Novo presidente da Petrobras: companhia vai vender ativos. Pedro Parente disse que a meta é evitar repasses do Tesouro Nacional

Novo presidente da Petrobras: companhia vai vender ativos. Pedro Parente disse que a meta é evitar repasses do Tesouro Nacional

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O presidente da Petrobras, Pedro Parente, empossado hoje no cargo, disse que a companhia vai vender ativos para evitar repasses do Tesouro Nacional.

A Petrobras registrou prejuízo de R$ 1,246 bilhão no primeiro trimestre de 2016 na comparação com o mesmo período do ano anterior. O endividamento bruto da empresa é de R$ 450 bilhões.

Parente disse que recentemente a emissão de títulos da Petrobras teve demanda muito acima da oferta. “Vocês conhecem a situação do Tesouro Nacional. Existe um déficit [previsto para as contas públicas] da ordem de R$ 170 bilhões. Como é que a empresa poderia pensar em contar com o Tesouro em uma situação como essa?”, questionou.

“Portanto, temos que ter realismo. Resolver essa situação passa sim pela venda de ativos”, enfatizou.

Parente disse ainda que a Petrobras vai contribuir para reverter o atual cenário “difícil” com queda da economia. “É um cenário difícil com o PIB [Produto Interno Bruto] negativo, mas é exatamente a força da empresa e o fato de que ela foi e vai voltar a ser o motor do nosso desenvolvimento, que vamos trabalhar e vamos contribuir para reverter esse PIB negativo”, disse.

Preço de combustíveis

O novo presidente da Petrobras enfatizou que a decisão sobre preços de combustíveis vai ser “profissional”. “A decisão de preço é de natureza empresarial. O governo não vai interferir na gestão profissional que ele quer que a Petrobras tenha. Essa foi a orientação do senhor presidente da República quando ele me convidou [para o cargo de presidente da Petrobras]”. Parente enfatizou que a influência política na Petrobras “já acabou”. (Agência Brasil)

Conselho da Petrobras se reúne, mas não decide sobre indicação de Parente

Conselho da Petrobras se reúne, mas não decide sobre indicação de Parente

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O Conselho de Administração da Petrobras se reuniu hoje (23) extraordinariamente para apreciar a indicação do executivo Pedro Parente para a presidência da estatal, mas não tomou nenhuma decisão.

Além do comando da estatal, Parente também foi indicado pelo presidente interino Michel Temer para presidir o Conselho de Administração.

Em nota ao mercado divulgada após a reunião, a Petrobras anunciou apenas que o Comitê de Remuneração e Sucessão informou ao Conselho de Administração que está em andamento uma “avaliação dos requisitos necessários para a investidura nos cargos indicados, bem como, sobre todos os demais procedimentos de governança corporativa, conformidade e integridade necessários ao processo sucessório”.

A avaliação de requisitos está prevista no novo estatuto social da companhia, aprovado em Assembleia Geral do dia 28 de abril deste ano.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa da estatal não informou se há previsão de prazo para o processo de avaliação de requisitos de Parente.

Ontem, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) enviou ao presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Luiz Nélson Guedes de Carvalho, uma carta aberta pedindo que o nome de Pedro Parente não fosse referendado para a presidência da estatal. (Agência Brasil)

Conselheiro da RBS e ex-ministro de FHC revela a amigos que presidirá Petrobras

Conselheiro da RBS e ex-ministro de FHC revela a amigos que presidirá Petrobras

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O ex-ministro Pedro Parente confirmou a amigos gaúchos que vai aceitar o desafio de presidir a Petrobras. O convite será oficializado ainda hoje pelo presidente em exercício Michel Temer.

Parente foi ex-ministro da Casa Civil no governo de Fernando Henrique Cardozo. Também foi ministro interino de Minas e Energia no governo FHC. Hoje é conselheiro de várias empresas, entre elas a RBS, onde já foi vice-presidente executivo.

Atualmente, o presidente da Petrobras é Almir Bendine, nomeado em fevereiro do ano passado. Bendine substituiu Graça Foster, que renunciou ao cargo após o surgimento da Operação Lava Jato, que investiga denúncias de corrupção na estatal.

STF autoriza a retomada de ações contra ex-ministros de FHC

STF autoriza a retomada de ações contra ex-ministros de FHC

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As ações, apresentadas pelo Ministério Público Federal, questionavam assistência financeira no valor de R$ 2,97 bilhões do Banco Central aos bancos Econômico e Bamerindus, em 1994, dentro do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer), que socorreu bancos em dificuldades.

Em 2002, o ministro Gilmar Mendes , do STF, concedeu liminar (decisão provisória) para suspender as ações e, em 2008, mandou arquivar os processos que estavam na Justiça Federal do Distrito Federal.

Em uma delas, os ex-ministros e ex-dirigentes do BC haviam sido condenados pela 20ª Vara Federal à devolução de quase R$ 3 bilhões. A outra ação, na 22ª Vara, ainda não havia sido julgada.

A defesa dos ex-ministros argumentava que, segundo a Constituição Federal, caberia ao Supremo processar e julgar os ministros de Estado, “nas infrações penais e nos crimes de responsabilidade”. A reportagem completa está no G1.