Justiça Eleitoral decide que Beth Colombo deve comprovar idoneidade de verbas apreendidas pela PF em Canoas.  Em nota, candidata disse que cabe ao ex-coordenador financeiro da campanha se explicar

Justiça Eleitoral decide que Beth Colombo deve comprovar idoneidade de verbas apreendidas pela PF em Canoas. Em nota, candidata disse que cabe ao ex-coordenador financeiro da campanha se explicar

Destaque Eleições 2016 Poder Política

A Justiça Eleitoral acolheu um pedido do Ministério Público para que a candidata à Prefeitura de Canoas Beth Colombo (PRB) comprove a idoneidade da origem dos recursos apreendidos pela operação Sufragium, da Polícia Federal, realizada na quinta-feira passada. Foram apreendidos, conforme o Ministério Público Eleitoral, cerca de R$ 500 mil no comitê e na residência do tesoureiro da campanha. Beth Colombo, até então, havia informado à Justiça Eleitoral ter recebido aproximadamente R$ 190 mil em recursos para a campanha.

De acordo com o promotor eleitoral João Paulo Fontoura de Medeiros, que assinou a ação cautelar, ainda falta a importância de cerca de R$ 310 mil a ser regularizada pela candidata. Em nota, Beth Colombo negou, ainda na sexta, que parte dos valores apreendidos tenha sido encontrada no comitê. Ela também informou ter afastado o tesoureiro da campanha, Guilherme Ortiz.

Do montante recolhido, a PF informou que R$ 176 mil, em espécie, e mais um cheque, no valor de R$ 50 mil, foram encontrados na sede da campanha, no Centro de Canoas. A investigação detalhou, ainda, que a maior parte dos valores foi encontrada em uma mochila na sala de Ortiz, no comitê. Cerca de R$ 6 mil foram encontrados na tesouraria e mais 10 mil no veículo utilizado pelo coordenador, estacionado no local.

Outros dois mandados de busca foram cumpridos em uma casa e em um depósito. Na residência de Ortiz, foram recolhidos mais R$ 300 mil em dinheiro. Na nota, Beth Colombo garante, ainda, que o depósito opera de forma legal.

No comunicado, ela sustenta que todos os valores foram localizados entre os pertences pessoais  e na residência do coordenador financeiro da campanha. A candidata garante desconhecer o procedimento do dinheiro encontrado e sustenta que cabe ao tesoureiro afastado se explicar.

O advogado Marcos Dewitt Weingartner, filiado do PRB, passou a exercer o cargo de coordenador financeiro. (Agência Brasil)

Confronto de ideias e acusações marcam debate na TV Record. Segurança, educação e saúde dominaram discussões dos candidatos à prefeitura de Porto Alegre

Confronto de ideias e acusações marcam debate na TV Record. Segurança, educação e saúde dominaram discussões dos candidatos à prefeitura de Porto Alegre

Cidade Destaque Eleições 2016 Poder Política Porto Alegre

Os candidatos à prefeitura de Porto Alegre mostraram suas propostas e colocaram frente a frente suas opiniões, neste domingo à noite na TV Record RS. O debate teve a mediação da jornalista Simone Santos, em quatro blocos de perguntas e respostas entre cinco dos postulantes a governar a Capital.

No primeiro bloco, que teve duas rodadas, houve confronto direto entre os candidatos Luciana Genro (PSol), Maurício Dziedricki (PTB), Nelson Marchezan Júnior (PSDB), Raul Pont (PT) e Sebastião Melo (PMDB). Fábio Ostermann (PSL), João Carlos Rodrigues (PMN), Julio Flores (PSTU) e Marcello Chiodo (PV) participarão de entrevistas durante a semana no programa Rio Grande no Ar.

No segundo bloco, os candidatos responderam a uma rodada de questões com temas definidos pela emissora. O sorteio dos temas foi feito ao vivo. Mais uma rodada de confronto direto entre os candidatos, com tema livre, aconteceu no terceiro bloco e o quarto bloco foi reservado para considerações finais dos candidatos.

A discussão começou com Maurício Dziedricki questionando Raul Pont sobre como seria a proposta de mudança do ex-prefeito para a Capital. “Meu partido teve quatro mandatos com prefeitos distintos. Foi um período com capacidade de investimento ímpar na cidade. Nem antes nem depois tivemos esse padrão”, destacou o candidato petista. “Deixamos essa marca que as pessoas reconhecem no cotidiano. É isso que nos trará de volta para fazer o novo de novo. A renovação é garantir à comunidade e às pessoas que constroem a cidade que elas possam efetivamente decidir o seu futuro e o futuro da sua cidade.”

Em seguida, Pont indagou Sebastião Melo sobre o processo em que a administração da qual é vice foi acusada de “contratar estagiários sem cumprir regras”. Melo replicou, criticando a abordagem acusatória. “Esta matéria não é nova, foi parar no noticiário após ser julgada a primeira instância. O MP recorreu e não está transitado em julgado. São critérios subjetivos. Estamos trabalhando num novo decreto, mesmo que sejamos vencedores no processo, a gente entendeu que precisa corrigir”, definiu. “Nosso governo tem transparência. Na democracia nem denuncismo nem absolvição podem acontecer assim. Conheço bem a matéria e nossas decisões estão bem fundamentadas”, apontou.

Melo, por sua vez, questionou Luciana Genro sobre projetos para garantir a segurança das mulheres em Porto Alegre. “Tenho o conhecimento do drama e da dificuldade que é conviver na sociedade machista. Maridos abusadores que as espancam, as tratam mal. Além de combater a violência através de várias medidas, vou combater o desemprego que deixa essas mulheres reféns de maridos abusadores”, relatou Luciana. “Pretendo fazer um programa de combate ao desemprego dessas mulheres. Incentivar fazer um curso de qualificação e receber um salário mínimo da prefeitura.” Na tréplica, Melo destacou a criação de centros de referência para combate à violência à mulher e acolhimento, em Porto Alegre.

Ao perguntar para Nelson Marchezan Jr., Luciana Genro subiu o tom, ao acusar o adversário de fazer aliança com o “PP, partido mais corrupto até que o PT” e questionar como funcia sua apresentação como “novidade” se o PSDB já tinha sido governo no RS com Yeda Crusius. “Não tenho nenhuma relação com o governo da ex-governadora, assinei a CPI do Detran e não aceitei participar pelo meu partido. Só fui a uma reunião para dizer que a investigação tinha que ser desde o início”, replicou o candidato. “As pessoas são boas em qualquer partido e são corruptas em qualquer partido. Não tenho corrupto de estimação. Essa é uma visão limitada na política. Sou sim novidade, pela transparência e história de combate à corrupção. Elas vão votar no Marchesan que trará o PSDB e não o contrário”, frisou.

Marchezan, por fim, questionou Dziedricki sobre como resolver o grave problema da segurança na Capital. “Temos que atuar em obras do Orçamento Participativo que estão atrasadas hoje e podem melhorar a segurança”, opinou o petebista. “Asfalto de uma rua, que ajuda a chegar viatura, ambulância e caminhão de bombeiros faz diferença. São ações simples e fáceis de realizar que melhoram vários pontos. Existe essa situação triste, um descalabro na segurança pública que nós queremos ampliar o combate para devolver a cidade ao cidadão”, ponderou.

A candidata Luciana Genro iniciou a rodada de considerações finais, lamentando as regras do primeiro turno que limitaram seu tempo para expor ideias. “Hoje Porto Alegre é conhecida como cidade insegura, onde a violência urbana impera. Quero chamar atenção para essa proposta para combater o desemprego de mulheres chefe de família. Quero oferecer essa chance delas trabalharem de acordo com sua capacidade e fazer um curso de qualificação para progredirem na vida.”

Raul Pont, na sequência, questionou o motivo de campanhas eleitorais dos rivais não mostrarem o pertencimento a determinados partidos e governos. “Estão vendo nos programas e propagandas que não temos candidato de situação nesse debate. Todos se apresentam como mudança, apesar de estarem e serem governo em Porto Alegre e no Estado. Nesse desastrado governo Sartori, que tem implicações enormes para a insegurança e educação na Capital. Mudança efetiva é comigo e com a Silvana. Nós estamos enfrentando o golpe que ocorreu no país, estamos fazendo a defesa dos interesses das comunidades e reivindicando a volta efetiva da participação popular.”

Maurício Dziedricki enfatizou seu papel como nome da mudança. “Não temos uma cidade maquiada, nem tampouco terra arrasada. É uma cidade que carece de novos políticos para preencher um espaço. Fiz na medida do que podia fazer como secretário. As obras que comecei, terminei. Quero ter coragem e ousadia para fazer o que funciona. Quero uma Porto Alegre melhor, mais segura, moderna e colaborativa. Para nós termos um novo futuro, é preciso trilhar um novo caminho.”

Sebastião Melo aproveitou para enfatizar aos servidores municipais que atrasos de salário “não estão na agenda” do governo, antes de apontar sua trajetória. “Me preparei para ser prefeito, fui vereador, antes tive uma caminhada social e hoje sou vice-prefeito. Amadureci muito como vice aquilo que precisa ficar e aquilo que precisa mudar. Sempre fiz tudo junto com as pessoas na vida. Serei de muita atitude, de participação popular e não de gabinete.”

Pelo sorteio, coube a Nelson Marchezan Júnior fechar o debate. Ele salientou a necessidade de mudança, reforçando o argumento que as gestões repetidas do passado estão desgastadas, “cansadas” pelo tempo. “Quero te dar dignidade para construir tua vida, teu presente e teu futuro. Nosso interesse é público, é teu. É contigo que a gente quer ganhar essa campanha. É com cada eleitor que queremos ganhar essa eleição e governar os próximos quatro anos.” (Correio do Povo)

Porto Alegre: Fortunati garante pagamento integral de servidores só até setembro

Porto Alegre: Fortunati garante pagamento integral de servidores só até setembro

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A crise financeira enfrentada pela Prefeitura de Porto Alegre pode levar o Executivo a parcelar o salário dos servidores municipais ainda em 2016. A projeção é do prefeito da Capital, José Fortunati (PDT), que hoje concedeu entrevista à Rádio Guaíba. Ele justifica que a Secretária da Fazenda vem registrando quedas recorrentes de receita. Entre ativos e inativos, a folha de julho fechou em cerca de R$ 215 milhões.

Fortunati garante, contudo, que o pagamento em dia da folha, nos próximos dois meses, está assegurado. “Eu não tenho a segurança de que consiga fazer o pagamento de salários, sem parcelamento, até o final do ano. O que eu posso garantir é que para o mês de agosto e setembro, os indicadores que nós temos é que o pagamento de salário se dará de forma integral”, disse.

Com a queda de arrecadação provocada pela diminuição de repasses dos governos estadual e federal, Fortunati alertou que o parcelamento pode vir a ocorrer nos últimos meses do ano. “Eu só não posso afirmar que em outubro, novembro e dezembro (haverá pagamento integral), pois há sempre uma expectativa. Mas, certamente é a última coisa que eu gostaria de fazer é parcelar salários”, frisa.

O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) informou ter recebido a informação com surpresa. A entidade lembrou ainda que as contas da Prefeitura sempre fecharam no azul.

O diretor financeiro do Simpa, Raul Giacoboni, adverte que o Executivo concentra, hoje, mais de mil cargos de confiança, o que resulta em inchaço na folha de pessoal. Além disso, Giacoboni fala que os serviços serão afetados em caso de parcelamento. “Se acontecer nós temos formas de mobilização porque certamente tendo salário parcelado evidentemente haverá trabalho parcelado”, pontuou. (Texto e reportagem: Lucas Rivas/Rádio Guaíba)

Eleições 2016: PSTU pode elevar para nove o número de candidatos à prefeitura da Capital

Eleições 2016: PSTU pode elevar para nove o número de candidatos à prefeitura da Capital

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A convenção do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), marcada para a noite desta sexta-feira (05), pode definir mais uma candidatura própria na disputa pela prefeitura de Porto Alegre. Se optarem por disputar sozinhos, o provável escolhido dos socialistas será Júlio Flores.

A outra possibilidade a ser definida na convenção é de coligação com PSol, que terá Luciana Genro na cabeça de chapa e Pedro Ruas como vice. O PSol conseguiu até o momento os apoios de PPL e PCB.

Se o PSTU definir candidatura própria, se confirmará a disputa com nove nomes. Atualmente estão definidos os seguintes candidatos, por ordem alfabética:

Fábio Ostermann – PSL

João Carlos Rodrigues – PMN

Luciana Genro – PSOL, PPL, PCB

Marcelo Chiodo – PV

Maurício Dzikedricki – PTB, Solidariedade, PR, PTdoB, PRP e PSC

Nelson Machezan Jr – PSDB, PP, PMB e PTC

Raul Pont – PT e PCdoB

Sebastião Melo – PMDB, PDT, PSB, PPS, Rede, DEM, PSD, PTN, PSDC, PRTB, PEN, PROS, PRB e PHS

                                                                                            (Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba)
Prefeitura deixa de financiar Acampamento Farroupilha em 2016; por Samantha Klein/Rádio Guaíba

Prefeitura deixa de financiar Acampamento Farroupilha em 2016; por Samantha Klein/Rádio Guaíba

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Em função da crise financeira, a Prefeitura de Porto Alegre suspendeu em 2016 o o patrocínio do Acampamento Farroupilha com verba pública. O aporte de R$ 330 mil, que vinha sendo destinado nos últimos três anos e que, em 2015, foi utilizado na reparação de toda a rede elétrica do Parque da Harmonia, foi cortado. Com isso, a saída foi celebrar um convênio com o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e a Associação dos Acampados do Parque da Harmonia.

Ambas as instituições vão captar recursos para investir no evento, que acontece entre 7 e 20 de setembro. Apesar de uma recomendação decorrente da CPI do Acampamento Farroupilha, na Câmara de Vereadores, a Prefeitura postergou a realização de um edital público.

Apesar de não repassar recursos, a Prefeitura vai disponibilizar serviços públicos de iluminação, drenagem e recolhimento de lixo. Conforme o coordenador de Tradição e Folclore, Giovani Tubino, o parque vai estar pronto e organizado a tempo. Na noite de hoje, ocorre uma reunião geral de organização para as festividades, com a participação de representantes do Corpo de Bombeiros, a fim de que sejam divulgadas as regras básicas de segurança no Harmonia.

A expectativa é de que 367 entidades participem do acampamento neste ano.

Eleições 2016: Presidentes da FDRH e Cientec concorrerão em Osório e Santo Antônio da Patrulha

Eleições 2016: Presidentes da FDRH e Cientec concorrerão em Osório e Santo Antônio da Patrulha

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Os presidentes da FDRH (Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos) e da Cientec (Fundação de Ciência e Tecnologia) no Rio Grande do Sul deixaram nesta quarta-feira os seus cargos para concorrer nas eleições municipais de outubro. Luciano Silveira, que presidia a FDRH, concorrerá a prefeito em Osório, enquanto , disputará a prefeitura de Santo Antônio da Patrulha. Ambos são peemedebistas.

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Daiçon Maciel da Silva, Cientec

O Diário Oficial de hoje traz ainda a saída de Miki Breier (PSB) da pasta do Trabalho e Desenvolvimento Social. Amanhã, ao menos outras duas exonerações de secretários estaduais devem ser oficializadas: Vieira da Cunha deixará a Educação para concorrer em Porto Alegre; e Edu Olivera (PSD) deixará a Modernização Administrativa e Recursos Humanos para concorrer em Santana do Livramento. (Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba)

Eleições 2016: Críticas de Pont à coligação entre PT e PCdoB para candidatura de Manuela, em 2012, podem não alinhar as siglas em 2016; por Vitória Famer/Rádio Guaíba

Eleições 2016: Críticas de Pont à coligação entre PT e PCdoB para candidatura de Manuela, em 2012, podem não alinhar as siglas em 2016; por Vitória Famer/Rádio Guaíba

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Lideranças do PCdoB alegam que, em função da crise política nacional, o partido ainda não tem decisão sobre qual posicionamento deve tomar para a disputa do Paço Municipal. Segundo o presidente do Partido Comunista do Brasil em Porto Alegre, Márcio Cabral, até o momento, há três possibilidades de diálogo para um apoio da sigla. Uma das probabilidades é a construção de uma frente em apoio ao PT, com a pré-candidatura de Raul Pont. Porém, Cabral reconhece que há necessidade de ampliação desta frente já que, isolados, a chance reduz para conquistar a prefeitura da Capital.

Outra hipótese é a aliança com o PDT, após o lançamento da pré-candidatura de Vieira da Cunha (PDT), principalmente depois de um realinhamento nacional da sigla trabalhista em apoio ao mandato da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). Ou por último, o PCdoB lançaria uma candidatura própria, com uma mulher na cabeça da chapa.

Questionado se o PCdoB possuía mais dúvidas do que certezas em apoiar a candidatura de Raul Pont, Cabral destacou que não se pode afirmar que o PCdoB não apoiará o PT em Porto Alegre. Porém, lembrou que, em 2012, a eleição à prefeitura da Capital foi perdida tanto pelo PCdoB quanto pelo PT pelo fato de Pont não apoiar a candidatura de Manuela D’Ávila.

“Um afastamento do PT, para se alinhar ao PDT, seria um exagero. Mas é óbvio que algumas questões mais locais influenciam. Por exemplo: Raul Pont foi muito crítico à possibilidade do PT apoiar a Manuela em 2012, em Porto Alegre, o que nos levou a sair separados na eleição. E nós achamos, inclusive, que isso foi um dos fatores determinantes na nossa derrota no pleito de 2012. E esses elementos nós estamos analisando agora também”, expôs Cabral.

Com o cenário pulverizado politicamente, o PCdoB acredita que a sigla vá dialogar com outros partidos sobre possibilidade de alianças ainda durante o mês de junho. O que os comunistas também deixaram claro é que a sigla não vai se coligar com o PMDB, portanto, descartando qualquer apoio à pré-candidatura de Sebastião Melo.

Até agora, nove partidos já lançaram pré-candidatos: Rodrigo Maroni, pelo PR, Raul Pont, pelo PT, Luciana Genro, pelo PSOL, o vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, pelo PMDB, Vieira da Cunha, pelo PDT, o deputado estadual Maurício Dziedricki, pelo PTB, e os deputados federais Onyx Lorenzoni, pelo DEM, Danrlei de Deus, pelo PSD, e Nelson Marchezan Júnior, pelo PSDB.

Eleições 2016: Vieira da Cunha anuncia a aliados que vai concorrer à prefeitura de Porto Alegre. Secretário da Educação deve deixar cargo até esta quinta-feira

Eleições 2016: Vieira da Cunha anuncia a aliados que vai concorrer à prefeitura de Porto Alegre. Secretário da Educação deve deixar cargo até esta quinta-feira

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O atual secretário estadual de Educação, Vieira da Cunha (PDT), anunciou a aliados que irá concorrer à prefeitura de Porto Alegre em 2016. Ele deve deixar o cargo que ocupa até a próxima quinta-feira para poder concorrer nas eleições de outubro.

O vice-prefeito da cidade e também pré-candidato ao posto, Sebastião Melo, confirmou a intenção de Vieira da Cunha de disputar a vaga ao Paço Municipal e disse que recebeu bem a iniciativa do colega. “Eu recebi com muita naturalidade a candidatura do Vieira. Todas as pesquisas apontam para um possível segundo turno e nós vamos trabalhar para chegar lá. Se isso não acontecer, seremos aliados dos parceiros que hoje fazem parte do governo. Assim como também espero que a recíproga seja verdadeira”, explicou.

Do secretariado do governador José Ivo Sartori, dois já anunciaram que deixarão seus cargos participar das eleições de outubro: Miki Breier e Edu Oliveira. (Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba)

Justiça de SP tira obras do entorno da Arena do rol de credores da recuperação da OAS

Justiça de SP tira obras do entorno da Arena do rol de credores da recuperação da OAS

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A Justiça de São Paulo acolheu um pedido do Município de Porto Alegre e do Ministério Público do Rio Grande do Sul e excluiu do rol de credores da recuperação judicial da OAS o crédito da Prefeitura da Capital referente às obras no entorno da Arena do Grêmio, na zona Norte. Na prática, a decisão do juiz Daniel Carnio Costa, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, permite que a retomada das obras, estimadas em cerca de R$ 100 milhões, sejam buscadas pela via judicial, independentemente dos demais créditos incluídos no acordo de recuperação da empreiteira, que soma R$ 9 bilhões.

Para a procuradora-geral adjunta Andrea Vizzotto, a decisão abre um novo campo de alternativas para o cumprimento de um Termo de Compromisso firmado com a OAS em 2014, que previa a conclusão das obras até 2020. A OAS chegou a iniciar as melhorias, mas os trabalhos foram suspensos ainda em 2015. A Procuradoria-Geral do Município deve, agora, entrar com um pedido, no Tribunal de Justiça gaúcho, para que o Termo de Compromisso seja cumprido. Com as obras da Arena incluídas no rol de credores da OAS, a empreiteira previa entregar a revitalização do entorno da Arena só dentro de 20 ou 25 anos.

A PGM cogita, ainda, pedir que a Justiça aplique as multas por atraso no cronograma, previstas no Termo, e bloqueie os bens da empreiteira até que as obras se iniciem.

A revitalização das avenidas A.J. Renner e Padre Leopoldo Brentano, a cargo da construtora, seguiam sem previsão de retomada justamente em função do processo de recuperação judicial. Enquanto a OAS não providencia o início das obras, o município mantém o habite-se suspenso em um complexo habitacional construído no entorno da Arena, impedindo a venda e a ocupação. (Rádio Guaíba)

Prefeitura da Capital vai exigir que Uber pague impostos e identifique carros; Bibiana Borba/Rádio Guaíba

Prefeitura da Capital vai exigir que Uber pague impostos e identifique carros; Bibiana Borba/Rádio Guaíba

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O projeto de lei formulado pela Prefeitura de Porto Alegre para regulamentar serviços de transporte privado, como o da multinacional Uber, vai exigir pagamento de impostos e identificação dos veículos. A proposta, discutida desde novembro de 2015 com órgãos como o Ministério Público do Estado e o Procon, chegou hoje às mãos do prefeito José Fortunati (PDT) e será encaminhada à Câmara Municipal na próxima segunda-feira. Ainda não há previsão para que seja levada a votação dos vereadores.

As compensações financeiras para que o poder municipal deixe de considerar a Uber clandestina serão o pagamento de uma taxa mensal de R$ 182,50 (50 unidades financeiras municipais) por veículo e imposto (ISS) de 5% sobre o valor de cada corrida. O município também propõe que os carros passem a ser identificados com banners e até placas diferenciadas. O diretor-presidente da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), Vanderlei Cappellari, acredita que a medida não colocaria os motoristas e passageiros em risco.

“É tanto para a fiscalização como para própria identificação para o usuário. De maneira nenhuma vai acontecer atrito entre prestadores de serviço após a regulamentação. Isso não será tolerado. Vamos atuar, como já estamos atuando intensamente, em relação a qualquer desvio de conduta dos profissionais da área de táxi”, afirmou.

O projeto também prevê que os carros passem por vistoria a cada 6 meses e que os cadastros dos motoristas fiquem à disposição da Prefeitura. Não está definido, por enquanto, se os novos custos seriam pagos pela empresa operadora ou pelo motorista, que nesses casos é proprietário do carro. Representantes da Uber participaram de reuniões com o grupo que elaborou o projeto e acordaram com as exigências, segundo Cappellari. A reportagem aguarda retorno da assessoria de comunicação da Uber para confirmar se a empresa pretende cumprir com todos os itens.

Uma concorrente da Uber, a WillGo, já cadastra funcionários para começar a operar na Capital nos próximos meses. Até que o projeto seja aprovado na Câmara, no entanto, a EPTC alerta que continuará submetendo os veículos de qualquer serviço semelhante a apreensões e multas.

Em paralelo, Cappellari garante que a verificação de antecedentes criminais dos cerca de 10 mil taxistas cadastrados em Porto Alegre vem sendo aprimorada. Desde o início do ano, a revisão levou 230 motoristas a perderem a permissão para dirigir táxis na cidade.