Farsul pede segurança e exige punição em incêndio de Sananduva

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A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul manifesta sua preocupação e indignação com os fatos ocorridos em Sananduva. A queima de lavouras por um grupo de indígenas é a consequência de um quadro de tensão que domina a região há bastante tempo e já havia sido alertado pela Farsul. A entidade exige que seja garantida a segurança dos produtores locais e que os responsáveis sejam judicialmente punidos.

O presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da Farsul e da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Paulo Ricardo Dias, destaca que, além do prejuízo financeiro, está a preocupação com a vida das pessoas. “Há muito vínhamos colocando a grave situação que existe na área e agora ocorre mais essa agressão aos produtores rurais. Além de uma perda considerável, eles estão retidos nas suas propriedades, proibidos de sair de casa e sem que ninguém possa entrar também”, informa. Ele lembra que ainda há a ameaça de que as próprias casas sejam queimadas. Dias demonstra preocupação com o fato de até mesmo a Brigada Militar e os Bombeiros terem seus acessos impedidos. “Estamos levando, mais uma vez, às autoridades constituídas a necessidade de estarem presentes. O Estado não pode se ausentar, pois é preciso evitar uma situação de maior gravidade que é a questão da vida”, ressalta.

A Farsul já conversa com Polícia Federal, Secretaria de Segurança do RS, Ministério Público Federal e Ministério da Agricultura. O principal pleito é o aumento do efetivo policial na região e a identificação e punição dos responsáveis. “Não admitimos que grupos de qualquer etnia ou viés político ou ideológico venham causar esse tipo de prejuízo aos nossos produtores”, afirma o dirigente.

A Federação esclarece que o acontecimento não tem nenhuma relação com a questão agrária, que está sub judice. “O que existe lá é um ato de terrorismo de algumas poucas famílias indígenas que extorquem os produtores e que, neste caso específico, fazem uma represália à ação da Polícia Federal que foi cumprir mandato de prisão contra três indivíduos”, explica Dias. Ele lembra que a região é predominantemente de pequenos produtores. “Imagina um produtor ver toda sua área queimada depois de todo investimento e suor do seu trabalho. O prejuízo é muito grande financeira e psicologicamente falando e nós estamos cobrando uma solução para esse cenário”, reforça o diretor.

Mais de 1,3 mil condutores podem ter CNH suspensa por fugir de blitze

Mais de 1,3 mil condutores podem ter CNH suspensa por fugir de blitze

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O Detran gaúcho começou, hoje, a instaurar processos de suspensão do direito de dirigir para condutores que passaram pelas blitze sem obedecer à ordem de parada dos agentes. O artigo 210 do Código de Trânsito Brasileiro prevê a penalidade. Em um primeiro momento, 1,3 mil condutores autuados de 2012 a 2016 serão notificados e podem ter a CNH suspensa pelo período de um mês. Os processos de suspensão serão abertos gradativamente, durante o ano.

A meta é reprimir a conduta, que põe em risco os agentes de trânsito e a sociedade. O CTB prevê, além da multa, apreensão do veículo e suspensão por um mês, curso de reciclagem de 30 horas com caráter educativo e pedagógico, além de aprovação em prova teórica.

Com a aplicação de penalidade para o artigo 210, o Detran passa a suspender o direito de dirigir em quatro situações: desviar de blitze, conduzir sob efeito de álcool, ultrapassar a velocidade máxima em mais de 50% e praticar ‘racha’. Também é aplicada a penalidade de suspensão por determinação policial e envolvimento em acidente grave.

O número de processos de suspensão do direito de dirigir instaurados pelo Detran gaúcho atingiu recorde histórico no ano passado. No período de 2008 a 2015, houve um acréscimo de 540% no Rio Grande do Sul. Em 2015, o Detran ultrapassou em 62% o número de processos de suspensão do direito de dirigir instaurados no ano anterior. Foram 52.217 PSDDs em 2015, contra 32.175 em 2014.

O condutor flagrado pela fiscalização conduzindo com o direito de dirigir suspenso incorre em infração gravíssima, com multa de R$ 574,62. Ele também fica passível de cassação da CNH por dois anos, responde pelo crime de desobediência e pode ser conduzido à Polícia Judiciária, pela violação da suspensão do direito de dirigir. (Rádio Guaíba)