Justiça determina o afastamento de Cássio Trogildo (PTB) da presidência da Câmara de Vereadores da Capital

Justiça determina o afastamento de Cássio Trogildo (PTB) da presidência da Câmara de Vereadores da Capital

Cidade Destaque Poder Política Porto Alegre

A juíza Andréia Terre do Amaral, da 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital, determinou o afastamento do vereador Cassio Trogildo (PTB) da presidência da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, a decisão é em caráter liminar, concedida na sexta-feira. Mas, a juíza só deve realizar uma entrevista amanhã para explicar a decisão.

Conforme o TJ, a magistrada determinou que a eleição do vereador para a presidência do parlamento municipal seja anulada. Isso porque uma denúncia movida por uma ação popular aponta que houve compra de votos na eleição do vereador para a presidência da Câmara.

Trogildo também responde a um processo, atualmente tramitando no Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, por suspeita de compra de votos no pleito de 2012 por abuso da máquina pública. Cassio Trogildo havia deixado o cargo de secretário de Obras e Viação de Porto Alegre, em 2012, para concorrer novamente à vaga de vereador. Seu mandato já foi cassado no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, mas com uma liminar, Trogildo persiste na Câmara de Vereadores.

A reportagem já tentou contato com o vereador e sua assessoria de imprensa, mas ainda não recebeu retorno. (Vitória Famer/Rádio Guaíba)

Após ser expulso do PDT, Cherini condiciona troca de legenda a cargo de presidente estadual

Após ser expulso do PDT, Cherini condiciona troca de legenda a cargo de presidente estadual

Notícias Política

Expulso do PDT após votar a favor do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Giovani Cherini declarou, nesta segunda-feira, que ainda não decidiu em qual sigla deve ingressar. Ele garantiu, no entanto, que condiciona esse ingresso à garantia de que possa ocupar a presidência estadual da futura legenda.

“Não há dúvida nenhuma (sobre o condicionamento). Estou nessa direção, tratando com vários partidos. Claro que não há nenhuma definição ainda, mas há algumas sinalizações. A minha ideia é ter um partido que me dê autonomia e liberdade para poder trabalhar e exercer toda a minha liderança. Mas em função, também, da minha expulsão. Porque a minha expulsão foi uma injustiça. E está todo mundo vendo. Outros deputados fizeram o mesmo que eu e não foram expulsos, eu fui o Cristo nessa história”, apontou.

Cherini  também disse que o presidente do PDT no Rio Grande do Sul, deputado federal Pompeo de Mattos, foi um dos articuladores da expulsão. O líder trabalhista rebate. Segundo Pompeo, Cherini já havia apresentado o desejo de deixar a legenda anos atrás – inclusive quando Leonel Brizola ainda era vivo.

“Ele já há anos vem tentando sair do PDT. Quando (Anthony) Garotinho (ex-governador do Rio de Janeiro) saiu do PDT, ele (Cherini) andou junto, fazendo roteiro. Doutor Brizola o enquadrou, dizendo que ele estava costeando o alambrado. Depois, ele flertou com o PSD, do (Gilberto) Kassab. Ele queria ser o presidente do PSD no RS mas o Kassab preferiu Danrlei, e não ele. Depois, ele flertou com o Solidariedade, que não o quis, e depois com a Rede. Quando aconteceu esse episódio em Brasília para fechar questão contra o impeachment, ele era contra e ficou do lado da (presidente) Dilma. No final, quando viu que ela (Dilma) ia perder, mudou de lado. E, mais do que isso: depois sofreu processo (no partido) e não se defendeu”, apontou Pompeo.

Apesar de ser acusado de trabalhar pela saída de Cherini da sigla, o presidente estadual garante que, além de nunca ter desejado a expulsão do colega, também não votou pela saída dele, em reunião da Executiva, no Rio de Janeiro.

Já Cherini disse que ainda negocia com partidos como o PPS, PHS, PR, PSD e PRB. E que, inclusive, espera finalizar o assunto ainda durante a semana. (Vitória Famer / Rádio Guaíba)

Temer completa um mês na Presidência neste domingo. Peemedebista assumiu poder após o Congresso ter aprovado admissibilidade do processo de impeachment de Dilma

Temer completa um mês na Presidência neste domingo. Peemedebista assumiu poder após o Congresso ter aprovado admissibilidade do processo de impeachment de Dilma

Direito Notícias Poder Política

Neste domingo, Michel Temer completa um mês como presidente interino da República. Ele assumiu o poder após o Congresso Nacional aprovar a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e, ao longo das últimas quatro semanas, conseguiu imprimir uma agenda positiva na área econômica.

No primeiro dia de trabalho, o governo anunciou a intenção de extinguir milhares de cargos públicos até o fim deste ano e, na sexta-feira detalhou que vai cortar 4.307 funções e cargos comissionados em 30 dias. Em outro gesto, Temer anunciou o congelamento de nomeações para empresas estatais e fundos de pensão, até que a Câmara dos Deputados aprove projetos que limitam tais indicações a pessoas com qualificação técnica.

Na economia, o presidente interino alterou e aprovou a meta fiscal para 2016, que prevê déficit primário de R$ 170,5 bilhões. Medida que havia ficado parada durante meses, a Desvinculação das Receitas da União (DRU), que permite ao governo usar livremente parte de sua arrecadação, foi aprovada em dois turnos pelos deputados e agora será analisada no Senado.

Após anunciar a nova meta, Temer foi ao Congresso entregar o projeto ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Nos primeiros 30 dias, o governo Temer teve apoio de congressistas e do mercado, mais foi criticado por movimentos sociais, que não reconhecem a legitimidade da gestão e criticam a ausência de negros e de mulheres em sua equipe.

As vitórias em matérias econômicas foram conseguidas por meio da ampla base de apoio que, com 367 deputados e 55 senadores, aprovou o prosseguimento do processo de impeachment. O presidente interino, porém, também viu-se envolvido em polêmicas, foi obrigado a recuar em decisões e a demitir integrantes da equipe.

Depois de completar uma semana no cargo, Temer aceitou o pedido de exoneração do ministro do Planejamento, Romero Jucá, um de seus principais aliados. A saída do ministro ocorreu após a divulgação de uma conversa entre ele e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, na qual ambos supostamente discutiam formas de barrar as investigações da Operação Lava Jato.

Sete dias depois, foi demitido o ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, após serem divulgadas conversas em que ele dá orientações para a defesa de investigados em esquema de desvios de recursos na Petrobras e aparece criticando a Lava Jato. A notícia foi dada horas depois de o Palácio do Planalto confirmar a permanência de Silveira no cargo.

Temer recuou também na questão do Ministério da Cultura, cuja extinção tinha sido anunciada. Após ser pressionado por artistas e servidores do ministério, o presidente interino recriou a pasta. Ao assumir, Temer havia anunciado reduzir de 32 para 23 o número de ministérios.

Servidores da antiga Controladoria-Geral da União, que se transformou no Ministério da Transparência, continuaram protestando mesmo após a queda de Fabiano Silveira, e o governo não descarta voltar atrás para atender reivindicações, tais como a volta da identidade institucional da marca CGU e a vinculação do órgão à Presidência da República.

Na última segunda-feira, Temer anunciou uma medida que teve muita repercussão: a disponibilização de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) exclusivamente para o transporte de órgãos para transplante.

Ele também buscou, ao longo do mês, fazer acenos a diferentes setores, como quando surpreendeu a própria equipe e participou de uma reunião em que vários ministros discutiam os Jogos Olímpicos Rio 2016. Nesta semana, após se reunir empresários, ele fez questão de almoçar também com representantes de entidades sindicais no Palácio do Jaburu.

Na próxima semana, Temer deve comparecer novamente ao Congresso para entregar aos parlamentares um projeto que cria um teto para as despesas públicas, medida que já tinha sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. (Agência Brasil)

Desafio de Temer será conseguir suporte em medidas impopulares

Desafio de Temer será conseguir suporte em medidas impopulares

Notícias Poder Política

Passado o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, no entorno do vice-presidente Michel Temer, segundo interlocutores, a discussão passa a ser como dosar medidas impopulares, como cortes nos gastos, com sinalizações para uma população agastada pelas crises na economia e na política. Os dois, aparentemente contraditórios, são urgentes. Tudo ainda será pesado politicamente, mas a tendência é que não seja colocada na rua, logo no início, uma proposta de reforma da Previdência, por exemplo, que poderia se converter em munição para a tropa dilmista, que ficará entrincheirada no Palácio da Alvorada. Além disso, não contribuiria para pacificar as ruas. Assim, há muito cuidado na definição do “timing” de apresentação das propostas de reforma. Há aliados de Temer sugerindo que ele comece com medidas “doces”. Por exemplo, criando um programa de crédito para as famílias que caíram na inadimplência.

O cuidado com as medidas “amargas” decorre do fato de que o apoio político a elas é menor do que a votação deste domingo (17) pode dar a entender. “O suporte para a saída da presidente não é o mesmo para uma coalizão liderada por Temer e uma agenda de ajustes na economia”, avaliou o cientista político Rafael Cortez da consultoria Tendências.

Isso porque Temer e o PMDB são opções de poder para a próxima eleição presidencial, explicou. Isso os coloca numa posição ambivalente em relação a seu principal aliado no processo de afastamento de Dilma, o PSDB. Por um lado, eles compartilham uma responsabilidade sobre o que vier a ocorrer. Por outro, disputam a liderança do antipetismo.

Além disso, está em curso um processo de reorganização no universo dos partidos. A dinâmica que vigorou desde os anos 1990 até 2014, com o PT e o PSDB protagonizando a disputa federal e os demais partidos gravitando em torno deles, se foi. Agora, todos buscam ampliar seu espaço. Assim, o vice-presidente não contaria com a boa vontade que foi dispensada a Itamar Franco (1992-1995), na época impedido de disputar a reeleição.

O professor José Matias-Pereira, da Universidade de Brasília, acredita que Temer não tentará concorrer à reeleição, caso assuma o governo, por entender que chegou a essa condição para cumprir um papel constitucional. “Ele chega numa situação bastante interessante e propícia para fazer o que é necessário.”

“O ganho pode vir da capacidade de Temer de construir um marco regulatório e um ambiente favorável para os investimentos”, disse. O programa de concessões, por exemplo, não depende do Congresso e tem uma agenda em andamento. Há investidores interessados nos empreendimentos, aguardando uma melhor definição do quadro político e econômico.

Da mesma forma, há espaço para avançar nas reformas microeconômicas, que também poderão gerar efeitos positivos na economia. Para Matias-Pereira, o principal ganho viria com a montagem de uma equipe de pessoas competentes. (R7)

Simone Leite vence disputa para presidência da Federasul

Simone Leite vence disputa para presidência da Federasul

Cidade Comunicação Economia Negócios Notícias Poder Política Porto Alegre
Simone Leite acaba de ser eleita por 27 votos a 19, presidente da Federasul. Ela venceu a disputa contra Paulo Afonso Pereira. pela chefia da Federasul.  Esta foi  primeira disputa de eleição para presidente da história da entidade. Simone obteve a vitória com os votos das entidades do interior. A Federasul pela primeira vez será presidida por uma mulher.
Pereira foi aclamado ontem como novo presidente da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA) – filiada e principal mantenedora da Federasul. O executivo era o único inscrito nessa disputa, já que Simone decidiu não ingressar com a sua chapa. Até agora, ACPA e Federasul sempre tiveram o mesmo presidente.

 

“Cortaria todos os recursos para direitos humanos”, diz Bolsonaro

“Cortaria todos os recursos para direitos humanos”, diz Bolsonaro

Notícias Poder Política

Militar da reserva de 60 anos, o deputado federal Jair Bolsonaro está em Porto Alegre para participar da cerimônia de passagem de cargos no Comando Militar do Sul. O parlamentar afirmou que está de malas prontas para ingressar no PSC, no entanto, ainda não se considera um pré-candidato à Presidência da República.

Antes de participar do programa Esfera Pública, a partir das 13h desta terça-feira, no Estúdio Cristal, o parlamentar concedeu entrevista no início dessa manhã por telefone à Rádio Guaíba, em que falou de diversos assuntos e reiterou posições já conhecidas do público. De maneira contundente, Bolsonaro se mostrou contra a atuação de Organizações Não-Governamentais (ONGs) relacionadas aos direitos humanos.

“Nós arquivamos um projeto, que daqui a pouco será desarquivado, que é o Estatuto do Encarcerado. Se você lê aquilo, você pensa em ser bandido porque o documento busca garantir diversas vantagens ao presidiário, tais como o direito de visitar familiares doentes e a uma cela individual. Eu cortaria todos os recursos para ONGs de direitos humanos. Esse pessoal vive da violência e vive dentro do governo”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro contou que está de malas prontas para o PSC e que não pode se considerar um pré-candidato à presidência em 2018. “Se eu falar que sou candidato, estaria infringindo a lei e posso até ser multado. A verdade é que estou seguindo para o PSC e lá teriam decidido por duas pessoas nas convenções: Pastor Everaldo e eu”, resumiu.

Violência e o porte de arma. 

Durante a estada em Porto Alegre, Bolsonaro comentou que, enquanto almoçava, acompanhou o relato de um assalto em um telejornal e afirmou que o grande problema da violência é a impunidade. “O cara não pode assaltar e pagar com cestas básicas. Já que o Estado não garante isso, nós precisamos dar ao povo meios para ele se defender. Um cidadão de bem poderia ter a sua arma dentro de casa e já aí ampliaríamos a questão do porte. A Brigada Militar (BM), por exemplo, por mais dedicada que ela seja, não tem como atender todo mundo porque a violência está em todos os lugares”, explicou.

O deputado carioca disse que desarmar o cidadão de bem faz parte da política de esquerda. “Povo desarmado não reage. Outra vertente do governo é destruir os valores familiares. Nós negamos no plano nacional de educação a ideologia de gênero. O governo então sugeriu aos municípios que retomassem a discussão. O interesse aqui é esculachar a família brasileira”, completou. (Rádio Guaíba e Correio do Povo – Foto: Wilson Dias / Agência Brasil / CP Memória)

Preso por tempo indeterminado banqueiro André Esteves renuncia ao comando do BTG

Preso por tempo indeterminado banqueiro André Esteves renuncia ao comando do BTG

Notícias Poder Política
O banqueiro André Esteves renunciou na noite deste domingo (29) aos cargos de presidente executivo e de presidente do Conselho de Administração do BTG Pactual. A decisão foi proferida após a confirmação de sua prisão por tempo indeterminado.

Com a renuncia, os sócios Persio Arida e John Huw Jenkins assumem como presidente e vice do conselho, respectivamente. Roberto Sallouti e Marcelo Kalim passam a dividir a presidência do banco. Estes dois seriam um dos melhores amigos do banqueiro. Arida, que assumiu interinamente a presidência da instituição na quarta (25), deixa a função.
Os sócios do BTG Pactual começam a discutir a compra da fatia de 28,8% do banqueiro e sua saída do banco. Os principais acionistas do BTG passaram a tarde e a noite de domingo (29) na sede do banco, em São Paulo. Fizeram contas, traçaram cenários e negociaram a venda de sua fatia na Rede D’Or, maior grupo de hospitais privados do país, enquanto aguardavam a decisão do ministro Teori Zavascki sobre o destino de Esteves.

A participação que o banqueiro tem no BTG valeria cerca de R$ 6,4 bilhões fazendo a conta pelo patrimônio líquido da instituição. (Hoje em Dia, com agências)

Presidência da Federasul deve ter embate entre Paulo Afonso Pereira e Simone Leite

Presidência da Federasul deve ter embate entre Paulo Afonso Pereira e Simone Leite

Negócios Notícias Opinião Poder Política

Foi por água abaixo o plano do presidente da Federasul,  Ricardo Russowsky de emplacar  Simone Leite liderando uma chapa única para presidência da Entidade. Nos últimos dias começou a ser montada por integrantes de peso da Federação e da Associação Comercial de Porto Alegre, o lançamento da candidatura de Paulo Afonso Pereira. Para quem não acompanha… Ao longos dos últimos meses, Russowsky tenta construir como sua sucessora o nome de Simone, candidata derrotada pelo PP ao senado em 2014.  Atualmente ela é vice de Integração da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul e presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Canoas.. Por sinal, como normalmente quem preside a Federasul comanda também a Associação Comercial de Porto Alegre, Simone se associou no último mês a ACPA. Estranho, ela sendo atual presidente da CICSCanoas, simplesmente sair de um cargo e ocupar outro. Sinceramente? Me daria a impressão é de que a impressão de que a Associação da Capital não gera o interesse de ninguém que empreende aqui. Uma alternativa não descartada é que a candidatura de um(a) empresário(a) se apresente e atue de forma “coligada”.

O problema é que corretamente, integrantes importantes do Conselho do sistema Federasul, que reúne 237 associações comerciais, industriais, de serviço e agricultura do Estado e mais de 40 mil empresas não querem ver uma entidade de credibilidade nas mãos de uma pessoa que recentemente concorreu em eleições majoritárias. Uma coisa é o que aconteceu com empresários como Paulo Afonso Feijó e José Paulo Cairolli, que presidiram a entidade e depois optaram por carreiras políticas. Outra é alguém com ambições de ocupar cargos na esfera pública usar a Federasul para ganhar holofotes e depois voltar a se candidatar. Na minha opinião estão certos os que tentam evitar que Simone chegue ao poder. Afinal, vivemos o pior momento das últimas décadas da política brasileira, inclusive com vários integrantes do partido dela sendo acusados de corrupção em nível nacional e dando votos decisivos na Assembleia Legislativa para aumento de impostos. Algo que a Federação é terminantemente contra.  Imaginem na presidência de uma entidade séria e plural uma pessoa com compromissos partidários. Não, né? Fontes indicam que um acordo entre eles foi tentado, mas não obtido. Portanto, hoje a tendência é de que tenhamos confronto entre Simone Leite e Paulo Afonso Pereira.

 

 

 

Deputados aceleram campanha para assumir vaga de Eduardo Cunha

Notícias Poder Política
Eduardo Miranda/Jornal do Brasil

Pelo menos dois deputados federais estão em campanha pela Presidência da Câmara, apostando numa rápida queda do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e já contrataram equipe de jornalistas e marqueteiros para a produção de slogans, propostas de gestão e material publicitário para o eleitorado de 513 deputados.

Como o Jornal do Brasil, Cunha pediu a seus aliados uma sondagem no Conselho de Ética para mapear a tendência de voto dos 20 deputados integrantes. De acordo com um parlamentar, que pediu para não ser identificado, o placar está empatado com nove deputados para cada lado, e dois que estão indecisos. O temor do presidente da Câmara, porém, é com a pressão popular que os integrantes do conselho poderão sofrer, dado o fato de que a votação é aberta.

Os deputados em campanha apostam tanto na destituição de Cunha via Conselho de Ética e posterior aprovação de cassação no plenário da Câmara, onde seriam necessários 257 votos dos 513 parlamentares, quanto num eventual pedido de cassação pela Procuradoria-Geral da República, que apresentou no Supremo Tribunal Federal (STF) duas denúncias por crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro contra o peemedebista.

Paralela às duas grandes campanhas, o Psol estuda lançar o deputado Chico Alencar (RJ) ao comando da Câmara. No início do ano, Eduardo Cunha fez uma robusta campanha para presidir a Casa e conseguiu percorrer, a bordo de um jatinho pago pelo PMDB, mais estados brasileiros que a presidente Dilma Rousseff para a reeleição à Presidência da República. À época, deputados da oposição questionaram os gastos do peemedebista, já que seu eleitorado estava concentrado no Congresso Nacional.