Acampados, grupos a favor de Dilma realizam diferentes atividades em Porto Alegre; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Acampados, grupos a favor de Dilma realizam diferentes atividades em Porto Alegre; por Lucas Rivas/Rádio Guaíba

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Na véspera da votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a Frente Brasil Popular realizou nesse  sábado diferentes atividades em defesa da democracia no Centro de Porto Alegre. Acampados na Praça da Matriz, os manifestantes iniciaram o dia debatendo o uso e consumo de agrotóxicos. A Frente reúne representantes de movimentos sociais, centrais sindicais e partidos de esquerda. A reforma da mídia também foi pauta durante o encontro a céu aberto. Outros debates trataram da história da ditadura militar, salienta Abgail Pereira, uma das organizadoras da Frente Brasil Popular.

Nesse domingo, às 10h, uma caminhada até a praça ocorre após manifestação em frente ao Auditório Araújo Vianna, no Parque da Redenção. Durante a tarde a concentração é na Matriz, com telão para os ativistas acompanharem a votação que ocorre em Brasília e que vai decidir sobre a admissibilidade do processo de Impeachment.“Desde cedo neste domingo nós iremos realizar panfletagens e atividades com a população para chegarmos mobilizados e acompanharmos a votação”, diz Abgail.

Protestos no domingo em Porto Alegre não devem se aproximar

Protestos no domingo em Porto Alegre não devem se aproximar

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Dois dos organizadores à frente dos movimentos pró e contra a manutenção de Dilma Roussef na presidência da República participaram do programa A Cidade é Sua, da Rádio Guaíba. Eles detalharam as atividades, que já ocorrem na Capital, e chamaram a população para que participe dos eventos até domingo. Não está previsto que os grupos se aproximem durante as atividades.

Nasson Santana, da Frente Brasil Popular, destacou a atividade de hoje à tarde, a partir das 17h, no Centro de Porto Alegre. Os participantes sairão da praça da Matriz, onde estão acampados, e retornarão para o mesmo lugar, às 19h, depois de ato público na Esquina Democrática. No domingo, às 10h, uma caminhada até a praça ocorre após manifestação em frente ao Auditório Araújo Vianna, no Parque da Redenção. Durante a tarde a concentração é na Praça da Matriz, com telão para os ativistas acompanharem a votação que ocorre em Brasília e que vai decidir sobre a admissibilidade do processo de Impeachment.

Já Paula Cassol, do Movimento Brasil Livre, explicou que vai haver uma aula pública no Parcão, no sábado à tarde, sobre os primórdios da história brasileira. No domingo à tarde, o grupo que está acampado no local recebe outros ativistas contrários à manutenção da presidente Dilma Roussef no poder. Também vai haver telão para acompanhar o voto dos deputados no plenário da Câmara, em Brasília.

A Brigada Militar montou um esquema de prontidão permanente para prevenir distúrbios no domingo. De acordo com o governador José Ivo Sartori, vai haver reforço “na área da segurança pública e em todas as instituições, sejam elas municipais, estaduais ou federais, controle e gerenciamento de todo o processo de forma integrada e coletiva”. “Como governador, espero que tudo se faça dentro da normalidade democrática, sem violência e sem prejuízos à democracia e às instituições”, complementou Sartori.

Segundo o comandante-geral da BM, coronel Alfeu Freitas Moreira, a chegada de militantes vindos do interior, também vai ser acompanhada. “Não permitiremos que grupos de posições diferentes em relação ao impeachment se manifestem no mesmo local”, disse o coronel. (Rádio Guaíba)

Sindicalistas e servidores ocupam a Praça da Matriz em dia de votação na Assembleia, Vitória Famer/Rádio Guaíba

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Assembleia foi isolada pela Brigada Militar. Foto: Vitória Famer
Assembleia foi isolada pela Brigada Militar. Foto: Vitória Famer

Servidores públicos estaduais e sindicalistas ocupam a Praça da Matriz, no Centro de Porto Alegre, desde a madrugada desta segunda-feira (28). Os trabalhadores querem pressionar os deputados estaduais a não votar, nesta tarde, os projetos da sexta fase do ajuste fiscal. O prédio do Legislativo está isolado com gradis pela Brigada Militar.

Dos 30 projetos que integram a pauta da Assembleia Legislativa, 26 são do Executivo, parte deles ligado à sexta fase do ajuste fiscal, com medidas de corte de benefícios de servidores e controle de gastos futuros, como a Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual. A proposta proíbe que os gastos superem as receitas, o que deve congelar salários de servidores em períodos de crise financeira. Também será apreciado projeto que autoriza a venda da folha de pagamento do Estado ao Banrisul.

A ordem de análise dos projetos será definida na reunião de líderes, que começa às 14h. A sessão plenária extraordinária está prevista para as 15h.