Produção mensal de petróleo e gás natural bate recordes em agosto. Produção no pré-sal aumenta 4%

Produção mensal de petróleo e gás natural bate recordes em agosto. Produção no pré-sal aumenta 4%

Economia Negócios Notícias

A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras, em agosto, foi de 2,84 milhões de barris de petróleo equivalente por dia (boed), sendo 2,72 milhões boed produzidos no Brasil e 0,12 milhão boed no exterior.
A produção total de petróleo e gás no Brasil foi recorde mensal, bem como a produção média de petróleo no país, que atingiu 2,22 milhões de barris por dia (bpd) em agosto. Adicionalmente, em 19/08, a Petrobras atingiu nova marca diária, com volume de 2,33 milhões bpd, superando o recorde diário anterior, alcançado em 22 de dezembro de 2014, de 2,30 milhões de bpd.

Produção no pré-sal aumenta 4% e atinge novos recordes

A produção de petróleo e gás natural operada pela Petrobras (parcela própria e dos parceiros) na camada pré-sal cresceu 4% em agosto, alcançando novo recorde mensal, de 1,36 milhão boed.

O resultado se deve, principalmente, à interligação de novos poços e ao crescimento da produção dos poços já interligados aos FPSOs Cidade Maricá e Cidade de Saquarema, ambos instalados no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos.

Em agosto, a produção de média de petróleo operada pela Petrobras (parcela própria e dos parceiros), no pré-sal foi de 1,10 milhão bpd, também um recorde mensal. Além disso, a produção diária de petróleo naquela província atingiu, no último dia 28/8, novo recorde diário com a produção de 1,22 milhão de barris.

A venda dos ativos na Argentina impactou a produção internacional, resultando em uma redução de 1,4% na produção total da companhia. A produção de petróleo no exterior contribuiu com 68 mil bpd para a produção média da companhia no mês, de 2,29 milhões bpd.

MPF não homologa acordo de leniência entre autoridades brasileiras, Petrobras e SBM Offshore

MPF não homologa acordo de leniência entre autoridades brasileiras, Petrobras e SBM Offshore

Destaque

A Petrobras informa que a 5ª Câmara de Coordenação e Revisão e Combate à Corrupção do Ministério Público Federal decidiu, hoje, não homologar o acordo de leniência firmado entre Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle (MTFC), Ministério Público Federal (MPF), Advocacia Geral da União, SBM Offshore e Petrobras, divulgado através de fato relevante no dia 15 de julho de 2016.
A não homologação do acordo pelo MPF impossibilita o ressarcimento de US$ 328,2 milhões pela empresa holandesa à Petrobras, mas não implica, necessariamente, na rescisão dos contratos vigentes entre SBM e Petrobras.

A Petrobras esclarece que a informação relativa a eventual prejuízo de US$ 12,66 bilhões representa uma estimativa na hipótese de rescisão de todos os contratos vigentes entre Petrobras e SBM, no período de 2016-2020, sem que houvesse qualquer alternativa para a sua substituição.

Fatos julgados relevantes serão tempestivamente divulgados ao mercado.

Ex-deputado federal gaúcho Paulo Ferreira e outras 14 pessoas são denunciadas na Lava Jato por fraude em obra de centro da Petrobras

Ex-deputado federal gaúcho Paulo Ferreira e outras 14 pessoas são denunciadas na Lava Jato por fraude em obra de centro da Petrobras

Destaque Poder Política

O Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba denunciou hoje 15 pessoas em uma ação da Operação Lava Jato. Os denunciados são acusados dos crimes de corrupção, cartel e lavagem de dinheiro por fraudes no contrato para construção do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, no Rio de Janeiro, onde são feitos estudos sobre a exploração em águas profundas.

De acordo com o MPF, o contrato, assinado em janeiro de 2008 entre o Consórcio Novo Cenpes e a Petrobras, tinha um valor inicial de R$ 850 milhões e passou para mais de R$ 1 bilhão após aditivos.

Segundo a denúncia, para fechar o contrato, as empresas que formaram o consórcio, entre elas a OAS, a Carioca Engenharia, a Schahin, a Construbras e a Construcap, “ofereceram e efetivamente pagaram mais de R$ 20 milhões em propinas para funcionários do alto escalão da Petrobras e representantes do Partido dos Trabalhadores (PT)”.

Entre os denunciados, estão o empresário Adir Assad, os operadores financeiros Rodrigo Morales e Roberto Trombeta, e o operador Alexandre Correia de Oliveira Romano, além de nove integrantes das construtoras do consórcio. Também foram denunciados o ex-tesoureiro do PT e ex-deputado federal gaúcho Paulo Ferreira e o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. Dos 15 denunciados na ação, 11 são acusados pela primeira vez na Operação Lava Jato.

Segundo o MPF, Paulo Ferreira era o beneficiário de recursos vindos das empreiteiras contratadas pela Petrobras. “Não bastassem esses elementos, o próprio ex-tesoureiro do PT reconheceu que solicitou ao advogado operador do esquema que fizesse pagamentos no seu interesse.”

Esquema

O dinheiro era repassado por meio de contratos que eram simulados e superfaturados e saques feitos em contas de empresas de fachada. Os valores também eram depositados em contas de terceiros e valores eram transferidos para o exterior.

“A denúncia apresentada aponta operações de lavagem de dinheiro por intermédio da celebração de 19 contratos ideologicamente falsos que envolveram a interposição de 12 pessoas jurídicas e duas pessoas físicas diferentes, totalizando montante superior a R$ 7,5 milhões. Ainda foram identificados depósitos em favor de uma pessoa jurídica e 13 pessoas físicas indicadas por Paulo Ferreira totalizando mais de R$ 300 mil. Por fim, as transações ilícitas no exterior, no valor de US$ 711 mil, foram realizadas por meio de contas na Suíça abertas em nome das offshores Cliver Group Ltd., Kindai Financial Ltd. e Mayana Trading Corp”, completa o MPF. (Agência Brasil)

Parecer do MPF sustenta que Lula participou “ativamente” de fraudes na Petrobras

Parecer do MPF sustenta que Lula participou “ativamente” de fraudes na Petrobras

Destaque dilma Poder Política

Procuradores do Ministério Público Federal (MPF) entregaram um parecer de mais de 70 páginas à Justiça, nessa semana, apontando que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou “ativamente” do esquema criminoso na Petrobras. O conteúdo do documento, entregue na última quarta-feira, foi divulgado hoje por jornais nacionais. Os procuradores da República, que compõem a força-tarefa da Operação Lava Jato, também defendem a competência do juiz de primeira instância Sérgio Moro para julgar Lula.

Os investigadores mantêm a suspeita de que o ex-presidente seja o verdadeiro proprietário do sítio de Atibaia (SP) e do tríplex no Guarujá, além de mirarem irregularidades na empresa de palestras do petista. O parecer foi uma reação à ofensiva empreendida pela defesa de Lula, que alegou a imparcialidade de Moro para analisar as acusações. Os advogados do ex-presidente também defendem não haver conexão entre os imóveis no interior de São Paulo e as denúncias da Lava Jato.

Nos trechos divulgados, no entanto, os procuradores não dão provas de que Lula sabia do esquema, e apenas dizem ter “fortes indícios” disso. O grupo sustenta que “diversos fatos vinculados ao esquema que fraudou as licitações da Petrobrás apontam que o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tinha ciência do estratagema criminoso e dele se beneficiou”. O parecer é assinado pelos procuradores Julio Carlos Motta Noronha, Roberson Henrique Pozzobon, Jerusa Burmann Viecili e Athayde Ribeiro Costa.

Em resposta ao jornal O Estado de São Paulo, advogados de defesa de Lula disseram que “a peça do Ministério Público Federal foi elaborada para servir de manchete para a imprensa. Não é uma peça técnica, porque a discussão no incidente processual em que foi apresentada era exclusivamente em torno da impossibilidade de o juiz Sergio Moro, de Curitiba, querer ser o juiz universal do Brasil”. (Rádio Guaíba, com agências)

Entenda o Contrato de Venda da Petrobras Chile

Entenda o Contrato de Venda da Petrobras Chile

Destaque Negócios

A Petrobras informa que assinou hoje, com a Southern Cross Group, o contrato de compra e venda (Sale and Purchase Agreement – SPA) de 100% da Petrobras Chile Distribuición Ltda (PCD), detida através da Petrobras Caribe Ltda. O valor estimado da entrada de caixa é de US$ 464 milhões, divididos da seguinte maneira: US$ 88 milhões oriundos da distribuição do excedente de caixa, anteriormente ao encerramento da transação (closing); US$ 367 milhões a serem pagos pela Southern Cross, no dia do fechamento do negócio; e US$ 9 milhões, a título de ajuste de preço, a serem desembolsados em até 65 dias úteis após o closing.

A conclusão da transação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes, estabelecidas no contrato e comuns a esse tipo de operação, que deverão ocorrer no prazo de 3 a 4 meses. A PCD é a companhia de distribuição de combustíveis da Petrobras no Chile e possui 279 postos de serviço, além de 8 terminais próprios de distribuição, operações em 11 aeroportos, participação em 2 empresas de logística e 1 planta de lubrificantes. A Southern Cross Group é uma companhia de Private Equity fundada em 1998, com US$2,9 bilhões em ativos sob gestão, e foco em investimentos na América Latina, em empresas nos setores industriais, de serviços, logística e de produtos de consumo. Essa transação, conduzida através de processo competitivo, é parte importante do Plano de Desinvestimentos 2015-2016 da Petrobras.

Só privatização está descartada, afirma chefe da Petrobras. Pedro Parente diz que gestão compartilhada de áreas é alternativa eque estatal era liderada por “desonestos”

Só privatização está descartada, afirma chefe da Petrobras. Pedro Parente diz que gestão compartilhada de áreas é alternativa eque estatal era liderada por “desonestos”

Economia Negócios Notícias Poder Política

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirma que não haverá “dogmas” na venda de ativos da estatal e admite estudar o controle compartilhado com o setor privado de algumas subsidiárias, como a BR Distribuidora ou a Transpetro. “Na hipótese de a gente abrir a maior parte do controle, é com cocontrole.” Dogma, para Parente, é apenas a privatização da estatal, que está descartada. “Não acho que a sociedade brasileira esteja madura para sequer discutir, isso sim é dogma, a privatização da Petrobras”, afirma. Em entrevista à Folha, Parente diz que a Petrobras só abrirá mão de parte do controle de algumas áreas de atuação se forem respeitadas três condições: maximizar o valor dos ativos, preservar a empresa verticalizada e manter os seus interesses estratégicos. Para o executivo, os diretores envolvidos no esquema do petrolão “foram escolhidos com a intencionalidade” de praticar crimes e que uma das razões da crise foi “fazer deliberadamente a escolha desses desonestos para liderar a empresa”. Parente afirma que a estatal conseguiu resolver“uma hemorragia”. “Mas ainda há problemas complicados, e a síntese deles é o nível de endividamento.” A reportagem completa está na Folha de São Paulo.

STF permite que Petrobras atue como assistente de acusação de Cunha

STF permite que Petrobras atue como assistente de acusação de Cunha

Notícias Poder Política

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje aceitar o pedido da Petrobras para atuar como assistente de acusação na ação penal que o deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) responde na Corte pelo suposto recebimento de US$ 5 milhões de propina em um contrato de navios-sondas da estatal.

Em função do período de recesso no tribunal, a decisão foi assinada pelo juiz Paulo Marcos de Farias, auxiliar do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo. Segundo Farias, a estatal pode atuar no caso por ter sido vítima do esquema de corrupção.

No pedido feito ao Supremo para atuar no caso, os advogados da empresa sustentaram que Eduardo Cunha “enriqueceu ilegalmente” com valores vindos de Petrobras.

Além de estar afastado da atividade parlamentar por decisão do Supremo, Cunha responde a uma segunda ação penal, na qual é acusado de receber propina em um contrato de exploração da Petrobras no Benin, na África, e de ter contas não declaradas na Suíça.

Uma terceira denúncia contra o parlamentar foi protocolada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no mês passado. Eduardo Cunha foi citado nos depoimentos de delação premiada de Fábio Cleto, ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa. Após a denúncia ter sido protocolada, Cunha negou ter recebido vantagem indevida. (Agência Brasil)

Novo presidente da Petrobras: companhia vai vender ativos. Pedro Parente disse que a meta é evitar repasses do Tesouro Nacional

Novo presidente da Petrobras: companhia vai vender ativos. Pedro Parente disse que a meta é evitar repasses do Tesouro Nacional

Economia Negócios Notícias Poder Política

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, empossado hoje no cargo, disse que a companhia vai vender ativos para evitar repasses do Tesouro Nacional.

A Petrobras registrou prejuízo de R$ 1,246 bilhão no primeiro trimestre de 2016 na comparação com o mesmo período do ano anterior. O endividamento bruto da empresa é de R$ 450 bilhões.

Parente disse que recentemente a emissão de títulos da Petrobras teve demanda muito acima da oferta. “Vocês conhecem a situação do Tesouro Nacional. Existe um déficit [previsto para as contas públicas] da ordem de R$ 170 bilhões. Como é que a empresa poderia pensar em contar com o Tesouro em uma situação como essa?”, questionou.

“Portanto, temos que ter realismo. Resolver essa situação passa sim pela venda de ativos”, enfatizou.

Parente disse ainda que a Petrobras vai contribuir para reverter o atual cenário “difícil” com queda da economia. “É um cenário difícil com o PIB [Produto Interno Bruto] negativo, mas é exatamente a força da empresa e o fato de que ela foi e vai voltar a ser o motor do nosso desenvolvimento, que vamos trabalhar e vamos contribuir para reverter esse PIB negativo”, disse.

Preço de combustíveis

O novo presidente da Petrobras enfatizou que a decisão sobre preços de combustíveis vai ser “profissional”. “A decisão de preço é de natureza empresarial. O governo não vai interferir na gestão profissional que ele quer que a Petrobras tenha. Essa foi a orientação do senhor presidente da República quando ele me convidou [para o cargo de presidente da Petrobras]”. Parente enfatizou que a influência política na Petrobras “já acabou”. (Agência Brasil)

Conselheiro da RBS e ex-ministro de FHC revela a amigos que presidirá Petrobras

Conselheiro da RBS e ex-ministro de FHC revela a amigos que presidirá Petrobras

Direito Economia Negócios Notícias Poder
O ex-ministro Pedro Parente confirmou a amigos gaúchos que vai aceitar o desafio de presidir a Petrobras. O convite será oficializado ainda hoje pelo presidente em exercício Michel Temer.

Parente foi ex-ministro da Casa Civil no governo de Fernando Henrique Cardozo. Também foi ministro interino de Minas e Energia no governo FHC. Hoje é conselheiro de várias empresas, entre elas a RBS, onde já foi vice-presidente executivo.

Atualmente, o presidente da Petrobras é Almir Bendine, nomeado em fevereiro do ano passado. Bendine substituiu Graça Foster, que renunciou ao cargo após o surgimento da Operação Lava Jato, que investiga denúncias de corrupção na estatal.

Xisto em vez de Petrobras

Xisto em vez de Petrobras

Economia Negócios Notícias Poder Política

Após anos de disputa com a petroleira para fechar acordo sobre o fornecimento de seu principal insumo, a nafta, matéria-prima do plástico, empresa vai importar ‘shale gas’ dos EUA. Isso diminuirá a dependência da Petrobrás, que fornece 70% da demanda de nafta, matéria prima da petroquímica. Por isso, a Braskem decidiu diversificar e fechou acordo para importar dos EUA gás de xisto. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.