Crise no PR gaúcho: presidente destituído do partido na Capital mantém convenção municipal e contraria decisão do Diretório Nacional. Presidente estadual deixa claro que encontro não vai ser considerado

Crise no PR gaúcho: presidente destituído do partido na Capital mantém convenção municipal e contraria decisão do Diretório Nacional. Presidente estadual deixa claro que encontro não vai ser considerado

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O Diário Oficial da União publicou, hoje, uma resolução nacional do PR determinando o cancelamento de todas as convenções municipais da legenda. Ainda assim, o atual presidente do PR em Porto Alegre mantém a convenção marcada para as 19h de amanhã, na Câmara Municipal. O vereador Rodrigo Maroni alertou que permanece no exercício da função, embora saiba que a intenção do recém-nomeado presidente estadual do PR seja retirá-lo do cargo diretivo e da corrida ao Paço Municipal. Por enquanto, Maroni garante, também, que segue sendo pré-candidato.

O deputado federal Giovani Cherini, que comanda desde o dia 13 o PR no Rio Grande do Sul, não reconhece a convenção agendada. A informação é de que, se o encontro ocorrer, vai ser desconsiderado, já que a publicação no Diário Oficial anula as convenções.

Em forma de prevenção, Maroni registrou, no TRE, um livro-ata. As deliberações da convenção também ficarão protocoladas na Corte. A medida é vista como uma estratégia de oficializar a decisão, caso a maioria dos republicanos opte pela candidatura própria.

Maroni se queixa do comando do PR nas mãos de Cherini, que trocou de sigla após ser expulso do PDT. “Lamentavelmente, estamos vivendo uma política acostumada com a corrupção, onde as cidades são vistas como lojas que fazem parte de um balcão de negociações. Os mesmos métodos adotados em Brasília chegaram aqui e estão sacrificando a candidatura em defesa dos animais. Se eu fosse um representante da oligarquia ou o candidato das empreiteiras não enfrentaria esta resistência”, avaliou.

O vereador ainda comparou a conduta de Cherini com o coronelismo. “Ele foi expulso do seu partido, o PDT, veio para o PR e está me expulsando agora. Ouvi claramente que quem manda no partido é ele. Este tipo de política de cima para baixo deu certo na Bahia e no Maranhão”, disparou.

Já o deputado federal prefere não contra-atacar. A única informação repassada por ele é a de que o partido é nacional e as deliberações que vem de cima para baixo devem ser respeitadas, a exemplo da orientação que cancela a realização das convenções. A intenção é integrar uma coligação com viabilidade eleitoral, já que a eventual candidatura própria do PR com Rodrigo Maroni é classificada como “aventureira”. A expectativa de Cherini é de que o vereador concorra à reeleição para manter a cadeira do partido na Câmara e, ainda, ampliar a bancada.

O deputado se comprometeu, ainda, a quebrar o silêncio sobre os problemas iniciais enfrentados ao assumir a direção do PR, amanhã, no programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, a partir das 13h10min.

À frente do PR estadual, Cherini tira vereador Maroni da presidência da sigla na Capital.  Parlamentar ainda confirmou que partido não vai lançar candidatura própria à Prefeitura; por Ananda Müller/Rádio Guaíba

À frente do PR estadual, Cherini tira vereador Maroni da presidência da sigla na Capital. Parlamentar ainda confirmou que partido não vai lançar candidatura própria à Prefeitura; por Ananda Müller/Rádio Guaíba

Eleições 2016 Notícias Poder Política

Recém nomeado presidente estadual do PR, o deputado federal Giovani Cherini garantiu hoje que o vereador Rodrigo Maroni não é mais o líder municipal da sigla em Porto Alegre. A afirmação veio acompanhada da confirmação de que o partido não vai lançar candidatura própria à Prefeitura. Conforme o parlamentar, “é preciso que a sigla se fortaleça dentro da Câmara antes de se alçar ao Executivo”.

Já Maroni convocou a imprensa para dizer que só vai retirar a pré-candidatura ao Paço se for “obrigado” a isso. Conforme ele, existe um descontentamento dentro do PR em razão do que considerou “comportamento autoritário” de Cherini. O deputado disse, no entanto, que só está cumprindo o acordo feito com a presidência nacional, “que é de fazer o PR crescer no Estado”.

O vereador, de outro lado, ressaltou que segue sendo presidente da sigla na Capital e que Cajar Nardes se mantém no comando estadual do partido até convenção agendada para a próxima quinta-feira. Já Cherini rebate: “Toda cidade com mais de 200 mil eleitores precisa da assinatura do presidente estadual do partido para validar uma convenção, o que não vai ser o caso”, disse.

O vereador ainda mencionou que há desconforto criado por um suposto afastamento de Cherini em relação à causa animal, carro-chefe de Maroni na vida pública. Cherini devolve dizendo que “a juventude e os animais também são minha causa”.

Expulsão do PDT

O deputado Giovani Cherini foi expulso do PDT após votar a favor da abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, contrariando orientação da sigla. Ele foi o único parlamentar trabalhista a receber a punição máxima pela desobediência, com justificativa de que abriu publicamente o voto na imprensa e em redes sociais. Para compor o quadro gaúcho do PR, o deputado exigiu o cargo de líder da sigla no Estado, ao que foi atendido pela presidência nacional.

Após ser expulso do PDT, Cherini condiciona troca de legenda a cargo de presidente estadual

Após ser expulso do PDT, Cherini condiciona troca de legenda a cargo de presidente estadual

Notícias Política

Expulso do PDT após votar a favor do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Giovani Cherini declarou, nesta segunda-feira, que ainda não decidiu em qual sigla deve ingressar. Ele garantiu, no entanto, que condiciona esse ingresso à garantia de que possa ocupar a presidência estadual da futura legenda.

“Não há dúvida nenhuma (sobre o condicionamento). Estou nessa direção, tratando com vários partidos. Claro que não há nenhuma definição ainda, mas há algumas sinalizações. A minha ideia é ter um partido que me dê autonomia e liberdade para poder trabalhar e exercer toda a minha liderança. Mas em função, também, da minha expulsão. Porque a minha expulsão foi uma injustiça. E está todo mundo vendo. Outros deputados fizeram o mesmo que eu e não foram expulsos, eu fui o Cristo nessa história”, apontou.

Cherini  também disse que o presidente do PDT no Rio Grande do Sul, deputado federal Pompeo de Mattos, foi um dos articuladores da expulsão. O líder trabalhista rebate. Segundo Pompeo, Cherini já havia apresentado o desejo de deixar a legenda anos atrás – inclusive quando Leonel Brizola ainda era vivo.

“Ele já há anos vem tentando sair do PDT. Quando (Anthony) Garotinho (ex-governador do Rio de Janeiro) saiu do PDT, ele (Cherini) andou junto, fazendo roteiro. Doutor Brizola o enquadrou, dizendo que ele estava costeando o alambrado. Depois, ele flertou com o PSD, do (Gilberto) Kassab. Ele queria ser o presidente do PSD no RS mas o Kassab preferiu Danrlei, e não ele. Depois, ele flertou com o Solidariedade, que não o quis, e depois com a Rede. Quando aconteceu esse episódio em Brasília para fechar questão contra o impeachment, ele era contra e ficou do lado da (presidente) Dilma. No final, quando viu que ela (Dilma) ia perder, mudou de lado. E, mais do que isso: depois sofreu processo (no partido) e não se defendeu”, apontou Pompeo.

Apesar de ser acusado de trabalhar pela saída de Cherini da sigla, o presidente estadual garante que, além de nunca ter desejado a expulsão do colega, também não votou pela saída dele, em reunião da Executiva, no Rio de Janeiro.

Já Cherini disse que ainda negocia com partidos como o PPS, PHS, PR, PSD e PRB. E que, inclusive, espera finalizar o assunto ainda durante a semana. (Vitória Famer / Rádio Guaíba)

Governo Dilma teme ‘efeito manada’ entre os partidos

Governo Dilma teme ‘efeito manada’ entre os partidos

Notícias Poder Política

Dando como certa a debandada do PMDB, seu maior aliado e partido do vice- presidente Michel Temer, o governo Dilma Rousseff teme agora o “efeito manada” de outras siglas de sua base de apoio no Congresso. Os alvos dessa preocupação são PP, PR e PSD. Juntos, os três partidos somam 121 deputados e têm dito que não veem sinal de reação do Palácio do Planalto. Dirigentes dessas siglas vêm sendo pressionados por parlamentares de sua base a deixar o governo. Para barrar o processo de impeachment, Dilma precisa de 171 votos de deputados na Câmara. O PMDB conta com 69 parlamentares. Encontro recente do ministro Gilberto Kassab(Cidades), presidente do PSD, com Temer também deixou o governo alarmado. Cerca de 70% da bancada do partido apoia o impeachment da presidente Dilma. Como parte do isolamento do governo, o ex-presidente Lula teve frustradas duas tentativas recentes de se encontrar com Temer. O presidente do PT, Rui Falcão, disse que o partido está pronto para lutar contra o impeachment. “Queremos a paz, mas não tememos a guerra.” A reportagem completa está na Folha de São Paulo.