Ações da Oi caem mais de 20% na Bolsa de São Paulo

Ações da Oi caem mais de 20% na Bolsa de São Paulo

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As ações preferenciais da empresa de telefonia Oi registravam queda de 20,2% às 15h30 de hoje (21) na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa), com valor de R$ 0,79. No início do pregão, o preço da ação chegou a R$ 0,68, uma desvalorização de 30%, o que fez com que BM&F Bovespa suspendesse as negociações dos papéis da empresa por cerca de uma hora. As ações ordinárias, às 15h31, custavam R$ 1,07, com desvalorização de 12,7%.

A companhia de telefonia Oi entrou ontem (20) na 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio com um pedido de recuperação judicial da empresa, incluindo no processo um total em dívidas de R$ 65, 4 bilhões.

Os papéis da Oi não fazem parte do pacote que compõe o índice Bovespa (Ibovespa), que operava, às 16h, com leve alta de 0,7%, aos 50.674 pontos. (Agência Brasil)

 
900 mil famílias caem de classe social em um ano

900 mil famílias caem de classe social em um ano

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Quase 1milhão de famílias desceram um degrau na escala de classes sociais no ano passado, segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep). O levantamento considera 35 variáveis, de posse de TV a escolaridade, para estimar a renda permanente das famílias. Segundo a Abep, foi a primeira vez que houve reversão da tendência de ascensão social desde 2008. Os mais afetados pela crise foram os integrantes da classe média, que recuaram para as faixas mais pobres da pirâmide social, informa Márcia de Chiara. A velocidade do empobrecimento impressionou os pesquisadores. Nas crises anteriores, as pessoas demoravam a abrir mão do carro ou mudar para uma casa menor. “Ficamos surpresos porque houve redução muito rápida do padrão de vida”, diz Luis Pilli, coordenador do Comitê Critério Brasil, da Abep.

Custo social

O economista Luiz Carlos Mendonça de Barros disse, em entrevista, que a crise criou ambiente para que a sociedade aceite reformas, mas é preciso cautela. “Não podem exagerar no custo que vão impor à sociedade.” (O Estado de São Paulo)

Dente de Renan Calheiros cai durante coletiva. Assista o vídeo

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Plenário do Senado durante sessão deliberativa extraordinária  que decidirá pela aprovação ou rejeição do relatório favorável à admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. À mesa, presidente do Senado Federal senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Presidente do Senado Federal senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A primeira queda que marcou o Senado na noite desta quarta-feira não foi da presidente Dilma Rousseff. Enquanto concedia uma entrevista coletiva, o que parece ser um dos dentes do presidente do Senado, Renan Calheiros, caiu. Apesar do acontecimento inusitado, o senador continuou falando normalmente. (Correio Braziliense)

Faturamento do polo moveleiro de Bento Gonçalves cai 20% no primeiro trimestre

Faturamento do polo moveleiro de Bento Gonçalves cai 20% no primeiro trimestre

Economia Negócios Notícias

A grave crise econômica do país segue deixando marcas também no setor moveleiro. No polo de Bento Gonçalves, dados do primeiro trimestre deste ano indicam uma queda de 20,8% no faturamento em termos nominais, o que intensifica a queda de 13,4% ocorrida no ano de 2015. No RS, a queda nominal é de 13,5% no trimestre. As exportações de Bento Gonçalves, por sua vez, caíram 24,6% em dólares no primeiro trimestre, agravando ainda mais a situação das empresas, que já haviam registrado queda de 27% no ano passado.

O desempenho negativo generalizado também afeta de forma violenta os empregos no setor. Após o fechamento de mais de 1,1 mil postos de trabalho em 2015, o primeiro trimestre de 2016 registrou uma queda de 96 empregos diretos na indústria de móveis de Bento Gonçalves, o que evidencia o grave momento enfrentado pelo setor. No Brasil, foram fechadas quase 2 mil vagas de empregos na indústria moveleira no período.

Embora o momento seja de cautela para o polo moveleiro, o presidente do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), Henrique Tecchio, pontua que a indústria ainda deverá sentir nos próximos meses os efeitos da participação na feira Movelsul Brasil, realizada em março, em Bento Gonçalves. “Uma das saídas é, justamente, investir na diversificação de mercados e estratégias de promoção comercial. O Sindmóveis contribui com ações que fomentam a adoção do design e inovação como estratégia competitiva, além da promoção comercial em si e pesquisas de inteligência de mercado”, pontua.

Alguns resultados desse trabalho das empresas já estão sendo sentidos com ganhos nas exportações, como é o caso de Reino Unido (19%), Estados Unidos (959,5%), Colômbia (125%) e Bolívia (55,7%).

Vendas de ovos de Páscoa caem 14% nos supermercados do RS. Já as vendas de pescado crescem 5%

Vendas de ovos de Páscoa caem 14% nos supermercados do RS. Já as vendas de pescado crescem 5%

Economia Negócios Notícias

As vendas de ovos de chocolate para a Páscoa caíram 14% no supermercados gaúchos em 2016 em relação ao ano passado. O balanço foi divulgado neste domingo pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). O dado confirmou as expectativas, que haviam apontado um consumidor mais retraído para a data. Segundo o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, muitos gaúchos recorreram à volta da tradição de preparar pequenos cestos, com balas, tabletes, coelhinhos e presentes menores.

De acordo ainda com a Agas, 40% dos consumidores deixaram as compras para a última hora. “Nestes três últimos dias, houve descontos de cerca de 20%, mas algumas lojas conseguiram fazer promoções do tipo compre um e leve dois em determinadas marcas”, informou Longo.

Quem quis garantir o ovo favorito antecipou as compras, comportamento que ficou mais evidente entre os gaúchos que adquiriram os chamados “ovos premium”. As vendas do tipo, com maior valor agregado, mantiveram-se estáveis em relação a 2015, e representaram cerca de 13% do total. Em média, os preços dos ovos de chocolate subiram 15% na comparação com a Páscoa passada.

A surpresa negativa do setor foi uma queda de 5% nas vendas de caixas de bombom, uma das apostas do segmento para 2016. Já a comercialização de pequenos tabletes de chocolate e de balas cresceu 2%. Ao total, os supermercados gaúchos comercializaram 7,6 milhões de ovos de Páscoa e 5,8 milhões de caixas de bombom.

Outro produto típico da data, as colombas pascais tiveram vendas semelhantes às do ano passado.

Vendas de pescado crescem 5%

Se as vendas de chocolates estiveram abaixo do esperado, a comercialização de pescados cresceu 5%, em volume físico, na comparação com a Páscoa de 2015. O crescimento, entretanto, não se reverteu em valores financeiros, uma vez que boa parte dos gaúchos migrou de pescados mais caros, como bacalhau e salmão, para produtos mais acessíveis, como o peixe panga. Ao todo, foram 520 toneladas de peixes vendidas, 95% na forma congelada.

Para o domingo de Páscoa, as temperaturas baixas inibiram o crescimento dos churrascos em família e, consequentemente, da comercialização de bebidas e carnes. (Correio do Povo)

Acidente aéreo mata Agnelli, ex-presidente da Vale

Acidente aéreo mata Agnelli, ex-presidente da Vale

Notícias Poder Política

O empresário Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, morreu ontem em acidente de avião em São Paulo. A aeronave de pequeno porte caiu sobre uma casa na Zona Norte da capital paulista pouco após a decolagem do Campo de Marte. Também morreram a mulher do empresário, Andrea, a filha Ana Carolina, o marido dela, o filho João e a namorada dele. Os ocupantes das duas casas atingidas pelo monomotor foram resgatados com vida e sem ferimentos graves. Agnelli ocupou a presidência da Vale, a maior mineradora do país, de 2001 a 2011. (O Globo)

Vendas do comércio varejista têm queda de 1,5% em janeiro

Economia Negócios Notícias
São Paulo - Movimento no comércio da rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, durante o Black Friday (Rovena Rosa/Agência Brasil)
De janeiro de 2015 a janeiro de 2016, queda nas vendas do comércio varejista atinge 10,3%
As vendas do comércio varejista do país fecharam  janeiro deste ano com retração de 1,5% sobre dezembro, na série livre de influências sazonais. Quando comparada a janeiro de 2015, série sem ajuste sazonal, a queda chega a 10,3% no décimo resultado negativo consecutivo.

No acumulado dos últimos doze meses, a queda é de 5,2% – a perda mais intensa de toda a série histórica, iniciada em 2001, mantendo uma trajetória de redução iniciada em julho de 2014, quando chegou a 4,3%.

Os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) foram divulgados hoje (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que a receita nominal do setor fechou janeiro estável na série livre de influências sazonais (0,1% de variação) e crescimento de 1% em relação a janeiro do ano passado. No acumulado dos últimos doze meses, a receita nominal acusou diminuição de 2,8%.

Média móvel

Com a redução de 1,5% verificada em janeiro, frente a dezembro de 2015, a variação da média móvel trimestral (comparada à média móvel dos três meses encerrados em dezembro) ampliou o ritmo de redução ao passar de -0,5% para 1,2%. Já a média móvel da receita nominal fechou também estável (-0,1%) em janeiro.

Na série sem ajuste sazonal, o total das vendas assinalou uma redução de 10,3% em relação a janeiro de 2015, décima variação negativa consecutiva nesse tipo de comparação. Assim, o resultado para o volume de vendas teve perda de ritmo em relação ao segundo semestre de 2015 (-6,3%).

A taxa anualizada de -5,2%, indicador acumulado nos últimos 12 meses, assinalou a perda mais intensa da série histórica, iniciada em 2001, e manteve a trajetória descendente observada a partir de julho de 2014 (4,3%). A receita nominal apresentou taxas de variação de 1,0% em relação a janeiro de 2015 e de 2,8% nos últimos doze meses.

Quanto aos dados relativos ao comércio varejista ampliado –  incluindo o varejo e as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção – as variações sobre o mês imediatamente anterior também foram negativas, com taxas em janeiro de -1,6% para volume de vendas e de -0,7% para a receita nominal.

Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a queda foi de 13,3% para o volume de vendas e de 4,7% na receita nominal. No acumulado dos últimos doze meses, as perdas foram de -9,3% para o volume de vendas e de -2,3% para a receita nominal.

Atividades

A queda de 1,5% nas vendas do comércio varejista em janeiro de 2016, em relação a dezembro de 2015, reflete variações negativas em seis das oito atividades pesquisadas pelo IBGE.

Setorialmente, os principais destaques negativos vieram do recuo de 4,3% no setor de móveis e eletrodomésticos, segunda taxa negativa consecutiva nessa comparação, período que acumulou perda de 12,3%; depois, aparecem hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,9%), atividades de maior peso na estrutura do varejo e com recuo pelo terceiro mês.

A atividade de combustíveis e lubrificantes fechou com redução de vendas (3,1%); o item outros artigos de uso pessoal e doméstico caiu 1,8%; tecidos, vestuário e calçados (-0,5%); e livros, jornais, revistas e papelarias (-0,1%).

Já artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos,  perfumaria e cosméticos tiveram variação de 0,1%, mantendo-se praticamente estáveis em relação a dezembro de 2015.

Considerando o varejo ampliado, a redução de 1,6% aumentou em janeiro o ritmo de queda frente a dezembro (-1%). O resultado de janeiro sofreu influência, principalmente, das vendas em material de construção (-6,6%), após crescimento de 3,2% no mês anterior; seguido por veículos e motos, partes e peças (-0,4%).

Comparação com 2015

A queda de 10,3% nas vendas do comércio varejista na comparação com janeiro de 2015 (série sem ajuste sazonal), além de ter sido a décima taxa negativa seguida, registrou o recuo mais acentuado desde os 11,4% de março de 2003.

Segundo o IBGE, todas as oito atividades do varejo acusaram variações negativas, com destaque para móveis e eletrodomésticos (retração de 24,3%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (queda de 5,8%); combustíveis e lubrificantes (-14,1%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-12,5%); tecidos, vestuário e calçados (-13,8%); e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-24,0%).

A pesquisa indica que o setor formado por móveis e eletrodomésticos foi o exerceu o maior impacto negativo no desempenho global das vendas. “Com uma dinâmica de vendas associada à disponibilidade de crédito, os resultados do setor, abaixo da média geral, foram influenciados, principalmente, pela elevação da taxa de juros , além da redução da renda real das famílias”, informou o IBGE.

Em janeiro de 2016, a segunda maior contribuição negativa na formação da taxa das vendas do varejo veio da atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com variação de -5,8% sobre janeiro de 2015.

Já o item combustíveis e lubrificantes foi responsável pelo terceiro maior impacto negativo na formação da taxa global ao fechar janeiro de 2016 com queda de 14,1% diante de janeiro de 2015. O desempenho do setor foi influenciado pela alta de preços dos combustíveis.

Varejo Ampliado

O desempenho negativo do setor de veículos, motos, partes e peças (queda de 18,9% entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016) foi o principal fator para que o comércio varejista ampliado fechasse janeiro com queda de 13,3%,  a mais acentuada da série histórica.

A atividade respondeu por 38% da redução da taxa global do varejo ampliado. A redução das vendas no segmento está associada ao menor ritmo da atividade econômica e menor ritmo na oferta de crédito.

Embora com menor peso, a redução das vendas no segmento de material de construção também influenciou o resultado, com a variação no volume de vendas de -18,5% na comparação com o janeiro de 2015, consolidando a maior queda da sua série histórica.

Segundo o IBGE, embora permaneçam alguns incentivos ao setor, como a manutenção dos níveis do crédito habitacional, o desempenho da atividade, abaixo da média, “reflete o atual quadro macroeconômico, especialmente no que tange a crédito e massa de rendimento real das pessoas ocupadas”. (Agência Brasil)

3 em cada 4 metrópoles têm queda de receitas. Crise derruba investimento de 38 das 50 cidades mais populosas do país

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Assim como ocorre no governo federal e na maioria dos Estados, as maiores cidades brasileiras amargam uma queda expressiva na arrecadação de impostos e passaram a cortar investimentos e a enxugar gastos. Levantamento da Folha aponta que, em 38 dos 50 municípios mais populosos do país que disponibilizaram dados completos de finanças, onde vivem mais de 60 milhões de pessoas, houve queda de receitas com impostos e taxas. Os dados são de janeiro a outubro de 2015 em comparação ao mesmo período do ano passado, com valores atualizados pela inflação. Com a diminuição da atividade econômica e a redução de verbas do ISS , grande fonte de receitas municipais, essas metrópoles arrecadaram, juntas, 4% (R$ 2,7 bilhões) a menos que em 2014. Um dos principais alvos dos cortes são os investimentos, que caíram 16%.  A reportagem completa está na Folha de São Paulo.

Varejo gaúcho tem o pior Natal em 14 anos

Varejo gaúcho tem o pior Natal em 14 anos

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O comércio do Rio Grande do Sul faz um balanço negativo das vendas para o Natal deste ano, pior volume de negócios desde o ano de 2001. Conforme levantamento da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV), os negócios devem registrar uma queda de 10,2% na comparação com igual período do ano passado. A entidade projetava registrar o mesmo desempenho de 2014, somando R$ 5,9 bilhões em vendas. “As crises política e econômica brasileira e a instabilidade crítica das finanças do estado provocaram uma desconfiança e uma prevenção do consumidor. Associado a isso, as chuvas intensas no interior afastou os retardatários das zonas de compra de presentes”, comenta Vilson Noer, presidente da entidade.

Com o resultado, ainda que estejam programadas promoções de saldos para os últimos dias do ano, o comércio do Estado deverá encerrar o ano com um desempenho abaixo em relação ao ano passado. O dirigente aponta iniciativas muito próximas do Natal, como a “Black Friday”, como responsáveis pelo fraco volume de negócios de bens duráveis no ano. “A renda do consumidor não é mais a mesma, o desemprego voltou a atingir a população economicamente ativa e o crédito ficou mais escasso. Entidades da área de eletroeletrônicos, por exemplo, projetam uma queda de 20% no quarto trimestre deste ano para produtos como fogões, lavadoras, refrigeradores”, comenta Noer apontando que estes fatores são essenciais para que o comércio tenha números positivos.

Os dados coletados com 130 entidades do Rio Grande do Sul projetam um tíquete médio de R$ 75,00, dentro da variação projetada incialmente entre R$ 70,00 e R$ 90,00, mas abaixo dos R$ 100,00 que o verificado em 2014. Entre os itens com melhor desempenho estão cosméticos, perfumaria e brinquedos. “Quem ainda dispor de dinheiro vai conseguir bons preços nas promoções de final de ano”, antecipa o dirigente.

 

Atividade da indústria do Rio Grande do Sul volta a cair em outubro. Retração é de 9,2% no acumulado do ano em comparativo com 2014

Economia Notícias
Retração é de 9,2% no acumulado do ano em comparativo com 2014 | Foto: DIvulgação / Braskem / CP Memória
Retração é de 9,2% no acumulado do ano em comparativo com 2014 | Foto: Braskem/CP

Após fechar em alta de 0,3%, em setembro, o que interrompeu cinco quedas consecutivas, o Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) voltou a cair em outubro em relação ao mês anterior. A retração chegou a 1,9%, confirmou a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), nesta terça-feira.

As quedas em faturamento real (-6,2%) e compras industriais (-1,9%) puxaram o resultado. As horas trabalhadas (-1,1%) caíram pela quinta vez consecutiva e a utilização da capacidade instalada (UCI) bateu novo recorde negativo (grau médio de 77,1%). Com esse cenário, a deterioração do mercado de trabalho continuou: o emprego (-0,9%) registrou a nona queda em sequência e a massa salarial (-1%), a 13ª.

Ao analisar os números de outubro, o presidente da Fiergs, Heitor Müller, demonstrou preocupação e lembrou que esse já é considerado o maior ciclo recessivo da história recente do setor.

Na comparação com os 10 primeiros meses de 2014, a retração acumulada do IDI-RS em 2015 chega a 9,2%, só perdendo em intensidade para 2009 (-13%). Todos os indicadores vêm com quedas expressivas, sobretudo as compras industriais (-16,4%) e o faturamento real (-11,9%). Setorialmente, os maiores impactos ocorreram em Veículos automotores (-22,80%), Móveis (-16,1%), Máquinas e equipamentos (-15,7%) e Químicos e refino de petróleo (-6,2%). (Correio do Povo)