Candidatos avaliam pesquisa do Correio do Povo sobre eleições de Porto Alegre; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Candidatos avaliam pesquisa do Correio do Povo sobre eleições de Porto Alegre; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

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Os candidatos a prefeito de Porto Alegre avaliaram, em entrevistas a Rádio Guaíba, a pesquisa do Instituto Methodus, encomendada pelo Correio do Povo e divulgada nesta quarta-feira.

Segundo o levantamento, Sebastião Melo (PMDB) lidera com 21% das intenções de voto, seguido por Nelson Marchezan Júnior (PSDB), com 13,7%, Raul Pont (PT), com 11,8%, e Luciana Genro (PSol), com 11,5%; os três estão empatados tecnicamente. Maurício Dziedricki (PTB) tem 5%, Fábio Ostermann (PSL) aparece com 0,6%, Julio Flores (PSTU) tem 0,5%, João Carlos Rodrigues (PMN) e Marcello Chiodo (PV) aparecem com 0,1%.

A briga pelas duas vagas no segundo turno deve marcar a corrida eleitoral na Capital nas semanas que antecedem as eleições de 2 de outubro. O diretor do Instituto Methodus, Jeferson Jaques, destacou que é grande a possibilidade de um acirramento pela vice-liderança no pleito.

Fábio Ostermann (PSL): “Eu avalio a pesquisa com muita serenidade e tranquilidade. A quantidade alta de votos indecisivos e brancos me deixa confiante de que há um espaço grande para crescimento. Sem contar o Melo, os candidatos que estão em segundo lugar têm 11% e isso permite que o porto-alegrense escolha com serenidade, compare propostas e veja quem é o candidato que ele acredita que pode realmente pode mudar a cidade.”

João Carlos Rodrigues (PMN): “Eu não me preocupo e não deixo me abater por pesquisa, até porque as pesquisas, nas últimas eleições, não têm acertado. Isso não me preocupa porque estou muito focado no trabalho que estou fazendo, na proposta que estou apresentando para a cidade de Porto Alegre e que vai definir seu candidato no dia 2 de outubro.”

Júlio Flores (PSTU): “As pesquisas sempre podem ser manipuladas, principalmente na definição da amostragem. Podes pegar estatificação por classe social, podes pegar uma tomada de entrevistas na Bela Vista e na Restinga, e penso que são pesos diferenciados entre trabalhadores e setores mais abastados da sociedade e isso pode fazer toda a diferença. As margens de erro são muito grandes e podem ser questionadas.”

Luciana Genro (PSol): “Estamos os três empatados no segundo lugar. Acho um resultado positivo diante da enorme desigualdade de tempo de televisão que eu enfrento, tanto no horário eleitoral gratuito, em que só tenho 12 segundos, como principalmente nas inserções ao longo da programação. Acho muito indicativo que as chances reais de chegar ao segundo turno estejam muito claras.”

Marcelo Chiodo (PV): “Para quem teve uma campanha tumultuada com essa mudança repentina de apoiar outra candidato por motivos que eu não sei, a gente está fazendo uma campanha modesta e com bastante trabalho, visitando comércios, bairros e acho que com o tempo poderemos crescer cada vez mais.”

Maurício Dziedrick (PTB): “A gente tem uma avaliação muito clara de que as pesquisas eleitorais não estão reproduzindo aquilo que as ruas têm dito. É hora de ocuparmos a cidade e ter a ideia de que é hora de mudar os políticos tradicionais. Os políticos tradicionais estão neste bloco embaralhado da pesquisa. Nós queremos e faremos a diferença nesta eleição.”

Nelson Marchezan Júnior (PSDB): “Eu sempre mantive a posição de que a pesquisa é um retrato do momento, tirado pela máquina de um determinado instituto ou empresa de pesquisa. Fico feliz por estar no segundo turno, mas a gente analisa sempre com muita cautela e sempre é um estímulo ao trabalho.”

Raul Pont (PT): “Entendo que a pesquisa é um momento e temos o acompanhamento pela nossa campanha. O que posso te afirmar é que esses números não batem com os nossos. Vamos ter que esperar para ter uma avaliação melhor e mais comparativa com outros institutos ou com outras pesquisas. Não é isso que nós temos na nossa campanha.”

Sebastião Melo (PMDB): “A minha postura em relação às pesquisas continua a mesma: nem de aplauso, nem de desconstituição. A pesquisa registra a fotografia do momento, mas nós temos uma quantidade enorme de eleitores indefinidos. Desde o começo nós tínhamos esta noção de que o eleitor está arredio. Muitas pessoas deixarão para escolher o seu candidato lá no momento da votação.” (Rádio Guaíba e Correio do Povo)

Debate na Guaíba reúne nove candidatos a prefeito e prioriza segurança e educação. Mobilidade urbana, funcionalismo, saúde, cultura, infraestrutura, desenvolvimento e sustentabilidade também foram abordados ao longo de mais de três horas e meia

Debate na Guaíba reúne nove candidatos a prefeito e prioriza segurança e educação. Mobilidade urbana, funcionalismo, saúde, cultura, infraestrutura, desenvolvimento e sustentabilidade também foram abordados ao longo de mais de três horas e meia

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Segurança, educação e mobilidade urbana foram os principais temas abordados no debate dos candidatos à Prefeitura de Porto Alegre, realizado pela Rádio Guaíba na tarde desta terça-feira. Com mais de três horas e meia, o debate foi dividido em três blocos, além da primeira manifestação em que cada candidato teve dois minutos para se apresentar aos ouvintes. No primeiro e no segundo blocos, os candidatos debateram temas sorteados pela produção. No terceiro e último bloco, as perguntas foram com temas livres.

Estiveram no debate os nove candidatos a prefeito: Fábio Ostermann (PSL), João Carlos Rodrigues (PMN), Júlio Flores (PSTU), Luciana Genro (PSOL), Marcello Chiodo (PV), Maurício Dziedricki (PTB), Nelson Marchezan Junior (PSDB), Raul Pont (PT) e Sebastião Melo (PMDB). Além de segurança, educação e mobilidade urbana, foram abordados temas relacionados ao funcionalismo, saúde, cultura e projetos de infraestrutura, desenvolvimento e sustentabilidade.

Vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (PMDB) defendeu a gestão José Fortunati diante de ataques dos concorrentes. Uma das principais críticas à atual gestão se refere à demora para que as obras sejam finalizadas. Melo ressaltou que a Prefeitura aproveitou a Copa do Mundo para tirar do papel projetos que a cidade tinha a necessidade de realizar. “Tenho recebido como representante do governo muitas críticas sobre as obras da Copa. A oportunidade de buscar recursos foi aproveitada. Você vai no Beira-Rio e vê como a área foi valorizada. A saída da rodoviária também é um exemplo. Fazer obra em uma cidade viva não é fácil, mas podem ter certeza que todas essas obras ajudarão muito quando ficarem prontas. A cidade esperava por essas obras por 60 anos e nós tiramos elas do papel”, defendeu Melo.

A licitação do transporte pública, realizada no ano passado, foi outro ponto que gerou grande debate e críticas dos candidatos de oposição. Raul Pont (PT) criticou o fato de as empresas já estarem pedindo reajuste nos valores das passagens. “O transporte coletivo é um problema que o porto-alegrense vive diariamente. Saímos de uma licitação em que foi aumentado o valor das passagens, mas agora as empresas querem um novo reajuste. A inflação vem diminuindo e as empresas querem aumentar os valores A resposta da prefeitura com a EPTC é de que vai diminuir linhas e tabelas, prejudicando a população”, criticou.

Dentro do mesmo tema, Luciana Genro (PSol), defendeu o fortalecimento da Carris e a ampliação do transporte hidroviário. “O problema do transporte público em Porto Alegre é muito grave. Precisamos fazer uma auditoria na planilha de custos das empresas. Queremos também garantir que o dinheiro do Tri, pago antecipadamente, seja administrado pela Prefeitura e não pela ATP. Também queremos diversificar os modais de transporte em Porto Alegre. Já era para existir um catamarã da Ilha da Pintada, diminuindo para cinco minutos um percurso que atualmente leva 40. No meu governo o sistema hidroviário vai ser utilizado. Podemos ligar as zonas sul e norte e ainda as ilhas dessa forma”, projetou.

Nelson Marchezan Júnior (PMDB) defendeu a diminuição de gastos nas secretárias e com cargos de confiança (CCs). “Hoje temos 27 secretarias e 37 órgãos com status de secretaria. Se o prefeito for fazer uma reunião com todos os seus secretários, vai demorar 12 horas. Isso é impossível. Isso ocorre para acabar colocando a pressão de vários partidos que compõem a base para formar o tempo de TV de uma candidatura. Hoje temos mais de mil CCs. São R$ 150 milhões por ano. Pensamos em agir em interesse da sociedade, nas pessoas, e não na nossa próxima campanha para prefeito. Por essa razão os serviços públicos não são tão bem utilizados como desejamos”, avaliou.

No tema educação, Júlio Flores (PSTU) defendeu a ampliação das escolas de educação infantil no município. “Teremos de ampliar e muito as escolas de educação infantil para dar conta desse déficit. Mães e pais sofrem efetivamente com isso. Temos ainda que diminuir as escolas conveniadas que nada mais são que conceder a iniciativa privada e isso não serve para o governo. Temos de ter as escolas nas mãos da prefeitura e no controle dos trabalhadores. Precisamos, inclusive, de creches 24 horas que atendam crianças desassistidas. Temos que direcionar o nosso ensino para a população. Hoje, o ensino está a serviço de formar mão de obra barata, não qualificando os filhos dos trabalhadores. Esse projeto precisa ser construído e apoiado nos convênios que temos que aplicar na sociedade”.

O assunto segurança também foi amplamente debatido pelos candidatos. Maurício Dziedricki (PTB) ressaltou a necessidade de integração entre a Guarda Municipal e a Brigada Militar. “Fui secretário de obras e fizemos a substituição de toda a iluminação pulica. Conseguimos reduzir assim 70% dos crimes nas áreas que ficaram melhor iluminadas. A prefeitura pode investir mais com a criação do fundo municipal de segurança, uma integração com motoristas do Uber e de táxi. Temos de ampliar as parcerias com o governo do Estado, que deu as costas para a Porto Alegre. Queremos fazer com que a Guarda Municipal atue ao lado da Brigada Militar”, defendeu.

A infraestrutura de Porto Alegre gerou críticas do candidato Fábio Ostermann (PSL). “A infraestrutura de Porto Alegre vem sofrendo por anos e anos de má gestão. Temos de entender por que as obras em Porto Alegre demoram tanto tempo, porque as pavimentações são tão precárias, temos fios desencapados nas ruas. Por que a nossa infraestrutura é tão precária? Penso que é porque a prefeitura abrange muitas obrigações e não tem capacidade para executar essas políticas públicas para modernizar e adaptar as nossas vias ao fluxo de pedestres, carros e motos”, disse.

Uma aproximação da prefeitura com os servidores foi defendida pelo candidato João Carlos Rodrigues (PMN). “Dentro do meu projeto está trabalhar em parceria com o servidor público. É ele quem sabe como gira a máquina. O servidor vai nos auxiliar no governo que queremos implantar, que é técnico e qualificado. O técnico não é quem representa um partido político, é o concursado que está no serviço público e conhece. Temos de qualificar e investir no servidor público. Temos de ter o servidor engajado no processo de construção”, disse.

No mesmo assunto, Marcelo Chiodo (PV), defendeu a criação de mecanismos para que a sociedade possa avaliar a prestação de serviços públicos. “Trabalhei dentro do serviço público e todos que estavam comido trabalhavam muito. O secretário adjunto não pode ser um CC ou político. Tem que ser um funcionário de carreira porque ele fica com a memória da secretária. Segundo passo é a avaliação do funcionário, que hoje é a própria secretária. Quem deve avaliar é a população. Queremos inovar. Qualquer obra ou serviço da cidade deve ter um acompanhamento por aplicativo com avaliação, ali veremos o que houve naquela parte da gestão. Não adianta a secretária avaliar secretária”, completou. (Rádio Guaíba e Correio do Povo)

Eleições 2016: SIMERS entrega pedidos da população sobre saúde a candidatos da Capital

Eleições 2016: SIMERS entrega pedidos da população sobre saúde a candidatos da Capital

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O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) promove, na próxima segunda-feira (5 de setembro), às 9 horas, no Hotel Deville (Av. dos Estados 1909 – Sala Piratini – Porto Alegre), um encontro com os candidatos à prefeitura de Porto Alegre. A entidade entregará os resultados da Campanha Desejos para a Saúde, que contou com a votação dos moradores sobre prioridades para melhorar a saúde pública. Uma plataforma digital recebeu os temas mais urgentes entre 21 de julho e 30 de agosto.

Um dossiê sobre a saúde da Capital foi elaborado pelo SIMERS, contendo a votação e um diagnóstico completo sobre os problemas no SUS. Em seguida, cada candidato responderá a perguntas sorteadas, relacionadas a suas plataformas políticas para a saúde. “Pela primeira vez uma plataforma aberta possibilitou que os moradores pudessem eleger prioridades e agora vamos levar a quem pode dar alguma resposta e fazer algo”, destacou o presidente do Sindicato, Paulo de Argollo Mendes(foto).

Até o momento, já confirmaram presença os candidatos Sebastião Melo (PMDB), Luciana Genro (PSOL), Fabio Ostermann (PSL), Nelson Marchezan Junior (PSDB), Marcello Chiodo (PV) e João Carlos Rodrigues (PMN).

Rádio Guaíba transmite hoje debate de candidatos à Prefeitura de Porto Alegre. Promovido pelo Sescon-RS, o debate será realizado no Centro de Eventos do Sindicato

Rádio Guaíba transmite hoje debate de candidatos à Prefeitura de Porto Alegre. Promovido pelo Sescon-RS, o debate será realizado no Centro de Eventos do Sindicato

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A Rádio Guaíba transmite hoje, a partir das 14h30min, direto do Centro de Eventos do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do Rio Grande do Sul (Sescon-RS), um debate entre os candidatos à prefeitura de Porto Alegre. Promovido pelo Sescon-RS, o debate faz parte das ações previstas pela entidade no Projeto Gestão Pública Eficaz. O Sindicato fica na rua Augusto Severo, 168, no bairro São João. Também será possível acessar o debate via site do Correio do Povo.

Mediado pelo jornalista Felipe Vieira, da Rádio Guaíba, o debate será dividido em três blocos. No primeiro, o presidente do Sescon-RS, Diogo Chamun, fará uma pergunta comum a todos os concorrentes. O questionamento terá origem no mais recente relatório do Projeto Gestão Pública Eficaz, que analisou a administração pública da Capital. No segundo bloco, os candidatos fazem perguntas entre si, com temas sorteados sobre segurança, saúde, educação, funcionalismo, mobilidade urbana, desenvolvimento, sustentabilidade e infraestrutura. No terceiro bloco, as perguntas entre os candidatos terão tema livre.

Chamun explica que o Sescon-RS realiza rotineiramente análises sobre a administração pública. “Alimentamos a imprensa com estudos. Mas também precisamos promover a discussão com os agentes públicos e o período eleitoral é o grande momento para isso”, afirma. O coordenador de jornalismo da Rádio Guaíba, Carlos Guimarães, diz esperar um debate qualificado, principalmente em vista do cenário político-econômico que o Estado e país enfrentam. “A crise política é uma realidade e a possibilidade de se realizar um pleito agora reforça a democracia, estimula debates e gera discussão sobre temas necessários para a melhoria da sociedade.” Para ele, um encontro na largada da campanha é fundamental para que o eleitor tenha consciência das propostas de cada candidato.

Participam do debate promovido pela entidade dos contabilistas os candidatos João Carlos Rodrigues (PMN), Júlio Flores (PSTU), Fábio Ostermann (PSL), Luciana Genro (PSol), Maurício Dziedricki (PTB), Nelson Marchezan Jr (PSDB), Raul Pont (PT) e Sebastião Melo (PMDB). (Rádio Guaíba e Correio do Povo)

Guaíba, Correio do Povo e Sescon-RS reúnem candidatos a prefeito em debate na próxima quinta

Guaíba, Correio do Povo e Sescon-RS reúnem candidatos a prefeito em debate na próxima quinta

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Rádio Guaíba e Correio do Povo promovem em parceria com o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do Rio Grande do Sul (Sescon-RS), um debate entre os candidatos a prefeito de Porto Alegre. O encontro ocorre na próxima quinta-feira (18), das 14h30min às 17h, direto do Centro de Eventos do Sescon e com transmissão ao vivo pela emissora. O período eleitoral abre oficialmente dois dias antes, no dia 16.

“A crise política é uma realidade e a possibilidade de se realizar um pleito nestas condições reforça a democracia, estimula os debates e gera a discussão a respeito dos temas necessários para a melhoria da sociedade”, sustenta o coordenador de jornalismo da Guaíba, Carlos Guimarães. Para ele, um encontro na semana de largada da campanha é fundamental para que o eleitor já tenha consciência das propostas de cada candidato.

Dividido em três blocos, o Debate Sescon-RS/Rádio Guaíba vai ter mediação de Felipe Vieira. No primeiro, o presidente do Sescon vai formular uma pergunta comum a todos os concorrentes. O questionamento vai levar em conta o relatório mais recente do Projeto Gestão Pública Eficaz, que analisou a administração pública da capital. (Rádio Guaíba)

Em votação empatada no diretório, PP deixa para quarta decisão sobre coligação na Capital; por Camila Diesel/Rádio Guaíba

Em votação empatada no diretório, PP deixa para quarta decisão sobre coligação na Capital; por Camila Diesel/Rádio Guaíba

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Com empate na votação na noite desta segunda-feira, a decisão do PP Municipal de se coligar com o PMDB ou com o PSDB para o pleito de outubro ficou para quarta-feira, em Porto Alegre. Os 101 integrantes do diretório municipal, além de outros votantes qualificados, votaram entre o apoio a Sebastião Melo (PMDB) ou a Nelson Marchezan Jr. (PSDB). Com 53 votos para cada, resta agora ao partido decidir, em convenção, na próxima quarta-feira, às 18h30min, o rumo a ser tomado.

Se fecharem com Melo, os progressistas entrarão na coligação com o maior tempo de propaganda de rádio e TV. Entretanto, se a opção for por coligar com Marchezan, os progressistas indicarão o vice da chapa, ganhando em visibilidade. No que se refere às possibilidades de coligação para a disputa proporcional, o presidente municipal do PP, Kevin Krieger, entende que a parceria com Marchezan pode render, ainda, mais vereadores progressistas eleitos na Capital.

“Duas boas opções. Com Marchezan temos a candidatura na majoritária a vice e também a coligação na proporcional, que viabiliza com certeza mais algumas cadeiras (na Câmara). E com Melo tem toda uma história de 12 anos que nós viemos trabalhando em conjunto”, projetou.

O nome progressista mais forte para uma indicação a vice de Marchezan é o do advogado Gustavo Paim.

À frente do PR estadual, Cherini tira vereador Maroni da presidência da sigla na Capital.  Parlamentar ainda confirmou que partido não vai lançar candidatura própria à Prefeitura; por Ananda Müller/Rádio Guaíba

À frente do PR estadual, Cherini tira vereador Maroni da presidência da sigla na Capital. Parlamentar ainda confirmou que partido não vai lançar candidatura própria à Prefeitura; por Ananda Müller/Rádio Guaíba

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Recém nomeado presidente estadual do PR, o deputado federal Giovani Cherini garantiu hoje que o vereador Rodrigo Maroni não é mais o líder municipal da sigla em Porto Alegre. A afirmação veio acompanhada da confirmação de que o partido não vai lançar candidatura própria à Prefeitura. Conforme o parlamentar, “é preciso que a sigla se fortaleça dentro da Câmara antes de se alçar ao Executivo”.

Já Maroni convocou a imprensa para dizer que só vai retirar a pré-candidatura ao Paço se for “obrigado” a isso. Conforme ele, existe um descontentamento dentro do PR em razão do que considerou “comportamento autoritário” de Cherini. O deputado disse, no entanto, que só está cumprindo o acordo feito com a presidência nacional, “que é de fazer o PR crescer no Estado”.

O vereador, de outro lado, ressaltou que segue sendo presidente da sigla na Capital e que Cajar Nardes se mantém no comando estadual do partido até convenção agendada para a próxima quinta-feira. Já Cherini rebate: “Toda cidade com mais de 200 mil eleitores precisa da assinatura do presidente estadual do partido para validar uma convenção, o que não vai ser o caso”, disse.

O vereador ainda mencionou que há desconforto criado por um suposto afastamento de Cherini em relação à causa animal, carro-chefe de Maroni na vida pública. Cherini devolve dizendo que “a juventude e os animais também são minha causa”.

Expulsão do PDT

O deputado Giovani Cherini foi expulso do PDT após votar a favor da abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, contrariando orientação da sigla. Ele foi o único parlamentar trabalhista a receber a punição máxima pela desobediência, com justificativa de que abriu publicamente o voto na imprensa e em redes sociais. Para compor o quadro gaúcho do PR, o deputado exigiu o cargo de líder da sigla no Estado, ao que foi atendido pela presidência nacional.

Nelson Marchezan Jr, pré-candidato à prefeitura, participa de encontro com entidades do varejo da Capital

Nelson Marchezan Jr, pré-candidato à prefeitura, participa de encontro com entidades do varejo da Capital

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O segundo café da manhã com os pré-candidatos à prefeitura da Capital, promovido pela CDL Porto Alegre, Sindicato de Hospedagem e Alimentação de POA e Região (Sindha), Sindicato de Hotéis de Porto Alegre (SHPOA) e Sindilojas Porto Alegre, foi realizado na manhã desta segunda-feira (18), no Hotel Plaza São Rafael. Neste encontro, o convidado foi Nelson Marchezan Jr. (PSDB/RS), que recebeu na ocasião um caderno com propostas das entidades.

Líderes de setores de comércio, serviços, bares e turismo apresentaram sugestões de pautas em prol de suas categorias ao atual deputado federal. “Fazemos esta aproximação para que possamos achar soluções a itens que se tornaram um entrave ou uma necessidade latente para que possamos evoluir. Além disso, queremos contribuir na construção de nomes para representantes em cargos prioritários”, introduziu o presidente da CDL POA, Alcides Debus.

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CDL POA, Sindha, Shpoa e Sindilojas Porto Alegre promovem rodadas de debates no Hotel Plaza São Rafael para discutir assuntos de interesse das categorias. Foto: Karen Horn/CDL

Entre os assuntos abordados, Debus mencionou a criação de um Centro de Convenções para trazer eventos de grande porte para a cidade. Sobre o tema, Marchezan acredita que parcerias com setores privados possam viabilizar a construção de uma área voltada para eventos. A mesma solução poderia ser aplicada para que o projeto do Cais Mauá seja efetivado: “Todos os 78 quilômetros da orla do Guaíba são muito pouco aproveitados pela população. Para avançar nesta questão, podemos convocar empreendedores a participar”, destacou o pré-candidato.

A parceria entre as instituições foi usada pelo presidente do Sindha, Henry Starosta Chmelnitsky, como exemplo da importância da união para fortalecer pautas comuns entre os diversos setores da economia. “Há dois anos, Sindha, CDL POA e Sindilojas Porto Alegre, estão trabalhando juntos com o intuito de contribuir para a cidade. É assim que pensamos em construir a política”, ressaltou.

Ações para combate do comércio informal foi outro tópico levantado. Na condição de presidente da Frente Parlamentar mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria, Marchezan afirmou que é preciso organização, planejamento de retirada e proibição da atuação destes ambulantes.

O presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse, perguntou como o pré-candidato pretende lidar com o corporativismo nas secretarias municipais. Na avaliação do político, este é um dos seus maiores desafios, pois “o período eleitoral foi reduzido e isso dificultou a apresentação de novos nomes. Mas a forma de eu fazer isso é com boas coligações, para que eu possa ter mais tempo de me apresentar”. O mesmo raciocínio deve ser usado em uma futura gestão.

No quesito Segurança Pública, Marchezan acredita que o enfrentamento do crime passa pela inteligência e pela tecnologia. “Nossos pardais são utilizados apenas para arrecadar, quando poderiam acompanhar os roteiros dos veículos”, analisa. Além disso, aposta também na implantação de câmeras de vídeo-monitoramento e na interligação dos equipamentos público e privados para a captação de imagens que ajudem a coibir ações ilegais.

A favor da melhoria do transporte público individual, o pré-candidato defende a qualificação dos táxis e a legitimação do Uber na Capital. “Se eu discar oito números, posso locar um carro com motorista, mas se eu chamar por um aplicativo não pode. Acredito que, com o auxílio da iniciativa privada, possamos melhorar o serviço dos nossos táxis.”

A primeira edição da rodada de debates, realizada no dia 7 de junho, contou com a presença do atual vice-prefeito da capital, Sebastião Melo, e a próxima ocorrerá no dia 25 de julho, com a ex-deputada Luciana Genro. Ao longo dos próximos meses, as entidades receberão outros pré-candidatos para debater sobre assuntos de interesse das categorias, como a construção de um Centro de Convenções, a importância da retomada de iniciativas focadas na Segurança Pública e ações que contribuam para o desenvolvimento do turismo, varejo e economia.

Pesquisa mostra intenção de votos dos eleitores para a prefeitura de Porto Alegre

Pesquisa mostra intenção de votos dos eleitores para a prefeitura de Porto Alegre

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A menos de três meses das eleições e a uma semana do prazo em que se iniciam as convenções partidárias, o Instituto Methodus foi a campo identificar a tendência do eleitor de Porto Alegre sobre a intenção de voto para prefeito de Porto Alegre. Segundo os dados, no primeiro cenário estimulado de primeiro turno, a candidata do PSol, Luciana Genro, aparece à frente dos demais pré-candidatos testados, com 20,8% das intenções de voto. A seguir vem Raul Pont, do PT, com 14,5% das intenções de voto e Sebastião Melo, do PMDB, com 13,7%. Vieira da Cunha, do PDT, tem 11,0%; Nelson Marchezan Jr, do PSDB, aparece em quinto com 6,5% e Mauricio Dziedricki, do PTB, em sexto, com 1,7%. A sétima posição é ocupada por Carlos Gomes, do PRB, e Wambert Di Lorenzo, do Pros, ambos com 0,8% das intenções de votos. Brancos e nulos somam 15,3% e indecisos (não sabe) 14,8%.

Na segunda simulação estimulada de primeiro turno, com menos candidatos, Luciana Genro, do PSol, aumenta sua pontuação, aparecendo com 22,3% das intenções de voto. Raul Pont, do PT, aparece em segundo com 16,7%, seguido por Sebastião Melo, do PMDB, com 14,0%. Vieira da Cunha, do PDT, fica com 13,8%. Nesta simulação, brancos e nulos somam 18,8% e indecisos (não sabe) 14,3%.

No levantamento também foram realizadas diversas simulações de segundo turno. Numa possível disputa de segundo turno entre Luciana Genro, do PSol, e Vieira da Cunha, do PDT, a vantagem é de Luciana Genro com 30,8% das intenções de voto, seguida por Vieira da Cunha, do PDT, com 25,5%. Na segunda simulação de segundo turno, onde Luciana Genro, do PSol, é confrontada com Sebastião Melo, do PMDB, a vantagem é de Luciana com 30,3%, seguida por Sebastião Melo com 26,7% das intenções de voto. Na terceira questão estimulada de segundo turno, desta vez entre Raul Pont, do PT, e Sebastião Melo, do PMDB, as intenções de voto são, respectivamente, 29,3% e 25,3%.

Para a quarta estimulada de segundo turno entre Luciana Genro, do PSol, e Nelson Marchezan Jr, do PSDB, as intenções de voto são, respectivamente, de 34,2% e de 18,2%. Na quinta questão estimulada de segundo turno, desta vez entre Sebastião Melo, do PMDB, e Vieira da Cunha, do PDT, as intenções de voto são, respectivamente, 24,7% e 24,2%. Para o sexto levantamento estimulado de segundo turno, entre Luciana Genro, do PSol, e Raul Pont, do PT, as intenções de voto são, respectivamente, de 31,0% e de 22,3%. No sétimo e último levantamento estimulado de segundo turno entre Vieira da Cunha, do PDT, e Raul Pont, do PT, as intenções de voto são, respectivamente, 26,8% e 26,2%.

A pesquisa do Instituito Methodus também avaliou a rejeição dos candidatos. Na rejeição múltipla, onde o entrevistado pode rejeitar mais de um candidato, Raul Pont, do PT, aparece com 24,5%; Luciana Genro, do PSol, tem 22,2%; Vieira da Cunha, do PDT, 17,0%; Sebastião Melo, do PMDB, 16,8%; Nelson Marchezan Jr, do PSDB, 16,2%; Carlos Gomes, do PRB, 12,5%; Mauricio Dziedricki, do PTB, 12,2%; e Wambert Di Lorenzo, do Pros, 10,8%. Não rejeitaram nenhum dos candidatos 31,2%, e disseram não saber, 12,2%.

Dados da pesquisa:

Período de realização da pesquisa: De 7 a 10 de julho de 2016

Margem de erro: 4 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados obtidos em um intervalo de confiança de 95%

Número de entrevistas: 600 entrevistas

Empresa que realizou/contratou a pesquisa: Instituto Methodus

Número do registro: RS-388/2016

Data para divulgação: 15 de julho de 2016                 (Correio do Povo)