PMDB, PTB, PP e DEM querem presidir Parlamento da Capital e PT reage; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

PMDB, PTB, PP e DEM querem presidir Parlamento da Capital e PT reage; por Voltaire Porto/Rádio Guaíba

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Já é pública a informação de que quatro partidos firmaram acordo estabelecendo um rodízio para presidir a Câmara Municipal de Porto Alegre a partir do próximo ano. Pelo combinado, ficou definido que PMDB, PTB, PP e DEM se revezarão no comando da Casa nos próximos quatro anos. O vereador Valter Nagelstein, do PMDB, deve ser o presidente em 2107, seguido de Elizandro Sabino, do PTB, em 2018. Já o PP definirá entre Mônica Leal ou José Carlos Nedel pra 2019 e, em 2020, Reginaldo Pujol será o presidente pelo DEM.

Entretanto, as bancadas mais volumosas do próximo mandato são: PMDB (cinco vereadores) e PP, PTB e PT (todos com quatro vereadores). Ou seja, o DEM não faz parte deste leque e, tradicionalmente, o rodízio sempre envolveu as quatro maiores bancadas. O que ocorre é que normalmente as quatro bancadas mais numerosas atingem a maioria absoluta da Casa, de 19 vereadores. Porém, na próxima legislatura, elas vão contabilizar 17.

Esta situação abriu uma brecha para o acordo estipulado e, com isso, o PT ficou de fora do rodízio rompendo a tradição do comando da Câmara Municipal permanecer sobre o alcance das quatro maiores bancadas. O DEM formou um bloco com partidos com um ou dois vereadores para se alçar ao posto. A expulsão do PT do rodízio não foi aceita por vereadores da sigla.

Sofia Cavedon, do PT, já chegou a presidir a Casa e a parlamentar sustenta que nada justifica a exclusão da legenda. Segundo ela, acordos sem transparência ou diálogo não resistem aos preceitos do Parlamento, que é proporcional, conforme regimento interno. Já Adeli Sell, também do PT, subiu o tom e voltou a declarar que este fato é inaceitável.

“A sensatez ao respeitar o regimento interno deve imperar e situações casuísticas não serão aceitas. Não somos contra formação de blocos, mas não se pode romper uma tradição sem um diálogo aberto e a anuência dos envolvidos”, lamentou.

Adeli mantém contato com lideranças do PSB, PSD e PROS, que teriam se aproximado do DEM para dar sustentação à presidência do democrata Reginaldo Pujol.

PT rejeita plebiscito sobre novas eleições, proposto por Dilma; por Catia Seabra/Folha de São Paulo

PT rejeita plebiscito sobre novas eleições, proposto por Dilma; por Catia Seabra/Folha de São Paulo

Destaque dilma Poder Política

A cúpula do PT rejeitou, por 14 votos a 2, a proposta apresentada pela presidente afastada, Dilma Rousseff, pela convocação de plebiscito sobre antecipação de eleições no Brasil. Reunida nesta terça-feira (23), a Executiva Nacional do partido votou contra a publicação de um documento que endossaria a sugestão de Dilma.

Foi a primeira vez que o comando do PT se manifestou formalmente sobre a proposta. A emenda –apresentada pelo secretário de Formação do PT, Carlos Henrique Árabe– reproduzia um trecho da carta de compromissos divulgada por Dilma na tentativa de reverter a tendência pelo impeachment no Senado.

E sugeria uma declaração do partido em favor do plebiscito.

“O PT apoia a afirmação da presidenta Dilma na sua carta histórica ao povo: ‘Estou convencida da necessidade e darei meu apoio irrestrito à convocação de um plebiscito, com o objetivo de consultar a população sobre a realização antecipada de eleições, bem como sobre a reforma política e eleitoral'”, dizia o texto que foi rejeitado.

Na reunião, prevaleceu a avaliação do presidente do PT, Rui Falcão, de que a promessa de um plebiscito não teria, neste momento, capacidade de atrair senadores contra o impeachment. Falcão nega, porém, que esse seja um sinal de afastamento.

“A carta foi amplamente reproduzida em nosso site. Por que repô-la aqui?”, justificou Falcão. Leia a reportagem completa de Catia Seabra está no site da Folha.

Eleições 2016: apesar de impeachment, PT e PMDB estão coligados em 135 cidades gaúchas; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Eleições 2016: apesar de impeachment, PT e PMDB estão coligados em 135 cidades gaúchas; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Destaque Eleições 2016 Poder Política

Apesar da rivalidade nacional intensa entre PT e PMDB, desencadeada após o início do processo de impeachment de Dilma Rousseff, as duas legendas permanecem aliadas em disputas municipais, inclusive no Rio Grande do Sul. Os dois partidos se coligaram para a disputa de 135 prefeituras gaúchas, conforme levantamento feito pela reportagem da Rádio Guaíba, o que representa 27% do total.

O presidente estadual do PT, Ary Vanazzi, fala que as coligações municipais com o PMDB decorrem de acordos anteriores ao processo de impeachment de Dilma. Apesar de o partido não ter ainda todos os dados sobre coligações levantados, Vanazzi projeta que as alianças com partidos de esquerda cresceram, enquanto aquelas com o PMDB diminuíram em comparação ao pleito de 2012.

“Ainda existem coligações (entre as duas legendas) porque teve algumas decisões nossas de acordos já assumidos (em eleições anteriores) e que nós honramos, como é o caso de Erechim e outras cidades. A nossa avaliação é que nós avançamos muito nas coligações do campo de esquerda, com PDT e PC do B, nos principais municípios do Estado, as nossas alianças se deram no campo de esquerda”, avaliou Vanazzi.

Em maio, o diretório nacional do PT já havia decidido não proibir, mas somente restringir, alianças com peemedebistas nas eleições. Naquela oportunidade, Vanazzi defendeu que o processo de distanciamento com o PMDB deve ocorrer de forma gradual. “Não dá para dar um cavalinho de pau”, resumiu, naquele momento.

O presidente estadual do PMDB, Ibsen Pinheiro, vê com naturalidade o grande número de coligações formadas com o PT. Isso se deve, segundo ele, ao fato de o partido ter uma ideologia moderada, aceitando alianças com partidos bastante diferentes entre si.

“A eleição é municipal e a realidade local tem preponderância. O PMDB, por ser um partido com um viés de equilíbrio no plano ideológico, é muito sujeito a aliança. No Rio Grande do Sul o enfrentamento (entre as legendas) é muito agudo. Mas isso não impede, não veta, às coligações locais. Graças a isso nós continuaremos a ser o maior partido do Estado”, avaliou Ibsen, lembrando que em alguns municípios a disputa segue sendo entre PMDB e PP, reproduzindo a dicotomia do período ditatorial entre MDB e Arena.

A reportagem da Rádio Guaíba analisou também os casos em que PT e PMDB não só compõem uma coligação, como também fazem a dobradinha de candidato a prefeito e vice. São 37 situações do tipo, sendo que em 26 o PMDB indicou o candidato a prefeito e em 11, o PT. (Colaborou Diego Oyarzabal/Rádio Guaíba)

Ex-deputado federal gaúcho Paulo Ferreira e outras 14 pessoas são denunciadas na Lava Jato por fraude em obra de centro da Petrobras

Ex-deputado federal gaúcho Paulo Ferreira e outras 14 pessoas são denunciadas na Lava Jato por fraude em obra de centro da Petrobras

Destaque Poder Política

O Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba denunciou hoje 15 pessoas em uma ação da Operação Lava Jato. Os denunciados são acusados dos crimes de corrupção, cartel e lavagem de dinheiro por fraudes no contrato para construção do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, no Rio de Janeiro, onde são feitos estudos sobre a exploração em águas profundas.

De acordo com o MPF, o contrato, assinado em janeiro de 2008 entre o Consórcio Novo Cenpes e a Petrobras, tinha um valor inicial de R$ 850 milhões e passou para mais de R$ 1 bilhão após aditivos.

Segundo a denúncia, para fechar o contrato, as empresas que formaram o consórcio, entre elas a OAS, a Carioca Engenharia, a Schahin, a Construbras e a Construcap, “ofereceram e efetivamente pagaram mais de R$ 20 milhões em propinas para funcionários do alto escalão da Petrobras e representantes do Partido dos Trabalhadores (PT)”.

Entre os denunciados, estão o empresário Adir Assad, os operadores financeiros Rodrigo Morales e Roberto Trombeta, e o operador Alexandre Correia de Oliveira Romano, além de nove integrantes das construtoras do consórcio. Também foram denunciados o ex-tesoureiro do PT e ex-deputado federal gaúcho Paulo Ferreira e o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. Dos 15 denunciados na ação, 11 são acusados pela primeira vez na Operação Lava Jato.

Segundo o MPF, Paulo Ferreira era o beneficiário de recursos vindos das empreiteiras contratadas pela Petrobras. “Não bastassem esses elementos, o próprio ex-tesoureiro do PT reconheceu que solicitou ao advogado operador do esquema que fizesse pagamentos no seu interesse.”

Esquema

O dinheiro era repassado por meio de contratos que eram simulados e superfaturados e saques feitos em contas de empresas de fachada. Os valores também eram depositados em contas de terceiros e valores eram transferidos para o exterior.

“A denúncia apresentada aponta operações de lavagem de dinheiro por intermédio da celebração de 19 contratos ideologicamente falsos que envolveram a interposição de 12 pessoas jurídicas e duas pessoas físicas diferentes, totalizando montante superior a R$ 7,5 milhões. Ainda foram identificados depósitos em favor de uma pessoa jurídica e 13 pessoas físicas indicadas por Paulo Ferreira totalizando mais de R$ 300 mil. Por fim, as transações ilícitas no exterior, no valor de US$ 711 mil, foram realizadas por meio de contas na Suíça abertas em nome das offshores Cliver Group Ltd., Kindai Financial Ltd. e Mayana Trading Corp”, completa o MPF. (Agência Brasil)

Eleições 2016: PT oficializa Raul Pont como candidato a prefeito de Porto Alegre. Convenção neste sábado também confirmou Silvana Conti como candidata a vice; por Luis Dibe/Correio do Povo

Eleições 2016: PT oficializa Raul Pont como candidato a prefeito de Porto Alegre. Convenção neste sábado também confirmou Silvana Conti como candidata a vice; por Luis Dibe/Correio do Povo

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PT e PCdoB formalizaram as candidaturas do ex-deputado Raul Pont e da professora Silvana Conti, respectivamente, para prefeito e vice-prefeita de Porto Alegre, em convenções ocorridas neste sábado.

“Será uma campanha de militância, de poucos recursos. Mas vamos dizer a população porto-alegrense, que está tão entristecida com a sua cidade, que colocaremos a participação popular no centro da ação de governo. Queremos uma Porto Alegre onde as pessoas tenham vontade de viver”, discursou Raul Pont, que já foi prefeito da Capital, entre 1997 e 2000.

Nas atividades, dirigentes e líderes partidários deram uma demonstração do tom de discurso que guiará a campanha em oposição a Sebastião Melo (PMDB), mencionando o “alinhamento antidemocrático” representado pelos políticos do PMDB: Michel Temer, José Ivo Sartori e o vice-prefeito da Capital, segundo eles.

Para a presidente estadual do PCdoB, Manuela D’Ávila, há “um esforço para retirar direitos da população”. “Melo é Sartori e Temer”, enfatizou a deputada estadual comunista.

Petista ex-presidente da Famurs minimiza repúdio do PT à homenagem a governistas; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Petista ex-presidente da Famurs minimiza repúdio do PT à homenagem a governistas; por Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba

Notícias Poder Política

O prefeito de Candiota, petista Luiz Carlos Folador, que deixou ontem o comando da Famurs, minimizou nesta sexta-feira (08) a nota de repúdio emitida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em relação às homenagens que ele prestou durante a passagem de cargo da entidade. As críticas da cúpula do PT gaúcho se destinam aos elogios de Folador ao governo do Estado, com entrega de uma placa ao secretário estadual da Saúde, em que valorizou os avanços na área na relação entre municípios e gestão Sartori. O partido defende que o cenário atual deve ser tratado com críticas.

Segundo o prefeito petista, o elogio à gestão peemedebista é resultado de um entendimento de toda a direção da Famurs, composta por oito partidos, e não somente dele enquanto presidente da entidade. Além disso, destaca que o elogio se deve ao fato de que, mesmo com dificuldades financeiras, o Estado renegociou dívidas da área da saúde que estavam atrasadas desde 2014 com as prefeituras, o que rendeu mais frutos do que um enfrentamento jurídico ou partidário.

“Eu estava ali a representar a Federação dos Municípios. Nós fizemos uma negociação com a Secretaria da Saúde, com o governador, com o vice-governador. Recuperamos um passivo de 2014. Sabemos a dificuldade financeira que o Estado enfrenta. Não entramos na Justiça, negociamos e o pagamento está sendo feito. Sou filiado ao PT desde 1989 e continuarei sendo, não pretendo sair, a não ser que queiram a minha saída”, apontou o petista.

Folador lembrou que, no início da administração Sartori, havia R$ 198 milhões de dívidas da saúde do Estado com municípios oriundos da gestão anterior, de Tarso Genro (PT), e que o valor foi renegociado e está sendo pago junto com débitos de 2015, já da atual gestão.

Na nota de repúdio ao petista, a cúpula do PT estadual diz ter sido surpreendida com a homenagem da Famurs ao secretário estadual da Saúde, João Gabbardo. No documento, a direção da sigla diz ainda que estranha a homenagem ao governo de Sartori, que provoca a maior crise do sistema de saúde que o Estado já viveu. A fundamentação do PT gaúcho para as críticas passa por dados como o corte de 57%, em 2015, nos repasses do Programa de Incentivo Estadual a Saúde Básica, em comparação ao ano anterior, e queda de 44% nos repasses para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) em 2015, também em comparação ao dos investimentos do último ano da gestão Tarso.

Folador passou o cargo ontem ao novo presidente da Famurs, prefeito de Arroio do Sal, Luciano Pinto (PDT). O petista, que encerra seu segundo mandato consecutivo como prefeito de Candiota, diz que ainda não definiu qual cargo disputará em 2018.

Confira íntegra da nota do PT/RS sobre o assunto

Nesta quarta-feira (6), fomos surpreendidos com a homenagem da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (FAMURS) ao Secretário Estadual da Saúde João Gabbardo, no 36º Congresso da entidade. A “Placa de Prata”, entregue pelo presidente Sr. Luís Carlos Folador, enaltece o trabalho realizado pela Secretaria Estadual da Saúde.

O PT/RS e sua Bancada na Assembleia Legislativa estranham a homenagem ao governo do PMDB de José Ivo Sartori que provoca a maior crise do sistema de saúde que o Estado do Rio Grande do Sul já viveu. O colapso do setor é evidente diante dos cortes e atrasos nos repasses provocados pelo governo Sartori. Exemplo disso, é o corte de 57%, em 2015, nos repasses do Programa de Incentivo Estadual a Saúde Básica em comparação ao ano anterior, provocando a redução drástica de internações. O quadro se agrava também quanto aos repasses para as Unidades Básicas de Saúde, de R$ 115,8 milhões em 2015, isto é menos 44% dos investimentos de 2014. E mais, o fechamento e o sucateamento de hospitais e de unidades de atendimento; demissões no setor; o endividamento dos municípios e mais do que isso, vidas que são perdidas e correm o risco de não ter mais nenhum tipo de assistência hospitalar. Enquanto a União, até o governo Dilma, manteve a regularidade nos repasses das verbas.

Poderíamos aqui enumerar dezenas de exemplos do descaso à Saúde, sem esquecer da segurança e da educação, entre outras áreas. O governo Sartori é um governo que se mede pelo seu apoio ao governo golpista de Temer. Governos do PMDB que na esfera federal, pretende acabar com os percentuais mínimos estabelecidos pela Constituição para a Educação e a Saúde, já tendo tirado os recursos do pré-sal para estas áreas.

Repudiamos a atitude do prefeito Folador ao homenagear aqueles que promovem o desmonte do serviço público e do estado do Rio Grande do Sul. O seu papel deveria ser o de cobrar atitudes e defender o interesse dos municípios.

Porto Alegre, 7 de julho de 2016
PT/RS

 

 

Henrique Fontana analisa renúncia e sucessão de Eduardo Cunha

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A renúncia de Eduardo Cunha à presidência da Câmara tem desdobramentos imediatos. Parlamentares denunciam que esse movimento de Cunha seria uma manobra para adiar o processo de cassação do mandato. Ele já conseguiu uma primeira medida favorável: o adiamento da votação do recurso dele na Comissão de Constituição e Justiça.

A renúncia de Eduardo Cunha à presidência da Câmara não deveria parar o processo de cassação do mandato dele. O processo tem que seguir normalmente, como prevê o regimento da Câmara. Mas Cunha e aliados operam para que a renúncia seja retribuída com o perdão político para o acusado de mentir sobre contas na Suíça. Com a boa vontade do Palácio do Planalto, tentam trocar o ato desta quinta-feira (7) por uma vitória na Comissão de Constituição e Justiça. E já deram o primeiro passo.

Como parte do acordo, Cunha apresentou um novo pedido à Comissão de Constituição e Justiça, alegando que todo o processo no Conselho de Ética foi decidido com base no fato de ele ser presidente da Câmara, e agora, que ele não tem mais o cargo, o processo, no argumento de Cunha, teria que ser refeito. O presidente da CCJ, Osmar Serraglio, adiou a reunião da comissão de segunda (11) para terça-feira (12). Na prática a comissão pode decidir simplesmente devolver o caso para o Conselho de Ética. Conversei com Henrique Fontana (PT) sobre isso e também a sucessão de Eduardo Cunha.

Temer manda acelerar demissões de petistas do segundo e do terceiro escalão; Marina Dias e Daniela Lima/Folha de São Paulo

Temer manda acelerar demissões de petistas do segundo e do terceiro escalão; Marina Dias e Daniela Lima/Folha de São Paulo

Notícias Poder Política

Segundo a Folha apurou, a equipe do presidente interino pediu um levantamento do número de postos que ainda abrigam indicações consideradas políticas e orientou que os quadros petistas sejam substituídos o mais rápido possível.

Nas palavras de um auxiliar de Temer, os funcionários ligados ao partido da presidente afastada Dilma Rousseff que ainda permanecem em secretarias e diretorias “estão atrapalhando o andamento da gestão”. “O clima é de guerra”, sentenciou o assessor.

O discurso oficial é que as indicações políticas serão trocadas, preferencialmente, por nomes de perfil técnico, mas sabe-se que os cargos de segundo e terceiro escalão são um flanco muito cobiçado por partidos aliados, que desejam ocupar os postos para garantir mais espaço no governo.  A reportagem completa está na Folha de São Paulo.

Eleições 2016: Sondado para aliança, PSOL descarta coligação com PT para a prefeitura da Capital; por Vitória Famer / Rádio Guaíba

Eleições 2016: Sondado para aliança, PSOL descarta coligação com PT para a prefeitura da Capital; por Vitória Famer / Rádio Guaíba

Eleições 2016 Notícias Poder Política Porto Alegre prefeitura

Após o Partido dos Trabalhadores lançar a pré-candidatura de Raul Pont para a disputa ao Paço Municipal, e afirmar que gostaria de uma aliança com partidos que apoiaram a manutenção do mandato de Dilma Rousseff (PT), o presidente estadual do PSOL no Rio Grande do Sul, Israel Dutra, afirmou, nesta segunda-feira, que a sigla deve seguir a orientação nacional em não se aliar com o PT.

O PSOL lançou a ex-deputada federal Luciana Genro como pré-candidata à prefeitura da Capital. Segundo Israel Dutra, o PSOL não teve uma posição de apoio ao governo de Dilma, mas, sim, de contrariedade ao rito de impeachment encabeçado pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

“Nacionalmente já há uma discussão que o partido não vai encampar alianças com o PT justamente pelo balanço duro que nós estamos fazendo, sobre o que significou o PT nesses 13 anos de governo federal, ainda que nós saibamos que o Raul Pont é um quadro importante da esquerda e que tem uma base petista muito aguerrida e combativa com a qual nós estamos sempre dispostos ao diálogo. Mas a nossa deliberação é que o partido vai buscar um campo de alianças com movimentos sociais e com setores que vêm encabeçando lutas importantes nas cidades e nós não vemos, pelo menos por agora, uma hipótese de alianças com o PT. Achamos que o projeto que o PT defendeu durante esses 13 anos é um projeto incoerente com as maneiras que devem ser defendidas hoje”, sustentou Dutra.

Até o momento, oito partidos já lançaram pré-candidatos: Rodrigo Maroni, pelo PR, Raul Pont, pelo PT, Luciana Genro, pelo PSOL, o vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, pelo PMDB, o deputado estadual Maurício Dziedricki, pelo PTB, e os deputados federais Onyx Lorenzoni, pelo DEM, Danrlei de Deus, pelo PSD, e Nelson Marchezan Júnior, pelo PSDB.

Confira o que Lula diz nas entrevistas aos veículos estrangeiros

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O ex-presidente Lula, não concede entrevistas aos jornalistas brasileiros. Mas, se dispõe a todo momento a falar com veículos estrangeiros. Nesta entrevista para a Telesur/Venezuela ele assegura que a elite brasileira sempre foi submissa aos EUA. Lula fala ainda ainda da possibilidade de concorrer a Presidência em 2018. Se você preferir conferir a reportagem escrita em ESPAÑOL confira no site da Telesur.