apenas Afonso Motta seguirá a ordem do partido e votará contra o Impeachment de Dilma.

Eu conversei com Giovani Cherini sobre a decisão de votar contra a orientação do partido. O Deputado, se mostrou tranquilo ao responder sobre o risco de ser expulso do PDT. “Ninguém gosta de ir, mas nós todos vamos a velórios. E no velório nós políticos carregamos o caixão, fazemos discursos… Agora, entrar no túmulo junto, aí não da né. Eu não vou ser um que vou entrar no túmulo junto… Não vou trair meus eleitores.”

Ouça aqui a entrevista que o Deputado federal Giovani Cherini concedeu à Rádio Guaíba, nesta quinta-feira.

Pompeo de Mattos contraria posição do PDT e votará pelo impeachment

Pompeo de Mattos contraria posição do PDT e votará pelo impeachment

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Às vésperas de votar na Câmara dos Deputados o processo de impeachment da presidente da República, Dilma Roussef, o debate e negociações para conquista de votos entre pró e contras se acirra cada vez mais. Domingo, 17, o plenário da Câmara vai votar se aprova ou não o afastamento de Dilma Roussef. Se for aprovado, o processo passa para avaliação do Senado Federal.

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Página do PDT no Facebook.

Uma das polêmica envolve o PDT. A executiva nacional do partido decidiu orientar os deputados da sigla a votar contra o impeachment. O deputado federal, Darci Pompeo de Mattos, presidente do PDT no Rio Grande do Sul, em entrevista nesta manhã, 14, na Progresso, adiantou que vai contrariar a decisão nacional e votar a favor da saída de Dilma do governo. No entanto, ele espera que até domingo possa ter alguma reviravolta na posição nacional do PDT. Em comunicado nas redes sociais, o PDT anunciou que já abriu processo contra Giovani Cherini, que anunciou posição favorável ao impeachment e o fará contra todos parlamentares que não seguirem a orientação partidária.

Pompeo de Mattos defende que as chamadas pedaladas fiscais cometidas pela presidente da República, ou seja, problemas no encaminhamento do orçamento federal, não são crimes. No entanto o parlamentar entende que existe crise econômica e política muito grave. Pompeo acrescentou que dos 20 deputados federais do PDT, pelo menos 14 são contra o impeachment. Ele vai votar a favor do afastamento da presidente, nem que isso custe a expulsão do partido. O parlamentar disse que o ideal é que a bancada pedetista seja liberada para votar conforme os critérios de cada um. (Rádio Progresso/Ijuí)

Impeachment de Dilma: Cherini não seguirá orientação do PDT e votará com a oposição pela saída de Dilma

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Deputado Federal Giovani Cherini(PDT-RS)

O Deputado Federal Giovani Cherini (PDT-RS) revelou hoje em entrevista na Rádio Guaíba que vai votar pelo impeachment de Dilma Rousseff. Ele resolveu seguir o pedido dos seus eleitores e contrariar a decisão partidária do PDT Nacional de votar contra o impeachment. Várias vezes na entrevista Cherini, afirma que como representante do povo votará por seus eleitores e não pela sigla. Com 28 anos de filiação ao PDT, Cherini da a entender que não acredita que sejam abertos processos de expulsão contra os que votarem junto com a oposição pela saída de Dilma. O Deputado, no entanto se mostra tranquilo se a decisão for essa. “Ninguém gosta de ir, mas nós todos vamos a velórios. E no velório nós políticos carregamos o caixão, fazemos discursos… Agora, entrar no túmulo junto, aí não da né. Eu não vou ser um que vou entrar no túmulo junto… Não vou trair meus eleitores.”

Fortunati justifica que R$ 500 mil em doações da Odebrecht vieram por meio do Diretório Nacional do PDT; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Fortunati justifica que R$ 500 mil em doações da Odebrecht vieram por meio do Diretório Nacional do PDT; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Notícias Poder Política

Após ter informado que desconhecia financiamento de campanha oriundo da Odebrecht em 2012, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, confirmou que o tesoureiro da campanha dele recebeu R$ 500 mil da construtora, mas via Diretório Nacional do PDT. Foi o que confirmou, hoje à tarde, a assessoria de imprensa da Prefeitura. Pela manhã, foram divulgadas diferentes planilhas apreendidas pela Polícia Federal durante a Operação Lava Jato, apontando suposto pagamento para bancar campanhas nos três pleitos mais recentes. A planilha sugere o repasse de R$ 300 mil da empreiteira à campanha que elegeu o pedetista.

Pelo Twitter, Fortunati assegurou que a doação de campanha ocorreu dentro dos parâmetros definidos na lei eleitoral, sendo aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O prefeito ressaltou, também, que a Odebrecht não realizou e nem executa qualquer obra em Porto Alegre.

“Doação da Odebrecht, de acordo com norma eleitoral, foi para o Diretório Nacional do PDT, que fez o repasse, conforme prestação de contas aprovada no TRE. Necessário destacar que a Odebrecht não teve e não tem qualquer obra na cidade de Porto Alegre. Infelizmente, somente depois da divulgação extemporânea, foi reconhecido pela autoridade que seria prematura qualquer conclusão. Lastimável que continuem acontecendo vazamentos, jogando lama para todos, como se só alguns realizassem com correção às suas funções”, publicou o prefeito. Ele se referia à decisão do juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, que determinou segredo de justiça para as listagens só depois de elas já terem sido divulgadas pela imprensa.

A prestação de contas homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da campanha de Fortunati apontou gasto superior a R$ 6,2 milhões em 2012. A Odebrecht não aparece como financiadora de campanha. Entre os doadores estão o Comitê Financeiro Municipal Único, o Itaú e pessoas físicas, por exemplo.