Eliseu Padilha diz que saída do governo não é golpe e que o PMDB não tem garantias de continuar no poder com Michel Temer

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O secretário executivo do PMDB, Eliseu Padilha, disse que a chance zero de seu partido não sair do governo Dilma hoje à tarde. Em entrevista por telefone ao Programa Agora, Padilha destacou que não havia mais a possibilidade de que os chamados caciques conseguissem segurar a aliança partidária por mais tempo, sob pena de uma insurreição da base. Disse que o partido toma uma posição política e que há um projeto para 2018 que obriga a legenda a sair do governo.

Ao ser questionado se é golpe o desembarque do PMDB do governo Dilma, Padilha disse que já saiu do governo em dezembro e disse que a coisa não é bem assim. Para ele “o impeachment foi dado como legal pelo STF, que estabeleceu as regras do processo”. Padilha disse que mesmo com a saída de Dilma, o PMDB não tem garantias de continuar no governo com Michel Temer.

Sobre a situação de Eduardo Cunha e Renan Calheiros, que tem vários processos contra eles no STF,  Padilha disse que as instituições do Brasil estão funcionando plenamente e não vê possibilidade de interferência de um poder sobre o outro, pois as ações do Judiciário vão continuar atuando contra todos os investigados.

 

PMDB rompe com Dilma hoje, e PT já declara guerra a Temer. Ministro do Turismo, Henrique Alves é o primeiro peemedebista a desembarcar

PMDB rompe com Dilma hoje, e PT já declara guerra a Temer. Ministro do Turismo, Henrique Alves é o primeiro peemedebista a desembarcar

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Começou ontem o desembarque do PMDB do governo Dilma. Henrique Eduardo Alves (Turismo) foi o primeiro dos sete ministros do partido a pedir demissão, alegando que o diálogo com a gestão petista “se exauriu”. Hoje, o PMDB formalizará a saída do governo, e o vice Michel Temer atua para que o rompimento ocorra por aclamação na reunião do diretório nacional. O ex-presidente Lula tenta conquistar votos de dissidentes do partido, numa coalizão informal, mas a debandada do governo provoca efeito dominó, atingindo outras legendas da base. No Congresso, o PT reagiu. O líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT), disse que Temer “será o próximo a cair”, caso o impeachment seja aprovado. Coordenador do MST, Alexandre Conceição afirmou que o vice, se assumir, não terá paz. A reportagem completa está em O Globo.

Para barrar impeachment, governo quer destacar laços entre Temer e Cunha; por Vera Rosa / O Estado de S.Paulo

Para barrar impeachment, governo quer destacar laços entre Temer e Cunha; por Vera Rosa / O Estado de S.Paulo

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Prestes a perder o apoio do PMDB, o governo decidiu subir o tom e enfrentar o que chama de “conspiração” do vice Michel Temer contra a presidente Dilma Rousseff. A ordem no Palácio do Planalto é mostrar a ligação entre Temer e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é réu da Lava Jato. Com a nova estratégia, o governo espera fragilizar o discurso da unificação nacional entoado por Temer.

Foi por este motivo que o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), acusou Temer de estar “no comando do golpe”. Na mesma linha, o líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), disse nesta segunda-feira, 28, que Temer “seguramente será o próximo a cair” se Dilma for deposta pelo impeachment “golpista”.

“Não pense que os que hoje saem organizados para pedir ‘Fora, Dilma’ vão às ruas para dizer ‘Fica, Temer’, para defendê-lo. Não! Depois de arrancarem, com um golpe constitucional, a presidenta da cadeira que ela conquistou pelo voto popular, essa gente vai para casa porque estará cumprida a sua vingança e porque não lhe tem apreço algum. E, seguramente, Vossa Excelência será o próximo a cair”, afirmou Costa, da tribuna do Senado. A reportagem completa está em O Estado de São Paulo.

Com 50 anos, PMDB pode voltar a presidir o Brasil pela via indireta

Com 50 anos, PMDB pode voltar a presidir o Brasil pela via indireta

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Reportagem da Folha de São Paulo deste domingo resgata o fato que um dos principais partidos do País, nunca chegou ao poder pelo voto direto. Nascido como oposição consentida à ditadura, PMDB não concorre à Presidência desde 1994. Na foto que ilustra esse post aparece o trio Ulysses, Tancredo e Sarney, uma união de ocasião entre peemedebistas e arenistas – que criaram o PFL -, para vencer Paulo Maluf no colégio eleitoral do Congresso.  Confira a reportagem memória da Folha.
Governo Dilma teme ‘efeito manada’ entre os partidos

Governo Dilma teme ‘efeito manada’ entre os partidos

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Dando como certa a debandada do PMDB, seu maior aliado e partido do vice- presidente Michel Temer, o governo Dilma Rousseff teme agora o “efeito manada” de outras siglas de sua base de apoio no Congresso. Os alvos dessa preocupação são PP, PR e PSD. Juntos, os três partidos somam 121 deputados e têm dito que não veem sinal de reação do Palácio do Planalto. Dirigentes dessas siglas vêm sendo pressionados por parlamentares de sua base a deixar o governo. Para barrar o processo de impeachment, Dilma precisa de 171 votos de deputados na Câmara. O PMDB conta com 69 parlamentares. Encontro recente do ministro Gilberto Kassab(Cidades), presidente do PSD, com Temer também deixou o governo alarmado. Cerca de 70% da bancada do partido apoia o impeachment da presidente Dilma. Como parte do isolamento do governo, o ex-presidente Lula teve frustradas duas tentativas recentes de se encontrar com Temer. O presidente do PT, Rui Falcão, disse que o partido está pronto para lutar contra o impeachment. “Queremos a paz, mas não tememos a guerra.” A reportagem completa está na Folha de São Paulo.

Grupo de Temer diz ter 80% dos votos para rompimento. Desembarque do PMDB já é dado como certo também pelo Planalto

Grupo de Temer diz ter 80% dos votos para rompimento. Desembarque do PMDB já é dado como certo também pelo Planalto

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Aliados do vice-presidente Michel Temer diziam ontem já ter 80% dos votos do partido pelo rompimento com o governo Dilma. O Planalto também já está convencido de que o partido vai desembarcar e teme efeito dominó entre aliados. Até terça-feira, quando será decidido o rompimento, Temer buscará ainda mais adesões. Além do PMDB, o PP também já prepara afastamento, mesmo com a tática do Planalto de distribuir ministérios, informam EDUARDO BRESCIANI, JÚNIA GAMA e SIMONE IGLESIAS. Líderes de outras siglas da base, como PSD e PR, avisaram à presidente Dilma que não garantem o apoio das bancadas no processo de impeachment. A reportagem completa está em O Globo.

Diretrizes de um possível governo Temer estão prontas. Deputado federal gaúcho admite que documento do partido foi elaborado com “um olho no impeachment”; Flavia Bemfica

Diretrizes de um possível governo Temer estão prontas. Deputado federal gaúcho admite que documento do partido foi elaborado com “um olho no impeachment”; Flavia Bemfica

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Na expectativa pela queda da presidente Dilma Rousseff, a cúpula do PMDB, partido do vice, Michel Temer, tem prontas e divulga em todos os diretórios regionais as propostas que pretende implementar para enfrentar a crise, caso Temer se torne o presidente. As medidas incluem a adoção do orçamento impositivo, com a desvinculação dos gastos constitucionais para saúde e educação. Na prática, isso desobriga o governo de destinar um determinado percentual de recursos do orçamento para as chamadas áreas essenciais. Outra ação prevista é que os benefícios previdenciários deixem de ter seu reajuste atrelado ao do salário mínimo.

O modelo Temer aponta a necessidade de reformas na Constituição e não descarta o aumento de impostos. No quesito desenvolvimento, a aposta do partido é pela execução de uma política centrada na iniciativa privada, com parcerias para complementar a oferta de serviços públicos.

As medidas são detalhadas no documento Uma Ponte para o Futuro, lançado pela Fundação Ulysses Guimarães, em outubro passado. “É um programa para o pós-impeachment. Foi escrito com um olho em 2018 e outro no pós-impeachment”, admite o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB), ferrenho defensor do impeachment de Dilma. Questionado sobre a proposta de fim da vinculação constitucional para saúde e educação, ele desconversa. “Claro, essa questão dos recursos para saúde e educação é importante. Então, penso que suas desvinculações ocorrerão só após a desvinculação dos benefícios sociais e depois que se desvincular a previdência do salário mínimo.”

O deputado federal Alceu Moreira (PMDB) também defende a contenção. Sobre o fato de, entre as medidas, não constarem redução nas taxas de juros ou expansão do crédito, conforme espera uma parcela significativa da classe média, ele é taxativo. “Não tem mágica (…) Então, por exemplo, vai ser preciso reduzir o tamanho do Estado e acabar com o atual modelo de ‘vagabundização’ remunerada que gera direito social sem obrigação de produção. Agora, quanto à taxa de juros, não se reduz por decreto, não.”

As propostas para enfrentar a crise

Saúde e educação

Acabar com as vinculações constitucionais estabelecidas, como no caso dos gastos com saúde e com educação.

Orçamento

Orçamento totalmente impositivo, com o fim das vinculações e de todas as indexações, para salários, benefícios previdenciários e tudo o mais. A cada ano, o Congresso, na votação do orçamento, decidirá, em conjunto com o Executivo, os reajustes que serão concedidos.

Salários

Permitir que as convenções coletivas prevaleçam sobre as normas legais, salvo quanto aos direitos básicos.

Previdência

Eliminar a indexação de qualquer benefício ao salário mínimo. O salário mínimo não é indexador de rendas, mas um instrumento próprio do mercado de trabalho. Os benefícios previdenciários dependem das finanças públicas e não devem ter ganhos reais atrelados ao crescimento do PIB, apenas a proteção do seu poder de compra.

Programas estatais

A cada ano, todos os programas estatais serão avaliados por um comitê independente, que poderá sugerir a continuação ou o fim do programa, segundo seus custos e benefícios. O Congresso será sempre soberano e dará a palavra final sobre a continuação ou fim de cada programa ou projeto.

Impostos

Realizar um vasto esforço de simplificação, reduzindo o número de impostos e unificando a legislação do ICMS, com a transferência da cobrança para o Estado de destino; desonerar exportações e investimentos; reduzir as exceções para que grupos parecidos paguem impostos parecidos. Qualquer ajuste de longo prazo deveria, em princípio, evitar aumento de impostos, salvo em situação de extrema emergência e com amplo consentimento social.

Juros e dívida pública

Alterar as regras de gestão da dívida pública a médio prazo, de modo gradual, à medida que os juros estiverem caindo naturalmente e a trajetória do endividamento mostrar-se consistentemente declinante no longo prazo. Ao mesmo tempo, é preciso repensar a ação do Branco Central nas dispendiosas operações de swap cambial.

Governo já não vê como evitar debandada do PMDB. Planalto teme que rompimento do maior aliado estimule saída de outros partidos

Governo já não vê como evitar debandada do PMDB. Planalto teme que rompimento do maior aliado estimule saída de outros partidos

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O iminente desembarque do PMDB do Rio deixou apreensivo o Planalto, que teme não conseguir conter a debandada de todo o partido. Um integrante do governo resumiu o rompimento como “gravíssimo, um sinal muito ruim”. A presidente Dilma e o ex-presidente Lula tentaram, sem sucesso, reverter a decisão do diretório fluminense. Em meio ao processo do impeachment, o Planalto apela até para negociar cargos diretamente com deputados. A reportagem completa está em O Globo.

PMDB do Rio decide romper com governo Dilma. À mídia estrangeira, presidente diz que impeachment é ruptura democrática

PMDB do Rio decide romper com governo Dilma. À mídia estrangeira, presidente diz que impeachment é ruptura democrática

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O mais influente e símbolo da fidelidade à presidente Dilma, o PMDB do Rio decidiu romper com o governo. A decisão, comunicada ao vice Michel Temer, sinaliza a tendência da maior parte da legenda. Ontem, um dia após ministros do STF afirmarem que impeachment não é golpe e está previsto na Constituição, Dilma disse a jornais estrangeiros que seu impedimento seria a “ruptura da ordem democrática”. Dilma alegou que tirá-la do cargo deixaria cicatrizes duradouras para a democracia e que apelará, “com todos os modos legais disponíveis”, para não sair da Presidência. A reportagem completa está em O Globo.

“Queremos muito que o PMDB permaneça no governo”, diz Dilma

“Queremos muito que o PMDB permaneça no governo”, diz Dilma

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A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira que tem todo o interesse que o PMDB permaneça na base aliada do governo. Na convenção do PMDB, no último dia 12, o partido decidiu que, em até 30 dias, o Diretório Nacional iria anunciar se mantém apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff.

“Nós todos estamos bastante interessados na questão relativa a permanência do PMDB no governo. Tenho muito certeza que nossos ministros estão comprometidos com sua permanência no governo”, disse a presidente, após visitar as obras de infraestrutura do satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas. “Nós queremos muito que o PMDB permaneça. ”Então, a gente vai ver quais são as decisões do PMDB e respeitaremos as referidas decisões”, completou.

No início da tarde dessa terça, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com o ex-senador José Sarney (PMDB-AP), lideranças do partido.

Já o vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer, esteve com o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, para uma conversa na qual foram avaliados os cenários a frente em relação a crise política e a economia. (Agência Brasil)