Eduardo Leite vai pedir que Sartori envie logo para Assembleia projeto com manutenção das alíquotas de ICMS. Governador eleito pode anunciar nos próximos dias os Secretários da Fazenda e Casa Civil

Eduardo Leite vai pedir que Sartori envie logo para Assembleia projeto com manutenção das alíquotas de ICMS. Governador eleito pode anunciar nos próximos dias os Secretários da Fazenda e Casa Civil

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Conversei com o governador eleito Eduardo Leite, no SBT RIO GRANDE – 2ª Edição. Ele deve definir ainda hoje o nome de quem coordenará a transição de governo com os representantes de José Ivo Sartori. No primeiro contato nesta terça-feira, Leite jÁ encaminhará com Sartori a data de envio para a Assembleia Legislativa do projeto pedindo que atual alíquota do ICMS seja mantida por dois anos. Para ele, mesmo que 56% dos atuais deputados não tenham sido reeleitos, não deve haver maiores problemas para aprovação porque o assunto foi debatido de forma transparente na campanha. Leite não espera nenhum tipo de retaliação da bancada do PMDB, em função dos tucanos terem votado contra o plebiscito para privatização das estatais em 2018.

Conversei com ele “fora do ar”, sobre a divulgação de nomes do secretariado. Leite me disse que, se revelasse, eu ficaria sem pauta para próximas entrevistas. Como ele não fala… Eu repasso informações colhidas com fontes. O que eu posso afirmar sobre secretariado é que Leite sonha com  grandes nomes para a equipe.  Já que o nome preferido Aod Cunha, já disse a interlocutores que não aceitaria voltar ao cargo que já ocupou no governo Yeda Crusius, economistas de projeção nacional estão sendo sondados para a Fazenda, Se a opção for local, o nome mais cotado é o de Leonardo Busatto, atual secretário do governo de Marchezan Jr,  em Porto Alegre. Já para a Casa Civil, o perfil é de alguém com habilidade política e técnica, nesse caso o nome mais cotado é o deputado federal eleito, Lucas Redecker, que foi secretário de estado e cumpre até 01 de fevereiro de 2019, mandato na Assembleia Legislativa.

 

VEJA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA

 

 

 

 

Dória desmente “fixação” no PT, mas fala em riscos com “extrema esquerda e extrema direita”; por Flávia Bemfica/Correio do Povo

Dória desmente “fixação” no PT, mas fala em riscos com “extrema esquerda e extrema direita”; por Flávia Bemfica/Correio do Povo

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Confira o que disse  o prefeito de São Paulo, João Dória em entrevista ao programa Agora/Rádio Guaíba.
O prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), abusou das frases de efeito e do tom motivacional na palestra que proferiu, nesta segunda-feira, no Fórum de Gestão do RS, durante almoço no Leopoldina Juvenil. Dória começou a explanação dizendo que não existem “heróis solitários” na gestão privada e, por consequência, nem na área pública. Em diversas ocasiões, elogiou a “coragem” e a “competência” dos gaúchos, fazendo referência às comemorações da Semana Farroupilha. Também não poupou autoelogios: “tenho ousadia”, resumiu.

Esbanjando na técnica de envolvimento do público, o prefeito falou sobre a trajetória de vida, deu ênfase à “hombridade” do pai, deputado cassado pelo regime militar, e à capacidade de “guerreira” da mãe, e lembrou fases de dinheiro curto. “Precisei ir para a escola pública, enfrentamos dificuldades financeiras e várias vezes tivemos a luz de casa cortada.”

O rápido histórico familiar serviu de preâmbulo para o ponto alto da palestra, quando Dória saiu do palco e começou a circular entre as mesas do salão principal do Juvenil, surpreendendo parte do público, e dando um salto na narrativa direto para a vitória nas eleições do ano passado. “Foi a primeira vez em 28 anos que alguém venceu no primeiro turno a prefeitura em São Paulo. E, principalmente, vencemos o PT. Alguns dizem que eu tenho fixação no PT. Não é isso. É que eu enxergo a realidade do PT, o mal que este partido fez ao Brasil. E é um risco que não está distante de voltar ao país se nós aqui, pessoas de bem, não estivermos mobilizados pela defesa do Brasil. O risco vem da esquerda, da extrema esquerda e da extrema direita”, completou, repetindo uma estratégia que já vem adotando há algum tempo e deixando claro que já escolheu os adversários em uma provável disputa à presidência da República. O tucano, contudo, desmente ser candidato. “Quero deixar claro que não estou aqui como candidato. Estou fazendo política pública.”

Ao final da palestra, com entonação encorajadora, conclamou: “Estou orgulhoso e feliz, mas vou ficar mais orgulhoso se cada um de vocês praticar a brasilidade a partir de agora. É preciso ser brasileiro. Lutem, lutem pelo Brasil”, encerrou ele. Motivado, o público aplaudiu de pé enquanto a explanação se encerrou ao som do “Hino da Vitória”, aquele que era executado nas ocasiões em que ex-piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna vencia uma corrida.

Tão logo a palestra se encerrou, Dória foi cercado por apoiadores em busca de selfies e jornalistas, e acabou concedendo a coletiva de imprensa, marcada para ocorrer após o almoço, no próprio salão. Na entrevista, ele voltou a dizer que não está percorrendo o país para se fortalecer como candidato à presidência da República em 2018, afirmou que o governo Michel Temer (PMDB) não perdeu a legitimidade para fazer as reformas, bateu de novo no PT e evitou assuntos polêmicos.

Questionado sobre o final da exposição Queermuseu em Porto Alegre e o papel do MBL, informou que não tinha acompanhado o tema o suficiente para emitir uma avaliação. Sobre o fato de o Ministério Público de São Paulo abrir na semana passada investigação para apurar se está se valendo do cargo para fazer campanha antecipada, e lhe dar 20 dias de prazo para se manifestar, disse que as respostas serão enviadas hoje. “Não tenho nenhum problema em provar o óbvio, que estou fazendo política pública. Eu viajo com o meu dinheiro, no meu avião, e uso os meus recursos. Ao contrário do PT, que adora um dinheirinho público para viajar, contratar vantagens, sítio, tríplex, contas no exterior. Eu sou diferente. Por isso eles não gostam de mim e eu não gosto do PT.”

A palestra no Juvenil teve promoção do Lide (a entidade fundada pelo próprio Dória), em conjunto com a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), o Sindilojas Porto Alegre, o CDLPOA e o Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa). Antes do almoço o prefeito se reuniu com lideranças políticas e empresariais. Hoje à tarde, ele palestra em outro evento, na Feevale.

Eleições 2016: Gasparotto vai ser candidato a vereador em Porto Alegre

Eleições 2016: Gasparotto vai ser candidato a vereador em Porto Alegre

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O mais conhecido colunista social do Rio Grande do Sul decidiu mesmo ser candidato a vereador em Porto Alegre.O assunto ocupa faz algum tempo blogs e colunas de jornais. Pois em 2016, o Cidadão Emérito de Porto Alegre, jornalista Paulo Raymundo Gasparotto, poderá ser votado e eleito. Antes de se decidir Gasaparotto fez uma “consulta informal” via perfil do Facebook.

Independentemente do veículo em que trabalhou, Gasparotto sempre imprimiu sua personalidade nas colunas que escreve, deixando a indelével marca de seu bom gosto, de suas convicções políticas e de suas posições firmes. Em meio ás notícias sobre festas, casamentos e badalações, ele preserva espaço para dicas culturais, alfinetadas políticas e pitadas de cultura e conhecimento.

13012744_984700201613222_3609385674940709373_nCom passagens pelas faculdades de Ciências Sociais e Direito, foi na prática do Jornalismo que ele encontrou sua vocação. A carreira teve início na TV Piratini, aos 24 anos de idade. Entre 1965 e 1978 ele se dedicou ao colunismo social no jornal Zero Hora. Passou pelo Correio do Povo e retornou à ZH em 1980 onde ficou até 2001. Hoje, é colunista do Jornal O Sul.

Além da atividade jornalística, Paulo Gasparotto é um homem dedicado às artes e às antigüidades. Leiloeiro disputado no Estado, ele desenvolveu seu apego à preservação das obras de arte, móveis e peças de decoração quando conseguiu resgatar um livro de mapas após o incêndio de uma livraria e passou a emoldurar os mapas que considerava interessantes.

A Ecologia é um capítulo à parte em sua formação. Sempre ligado à natureza, sua residência no bairro Farroupilha é um oásis repleto de vegetação e alguns animais a quem ele dedica especial atenção. Nesta entrevista ao programa Trajetórias, que encontrei via Google, ele disse a jornalista Tatiana Rockenbach que gostaria de ser jardineiro. Gasparotto tem cerca de 50 anos de jornalismo ininterruptos e é uma personalidade das mais cultas e elegantes da cidade. Defensor dos animais e meio ambiente, estas devem ser bandeiras da sua candidatura. Simpatizante do PT por muito tempo, ele no entanto irá se candidatar por outro partido.

“Sobre a legenda? Bem, quem me conhece há mais tempo sabe que já tive meus momentos de utopia. Mas o mundo evoluiu, e o papel do agente público também deve acompanhar este movimento à frente. Acredito no conceito de um estado mais moderno, enxuto e focado nas questões estratégicas. Pela identificação de ideias, minha escolha foi o PSDB.”  (Felipe Vieira com Facebook, e site Encontros com o Professor)

Ex-presidente do PSDB mineiro é preso em operação policial em Belo Horizonte A operação foi deflagrada em função de desvio de recursos públicos em obras

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A Polícia Militar e o Ministério Público realizaram em Belo Horizonte, na manhã desta segunda-feira, operação em parceria com a Polícia Federal. A Polícia Militar informou que seis pessoas foram presas, entre elas o ex-deputado e ex-secretário de Ciência e Tecnologia Nárcio Rodrigues (PSDB), e o dono do Supermercado Bretas e da Construtora Global Engenharia, Maurício Reis Bretas. Todas as prisões são temporárias, ou seja, com prazo de validade de até cinco dias. As prisões foram em Belo Horizonte, Uberaba, no Triângulo, e em São Paulo. A operação foi deflagrada em função de desvio de recursos públicos em obras da Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Água (Hidroex, localizada em Frutal, no Triângulo, cidade natal de Nárcio.
O filho de Nárcio, deputado federal Caio Nárcio (PSDB), está na sede do Ministério Público estadual, onde o pai se encontra preso, aguardando transferência. O parlamentar disse que está apenas acompanhando o caso. Informações não oficiais apontam que a operação de hoje investiga desvio de recursos públicos que somam R$ 18 milhões. Ao chegar preso na sede do Ministério Público, Nárcio Rodrigues disse que não sabia o motivo da prisão. Caio Nárcio homenageou o pai e o avô no voto favorável a admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff, na sessão da Câmara dos Deputados. Confira no vídeo acima.
índiceNárcio está preso na sede do Ministério Público estadual, no Bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul. Ele e os demais presos devem ser transferidos ainda hoje para o Ceresp. Não há informações ainda sobre qual unidade da capital, localizadas nos bairros São Cristóvão e Gameleira, deve receber os presos da operação da manhã desta segunda-feira. Entre as seis prisões, uma foi realizada em São Paulo, outra em Uberaba, no Triângulo, e as demais em Belo Horizonte. Além de  Nárcio e  Maurício Bertas, ainda não foram reveldas as identidades dos demais presos. A operação, batizada de  Aequalis, cumpriu também 16 mandados de busca e apreeensão em Belo Horizonte e  Frutal, no Triângulo.
Desvio de dinheiro público
A operação desta segunda-feira investiga desvios de recursos na construção do complexo batizado de Hidroex, instalado em Frutal. As autoridades não confirmam o valor do dinheiro que teria sido desviado. Policiais militares estiveram nesta segunda-feira na sede da Secretaria de Ciência e Tecnologia, na Cidade Administrativa, no Bairro Serra Verde, em Venda Nova. Os policiais tinham mandados de busca e apreensão no escritório da Hidroex mantido na sede da secretaria.
Há apenas uma estimativa, ainda não oficial, de R$ 18 milhões desviados de obra no Hidroex. Levantamento teria sido feito pela Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais. A Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Água (Hidroex) foi criada na gestão do então secretário de Ciência e Tecnologia Nárcio Rodrigues. Para as obras iniciadas em março de 2012 foram licitadas empreiteiras ao custo de R$ 200 milhões. Até hoje o conjunto de prédios está inconcluso. As obras foram paralisadas em setembro de 2014 e retomadas há dois meses.
De acordo com informações da Secretaria de Ciência e Tecnologia,  já foram concluídas pouco mais de 90% do conjunto de prédios – laboratórios de pesquisa, sedes da UEMG e da Universidade Aberta e Integrada de Minas Gerais, além de um alojamento para pesquisadores. Além disso, 81% da Vila Olímpica também tiveram obras concluídas.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Ciência e Tecnologia informou ainda que o atual governo pagou R$ 17 milhões aos empreiteiros reponsáveis pela construção do complexo para a retomada das obras pralisadas. Além disso, o governo mineiro prevê nova licitação para a conclusão do complexo projetado para ser um centro mundial de pesquisa sobre águas.
Apreensão na casa de Nárcio
De acordo com boletim de ocorrências da Polícia Militar, foram cumpridos na manhã desta segunda-feira mandados de prisão e de busca e apreensão na residência de Nárcio Rodrigues, no Bairro Gutierrez, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os mandados foram expedidos pelo juiz Gustavo Moreira, da vara Criminal da Infância e Juventude da comarca de Frutal, no Triângulo.
Na residência do ex-deputado e ex-secretário de estado foram apreendidos um aparelho celular, além dos quatro sacos plásticos utilizados para apreensão dos materiais e documentos, que foram lacrados para a entrega ao Ministério Público estadual.
Ministério Público Estadual
Na manhã desta segunda-feira, seis carros do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas  (Rotam), um dos braços da Polícia Militar, trouxeram material apreendido na Operação Aequalis.  Conforme informações no local, são documentos, um telefone celular e  um notebook. (Estado de Minas)
Alckmin e Serra dizem que PSDB tem o dever de apoiar Temer. Governador de SP afirma, porém, que tucanos não vão ocupar cargos

Alckmin e Serra dizem que PSDB tem o dever de apoiar Temer. Governador de SP afirma, porém, que tucanos não vão ocupar cargos

Notícias Poder Política

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou ontem que seu partido, o PSDB, tem o dever e a responsabilidade de apoiar o eventual governo de Michel Temer. — Temos o dever de apoiá-lo e sustentá-lo politicamente, mas sem cargo e sem pasta — afirmou Alckmin em entrevista a JORGE BASTOS MORENO. A posição de Alckmim foi reforçada pelo senador tucano José Serra: — Seria bizarro o PSDB ajudar a fazer o impeachment de Dilma e, depois, por cálculos oportunistas, lavar as mãos — disse o senador à repórter MARTHA BECK. Ontem, Temer recebeu em Brasília o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que negou ter sido convidado para o comando da economia, mas discutiu os desafios urgentes que esperam o possível novo presidente. Caso substitua Dilma em maio, quando o Senado decidirá se ela será afastada por 180 dias até o julgamento do impeachment, Temer terá que evitar o calote do governo federal. No dia 23, o Tesouro deve anunciar a suspensão de pagamentos a fornecedores, informa JOSÉ CASADO. Para evitar o colapso, um governo Temer precisará que o Congresso autorize o aumento do déficit orçamentário, de R$ 30 bilhões para R$ 90 bilhões. Nos estados a situação também é crítica: mergulhados em dívidas, os governadores já não conseguem sustentar os gastos com pessoal. (O Globo)

Rede lança campanha por novas eleições em ato nacional. Legenda classifica saída do PMDB do governo como “uma jogada oportunista”

Rede lança campanha por novas eleições em ato nacional. Legenda classifica saída do PMDB do governo como “uma jogada oportunista”

Direito Notícias Poder Política

O partido Rede Sustentabilidade vai lançar nesta terça-feira (5) sua campanha “Nem Dilma Nem Temer, Nova Eleição é a Solução”, em um ato no Hotel Nacional, em Brasília. Os porta-vozes nacionais da legenda, Marina Silva e José Gustavo Fávero Barbosa, além de membros da Executiva Nacional e da bancada do partido na Câmara e no Senado, estarão presentes no evento, marcado para as 12h. Em nota, o partido também critica a saída do PMDB do governo, que chamou de “jogada oportunista”.

Em nota enviada à imprensa, o partido explica que espera atrair também representantes da sociedade e de movimentos sociais, além de “personalidades políticas” de outras legendas e simpatizantes.

“Para a Rede, a solução para a atual e grave crise política do país não está nem na presidente Dilma Rousseff, nem no seu vice Michel Temer, porque ambos são responsáveis pela atual situação do Brasil. Por isso, a realização de um novo pleito é a melhor forma de enfrentar todo esse contexto, ao devolver à sociedade a opção de rever sua opção através do voto”, diz o Rede em nota.

O partido também defende que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seria a instituição com legitimidade para decidir sobre a cassação da chapa Dilma/Temer. Destacou ainda que a saída do PMDB do governo é “apenas uma jogada oportunista para tentar se descolar da responsabilidade pela crise política e a distribuição dos cargos agora vagos a partidos igualmente implicados nas denúncias da Lava-Jato”.  Na avaliação do partido, tanto a presidente quanto o vice são igualmente responsáveis. (JB)

Justiça aceita denúncia e um dos fundadores do PSDB vira réu por lavagem de dinheiro

Justiça aceita denúncia e um dos fundadores do PSDB vira réu por lavagem de dinheiro

Notícias Poder Política

A Justiça Federal aceitou denúncia por lavagem de dinheiro contra Pimenta da Veiga, um dos fundadores do PSDB em Minas Gerais. Em 2003, quando exercia mandato de deputado federal, ele teria recebido recursos de origem não comprovada repassados por agências de publicidade do empresário Marcos Valério. Em caso de condenação, a pena pode variar de 3 a 10 anos de prisão.

A denúncia havia sido apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). Ela foi motivada por descobertas feitas durante as investigações que resultaram na Ação Penal 470, o mensalão, e que foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Como Pimenta da Veiga não tem foro privilegiado, o caso foi desmembrado da Ação Penal 470 e tramita agora na Justiça Federal em Minas Gerais.

Segundo o MPF, o então deputado federal recebeu R$ 300 mil das agências de publicidade SMP&B Comunicação Ltda e DNA Propaganda Ltda, das quais eram sócios Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach. O dinheiro foi dividido em quatro repasses nos meses de abril e maio de 2003.

A denúncia considera que os recursos eram provenientes de empréstimos fraudulentos tomados junto aos bancos do Brasil, Rural e BMG, além de pagamentos efetuados pelo Banco Rural por serviços supostamente prestados pelas agências.

Advogado

Durante depoimento em 2006, Pimenta da Veiga alegou que os recursos eram pagamentos por consultoria empresarial realizada para as empresas de Marcos Valério. À época, ele afirmou não ter cópias dos pareceres escritos porque as consultorias eram verbais. Também não apresentou nenhum contrato formal sobre a prestação dos serviços.

Em nota, o advogado do ex-deputado, Sânzio Nogueira, disse que recebeu a notícia da aceitação da denúncia com perplexidade, porque, no ano passado, o próprio MPF teria pedido o arquivamento das investigações por falta de indícios da prática do crime.

Ainda de acordo com o texto, desde então não teria sido apresentado nenhum elemento novo. “A defesa acredita que o Judiciário, em breve, venha a corrigir a descabida acusação.”

Além de deputado federal, Pimenta da Veiga também já foi prefeito de Belo Horizonte e ministro das Comunicações durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Nas eleições de 2014, ele se candidatou ao governo de Minas Gerais pelo PSDB, mas acabou derrotado por Fernando Pimentel (PT). (Agência Brasil)

Juíza nega recursos do ex-presidente do PSDB contra sentença do Mensalão Mineiro

Notícias Poder Política
Eduardo Azeredo foi sentenciado a 20 anos e 10 meses de prisão | Foto: Beto Oliveira / Câmara dos Deputados / Divulgação / CP
Eduardo Azeredo foi sentenciado a 20 anos e 10 meses de prisão | Foto: Beto Oliveira / Câmara dos Deputados / Divulgação / CP

A juíza Melissa Costa Lage, da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, rejeitou o recurso da defesa do ex-presidente do PSDB e ex-governador de Minas Eduardo Azeredo contra sua condenação a 20 anos e dez meses de prisão por peculato e lavagem de dinheiro no escândalo do mensalão mineiro.

A defesa de Azeredo entrou com embargos de declaração, recurso que questiona aspectos da decisão da juíza, no dia 25 de janeiro, pouco mais de um mês após a sentença que condenou o ex-governador. Como o caso tramita em primeira instância, o tucano recorre em liberdade e continua trabalhando para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Além dos embargos rejeitados pela juíza, a defesa de Azeredo também entrou com uma apelação contra a condenação. No recurso, a defesa aponta que a magistrada teria omitido declarações de testemunhas que inocentariam o ex-governador mineiro além de ter sido omissa em relação ao processo movido pelo Ministério Público contra o lobista Nilton Monteiro, que no decorrer das investigações do escândalo apontou que o tucano teria desviado dinheiro por meio de um esquema que utilizava as empresas de publicidade de Marcos Valério – e que posteriormente foi adotado pelo PT no mensalão no governo federal.

“Quanto à suposta omissão aos depoimentos dos ‘corresponsáveis’ (expressão utilizada pela Defesa), verifica-se que, a fim de se evitar prejulgamentos, deve-se evitar a menção aos corréus na sentença de processo ao qual não pertencem. Ainda que assim não fosse, as declarações dos corréus foram transcritas na sentença”, afirma a juíza ao rejeitar os argumentos da defesa de Azeredo.

A magistrada aponta que há um capítulo inteiro na sentença de 125 páginas sobre a investigação contra Nilton Monteiro. “Em relação à citação parcial dos depoimentos das testemunhas, não há que se falar em qualquer omissão, uma vez que o magistrado não é obrigado a mencionar todas as provas produzidas integralmente, mas tão somente aquelas necessárias ao seu convencimento.” Procuradoria-Geral Em fevereiro de 2014, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a condenação de Azeredo, que à época era deputado federal, a 22 anos de prisão pelo seu envolvimento no desvio de ao menos R$ 3,5 milhões de estatais mineiras para o caixa 2 da campanha à reeleição do tucano ao governo de Minas em 1998.

O parlamentar, no entanto, renunciou ao cargo de deputado e, pela perda de foro privilegiado, o processo foi enviado à primeira instância da Justiça estadual em Minas Gerais.

Na sentença, a juíza afirma ter sido criada “uma organização criminosa complexa, com divisão de tarefas  aprofundada, de forma metódica e duradoura”. A reportagem não conseguiu contato com o advogado do tucano. Quando Azeredo foi condenado, o PSDB disse que ficou surpreso, mas respeitava a “decisão de primeira instância”. “Estamos confiantes de que nas instâncias superiores o ex-senador possa apresentar as razões de sua inocência e haja reavaliação da decisão”, afirmou o partido em nota. (Correio do Povo)

PSDB tentará instalar CPI para investigar Lula, diz jornal

PSDB tentará instalar CPI para investigar Lula, diz jornal

Notícias

O PSDB tenta criar uma CPI para investigar supostas irregularidades envolvendo a Bancoop (Cooperativa Habitacional do Sindicato dos Bancários) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Abrir CPIs com capacidade para desgastar o PT e a presidente Dilma Rousseff será uma das principais estratégias da oposição. Em março devem ser iniciadas três CPIs. A do Carf (Conselho de Administrativo de Recursos Fiscais), a da Fifa e a do DPVAT, esta que poderia ser derrubada para que outra CPI com foco na Bancoop seja criada. (Terra –  Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula/Fotos Públicas)

PF deflagra Sangue Negro que investiga desvio de dinheiro da Petrobrás a partir de 1997, por Andreza Matais e Fabio Fabrini/O Estado de São Paulo

Notícias Poder Política
Holandesa SBM Offshore é uma das principais afretadoras de embarcações à Petrobrás. Foto: Divulgação
Holandesa SBM Offshore é uma das principais afretadoras de embarcações à Petrobrás. Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 17, a Operação Sangue Negro, que investiga o desvio de dinheiro de contratos da Petrobrás para o pagamento de propina a partir de 1997, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A PF cumpre 9 mandados: 5 de busca e apreensão e 4 de prisão preventiva no Rio, em Angra e Curitiba.

Segundo a PF, a apuração teve início antes da Operação Lava Jato, ’embora todos os seus alvos estejam relacionados aquela investigação’. Dois mandados de prisão foram expedidos contra pessoas já presas em Curitiba, base da Lava Jato: o ex-diretor de Serviços Renato Duque, ligado ao PT, e o ex-diretor da área Internacional Jorge Zelada, apontado como ligado ao vice-presidente Michel Temer, o que o peemedebista nega.

As buscas estão sendo feitas nas residências dos investigados e em uma empresa do ramo da prospecção de petróleo.

De acordo com a PF, a empresa Petroserve, alvo de buscas, recebia repasses de contratos entre a Petrobrás e a SBM, da ordem de 3% a 5%, dos quais 1% eram depositados em offshores no exterior. “Esse dinheiro retornava em forma de pagamento de propina”, diz nota da PF.

São investigados na operação os crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro.