Porto Alegre: Comediante Murilo Couto faz turnê com show “Gala Seca” dia 03 de maio no Bourbon Country

Porto Alegre: Comediante Murilo Couto faz turnê com show “Gala Seca” dia 03 de maio no Bourbon Country

Agenda Cidade Cultura Destaque Porto Alegre

Com seu novo show de comédia, o paraense Murilo Couto apresenta “Gala Seca”, seu novo stand up, pelo Brasil. O comediante passará por Porto Alegre (3 de maio), Fortaleza (24 de maio), Natal (26 de maio) e Rio de Janeiro (9 de novembro) em teatros administrados pela Opus Promoções. Informações sobre ingressos podem ser encontradas ao final do texto. A gíria de Belém, que da nome ao espetáculo, é usada para falar de pessoas com comportamento patético, idiota, ridículo.

Contanto situações da sua própria vida, Murilo relata histórias da infância, adolescência e maioridade para mostrar porque a expressão “Gala Seca” o descreve tão bem. “Venha rir da desgraça alheia”, é o convite de Murilo faz ao público. Murilo Couto é integrante do programa The Noite com Danilo Gentili, do SBT. Seu canal no Youtube possui mais de um milhão de inscritos. Atualmente, o comediante viaja pelo Brasil apresentando seus espetáculos de stand up. Iniciou a carreira em 2004, em Belém, mas ficou conhecido em 2009 ao participar do elenco de Malhação, da Globo.

Ao lado de Tatá Werneck e Maurício Meirelles, apresentou o programa “O Estranho Show de Renatinho”, em 2016, no Multishow. No mesmo ano, disputou as finais do prêmio “A Pessoa Mais Engraçada do Mundo”, promovido pelo clube de comédia americano Laugh Factory. Seu primeiro show solo, “Eu, Murilo” estreou na Netflix em 20017, onde também possui um filme com Danilo Gentili, Dani Calabresa e Léo Lins.

Porto Alegre (RS)

Dia: Sexta-feira, 3 de maio, às 21h

Duração: 90min
Classificação: 12 anos
Teatro do Bourbon Country (Avenida Tulio de Rose, 80 –  Shopping Bourbon Country  – Passo d’Areia)
www.teatrodobourboncountry.com.br

Setor Valor Meia-Entrada
Plateia Baixa R$100,00 R$50,00
Camarote R$80,00 R$40,00
Plateia Alta R$80,00 R$40,00
Galeria Alta Direita R$40,00 R$20,00
Mezanino R$60,00 R$30,00
Galeria Mezanino Direita R$40,00 R$20,00
Galeria Alta Esquerda R$40,00 R$20,00
Galeria Mezanino Esquerda R$40,00 R$20,00

 

 

– 50% de desconto para sócios do Clube do Assinante RBS somente na estreia – limitado a 100 ingressos e vendas apenas na bilheteria;

– 50% de desconto para titulares dos cartões Zaffari Card e Bourbon Card somente na estreia – limitado a 100 ingressos e vendas apenas na bilheteria;

– 10% de desconto para sócios do Clube do Assinante RBS nos demais ingressos;

 

* Crianças até 24 meses que fiquem sentadas no colo dos pais não pagam

**Descontos não cumulativos a demais promoções e/ ou descontos;

*** Pontos de vendas sujeito à taxa de conveniência;

**** Política de venda de ingressos com desconto: as compras poderão ser realizadas nos canais de vendas oficiais físicos, mediante apresentação de documentos que comprovem a condição de beneficiário. Nas compras realizadas pelo site e/ou call center, a comprovação deverá ser feita no ato da retirada do ingresso na bilheteria e no acesso ao auditório;

***** A lei da meia-entrada mudou: agora o benefício é destinado a 40% dos ingressos disponíveis para venda por apresentação. Veja abaixo quem têm direito a meia-entrada e os tipos de comprovações oficiais no Rio Grande do Sul:

– IDOSOS (com idade igual ou superior a 60 anos) mediante apresentação de documento de identidade oficial com foto.

– ESTUDANTES mediante apresentação da Carteira de Identificação Estudantil (CIE) nacionalmente padronizada, em modelo único, emitida pela ANPG, UNE, UBES, entidades estaduais e municipais, Diretórios Centrais dos Estudantes, Centros e Diretórios Acadêmicos. Mais informações: www.documentodoestudante.com.br

– PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E ACOMPANHANTES mediante apresentação do cartão de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social da Pessoa com Deficiência ou de documento emitido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que ateste a aposentadoria de acordo com os critérios estabelecidos na Lei Complementar nº 142, de 8 de maio de 2013. No momento de apresentação, esses documentos deverão estar acompanhados de documento de identidade oficial com foto.

– JOVENS PERTENCENTES A FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA (com idades entre 15 e 29 anos) mediante apresentação da Carteira de Identidade Jovem que será emitida pela Secretaria Nacional de Juventude a partir de 31 de março de 2016, acompanhada de documento de identidade oficial com foto.

– JOVENS COM ATÉ 15 ANOS mediante apresentação de documento de identidade oficial com foto.

– APOSENTADOS E/OU PENSIONISTAS DO INSS (que recebem até três salários mínimos) mediante apresentação de documento fornecido pela Federação dos Aposentados e Pensionistas do RS ou outras Associações de Classe devidamente registradas ou filiadas. Válido somente para espetáculos no Teatro do Bourbon Country e Auditório Araújo Vianna.

– DOADORES REGULARES DE SANGUE mediante apresentação de documento oficial válido, expedido pelos hemocentros e bancos de sangue. São considerados doadores regulares a mulher que se submete à coleta pelo menos duas vezes ao ano, e o homem que se submete à coleta três vezes ao ano.

******Caso os documentos necessários não sejam apresentados ou não comprovem a condição do beneficiário no momento da compra e retirada dos ingressos ou acesso ao teatro, será exigido o pagamento do complemento do valor do ingresso.

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS (sujeito à taxa de serviço):

Site: www.uhuu.com

Atendimento: falecom@uhuu.com

 

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS (sem taxa de serviço):

Bilheteria do Teatro do Bourbon Country: Av. Túlio de Rose, nº 80 / 2º andar (de segunda a

sábado, das 12h às 22h, e domingo e feriado, das 14h às 20h)

 

 

Formas de pagamento:

Internet: Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, American.

Bilheteria: Dinheiro, Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, American e Banricompras (débito).

Porto Alegre: Oskar Metsavaht é presença confirmada na FBV

Porto Alegre: Oskar Metsavaht é presença confirmada na FBV

Agenda Cidade Destaque Direito do Consumidor Economia Negócios

Fundador e diretor de criação e estilo da Osklen, Oskar Metsavaht, é o palestrante que abrirá o segundo dia do Congresso Brasileiro do Varejo, na 7ª Feira Brasileira do Varejo (FBV). Sua palestra acontece no dia 29 de maio, às 9h30, no Centro de Eventos da FIERGS, e estima reunir um público de 750 pessoas com quem irá dividir seus cases e processos criativos. Metsavaht carrega em seu trabalho duas fortes marcas: a arte e a sustentabilidade.

Idealizador do studio OM.art, no Jockey Club do Rio de Janeiro, que abriga um espaço expositivo com conteúdos de reflexão sobre arte, ciência e filosofia e onde está instalado seu atelier de artes plásticas e seu escritório para desenvolvimento de projetos de arte. É fundador e presidente do Instituto-e, organização não- governamental que realiza diversos projetos socioambientais, além de ser Embaixador da Boa Vontade da UNESCO para Cultura de Paz e Sustentabilidade. À frente da Osklen, foi pioneiro a falar em moda sustentável ao lançar, em 1998, a primeira t-shirt feita em algodão orgânico. Ao longo de 10 anos, já reciclou mais de 1 milhão e meio de garrafas PET para criação de peças e-fabrics.

O Congresso Brasileiro do Varejo acontece nos dias 28,29 e 30 de maio. Os ingressos estão disponíveis no site www.feirabrasileiradovarejo.com.br. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3025.8300 ou pelo e-mail fbv@feirabrasileiradovarejo.com.br.

 

Porto Alegre: Campanha do Agasalho começa mais cedo e já supera primeira meta

Porto Alegre: Campanha do Agasalho começa mais cedo e já supera primeira meta

Comunicação Destaque Notícias

 

Com a meta de arrecadar 270 mil peças de roupas, a Campanha do Agasalho 2019 foi apresentada nesta sexta-feira, 12, no Salão Nobre do Paço Municipal. Neste ano, o período de recolhimento começa um mês mais cedo e vai até 15 de agosto. O objetivo é não esperar o frio chegar para distribuir as roupas a quem precisa.

O prefeito Nelson Marchezan Júnior destacou que fazer uma doação é também ajudar a máquina pública a cumprir seu papel de proteger quem mais necessita. “A prefeitura não tem como realizar tudo que a população precisa todos os dias, e que bom que podemos contar com pessoas solidárias para isso. Todo mundo pode ‘prefeitar’ no dia a dia”, afirma. “As pessoas são um pouco prefeito quando descartam de maneira correta o lixo, cuidam de suas calçadas ou ajudam a população mais vulnerável. Se cada um dos habitantes não ‘prefeitar’ em algum momento do seu dia, não teremos uma cidade boa.”

A campanha deste ano conta com um projeto de comunicação para lembrar a cada dia a necessidade da doação dos agasalhos. A proposta é viabilizar, através de parceiros, uma “piscina gigante”, que será instalada na frente da prefeitura, e preenchê-la com bolas coloridas a cada doação, para que as pessoas possam mensurar o volume de peças doadas. Também serão oferecidas recompensas à população a cada etapa vencida, como a realização de shows.

Porto Alegre, RS 12/04/2019: A Campanha do Agasalho de Porto Alegre 2019 teve seu pré-lançamento nesta sexta-feira (12), em evento realizado no Salão Nobre da Prefeitura, cerimônia que contou com as presenças do prefeito Nelson Marchezan Júnior, do vice-prefeito,Gustavo Paim, da primeira-dama, Tainá Vidal, da secretária de Desenvolvimento Social e Esporte, Comandante Nádia, do secretário da Comunicação Social, Orestes de Andrade Jr., parceiros e apoiadores, para conhecer as peças publicitárias e o planejamento de ações para este ano. Foto: Joel Vargas/PMPA
Todo mundo pode contribuir de alguma forma, diz Comandante Nádia. Foto: Joel Vargas/PMPA

A primeira etapa, de 25 mil peças, já foi superada, e o parceiro Coca-Cola/Femsa vai doar a pintura do muro da Escola Municipal Liberato Salzano. A ação será no dia 27 de abril. O secretário de Comunicação, Orestes de Andrade Jr., explica que a ideia é engajar o maior número de pessoas na campanha. “A gamificação vai quebrar barreiras e deixar ainda mais humanizada a ação. Serão quatro meses de campanha, e precisamos ter sempre uma novidade para que este projeto não caia no esquecimento. Com as metas, conseguiremos chamar atenção para a importância da doação e contaremos com a cobertura da imprensa.”

Slogan – O tema da campanha este ano é “Esquenta Porto Alegre” e o lema é “Tem gente que não dá bola para o frio. Juntos, nós damos”. A secretária de Desenvolvimento Social e Esporte, Comandante Nádia, lembrou que todo mundo pode contribuir de alguma forma. “Quando doamos uma peça de roupa, não estamos doando aquilo que não queremos mais; estamos doando carinho, solidariedade e dignidade para as pessoas. Não podemos aceitar que alguém passe frio na nossa cidade”, frisou.

Em 2017, a meta da prefeitura era arrecadar 245 mil peças; no ano passado, 255 mil; e agora a expectativa é mais audaciosa: superar em 15 mil o volume de doações. Em 2018, mais de 50 mil pessoas e 130 entidades foram beneficiadas. O vereador Reginaldo Pujol recordou que a capital gaúcha tem tradição em solidariedade. “Realizar campanhas sociais demonstra comprometimento com a missão pública e se desprender de algo seu em benefício do outro é doar um pouco de si”, completou.

Empresas que tenham interesse em patrocinar ou apoiar a campanha podem fazer contato pelo telefone 3289-2321 ou pelo e-mail campanhadoagasalho2019@portoalegre.rs.gov.br. Há duas formas de participação: parceiros que fazem campanhas internas e doam para a prefeitura (foram 31 entidades em 2018) e parceiros que disponibilizam pontos de coleta nos seus estabelecimentos (foram 52 no ano passado). Coca-Cola/Femsa, Barra Shopping Sul, Walmart e Melnick Even já confirmaram que serão parceiros. Os pontos de coleta das doações serão divulgados em breve no site da prefeitura. Todos os locais da prefeitura já podem receber as doações.

Também participaram do evento a primeira-dama Tainá Vidal; o vice-prefeito Gustavo Paim e sua esposa, Carolina Weber; os secretários municipais da Cultura, Luciano Alabarse; e do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Maurício Fernandes; o adjunto de Planejamento e Gestão, Daniel Rigon; a subdefensora pública-geral do Estado, Liseane Hartmann; o cônsul-geral da Itália, Roberto Bartot; presidente do Tribunal de Justiça Militar, coronel Paulo Roberto Mendes Rodrigues; presidente da Trensurb, Davi Borille; a presidente da Fasc, Vera Ponzio, e o vice, Joel Lovatto; o diretor-adjunto do Demhab, Amancio Ferreira; diretora do Procon Municipal, Fernanda Borges; representantes da PUC, Evelin Mendonça e Nathalia de Andrade; da Unisinos, Nestor Pilz; da OAB, Ana Cavalcante; das Lojas Renner, Arno Duarte; da Associação Brasileira de Advogados, Maria Eduarda Gasparotto e Cassiana Loro; do Sport Club Internacional, Luciana Lemos; da Manobra Solidária, Chintia Camargo; do Grupo Zaffari, Dênis Alessandro; da Amrigs, Fernanda Moreira; da CDL, Carlos Frederico; do Sindilojas, Rafael Silveira; da Coca-Cola, Sinara Oliveira; da Federação Israelita, Zalmir Chwartzmann; do Fórum de Entidades, Rose Canabarro; e da Fórmula Academia, Raquel Soares.

Porto Alegre: Dionisia VinhoBar promove Malbec Day no dia 17

Porto Alegre: Dionisia VinhoBar promove Malbec Day no dia 17

Agenda Cidade Cultura Economia Gastronomia Negócios Notícias
O dia 17 de abril marca a data de celebrar a uva Malbec no mundo. De origem francesa, a cepa passou pela sua chamada revolução nas mãos de Nicolas Catena na década de 90, ao engarrafar seu primeiro 100% Malbec, a partir do plantio no fértil solo de Mendoza, Argentina. 

A partir de segunda-feira (15) a Dionisia VinhoBar apresenta uma seleção especial de rótulos quem têm a uva como destaque, três argentinos – Seminare, Cadus e Piegrande – um chileno – Fillo – e um francês – Purple.
Tinta, encorpada, com alto teor de taninos e muito aromática a Malbec agrada a muitos paladares. Frutas vermelhas mais frescas, maduras nos envelhecidos em carvalho, um aroma sutil de ervas e chocolate algumas vezes. A uva que veio da França hoje tem cerca de 75% da sua produção vinda da Argentina.
MalbecDionisia VinhoBar
Padre Chagas, 314
De segunda à sábado, loja das 12 às 22h; bar das 18h às 24h.
Reservas e infos pelas redes sociais
@dionisiavinhobar
facebook.com/dionisiavinhobar
Porto Alegre: Pilotos da Stock Car visitam pacientes do Instituto do Câncer Infantil

Porto Alegre: Pilotos da Stock Car visitam pacientes do Instituto do Câncer Infantil

Cidade Crianças Destaque Esporte Porto Alegre Saúde Tecnologia Trabalho

Crianças assistidas pelo Instituto do Câncer Infantil, que estão em tratamento na oncologia pediátrica do Hospital Criança Conceição, receberam uma visita da Blau Motorsport, equipe da Stock Car. Os pilotos Cesar Ramos (RS) e Allam Khodair (SP) participam da primeira etapa da temporada 2019 do campeonato, que acontecerá no dia 7 de abril na Capital. A equipe geralmente promove uma ação em hospitais infantis e desta vez, a entidade escolhida foi o Instituto do Câncer Infantil. Foram distribuídos brindes para as crianças, como bonés oficiais da equipe autografados.

Recentemente a ala do hospital foi reformada, um projeto de ambientação e humanização, obra realizada com recursos arrecadados do projeto McDia Feliz – parceria do ICI com o Instituto Ronald McDonald’s, em conjunto com outros parceiros. O novo espaço conta com 380 m² e contempla algumas das intervenções propostas pelos funcionários e familiares com espaços que identificam a faixa etária dos pacientes.

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Cesar Ramos (RS) e Allam Khodair (SP)

Além disso, o ambiente está mais colorido e lúdico, aos moldes da sede do Instituto do Câncer Infantil. Foram trocados revestimentos, metais e louças dos banheiros, piso de toda a unidade, pintura geral, novas camas leito, instalações (ar condicionado, elétrica, hidrossanitária), móveis e criados novos espaços como sala de lanches e sanitário para os funcionários.

Criado em 1991, o Instituto do Câncer Infantil é uma organização sem fins lucrativos que atua para aumentar as chances de cura do câncer infantojuvenil. Referência na assistência de crianças e adolescentes com câncer, proporciona todo o auxílio necessário para a continuidade do tratamento. Através do ICI, os pacientes contam com apoio pedagógico, psicológico, nutricional, odontológico e exames especiais. Suas famílias também recebem apoio assistencial com auxílios de vestuário, calçados e alimentos. O ICI também desenvolve projetos de Pesquisas Científicas dedicados ao avanço de novos tratamentos para o câncer infantojuvenil.

Atualmente, são 109 pacientes do Hospital Criança Conceição assistidos pelo Instituto do Câncer Infantil. Assim como a Ambientação e Humanização da Oncologia Pediátrica do hospital, a nova sede do Instituto do Câncer Infantil, inaugurada em 2016, também foi construída com recursos adquiridos do projeto McDia Feliz. Entre 2017 e 2018 a ação por parte do ICI arrecadou R$ 606.965,90 em venda de tíquetes para a compra de hambúrgueres nos estabelecimentos participantes.

 

 

Porto Alegre: Columbia Sportswear inaugura sua primeira loja na cidade com palestra do documentarista da natureza, fotógrafo e vencedor do Emmy Lawrence Wahba

Porto Alegre: Columbia Sportswear inaugura sua primeira loja na cidade com palestra do documentarista da natureza, fotógrafo e vencedor do Emmy Lawrence Wahba

Agenda Destaque Negócios

Referência em produtos para atividades ao ar livre e aventura, a marca internacional chega à capital do Rio Grande do Sul em abril. A marca norte-americana Columbia Sportswear Company inaugura sua primeira loja em Porto Alegre na próxima quinta-feira, dia 11 de abril. O evento de abertura será realizado na própria loja, localizada no Shopping Iguatemi, no 2º andar,. A expansão da Columbia pelo Rio Grande do Sul está alinhada com o plano estratégico da companhia em atender diretamente o consumidor brasileiro, motivado pela experiência do turismo na natureza. “A cultura do Sul do Brasil combina com a Columbia. Não somente pela questão do clima, mas também pelas atividades ao ar livre, junto ao meio ambiente, que fazem parte da cultura de toda a região”, explica Ronald Radomysler, sócio da Drastosa, distribuidora da Columbia no território nacional.  A marca possui também a loja online, que abrange todo o Brasil.

A marca é referência mundial em produtos de alto desempenho para atividades ao ar livre e práticas de esporte e já está presente no Sul do país em Gramado (RS) e Curitiba (PR). Para celebrar o novo espaço em Porto Alegre, o documentarista e fotógrafo de natureza brasileiro Lawrence Wahba estará na loja para conversar sobre suas dez semanas de aventuras no Pantanal em busca de imagens de onças-pintadas. Wahba é apresentador do canal Nat Geo Wild e já venceu o Emmy, maior prêmio de televisão internacional, pela série documental América Indomável. O brasileiro já produziu mais de 17 documentários, 80 episódios de séries e mais de 600 matérias para televisão. Ele também é patrocinado pela Columbia Sportswear há mais de três anos. Sua palestra, com o tema “No Coração do Pantanal”, terá início às 19 horas na loja.
Coleção de Inverno 2019.
Em sua nova loja brasileira, a Columbia vai apresentar a sua Coleção Inverno 2019, com peças confeccionadas para suportar as temperaturas as mais extremas. A coleção de roupas, calçados e acessórios leva a tecnologia patenteada Omni-Heat™ 3D. Os produtos com esta inovação proporcionam maior isolamento térmico. Fibras verticais macias, aplicadas ao tecido, criam um espaço entre seu corpo e o forro para maior aquecimento, além disso, o tecido é altamente respirável, mantendo você confortavelmente aquecido.

RS: MBL convoca atos em defesa da Operação Lava Jato. Manifestações acontecem em Porto Alegre e mais cinco cidades

RS: MBL convoca atos em defesa da Operação Lava Jato. Manifestações acontecem em Porto Alegre e mais cinco cidades

Cidade Destaque Direito Política Porto Alegre

“Só você pode defender a Lava Jato agora. Vamos às ruas neste domingo exigir que o Congresso acabe com a palhaçada do STF”, diz mensagem publicada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) em seu perfil oficial no Twitter.

O Movimento realizará os protestos “em defesa da Lava Jato”, em seis cidades gaúchas nesse domingo, 17 de março.

A indignação popular se deve à votação dos ministros do Suupremo que deu competência à Justiça Eleitoral para investigar casos de corrupção da Operação Lava Jato que envolvam caixa 2 e outros crimes comuns, como lavagem de dinheiro.

A Procuradoria-Geral da República, os membros da Lava Jato e o ministro da Justiça, Sergio Moro, posicionaram-se contra a decisão do STF.

Apesar de respeitarem a determinação, todos declaram que a Justiça Eleitoral não tem estrutura para julgar crimes complexos e há riscos de haver impunidade.

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Porto Alegre: Asun adota canteiro central da Plínio Brasil Milano

Porto Alegre: Asun adota canteiro central da Plínio Brasil Milano

Cidade Comunicação Economia Negócios Notícias Porto Alegre prefeitura

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Porto Alegre (SMSUrb) assinou com a rede de supermercados Asun, nesta segunda-feira, 4, o termo de adoção do canteiro central da avenida Plínio Brasil Milano, no bairro Boa Vista. O trecho adotado contempla a via entre a avenida dos Industriários e a avenida Engenheiro Alfredo Corrêa Daudt. Nestes 500 metros, aproximadamente, a empresa vai realizar serviços de roçada, capina, varrição e pintura de meio-fio, pelo prazo de 1 ano, prorrogável por igual período. Em contrapartida, o Asun poderá colocar placas de divulgação da sua marca. A adoção deste trecho do canteiro central da avenida Plínio Brasil Milano desonera os cofres públicos em pelo menos R$ 15.871,78, que é o custo anual de manutenção do local. O valor de R$ 1.322,65 mensais equivale aos serviços básicos de capina, roçada, varrição e pintura de meio-fio.

“Pequenas mudanças ajudam a mudar a cara de Porto Alegre, pois incentivam as pessoas a melhorarem também seus espaços e isto vai sendo copiado por todos na volta. Assim, com a adoção de verdes complementares, buscamos parceiros que pretendam fazer a diferença”, afirma o secretário municipal de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário. “Agradecemos à prefeitura pela oportunidade de cuidar do local e nos comprometemos a honrar este espaço, deixando-o mais bonito. A ação não só valoriza a nossa loja, mas também o bairro e a cidade”, diz o diretor da rede Asun, Antonio Ortiz Romacho.

Estiveram presentes também o delegado do Orçamento Participativo (OP) da Região Noroeste e presidente da Associação de Moradores e Amigos do Obirici, Paulo Paquetá, e o conselheiro do OP e presidente da Associação dos Moradores do Higienópolis, Vendelino Gnewuch.

Adoções de Verdes Complementares – São considerados verdes complementares as rotatórias e os canteiros centrais e laterais de vias públicas. Atualmente, há cerca de 400 espaços disponíveis para adoção na Capital, 13 deles estão em processo de análise e 3 concluídos, sendo o quarto processo a adoção da avenida Plínio Brasil Milano.

O Manual de Verdes Complementares e a Carta de Intenção de Adoção podem ser conferidos através do link: https://prefeitura.poa.br/smsurb/projetos/verdes-complementares. O decreto de Adoção de Verdes Complementares foi assinado pelo prefeito de Porto Alegre em março de 2018. Em novembro do mesmo ano, foram encaminhados para a Câmara de Vereadores projetos de lei que visam a concessão e adoção de espaços urbanos por pessoas físicas e jurídicas.

Outros locais adotados – No dia 25 de setembro de 2018, foi assinada a adoção da avenida Goethe (da 24 de Outubro até a Mostardeiro) com as empresas Melnick Even, Zaffari, Panvel e Hospital Moinhos de Vento. Ainda em 2018, foram firmadas as adoções do canteiro da Avenida Edgar Pires de Castro, na esquina com a Avenida Juca Batista, pela Helton Cunha Advogados, e o canteiro central da Avenida Wenceslau Escobar, entre as ruas Almirante Câmara e Afonso Álvares, pelo Restaurante Manifesto.

Locais com edital para adoção – No dia 31 de outubro de 2018, foi lançado edital de Chamamento Público para adoção dos canteiros centrais da Avenida Ipiranga, dividido em três trechos. Já no dia 9 de novembro, os editais para adoção dos canteiros centrais da avenida Severo Dullius e do Largo Edgar Koetz (rodoviária) também foram publicados no Diário Oficial.

Porto Alegre: Thiaguinho coloca o Beira-Rio para dançar dia 11

Porto Alegre: Thiaguinho coloca o Beira-Rio para dançar dia 11

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O cantor e compositor Thiaguinho chega à Capital gaúcha no dia 11 de novembro para uma festa-show no Estádio Beira-Rio. O músico, conhecido por sua carreira à frente do grupo de pagode Exaltasamba, reúne hits como “Caraca, Muleke” “Ousadia & Alegria” “Sou o cara pra você” “Hey, mundo”, entre outros. A abertura dos portões será a partir das 14h e Thiaguinho se apresenta às 19h30.

Os ingressos estão à venda nas lojas Multisom da Rua dos Andradas, 1001, nos shoppings Bourbon Ipiranga, Praia de Belas, Iguatemi e Barra Shopping Sul, ou no site www.blueticket.com.br. Os valores variam entre R$95 e R$380. Além disso, já é possível garantir vaga no Edifício-Garagem do Estádio Beira-Rio para o dia do show. Os valores custam entre R$40 e R$60, conforme lote disponível. A reserva deve ser feita pelo site www.estapar.com.br/reservabeirario.

 

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Serviço:

Data: 11 de novembro

Abertura dos portões: 14h

Horário: 19h30

Local: Estádio Beira-Rio (Avenida Padre Cacique, 891)

Ingressos: valores variam entre R$95 e R$380

Pontos de venda: lojas Multisom da Rua dos Andradas, 1001, nos shoppings Bourbon Ipiranga, Praia de Belas, Iguatemi e Barra Shopping Sul, ou no site www.blueticket.com.br.

Outras atrações e DJ’s locais: ainda em aberto

Produtora: Hello entretenimento / www.grupohello.com

Contato para camarotes e informações: (51) 99301 5708 

Porto Alegre: Katia Suman e os diários secretos da Ipanema FM. Comunicadora autografa obra dia 17 de novembro na Feira do livro

Porto Alegre: Katia Suman e os diários secretos da Ipanema FM. Comunicadora autografa obra dia 17 de novembro na Feira do livro

Agenda Cidade Cultura Destaque Notícias Porto Alegre Trabalho

 

Milhares de vezes ao longo de anos, ela percorreu o corredor do segundo andar do prédio do Grupo Bandeirantes, em Porto Alegre, atravessou a divisória de vidro que dá acesso aos estúdios das rádios, abriu a última porta à direita e se instalou soberana na cadeira de apresentadora da Ipanema FM. No início de tudo, esse caminho foi trilhado durante a noite, quando literalmente solitária – mais ninguém trabalhava naquele horário -, pilotava a “nave ipanêmica”, nos voos a companhia de milhares de ouvintes, inclusive eu, em Butiá.  Na hoje longínqua década de 80… sem email, redes sociais, whatsapp ou qualquer outra forma instantânea de conversar com os “colegas diurnos”, instituiu um caderno que ficava na mesa do estúdio e servia como veículo de comunicação interna. E é dali uma fonte maravilhosa de histórias, recados nem sempre bem educados e “viagens” escritas por Mary Mezzari, Nilton Fernando, Mauro Borba, Nara Sarmento, KG, Porã, Jimi Joe… que ela extrai a matéria-prima para formatar: Katia Suman e os diários secretos da Ipanema FM.

Há muito tempo, Katia sabia que os 23 cadernos carinhosamente guardados com relatos dos problemas, necessidades, ideias e brigas de 1985 a 1997,  seriam transformados em livro, ” Os cadernos são um  making of.  Ali tem tudo o que a gente pensava sobre a rádio que fazíamos. Eu não sabia direito como organizar a coisa e no doutorado, orientada pelo Professor Fischer, eu descobri.”

43636837_1388662984601271_2867803977695625216_nMuitas são as vozes femininas e masculinas que fizeram a história da rádio mais Rock and Roll do sul do mundo, certamente entre as que se destacaram na fantástica história da emissora, está a da baiana Katia Suman. Sim! Ela é baiana e porreta!  Nunca exitou em dar sua opinião entre os blocos musicais e chamava a atenção por isso. Dia 17 de novembro, na Praça da Alfândega, uma infindável legião de fãs formará uma daquelas filas que “serpenteará” o entorno do trono onde a  Rainha autografará: Katia Suman e os diários secretos da Rádio Ipanema FM. Por sinal, estou curioso para saber se ela vai falar do início de tudo no veículo rádio, que pode surpreender a muita gente, mas foi na Atlântida. Bem, essa é outra história. Anota aí e não esquece: o livro será lançado dia 17 de novembro, com sessão de autógrafos, às 19h30 na Feira do Livro. Antes tem um bate papo no Teatro Carlos Urbim com Katia, Mauro Borba, Jimi Joe, alemão Vitor Hugo… outros devem confirmar ainda, a mediação será do professor Luis Augusto Fischer.

Katia começou a subir o Morro Santo Antônio, em 1983, quando ainda era Rádio Bandeirantes FM,  apresentou uma proposta de trabalho privilegiando a música brasileira e participou da migração para a nova emissora. Na Ipanema entre idas e vindas foram mais de 20 anos. Ali ganhou projeção como locutora, comentarista e programadora musical, apoiando músicos e bandas emergentes e prestigiando na programação uma variedade de gêneros. Contribuiu de forma importante para consolidar o prestígio da Rádio Ipanema, e nas palavras do professor de Rádio da UFRGS, Luiz Artur Ferraretto, ela ganhou notoriedade: “Graças à sua performance ao microfone nas noites dos 94,9 MHz, quando abre espaço para os, na sua expressão frequente, ‘radiouvintes’, em conversas que variam do hilário a uma profundidade ‘papo-cabeça’, não usual na programação jovem de consumo rápido de outras estações.  Na gerência de programação da rádio, Katia aprofundou o posicionamento de mercado da emissora, que se autodefiniu como uma estação voltada ao ‘segmento AB Rock Forever Young’, em outras palavras: rock, a música, e atitude rock, a rebeldia, para todas as idades”.

Ela acompanhou de dentro ou de fora – sempre bem informada -, os 32 anos da Ipanema FM e agora prepara o lançamento do livro com bastidores de tudo o que viu, ouviu e participou. A exemplo da velha Continental, a Ipanema tem mais que ouvintes, os “Ipanêmicos” formam uma categoria de fãs muito apaixonada. Entre vários exemplos da paixão, eu próprio vi dezenas de pessoas participarem de uma promoção para tatuarem o “n” da emissora, os milhares de motoqueiros com adesivos circulando pelas ruas ou sujeito que pintou o seu fusca de amarelo e preto e fez dele uma homenagem a 94,9 FM. Raras seriam as pessoas capazes de montar um diário daquele estúdio por onde passaram nomes consagrados da música gaúcha, brasileira e internacional. Muitas delas movidas a água, café, vinho, uísque ou ervas naturais…

 

Em entrevista a Juliana Maciel, publicada no blog https://jujucrmaciel.wordpress.com , Katia falou as passagens pela Ipanema FM e o trabalho que desenvolve hoje na Rádio Elétrica. A entrevista é de 2016, mas segue atual porque tem muitas questões conceituais e o início de tudo:

Kátia inspira-se no trabalho que ela e os outros comunicadores faziam na Ipanema FM – uma rádio jovem sem modelo pronto – para continuar buscando inovações e conteúdos relevantes.

Atualmente, ela não se enxerga trabalhando em outro lugar que não na sua casa. Sempre envolvida em inúmeras atividades, ela segue produzindo o Sarau Elétrico – que acontece há 17 no Bar Ocidente – e participa do coletivo Cais Mauá de Todos – que questiona o projeto de revitalização do Cais do Porto. Ela ainda procura tempo para concluir o doutorado em Letras e para continuar a escrita de um livro que contará sobre a antiga Ipanema FM, “o trabalho dos sonhos”.

Como iniciou o teu contato com o jornalismo?

Eu não sou formada em jornalismo. Mas eu sempre gostei de ler, então eu lia livros, jornais e ouvia rádio quando era adolescente. A minha primeira experiência profissional foi como redatora de publicidade quando eu tinha 18 anos. Eu trabalhei três anos com isso e parei porque não tinha nada a ver comigo. Mas a coisa da publicidade me fazia estar muito atenta a tudo o que era publicado na mídia. Quando eu vim pra Porto Alegre, eu ouvia a rádio Bandeirantes – que virou Ipanema depois – e eu achava ela incrível porque ela fugia do padrão FM meio gritado, falado rapidinho e todo alegre. Ela parecia verdadeira e tinha um conteúdo e uma programação musical muito legal. E já que eu ouvia muito, pensei que podia trabalhar nela. Então eu escrevi o roteiro de um programa e fui na rádio Ipanema falar com o diretor. Ele achou bacana e pediu pra que eu gravasse um piloto. E assim começou.

Mas o teu primeiro trabalho em rádio não foi na Bandeirantes, certo?

Então, o Nilton Fernando falou que não podia me contratar, mas disse que a rádio Atlântida queria experimentar uma voz feminina e me sugeriu que eu fosse lá. Daí eu fui. Na época o diretor da Atlântida era o Pedrinho Sirotsky e ele me recebeu. Imagina, hoje isso seria impossível. Hoje tu não chega nem na secretária do cara. Naquele tempo, eu não sei como, mas eu chegava. Eu nem estava fazendo comunicação, eu não era nada e ele falou que tudo bem e me ofereceu um estágio, no turno da madrugada, pra que eu aprendesse como funcionava. Durante meses, das 2 h às 6 h da manhã, eu ficava falando no ar e aprendi a operar a mesa de som assim. Foi incrível. Eu ia pra rádio tipo 1 h da manhã, uma piração. Eu lia todos os jornais e ficava o dia inteiro pensando no que eu ia falar, porque eu queria falar coisas interessantes. E eu realmente falava horas de madrugada.

Nos anos 80 tu começaste a trabalhar na rádio Ipanema. Como era a relação entre os comunicadores? Vocês tinham o mesmo propósito para a rádio?

Bem, a gente estava vivendo um momento muito especial. Era o começo da redemocratização. Então, começava a se respirar um ar diferente. Entre os jovens, havia uma necessidade de falar e de entender o mundo em que estávamos vivendo. Na Ipanema, a gente queria ser fora do padrão e criticávamos muito essas rádios, como a Atlântida – que eram idiotas e superficiais para o nosso ver. Elas só tocavam músicas que estavam no top 5, top 10 das revistas tipo Billboard. E achávamos tudo isso desprezível. Nós queríamos fazer uma rádio bacana, que falasse de coisas importantes: ecologia, feminismo, naturismo, política, filosofia, literatura, poesia, a gente cobria todo o espectro de manifestações artísticas e culturais da cidade. Andávamos por terrenos que as outras rádios voltadas para público jovem não iam. Eles começaram a tocar música daqui, porque a gente tocava e deu certo. Eles começaram a fazer transmissões de shows, porque a gente fazia e dava certo. Naquela época, tínhamos muito IBOPE, mesmo com uma potência pequena. E vivíamos muito aquele universo. Era o nosso trabalho, mas era também a nossa vida de uma certa forma. Porque o que fazíamos ali era absolutamente verdadeiro. A gente era muito explícito, sincero e espontâneo. Cada comunicador tinha o seu perfil, falava do seu jeito. Não seguíamos um roteiro. Tínhamos opinião sobre tudo e cada um tinha liberdade para expor as suas ideias.

Havia algum tipo de controle sobre o conteúdo veiculado por parte do grupo Bandeirantes?

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Galera da Ipanema anos 90: Claudio Cunha, Eduardo Santos, Júlio Reny, Nara Sarmento, Alemão Vitor Hugo, Katia Suman, Alexandre Brasil e Bruno Suman

Tínhamos um diretor que era o Nilton Fernando e, às vezes, ele dava umas enquadradas. Porque a gente, nessa atmosfera de liberdade e de criatividade, extrapolava. Eu me lembro do Nilton reclamando que estávamos virando uma rádio muito petista. O PT estava começando e, pra nós, conversar com um político e eleger um político era uma coisa nova. Então, era toda uma certa euforia e um desejo de participar do processo. Tínhamos liberdade, mas às vezes o Nilton ficava indignado que falávamos de mais. Porque, pra gente, esse papo de neutralidade não existia. Alías, mesmo que o jornalista use todo o manual de jornalismo da sua instituição e fique escolhendo as palavras, ele fala de algum lugar. E o que eu vejo de mais perigoso e perverso é uma neutralidade entre aspas – na qual o cara jura que está sendo imparcial e, na verdade, está enquadrado dentro de uma corporação, de um grupo, que tem sim os seus interesses comerciais e políticos.

Até que ano tu trabalhaste na Ipanema FM? Tu acreditas que a rádio foi perdendo a sua identidade jovem ao longo dos anos?

Eu tive três passagens pela Ipanema. Na primeira vez, eu fiquei até 99. Aí eu saí, fiquei sete anos fora. Voltei, fiquei dois anos e saí. E acho que foi perdendo sim, por uma série de fatores, afinal o mundo mudou. Naquele momento, nos anos 80 até 90 e poucos, a rádio tinha um papel fundamental, porque era muito difícil ter acesso a uma informação com aquele foco de interesse. Não tinha internet, a gente recebia notícias do centro do país e de outros lugares através de telex – que é um instrumento pré-histórico. Tinham agências de notícias que mandavam. Havia produção cultural, discos que nem eram lançados no Brasil. Era todo um esquema de lojas de importados, de amigo que viajava pra comprar. Era uma batalha conseguir a informação. A gente lia desde revistas voltadas ao público jovem a jornais do centro do país, como Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, O Globo, Estado de São Paulo e a gente ficava catando coisa. Tentando trazer uma informação qualificada e variada pros ouvintes. E o mesmo vale para o repertório musical, porque a gente rodava de tudo – tudo o que a gente achava bom, né. Rolava rock, jazz, pop, música erudita, MPB… era uma gama tão ampla de diversidade musical que é impossível hoje. Porque as coisas foram ficando segmentadas. A Ipanema era uma geleia geral. Bandas que surgiram os anos 80, como Engenheiros do Havaí, TNT, Tefala, Replicantes, Garotos da Rua e Cascaveletes costumam dizer que a Ipanema foi a formação musical deles, porque a gente tocava coisas inacreditáveis para uma rádio. Então, com o tempo, a internet simplificou o acesso à informação, logo o rádio, especialmente esse rádio, perdeu muito da sua função e foi tomando outros rumos.

O que veio na tua cabeça quando foi anunciado, ano passado, que a Ipanema existiria apenas em um formato para a Web?

Bom, duas coisas. Primeiro lugar, eu não aceito essa versão de que a rádio migrou para a Web. Ela acabou. É uma desonestidade com o público dizer isso, porque é uma mentira. Todo mundo foi demitido. O que eles botaram no tal do ambiente Web foi um playlist. Um playlist não é uma rádio. Depois, eu senti até um alívio, porque ela foi tão importante pra mim e pra toda uma geração, que ver aquilo que estava sendo feito com o nome de Ipanema era triste. A última versão dela, era exatamente o oposto do que a gente fazia. Era tudo aquilo que a gente criticava – uma rádio de hits, com repetição, papo furado e todo mundo alegre. Então, em vez de fazer isso com o nome de Ipanema, acaba e assume que acabou. As coisas terminam, a roda gira, a fila anda… não tem mais espaço para uma rádio assim.

De que modo tu enxerga o rádio hoje?

Eu fico pensando, a minha filha tem 15 anos e ela nunca ouviu rádio na vida. Se eu der um rádio pra ela eu acho que ela nem vai saber o que fazer, porque eu acho que nem fabricam mais rádio hoje, todo mundo escuta no carro ou no celular. Então o que eu vejo é que ela e essa turma de adolescentes não ouvem rádio – pelo menos a turma da minha filha. Ela me pediu pra assinar o spotfy e ela ouve umas músicas pelo spotfy. Eu penso que hoje, com esse tipo de coisa, Spotfy, Deezer… não tem sentido ouvir rádio – eu falo de quem quer ouvir música. Porque, no rádio, vai ter aquele comercial chato e vai ter o cara falando. Então eu percebo que o FM virou rádio de notícias ou rádio bem popular, de música de massa, tocando sertanejo universitário.

Eu já estou em uma idade de querer ouvir gente falando, então eu ouço rádio de notícias. Mas, eu tenho muita dificuldade porque as rádios são muito caretas e são muito chatas. Então, pra mim, o que tem de legal no rádio hoje é o Boechat – de manhã cedo na Band – e eu gosto muito do programa do Juremir Machado da Silva e da Taline Oppitz sobre política na Guaíba. Eles entrevistam políticos de todos os partidos. Eles dão uma pauta e os políticos ficam meio que se confrontando e isso é muito bom porque aí tu vê como é que eles pensam. Em relação à rádio musical tem a Unisinos com um repertório musical legal e a FM Cultura. Mas eu já não tenho vontade de ouvir música no rádio.

É possível inovar trabalhando em um veículo de mídia tradicional hoje?

Eu acho que sempre é possível inovar. Eu acredito na possibilidade da criação humana. A rádio Unisinos, por exemplo, tá botando no ar a Rádio Elétrica. Então, o conteúdo que eu gero na minha casa é transmitido no FM. Isso pra mim é novo. É uma maneira de cruzar ambientes. Então, eu acho que dá pra inovar sempre. Mas por uma questão também de retração de mercado os caras não querem ousar. A Ipanema só foi possível porque aquilo que se fez naquele momento conquistou uma legião de ouvintes e com os ouvintes vieram os anunciantes. Acho que hoje, dada as facilidades tecnológicas talvez seja mais fácil inovar. Tu pode ter programa com gente falando de todas as partes do mundo, programa com gente falando de dez estados brasileiros. Eu gosto de ouvir a Band News porque é assim, tem uma ancoragem em São Paulo, mas entra gente do Rio, entra gente de Recife, entra gente de Brasília, entra gente de Porto Alegre, porque eles tem uma rede grande nacional. Mas entra dentro de um formato muito quadradinho. Então eu acho que falta pra uma boa parte de um público que cresceu e que se formou ouvindo a Ipanema, um outro tipo de rádio, um outro tipo de comunicação mais solta, menos careta, mas plural, mais livre, menos quadrada, com uma linguagem menos politicamente correta. Eu acho que uma rádio assim prosperaria. Mas eu não tenho mais energia e disposição pra formatar uma ideia e transformá-la em negócio. Eu não me vejo trabalhando em nenhuma das FMs que existem. Parece que eu não tenho perfil pra estar em alguma delas – não sei, pode ser uma loucura da minha cabeça –, mas eu criei a minha rádio Web porque fazer rádio pra mim é um negócio importante. Eu gosto, eu preciso, me ajuda a entender. Eu trago pessoas pra falar de assuntos que eu julgo relevante, eu tenho uma pauta. É quase que um ativismo que eu faço na minha rádio. Eu consigo fazer isso hoje graças à tecnologia então eu não vou tentar convencer uma empresa e mais milhões de anunciantes porque isso pra mim é muito desgastante e cansativo. Eu sou capaz de inventar um jeito de fazer rádio. E eu inventei um, a minha rádio está no ar.

Como surgiu a ideia de criar a Rádio Elétrica?

Eu comecei a transmitir em dezembro de 2010. Eu estava trabalhando nesse momento na TV COM. Quando eu saí da Ipanema para ir pra RBS, eu coloquei como uma das condições trabalhar em uma das rádios do grupo. Passou um ano e nada. Até que eu decidi fazer a minha rádio. De lá pra cá eu mudei um pouco. No começo eu transmitia ao vivo duas horas por dia – era de manhã – e fazia um rádio do jeito que eu fazia lá nos anos 80/90: falava um pouco, rodava umas músicas, voltava, falava o que tinha rodado, comentava mais alguma coisa. Aí eu voltei a trabalhar na Ipanema e quando eu saí – pela terceira vez – eu comecei a ver a Rádio Elétrica de uma outra maneira.

Como funciona a programação da Rádio Elétrica?

Eu fazia na Ipanema, o programa Talk Radio, que é basicamente uma rádio falada. Não é um diálogo com especialistas, não é uma entrevista, é uma conversa entre cidadão com tantas dúvidas e perplexidades quanto qualquer um. E eu passei a trabalhar em cima dessa ideia.

Então, na segunda-feira o papo é mais sobre cultura, eu converso com um cara que é produtor cultural. Na terça-feira eu falo com uma médica que é a Cinthya Verri e podemos entrar no terreno da psicanálise, da anatomia, ou do comportamento. Na quarta-feira, eu converso com o Diego Granto – que é professor e poeta. A gente fala muito de política, de feminismo, dos movimentos que estão acontecendo. Mas a gente fala do ponto de vista de quem está assistindo sem entender muito bem. Na mídia parece que todo mundo tem certeza, e isso me irrita um pouco. Ninguém tem dúvida. Mesmo agora nesse impeachment/golpe, cai/não cai… sempre tem um jurista, um advogado, que entendeu tudo. Então, pra fechar, na quinta-feira, eu falo com a Fabiola Pecce, que é consultora ambiental e sexta-feira é o dia da cidade, em que eu falo sobre questões de planejamento urbano.

Clique e leia a íntegra da entrevista no https://jujucrmaciel.wordpress.com