“Impeachment baseado na rejeição das contas é meio fraco”, afirma Pedro Simon.  Ex-governador do Estado, entretanto, diz que chamar impeachment de golpe é “malandragem do PT”

“Impeachment baseado na rejeição das contas é meio fraco”, afirma Pedro Simon. Ex-governador do Estado, entretanto, diz que chamar impeachment de golpe é “malandragem do PT”

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O ex-senador e governador do Rio Grande do Sul, Pedro Simon (PMDB), afirmou nessa terça-feira (08), em entrevista exclusiva à Rádio Guaíba, que considera fraco o argumento que está colocado no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O ex-governador peemedebista lembra que as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), argumento central do pedido de impeachment, ainda não foram nem mesmo apreciadas pelo Congresso Nacional. Segundo Simon, o processo de impedimento de Dilma deveria ser aberto após a conclusão das investigações da Operação Lava Jato que, de alguma forma, poderiam implicar a presidente da República.

“O impeachment baseado apenas na rejeição das contas pelo Tribunal é meio fraco. O importante eram as contas da Lava Jato. No final poderia, e acho que atingiria, a presidente da República. A decisão do Tribunal de Contas da União (ainda) vai à votação pelo Congresso, que aceita a decisão ou rejeita. Então está se pedindo um impeachment sobre uma decisão que o Congresso vai decidir se é ou não é”, disse Simon.

O peemedebista ainda minimizou o fato do governo ter gastado mais do que poderia em 2014. Esta é uma das constatações do TCU que fundamenta o pedido de impeachment. Segundo Simon, irresponsabilidade fiscal é prática corriqueira na gestão pública.

“Até porque esse negócio de exagero de gastos existe desde que eu me conheço por gente. O grave que está acontecendo é a Operação Lava-Jato. Muitas coisas estão se repetindo, aumentando, aumentando. A conclusão dessa questão é que a gente vai decidir se a presidenta é isenta, não é culpada, ou se ela, que foi quatro anos a ministra de Minas e Energia tendo a Petrobras debaixo de seu comando, quatro anos chefe da Casa Civil sendo presidente do Conselho de Administração da Petrobras, e cinco anos presidente da República, qual é a responsabilidade dela nos eventuais escândalos. Em cima disso deveria ser a discussão sobre ter ou não ter impeachment”, detalhou o ex-governador.

Apesar de apresentar restrições aos argumentos colocados no atual processo de impeachment, Simon considera ridícula a tese de golpe levantada pelo PT. Segundo Simon, dizer que se trata de um golpe é uma estratégia de comunicação do Partido dos Trabalhadores.

“Com todo respeito, isso é ridículo! A discussão é absolutamente democrática, está aberta. Esse negócio de golpe é um golpe publicitário do PT. O PT quer levar à radicalização. ‘Não, eu não concordo, é o novo 64′. Absolutamente não dá para dizer isso. O PT está forçando a barra. Pode discordar do impeachment. Eu mesmo acho que não é… Eu concordo com o presidente do partido (PMDB no RS), Ibsen Pinheiro, que não era a maneira de fazer… Daí a dizer que é golpe é malandragem do PT”, argumentou.

O ex-governador Tarso Genro (PT) comentou, em sua conta pessoal no Twitter, a afirmação do peemedebista. “Simon, discutir ‘impeachment’ é, sim, da democracia. Malandragem, porém, é usá-lo como chantagem para obstruir processo na Comissão de ética”, disse Tarso, fazendo referência à tese de que Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, aceitou o pedido de impeachment de Dilma como forma de atrasar o processo ético que pesa contra si.

Simon ainda defende que não é possível comparar o processo de impeachment contra Fernando Collor com este que tramita contra Dilma. Segundo ele, no caso de Collor, a CPI identificou relações diretas do presidente com um esquema de corrupção.

“Eu fui o homem que coordenou aquela CPI do Collor, foi feita no meu gabinete. A CPI foi toda em cima do Pedro Collor (irmão do então presidente). Agora, no decorrer foi crescendo, crescendo e apareceu o nome do presidente. Veja a diferença: pedimos uma CPI, apareceram os fatos e, baseado nesses fatos, nós pedimos o impeachment. Aqui não. Para ser igual ao Collor, eles deveriam continuar as denúncias da Lava-Jato, chegar à conclusão, e não tenho nenhuma dúvida que chegando à conclusão tem muitos motivos para pedir o impeachment da Dilma”, finalizou o peedebista, que tem em sua trajetória política quatro mandatos no Senado, último deles encerrado no início de 2015. (Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba)

Carrinho Agas 2015: 36 empresas e personalidades receberão troféu no dia 30 de novembro. Pedro Simon e Jorge Luis Buneder são destaques do evento

Carrinho Agas 2015: 36 empresas e personalidades receberão troféu no dia 30 de novembro. Pedro Simon e Jorge Luis Buneder são destaques do evento

Economia Negócios Notícias

Tradicional premiação criada em 1984 pela Associação Gaúcha de Supermercados para homenagear as empresas, produtos e personagens que mais se destacaram ao longo do ano, o Carrinho Agas 2015 reunirá cerca de 900 convidados, no dia 30 de novembro, para promover uma série de reconhecimentos e premiações. A cerimônia de entrega do troféu às 36 companhias e personalidades campeãs deste ano, eleitas pelos 251 maiores supermercados do Estado, ocorrerá a partir das 20 horas, na Casa NTX (Av. das Indústrias, 1395), em Porto Alegre. O processo de escolha dos agraciados durou três meses, e contou com a coordenação da Nielsen Brasil pelo 12º ano consecutivo.

Em sua 32ª edição, a premiação vai evidenciar uma preocupação do segmento supermercadista com a responsabilidade social e com a formação de novas lideranças empresariais e políticas – pela primeira vez, o departamento jovem da entidade foi convidado a homenagear uma personalidade emergente com o novo troféu “Destaque Político Agas Jovem”. Além desta, outras cinco categorias ingressam pela primeira vez no rol de premiações do Carrinho Agas em 2015: Melhor Fornecedor de Artigos de Higiene Oral, evidenciando o crescimento deste setor; Melhor Fornecedor de Espumantes, categoria neste ano separada do campeão do segmento de vinhos; Melhor Fornecedor de Fraldas e Descartáveis, destacando a crescente procura dos consumidores por praticidade; Melhor Fornecedor de Logística, premiando empresas que contribuem para minimizar um dos principais gargalos do setor supermercadista; e Melhor Fornecedor de Pães Congelados, outra categoria em franca expansão, sobretudo no pequeno varejo.

Os 36 vencedores deste ano foram escolhidos a partir de rigoroso processo seletivo conduzido pela Nielsen, que destacou as sete empresas líderes de mercado em cada categoria premiada e ouviu os 251 maiores supermercados do Estado para decidir as campeãs. Para escolherem os vencedores, os supermercadistas levaram em conta critérios como a qualidade do produto ou serviço, relacionamento com o varejo, índices de ruptura, capacidade de inovação e cumprimento de prazos. “São mais de três décadas premiando pequenos fornecedores regionais e grandes multinacionais, por isso nos causa preocupação que apenas quatro empresas recebam o prêmio pela primeira vez em 2015. É um sinal de que a pequena e média indústria gaúcha estão com dificuldades de competitividade”, sinaliza o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo(foto). As estreantes entre as campeãs são a Ximango (Melhor Fornecedor de Erva-Mate), a Reiter (Melhor Fornecedor de Logística), a Santa Massa (Lançamento do Ano – Setor Perecíveis) e a Stemac (Empresário do Ano, Jorge Buneder).

Os troféus a serem entregues no dia 30 de novembro foram produzidos pelo artista plástico gaúcho Caé Braga, e simbolizam os três elos da cadeia de abastecimento – varejista, fornecedor e consumidor – envolvidos por um carrinho de supermercado.

Gaúchos mais uma vez são maioria entre os agraciados – Embora seja menor que no ano passado, a participação de gaúchos entre os 36 vencedores desta edição do Carrinho Agas ainda é majoritária, com 21 agraciados do RS (58% do total de premiados). “É uma prova de que o setor supermercadista gaúcho aposta e privilegia a indústria local. Entendemos que uma economia só pode ser forte quando sua indústria for pujante, por isso somos defensores intransigentes da indústria regional”, destaca Longo.

Curiosidades da premiação – As peculiaridades do setor e preferências dos varejistas estão refletidas na lista de campeões do Carrinho Agas. Alguns pontos chamam a atenção, como o prêmio recebido pela Vinícola Garibaldi na categoria Espumantes: a cooperativa da Serra Gaúcha volta a receber o Carrinho 15 anos após sua primeira vitória, no ano 2000. A gaúcha Fröhlich, de Ivoti, também quebra um hiato de 16 anos e volta a receber o prêmio de Distribuidor do Ano, uma das categorias mais disputadas do troféu. Fabricante dos papéis Duetto, Maxim, Paloma e Stylus, a Sepac volta a faturar o prêmio de Melhor Fornecedor de Papéis neste ano.

Já a Girando Sol fatura em 2015 o seu 20º Carrinho Agas, desta vez como Melhor Fornecedor de Amaciantes, e passa a ser a segunda empresa gaúcha com mais premiações, atrás apenas da Vonpar – novamente eleita a Melhor Fornecedora de Refrigerantes em 2015. Com a premiação deste ano, a Vonpar/Coca-Cola chega ao seu 27º troféu conquistado. A maior vencedora da história do Carrinho é a Nestlé, campeã deste ano no quesito Achocolatados, com 30 condecorações. Na categoria Melhor Fornecedor de Carnes, a gaúcha Frigorífico Silva, com a marca Best Beef, vence pelo terceiro ano consecutivo. “Este é um mercado muito concorrido em que uma companhia gaúcha consegue se sobressair e crescer enfrentando grandes multinacionais”, lembra Longo.

Centenária, a gaúcha Neugebauer recebe seu segundo troféu consecutivo na categoria Melhor Fornecedor de Chocolates. As cooperativas também mostram sua força no Carrinho Agas 2015: além da Garibaldi receber o prêmio pelos espumantes, a Santa Clara está eleita aMelhor Fornecedora de Queijos; a Piá vence a categoria Melhor Fornecedora de Iogurtes; e a Vinícola Aurora fatura, pelo sexto ano consecutivo, o prêmio de Melhor Fornecedora de Vinhos, além do troféu de Gerente do Ano. Entre as multinacionais, os destaques ficam com a Procter & Gamble, que volta a receber um Carrinho Agas após 14 anos com o prêmio de Melhor Fornecedor de Fraldas e Descartáveis; e a Ambev, multicampeã no quesito Melhor Fornecedor de Cervejas.

Os lançamentos do ano – Eleito pelos supermercadistas o Lançamento de Produto do Ano – Setor Perecíveis, o pão com alho da marca paulista Santa Massa conquistou o mercado gaúcho. “Trata-se de um produto inovador e que atende aos hábitos de consumo regionais, especialmente no acompanhamento de churrasco”, justifica Longo. Na categoria Lançamento do Ano – Setor Mercearia, o grande campeão é a linha de Desodorantes Compactos da Unilever, que após dez anos de pesquisa otimizaram o uso de aerossóis, reduzindo os impactos ao meio ambiente e otimizando os processos logísticos.

Outro prêmio bastante concorrido, a Melhor Promoção Comercial na Expoagas 2015 vai para a paranaense Mili, que investiu em um estande moderno e voltado para a realização de negócios na feira, ocorrida em agosto. “Este é o sétimo troféu da Mili, sendo o terceiro por seu destaque na feira”, sublinha o presidente da Agas.

As personalidades – Além das empresas e marcas eleitas a partir da parceria com a Nielsen, cinco personalidades e iniciativas são distinguidas em 2015 mediante votação direta dos supermercadistas gaúchos. São elas:

– O Homem Público do Ano é Pedro Simon, que atuou como vereador, deputado estadual, senador, ministro da Agricultura e governador do Estado, dentre outras funções públicas de destaque. Advogado, professor universitário e político, Simon é formado em direito pelaPUCRS, com pós-graduação em Economia Política, sendo também especialista em direito penal. “É um dos maiores nomes da história recente da política brasileira, uma espécie de reserva moral do segmento. Este é o exemplo que queremos sublinhar”, elogia o presidente da Agas.

– A recém-criada categoria Destaque Político Agas Jovem terá os sucessores do setor supermercadista homenageando a deputada estadual Any Ortiz, que exerce seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa. “É uma jovem liderança que, assim como nós, está disposta a aprender e com muita vontade de contribuir”, destaca Matheus Viezzer, presidente do Agas Jovem. Segundo Longo, o contraste entre o início de carreira de Any Ortiz e a experiência de Pedro Simon será ressaltada no jantar de premiação. “É isso que buscamos, bons exemplos já consolidados que inspirem as novas lideranças, sejam públicas ou privadas. Incentivamos a formação de novos líderes de classe, assim como queremos oportunizar novos ares na política brasileira”, destaca o presidente da Agas.

– O Empresário do Ano é Jorge Luiz Buneder, diretor-presidente da Stemac Grupos de Geradores, líder nacional na fabricação e comercialização de geradores, diretor do Ciergs/Fiergs, coordenador do Conselho de Cidadania da Fiergs, idealizador e fundador do projeto dos Bancos Sociais e do Banco de Alimentos. “É um exemplo de empreendedor e de cidadão, que mostra uma preocupação social que deve permear toda e qualquer atividade”, destaca Longo.

– O prêmio especial de Reconhecimento Agas é destinado, neste ano, à Fundação Thiago de Moraes Gonzaga, criada em 1996 pelo casal Régis e Diza Gonzaga após a perda de seu filho, Thiago. Ao voltar de uma festa, o carro em que o jovem estava de carona chocou-se contra um contêiner colocado irregularmente em uma avenida de Porto Alegre. A partir do sofrimento da perda, os pais de Thiago decidiram que deveriam surgir ações de prevenção para que esses fatos não se repetissem. Assim nasceram a Fundação e o projeto Vida Urgente, que têm como missão preservar e valorizar a vida desenvolvendo programas educativos e informativos direcionados a crianças, jovens e adultos com o intuito de desenvolver a humanização no trânsito. “É uma homenagem a este trabalho preventivo que já salvou milhares de vidas, e que está ligado ao setor de supermercados, já que temos a responsabilidade imprescindível de comercializar bebidas alcoólicas somente aos maiores de 18 anos”, explica Longo.

– O Gerente de Vendas do ano é Silvio Santos Martins, da Vinícola Aurora, que atua há 11 anos na cooperativa gaúcha, onde iniciou como supervisor de vendas. Formado em direito, o agraciado é natural de Porto Alegre. “A fé, a família e a paixão por aquilo que faz são meus pilares para o sucesso pessoal e profissional”, agradece o gerente.

O setor supermercadista gaúcho – O segmento de supermercados no RS conta com 4,4 mil lojas e emprega diretamente 92,5 mil pessoas. O faturamento bruto do setor em 2015 deverá atingir os R$ 25,5 bilhões, representando cerca de 8% do PIB Estadual e 40% do total faturado pelo setor na Região Sul do País.

Mais detalhes sobre o método de seleção dos agraciados – A metodologia da premiação do Carrinho Agas 2015 obedece a três critérios. O primeiro deles é o quantitativo: a partir do Índice Nielsen de Varejo, são selecionados os cinco fornecedores de cada categoria que apresentem o melhor desempenho. Para tanto, são considerados a variação de vendas no mercado e o share do fornecedor nas vendas em valor, com base nos números do ano móvel passado (julho-2013 a junho-2014) e do atual (julho-2014 a junho-2015). O cálculo resulta em um ranking com pontuação decrescente: a empresa de maior destaque recebe cinco pontos; a segunda colocada, quatro; e assim sucessivamente.

O critério qualitativo vem em seguida. A Agas envia um questionário para os diretores e gerentes responsáveis pelas compras nos 251 maiores supermercados gaúchos. Nele, constam as sete principais empresas da categoria, definidas a partir do critério anterior estabelecido pela Nielsen. Cabe a cada supermercadista eleger aquele que considera o melhor fornecedor. A nota deste ponto de avaliação é a soma dos votos recebidos. Os critérios quantitativo e qualitativo têm, cada um, peso de 40% na nota final. Os outros 20% são completados com o terceiro item da avaliação: o relacionamento. Os fornecedores em votação ganham uma nota de 1 a 5, atribuída pela diretoria da Agas, levando em conta sua atuação e parceria junto à Associação no último ano. “Quem apresenta maior pontuação no somatório dos critérios ponderados torna-se o fornecedor top de categoria”, explica Longo.

Serviço:
O quê: Solenidade de entrega do troféu Carrinho Agas 2015
Quando: Segunda-feira, 30 de novembro, a partir das 20h
Onde: Casa NTX (Av. das Indústrias, 1395), em Porto Alegre

A imprensa e os agraciados serão recebidos na Casa NTX a partir das 19 horas.
A foto oficial dos agraciados será realizada pontualmente às 20 horas.

Confira a lista completa dos premiados:

 

Melhor Fornecedor de Achocolatados: Nestlé

Melhor Fornecedor de Amaciantes:Girando Sol

Melhor Fornecedor de Artigos de Higiene e Beleza: Unilever

Melhor Fornecedor de Artigos de Higiene Oral: Colgate

Melhor Fornecedor de Balas e Doces: Mondelez

Melhor Fornecedor de Biscoitos: Orquídea

Melhor Fornecedor de Cafés: Melitta

Melhor Fornecedor de Carnes: Best Beef

Melhor Fornecedor de Cervejas: Ambev

Melhor Fornecedor de Chocolates: Neugebauer

Melhor Fornecedor de Congelados: Seara

Melhor Fornecedor de Equipamentos: Eletrofrio

Melhor Fornecedor de Erva-Mate: Ximango

Melhor Fornecedor de Espumantes: Vinícola Garibaldi

Melhor Fornecedor de Fraldas e Descartáveis: Procter & Gamble

Melhor Fornecedor de Iogurtes: Cooperativa Piá

Melhor Fornecedor de Logística: Reiter Log

Melhor Fornecedor de Massas: Isabela

Melhor Fornecedor de Não Alimentos: Tramontina

Melhor Fornecedor de Pães Congelados: Superpan

Melhor Fornecedor de Pães Industrializados: Bimbo

Melhor Fornecedor de Papéis: Sepac

Melhor Fornecedor de Queijos: Cooperativa Santa Clara

Melhor Fornecedor de Refrigerantes: Vonpar/Coca-Cola

Melhor Fornecedor de Sucos Em Pó: Parati

Melhor Fornecedor de Sucos Prontos: Suvalan

Melhor Fornecedor de Vinhos: Vinícola Aurora

Melhor Promoção Comercial da Expoagas 2015: Mili

Lançamento de Produto do Ano – Desodorante Compacto Unilever

Lançamento de Produto do Ano – Setor Perecíveis: Pão Santa Massa

Distribuidor do Ano: Fröhlich

Gerente Destaque do Ano: Silvio Santos Martins – Vinícola Aurora

Reconhecimento Agas: Fundação Thiago de Moraes Gonzaga

Destaque Político Agas Jovem: Any Ortiz – Deputada Estadual

Empresário do Ano: Jorge Luiz Buneder – Stemac

Homem Público Destaque do Ano: Pedro Simon

CCJ aprova extinção de pensão vitalícia de ex-governadores

Notícias Poder Política

Com dez votos favoráveis, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa considerou constitucional o projeto da deputada Any Ortiz (PPS) que extingue a pensão vitalícia para os futuros ex-governadores do Rio Grande do Sul. O texto aprovado estabelece que, a partir da gestão atual, o governador tenha direito a pensão limitada a, no máximo, quatro anos seguintes a contar de sua saída do Palácio Piratini.

O outro projeto que tramitava sobre o mesmo tema, de autoria do deputado Juliano Roso (PCdoB), foi considerado inconstitucional. A proposta do deputado extinguia completamente o benefício, sem a concessão dos quatro anos. O entendimento do relator dos casos, Elton Weber, é de que o texto do projeto de lei era inconstitucional por dar margem ao entendimento de retirada de direitos adquiridos.

A medida aprovada na CCJ, que será votada no Plenário, também proíbe a concessão do vantagem às esposas, em caso de morte do titular do benefício. Hoje, 12 pessoas recebem, juntas, por ano, mais de R$ 4 milhões dos cofres públicos. São oito ex-governadores e quatro viúvas de ex-governadores.

Quem recebe a pensão vitalícia:
Ex-governadores:

Tarso Genro
Yeda Crusius
Germano Rigotto
Olívio Dutra
Antonio Britto
Alceu Collares
Pedro Simon
Jair Soares

Viúvas que recebem a pensão:

Neda Mary Ungaretti Triches – viúva de Euclides Triches
Miriam Gonçalves de Souza – viúva de Amaral de Souza
Nelize Trindade de Queiroz – viúva de Synval Guazzelli
Marília Guilhermina Martins Pinheiro – ex-companheira de Leonel Brizola (ela ainda recebe uma pensão pelo Rio de Janeiro)

(Vitória Famer/Rádio Guaíba)

Pedro Simon: Saída de Mercadante foi vitória de Lula e derrota para Dilma (Eduardo Miranda/Jornal do Brasil)

Pedro Simon: Saída de Mercadante foi vitória de Lula e derrota para Dilma (Eduardo Miranda/Jornal do Brasil)

Notícias Poder Política

Com mais de 50 anos de experiência no dia a dia do Congresso Nacional e um dos nomes mais influentes na política nacional, o ex-senador Pedro Simon (PMDB) admitiu, em entrevista ao Jornal do Brasil, que nunca viu um período de tantas turbulências políticas como o atual.

Questionado sobre que motivos provocam tal diagnóstico, Simon cita prontamente as denúncias contra parlamentares envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras e investigados pela operação Lava Jato.

Mas o ex-governador do Rio Grande do Sul argumenta também que faltou habilidade do governo da presidente Dilma Rousseff para lidar com a base. Ele defende que a Chefe do Executivo deveria ter seguido o exemplo do ex-presidente Itamar Franco assim que percebeu a crise política.

“Itamar reuniu todos os partidos, disse que não tinha base, não tinha partido, não tinha Congresso – que havia acabado de cassar o Collor – e propôs uma pauta comum. Ele propôs que o Congresso não batesse nele nem ele bateria no Congresso sem que antes houvesse uma conversa”, relembra Simon.

Na opinião do peemedebista, é baixo o risco de que a Congresso volte a inflamar novos pedidos de impeachment. Ele assegura, porém, que o preço pago pela presidente Dilma foi o seu próprio enfraquecimento como resultado da reforma administrativa e ministerial, sobretudo com a saída de Aloizio Mercadante da Casa Civil, que era considera homem de confiança do Planalto.

“Ele (Mercadante) era uma peça fundamental para ela. Foi uma vitória do Lula e uma derrota dela para ela mesma”, afirma, em alusão à entrada de Jaques Wagner, mais próximo de Lula, para assumir o comando da Casa Civil.

Confira a entrevista:

Jornal do Brasil – Qual é a análise que o senhor faz da atual conjuntura política?

Pedro Simon – Estamos chegando a uma situação em que se busca uma determinação. Esse envolvimento do presidente da Câmara vai para as manchetes dos jornais e se decide qual é a solução. Com o procurador apresentando a denúncia, o fato é que, em sendo presidente da Câmara, não precisaria esperar ser réu para se afastar. Já deveria ter se afastado. Isso ainda vai esquentar muito, sobretudo num momento em que a Câmara tem uma pauta e o Senado tem outra. Isso pode gerar fatos imprevisíveis.

Jornal do Brasil – É uma questão interna do PMDB?

Pedro Simon – O MDB é multifacetado. O vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara tinham dado declaração que não indicavam ninguém para os cargos (ministérios da reforma administrativa, anunciada nesta sexta-feira), dando a entender que não queriam participar do governo. Quando ouvi isso, lá em Porto Alegre, lancei uma tese de que a gente deveria falar com a presidente que se o MDB é o partido que sempre diz que quer cargos e agora não quer, ela deveria promover um entendimento, fazer um pacto e chamar todo mundo à mesa.

Jornal do Brasil – A que o senhor atribui a falta de habilidade do governo com a base?

Pedro Simon – No fundo, o governo não tem proposta, não sabe o que quer. Há uma disparidade entre o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma. O Lula tem uma ideia, um pensamento dele e que não coincide com o da presidenta. O caso típico disso foi o Mercadante sair da Casa Civil, ele era uma peça fundamental para ela. Foi uma vitória do Lula e uma derrota dela para ela mesma. Ela não tem uma política firme, não sabe o que quer. Uma hora está aqui, outra hora está lá. Uma hora o ministro da Saúde é muito bom, outra hora ele é demitido por telefone (Arthur Chioro, que deixou o comando da pasta com a reforma). Se dependesse só do PT, ela (Dilma) sairia do governo.

Jornal do Brasil – Essa mudança do chamado “núcleo duro” do governo, com Jaques Wagner na Casa Civil, Edinho Silva na Secretaria de Comunicação e Berzoini na articulação política, pode melhorar o diálogo com a base aliada?

Pedro Simon – Qualquer um na Casa Civil seria melhor que o Mercadante. Wagner tem simpatia, capacidade e manejo, 99% da Câmara pensa assim.

Jornal do Brasil – Mercadante realmente tem problemas com o PMDB ou é um capricho do partido?

Pedro Simon – Mercadante tem uma posição, digamos assim, pessoal, como tem o próprio PT. Aliás, dentro do próprio PT há uma maioria que não tem nenhuma identificação com Mercadante.

Jornal do Brasil – Desqualifica-se muito o governo, mas o mesmo tem sido falado sobre a oposição, que ela não tem estratégia, por exemplo.

Pedro Simon – Não dá para falar em estratégia da oposição, porque não há um bloco de oposição. O MDB, por exemplo, tem várias divisões. Não se coloca o (Roberto) Requião junto com o presidente do Senado (Renan Calheiros). Assim como o Cristovam Buarque não se parece com um ou outro do PDT.

Jornal do Brasil – Mas o senhor considera, então, que a oposição ao governo é o próprio PMDB?

Pedro Simon – Eu não diria isso. Eu diria apenas que dentro do MDB tem de tudo. Tem os que apoiam a Dilma, tem os que acham que pode acontecer de nosso Temer aparecer e os que acreditam na tese de que o impeachment pode passar no Congresso. Mas não há fanáticos de um lado ou de outro. A situação em si é que é conturbada. Só um mágico pode saber o que irá acontecer.

Jornal do Brasil – O impeachment ainda tem força, mesmo depois da reforma ministerial?

Pedro Simon – Acho que ele esmoreceu. Para um processo de impeachment, primeiro são necessários fatos. Depois é que vem o impeachment. Foi assim no governo do Collor. Mas pedir o impeachment para depois criar uma CPI? Isso é meio complicado.

Jornal do Brasil – E em relação aos processos sobre pedaladas fiscais, no Tribunal de Contas da União (TCU), e de pedido de impugnação de chapa, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)?

Pedro Simon – Isso, sim, pode criar fato que determine pedido de impeachment. O que não pode é pedir CPI para buscar os fatos. Uma coisa não deve se antecipar à outra. Essa é a grande diferença.

Jornal do Brasil – Alguns líderes do PMDB querem debater candidatura própria em 2018 no congresso do partido, em novembro. O senhor vê nomes para a disputa?

Pedro Simon – O MDB a vida inteira defende candidatura própria. Mas a cúpula faz os acordos e pronto, não deixa saída. Agora, em relação a nomes para candidatura própria à presidência da República, pelo amor de Deus, sempre tivemos. Só para citar um nome: o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Jornal do Brasil – Esse movimento de agora, de afirmar que lançará candidato à Presidência da República, é diferente?

Pedro Simon – É, sim. Agora estamos numa situação sem profundidade, o tumulto (no governo) é tão grande, cada dia se apresenta um fato diferente, não dá para dizer o que se vai fazer na semana que vem. Nunca vi um momento tão complexo quanto esse. Reafirmo que Dilma deveria ter convocado todo mundo, a base aliada, para buscar um entendimento, antes que chegássemos ao momento atual.

Jornal do Brasil – Mas o que foi que ela não fez?

Pedro Simon – Fazer o que Itamar Franco fez. Reuniu todos os partidos, disse que não tinha base, não tinha partido, não tinha Congresso – que havia acabado de cassar o Collor – e propôs uma pauta comum. Ele propôs que o Congresso não batesse nele nem ele bateria no Congresso sem que antes houvesse uma conversa.

Jornal do Brasil – Isso inclui acusações de parlamentares ao governo de direcionamento nas investigações da Lava Jato?

Pedro Simon – O grande mérito desse governo é que deixou a Polícia Federal agir livremente e o ministro da Justiça, Cardozo, disse que as investigações se desenvolveriam com independência, total autonomia.

“Cadeia não é lugar só para ladrão de galinha”, afirma Simon.

“Cadeia não é lugar só para ladrão de galinha”, afirma Simon.

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“O Brasil já foi um país da impunidade, onde o pobre, o humilde e o negro encontravam cadeia fácil, diferente dos ricos, empresários e dos políticos que não eram presos”, declarou Pedro Simon em seminário realizado pelo LIDE Rio Grande do Sul. O evento abordou a ética nas relações pública e privada e reuniu empresários e convidados no Teatro do CIEE. O ex-senador afirmou que o País passa por um momento importante no cenário político, e fez uma breve retrospectiva sobre as mudanças que vêm ocorrendo. Citou as manifestações de 2013 e o impacto das redes sociais nessa transformação. “Nós vivemos o sepulcro de velhas práticas corruptas e marchamos para criar um novo Brasil”, disse Simon.

Para o político com mais de 60 anos de vida pública, o projeto da ficha limpa é um grande avanço no combate  à impunidade de políticos que participam de atividades ilícitas, juntamente às empresas privadas. “Eu asseguro que se levarmos esse momento adiante, vamos sair do fundo do poço”, defende. Quando interrogado sobre questões partidárias, Simon reconhece que o Brasil precisa de uma reforma estrutural. “Não podemos ter 30 partidos e nem 40 ministérios. Precisamos mudar o caminho, punir os envolvidos no Mensalão e na crise da Petrobrás. A política está sendo passada a limpo. Todos estão indo para os seus devidos lugares. Não existe partido perfeito, inclusive o meu, o PMDB, está passando por um momento dúbio”, acrescenta. Sobre a situação econômica do Estado, foi cauteloso. “o governador Ivo Sartori pegou uma bomba na mão e agiu bem ao entrar na justiça para rever o valor da dívida com a União”. O passivo de R$ 9 bilhões contraído em 1998 hoje atinge a cifra de R$ 50 bilhões, mesmo após  o pagãmente de R$ 27 bilhões. “A dívida há muito tempo está paga”, reitera. Para o presidente do LIDE Rio Grande do Sul, Paulo Ratki, a exposição de Pedro Simon vai de encontro a atual situação do país. “O senador é uma referência na história da política brasileira e sua experiência é fundamental para contribuir neste debate”, afirma.

*Foto:Tiago Trindade