Até quando estupradores, homicidas, assassinos e corruptos responderão por seus crimes em liberdade… Até quando?!!!

Até quando estupradores, homicidas, assassinos e corruptos responderão por seus crimes em liberdade… Até quando?!!!

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Amigos advogados criminalistas, dos MPs, magistrados e legisladores… Por favor, nos ajudem a explicar para os estrangeiros e também para os brasileiros indignados esta situação descrita pelo Kelly Matos e já compartilhada pela Simone Iglesias e outros colegas…

Kelly:
Repórter do Washington Post: “Me desculpe, estou tentando entender como vocês têm quatro rapazes identificados, que estavam presentes neste crime, e eles estão livres? Vocês não têm como prender? Eles não podem fugir? Eu estou tentando entender”.

 

Eu não sei o que a Kelly respondeu, eu diria: NÓS TAMBÉM ESTAMOS TENTANDO ENTENDER…

Hoje, na Rádio Guaíba, defendi o endurecimento das penas. Ao contrário de outros tempos, nenhum ouvinte se pronunciou contra. Ainda bem! Como o Brasil não tem pena de morte – sou contra – e prisão perpétua – apoio a ideia -, propus simplesmente que em caso de condenações de 30 anos, nossa pena máxima, crimes como esse não tenham nenhum tipo de benefício de redução. Ao longo desta sexta-feira, li vários posts aqui no Facebook defendendo o endurecimento das penas. Como pode o Congresso Brasileiro não ouvir a maioria da população. Que lobby é esse que evita o endurecimento do Código Penal Brasileiro? O pior de tudo isso é saber que agora muita gente no Congresso vai aparecer propondo mudanças, mas daqui uns dias quando a notícia sair da primeira página dos jornais e não estiver mais no rádio e TV… Todos, inclusive nós jornalistas, vamos tirar o tema da pauta até o próximo estupro de repercussão nacional, a próxima chacina, o assassinato hediondo… Quando vamos dizer CHEGA?!!! E vamos ter força suficiente para mudar uma lei que a maioria da população entende que é ruim! Eu não consigo entender que um sujeito siga em liberdade – quando se sabe que foi autor de um crime -, porque não foi preso em flagrante. O David Coimbra colocou muito bem o assunto: “Quatro dos 33 homens que estupraram a jovem no Rio, quatro foram identificados. A polícia sabe seus nomes e endereços. Mas eles estão soltos. E, por enquanto, não serão presos. Por quê? É a lei brasileira. A lei brasileira precisa mudar.”

Eu, que naturalmente já não gosto de 99% dos políticos e nem sei qual é o 1% que eu gosto, estou muito contente com o “vazamento” das gravações feitas pelo canalha do Sergio Machado com seus amigos, não menos canalhas: Jucá, Renan e Sarney. Ali fica evidente o medo que eles tem da falta de controle da Polícia Federal, independência do Ministério Público Federal e da Justiça Federal. A todo momento eles citam Rodrigo Janot e Sergio Moro, que hoje representam o que temos de melhor no Brasil. Servidores públicos que estão focados nos seus trabalhos. Que conhecem a legislação e a aplicam sem deixar espaço para recursos que se arrastem até a prescrição. Desviei o assunto? Não. Esses homens públicos podem ter um artigo diferente no Código Penal Brasileiro, mas ao fim e ao cabo eles também são estupradores. Estupradores dos cofres públicos, dos pacientes atendidos em hospitais sem a mínima condição, do futuro de crianças cujas famílias não conseguem acessar creches e escolas e das milhares de vítimas inocentes assaltadas e mortas todo dia, em todas regiões do País.

ATÉ QUANDO BANDIDOS VÃO ESTUPRAR NOSSAS AMIGAS, IRMÃS, MÃES E FILHAS E NÃO SERÃO DEVIDAMENTE PUNIDOS? ATÉ QUANDO POLÍTICOS CORRUPTOS VÃO NOS SAQUEAR ? ATÉ QUANDO?!!! CHEGA!!!

Um alento nesta sexta-feira, foi ler uma post onde o Procurador da República Eloi Faccioni: “Cultura do estupro??? Estupro é crime e quem faz sabe muito bem disso. No Brasil o que existe é a cultura da impunidade, uma macrocultura que abrange a cultura do estupro, a cultura da corrupção, a cultura do roubo, a cultura do estelionato, a cultura da fraude a licitação… O sistema penal não funciona. Falar em cultura do estupro é perder o foco do problema… E há quem defenda que se prende muito…”.  O Chicão (Eloi Faccioni), Simone, David, eu e dezenas de outros que estão indignados com a legislação brasileira temos filhos pequenos… Minha esperança é que a revolta de milhões de pessoas se transforme em ações que leve a mudança das leis, a escolha de melhores políticos para nos representar e claro a um futuro onde tenhamos paz e segurança para todos!

 

Moro defende intervenção do Judiciário para afastar corruptos da política

Moro defende intervenção do Judiciário para afastar corruptos da política

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O juiz federal Sergio Moro defendeu hoje (12) a intervenção do Poder Judiciário para evitar a “perpetuação na vida pública” de politicos acusados de corrupção. Para o juiz, o príncípio da garantia da ordem pública pode ser usado para justificar decisões que tenham objetivo de evitar novos crimes e afastar o “político improbo da vida pública.”

A argumentação de Moro consta na decisão em que ele determinou a prisão do ex-senador Gim Argello (PTB-DF) e mais duas pessoas ligadas a ele, na 28ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada hoje.

“O correto seria que as próprias instituições políticas ou as próprias estruturas partidárias resolvessem essas questões. Não sendo este o caso, é necessária, infelizmente, a intervenção do Poder Judiciário para poupar a sociedade do risco oferecido pela perpetuação na vida pública do agente político criminoso, quando há possibilidade de que este volte, em futura eleição, a assumir mandato parlamentar. Nada pior para a democracia do que um político desonesto.”

Na avaliação de Sergio Moro, a corrupção compromete a democracia no Brasil. “Como dinheiro é poder e o domínio político é competitivo, políticos desonestos, por terem condições de contar com recursos criminosos, possuem uma vantagem comparativa em relação aos probos. Se não houver reação institucional, há risco concreto do progressivo predomínio dos criminosos nas instituições públicas, com o comprometimento do próprio sistema democrático.”

O ex-senador Gim Argello foi preso preventivamente, sem prazo determinado, em Brasília, na 28º fase da Operação Lava Jato, sob suspeita de ter recebido R$ 5 milhões para não convocar, na Comissão Parlmentar de Inquérito da Petrobras, empreiteiros investigados na Lava Jato, como Ricardo Pessoa (UTC Engenharia) e Léo Pinheiro (OAS). Ele será transferido para a Superintedência da Polícia Federal, em Curtiba, nesta tarde. (Agência Brasil)