Impeachment: Rosso vai ao Supremo tirar dúvidas sobre questões regimentais

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Conversei nesta quinta-feira(07.04) com o presidente da Comissão Especial do Impeachment, deputado Rogério Rosso, ele falou sobre a leitura do relatório nesta quarta-feira, não abriu o voto dele e deixou claro que está preparado para longas sessões da Comissão nesta sexta-feira e na segunda-feira, quando deve ocorrer a votação.

Após a entrevista ele se reuniu com líderes partidários. Sem acordo entre governistas e oposição, ficou nas mãos do presidente da comissão que analisa o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, deputado Rogério Rosso (PSB-DF), a decisão sobre continuidade dos debates sobre o processo durante o fim de semana. A proposta foi levantada pela oposição que defende que, assim, é possível garantir que a fase de discussão do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que votou pela continuidade do processo, seja esgotada dentro das regras previstas pelo Regimento Interno da Câmara e o texto possa ser votado a partir das 17h da próxima segunda-feira (11).

Já são 130 parlamentares inscritos para falar. Novos nomes podem surgir quando a sessão de amanhã (8), marcada para às 15h, for aberta, até que a discussão comece. Rosso poderia esperar a contagem completa, mas há indícios de que deve se manifestar ainda hoje, quinta-feira. Depois de mais de duas horas de conversas com líderes partidários, Rosso deixou hoje a sala da liderança do PSD pela porta dos fundos, evitando declarações enquanto não tem uma decisão.

No Supremo

Da Câmara, ele seguiu para o Supremo Tribunal Federal (STF). É a segunda visita aos membros da Corte. Desta vez, Rosso deve tirar dúvidas sobre questões regimentais para evitar que o andamento dos trabalhos acabe paralisado por qualquer tentativa de judicialização. O encontro deve servir para sanar dúvidas sobre possibilidade de reduzir o tempo de fala e de manter sessões durante o fim de semana, se conseguir acordo. A base governista tem sinalizado que vai questionar procedimentos adotados nas reuniões do colegiado.

Com a leitura do relatório na sessão de ontem, um pedido de vista já esperado adiou os debates para amanhã (8), na sessão marcada para às 15h. Neste encontro ainda podem surgir novos inscritos. Os 130 integrantes do colegiado têm direito a 15 minutos de fala. Não membros podem falar por 10 minutos. Rosso quer que toda a discussão termine antes das 17h do dia 11 para que até às 19h a comissão conclua os trabalhos e encaminhe o relatório para o plenário da Câmara, onde, para qualquer resultado, são necessários 2/3 dos votos (342).

Impeachment de Dilma: Em entrevista à Rádio Guaíba presidente da Comissão Especial do Impeachment se mostra ponderado. Rogerio Rosso viveu em Porto Alegre na juventude

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Conversei hoje na Rádio Guaíba com o deputado federal Rogério Rosso (PSD/DF), eleito presidente da Comissão Especial do Impeachment. No cálculo dele restando ainda nove sessões da Câmara para que a presidente Dilma entregue sua defesa e depois mais cinco sessões para que os deputados apresentem um relatório que será votado em plenário. Para Rosso, o relatório final será votado até o fim da primeira quinzena de abril.

Na entrevista ao Programa Agora, da Rádio Guaíba, o parlamentar explicou sua boa relação com a presidente Dilma e também com seus opositores, como o deputado Eduardo Cunha, explicou que no Distrito Federal o PT sempre foi seu adversário. Contudo, em 2015, o PSD tomou a decisão de participar da base de sustentação do governo federal e assumiu a liderança da bancada. Argumentou que se afastou da liderança do partido para se dedicar exclusivamente à questão do impeachment.

Em sua percepção pessoal, ressaltou que nesse momento de crise política é preciso ter serenidade e a cautela para avaliar a peça do STF com rigor jurídico e Constitucional. Destacou também é preciso ter a sensibilidade para entender o clamor da sociedade nesse momento de crise. Ao ser questionado sobre seu posicionamento sobre o voto, Rosso informou que não quer tratar do assunto sem antes conhecer a defesa prévia de Dilma.

Para ele, que é o presidente da Comissão, não seria ético revelar seu voto para não influenciar a decisão dos colegas. Ressaltou que quer fazer um trabalho justo, mas não soube precisar o que vai acontecer com aqueles parlamentares que estão declarando o voto contra Dilma. Para ele, o Conselho de Ética poderá avaliar a antecipação de resultados, mas reiterou que o julgamento da denúncia contra Dilma tem que ter ponderação.