Plano Safra estadual garante verba recorde a operações de crédito no setor primário

Plano Safra estadual garante verba recorde a operações de crédito no setor primário

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O governo gaúcho anunciou, nesta quarta-feira, o Plano Safra 2016/2017 totalizando R$ 3 bilhões em operações de crédito para o novo ciclo agrícola gaúcho. O anúncio ocorreu durante a tarde em cerimonia realizada no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Os recursos estarão à disposição no sistema financeiro estadual a partir de 1º de julho. Desse montante, R$ 2,1 bi são provenientes do Banrisul, R$ 550 milhões do BRDE e R$ 350 milhões do Badesul. O aporte destinado pelo Palácio Piratini é recorde. Em 2015, o Plano Safra disponibilizou R$ 2,8 bi – 3,5% a menos.

Dos R$ 2,1 bilhões que podem ser aportados via Banrisul, R$ 1 bi é destinado para custeio, R$ 600 milhões para comercialização e R$ 500 milhões para investimento. Podem solicitar financiamento agricultores familiares (Pronaf), médios produtores (Pronamp) e agricultores empresariais, cooperativas, agroindústrias, beneficiadores, cerealistas e demais empresas do setor.

A maior parte das operações envolvendo os R$ 500 milhões disponibilizados pelo BRDE são relacionadas a projetos de irrigação e de armazenagem, por exemplo. Os recursos para compra de máquinas, equipamentos e implementos também podem ser financiados dentro dos R$ 350 milhões viabilizados pelo Badesul.

Responsável por 44% do PIB gaúcho, o setor primário foi mais uma vez destacado pelo governador José Ivo Sartori. “Se há um lugar em que o retorno econômico ou em termos de Produto Interno Bruto, considerando todas as cadeias produtivas, a do agro é aquela que dá resposta mais imediata e as vezes não apenas em um safra, mas em duas”, destacou.

Plano Safra nacional
O superintendente do Banco do Brasil no Rio Grande do Sul, Edson Bündchen, adiantou que, até o fim do ano, o BB deve liberar R$ 10 bilhões para o agronegócio gaúcho através do Plano Safra nacional. Do total de recursos disponibilizados pelo governo federal, 62% são financiados pelo Banco do Brasil e o RS fica com 20% do montante total desembolsado pelo BB. (Lucas Rivas/Rádio Guaíba com informações do governo estadual)

Plano Safra destinará R$ 202,88 bilhões para produtores rurais. O valor é 8% maior que o da safra anterior

Plano Safra destinará R$ 202,88 bilhões para produtores rurais. O valor é 8% maior que o da safra anterior

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O Plano Safra 2016/2017 vai disponibilizar R$ 202,88 bilhões para produtores rurais. O valor é 8% maior que o da safra anterior, de R$ 187,7 bilhões. O novo Plano Agrícola e Pecuário foi anunciado hoje (4) pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, em cerimônia no Palácio do Planalto. “O plano safra, com R$ 202,88 bilhões, é um valor recorde. Quando assumi o Ministério da Agricultura, disse que o Mapa [ministério] teria os olhos voltados para os produtores rurais. Se eles tiverem sucesso na sua atividade, ganha a sociedade brasileira e o nosso Brasil. Sei que as turbulências pelas quais passamos hoje tornam ainda maior o desafio de quebrar recordes”, disse a ministra.

Segundo o ministério, um dos destaques do plano é o aumento de 20% dos recursos para custeio e comercialização a juros controlados. A modalidade terá R$ 115,8 bilhões. Os juros foram ajustados sem comprometer a capacidade de pagamento do produtor, com taxas entre 8,5% e 12,75% ao ano, informou o ministério.

Mais dinheiro

Para os produtores beneficiados pelo Programa de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp), os recursos de custeio aumentaram 15,4% e alcançaram R$ 15,7 bilhões, com juros anuais de 8,5%. Os demais recursos do Plano Safra serão disponibilizados para financiamento a taxas de juros livres do mercado.

Para o Ministério da Agricultura, o Plano Safra conta com inovações em relação aos anteriores. Na pecuária de corte, a aquisição de animais para recria e engorda deixa de ser considerada investimento e passa para a modalidade de custeio, o que vai proporcionar ao produtor mais recursos na contratação de crédito.

Outra novidade é que o Ministério da Agricultura negociou com os bancos a emissão de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) para os produtores a juros controlados. Nos planos anteriores, não havia essa opção. Os juros eram livres e, portanto, menos atrativos ao setor produtivo.

O Plano Agrícola e Pecuário 2016/2017 entra em vigor em 1º de julho e se estende até 30 de junho do ano que vem.

Agricultura Familiar

Já os agricultores familiares contarão com R$ 30 bilhões para o financiamento de projetos individuais ou coletivos destinados à produção de alimentos básicos. O valor foi divulgado nesta terça-feira (3) pelo governo federal, durante cerimônia de anúncio do Plano Safra da Agricultura Familiar 2016/2017. (Agência Brasil)