Essa guria vai longe… Vai, vai, vai…

Essa guria vai longe… Vai, vai, vai…

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Meus primeiros 10 anos de trabalho, em Porto Alegre, foram na Rádio Gaúcha. Ali aprendi muito e fiz amigos que guardo do lado esquerdo do peito. Cobri política, economia, rebeliões prisionais (inclusive a que Porto Alegre parou e os nossos companheiros que estavam cobrindo a Copa dos EUA ficaram ligados via retorno da Central Técnica no trabalho da gurizada), Festivais Nativistas (saudades do Glênio Reis e Paulo Deniz), viagens presidenciais e de governadores pelo Rio Grande do Sul, outros estados e no exterior, futebol (sim, futebol! Quando a galera do esporte precisou por falta de gente), li o Ipiranga, apresentei todos os programas de jornalismo quando os âncoras precisavam de substituto ( inclusive o Gaúcha na Madrugada, no lugar do grande Jayme Copstein), o Gaúcha no Mercosul, o Gaúcha Fim de Semana (onde entrevistei por 1h50 minutos, Luis Fernando Veríssimo. Pauta marcada pelo Gerson Silva. “Gerson, tu tá louco! O LFV não fala” ; “”Calma Felipe, tem aqui um perfil dele e a gente vai dar um jeito”. Ele tinha razão e a Lucia Veríssimo elogiou muito aquela entrevista) e Carnaval…

Tenho momentos que nunca sairão da minha mente, estão gravados e não há alzheimer que me fará esquece-los.. A primeira vez que entrei no ar ao vivo, Eleições de 1989, apuração de votos no Gigantinho. A primeira vez substitui o Glênio Reis em um Festival, nossa! A primeira vez que substitui o Bemfica, no Gaúcha Hoje de Sábado; com a ordem expressa de Marcos Antonio Baggio: “Sem opinião. É só para chamar os boletins dos repórteres.” A primeira vez que entrei no Atualidades com Mendes Ribeiro (entrevistei Zélia Cardoso de Mello, em Sta Maria e lembro dos elogios que ouvi dele pelo retorno durante o comercial: “Regina, (Regina Tubino Pereira, produtora) quem é esse repórter? Ele é muito bom”. A primeira vez que apresentei o Atualidades no lugar do Ranzolin. A primeira vez que substitui o Lauro Quadros, com todas as perguntas do Quadro de Saúde, escritas pela minha querida Mágda Cunha). As entradas no Sala de redação(a bancada odiava, mas a gente se matava para participar com alguma informação do jornalismo). A primeira vez que fiz o Gaúcha Repórter, nas férias do Lasier Martins (Até hoje não sei quem estava mais nervoso… Se eu ou a Lilica Chagas, que me brifou antes, durante e acho que escreveu até o despedida do programa). Das vezes que substitui Ruy Carlos Ostermann entre elas uma inesquecível, onde entrevistei os irmãos Ivan e Jose Antonio Pinheiro Machado sobre o Guia L&PM. Falamos de restaurantes, bares, casas noturnas e livros (programa produzido divinamente pelo Paulo Moreira). Das vezes que substitui os apresentadores do Chamada Geral (sempre com o apoio da Vera Monteiro, do Jacaré e da Lucia Padilha Mesquita). A noite que eu tava de bobeira na Rádio e o Pedro Ernesto Denardin, ficou rouco e eu li os comerciais e dei uns pitacos no Show do Esporte. Das substituições que fiz na parte de jornalismo do Plantão, no lugar do Antonio Carlos Macedo( como era um tabu, alguém do jornalismo apresentar a parte de esporte… O programa era dividido entre eu e Nando Gross). Nada é claro me dava mais prazer que substituir o Rogerio Mendelski, no Gaúcha Hoje e comandar o programa aos sábados (onde Lucia, Paulinho, Zé Alberto Andrade, Mágda, Paulo Boanova e outros tinham quadros especiais sobre cinema, vídeos, turismo, mundo agro… Era uma festa!!!!).

Obrigado ao Baggio, Ranzolin, Luciano Klockner, Claudio Moretto, Domingos Martins, Flávio Dutra e Valter Gonçalves dos Santos que me deram grandes oportunidades. Vocês foram muito importantes na minha formação. Por sinal, todos os citados e mais todos os editores, colegas de reportagem, produção, operadores de áudio e externa (que não arrisco escrever os nomes por medo de esquecer alguém ) foram muito importantes na década que vivi na Gaúcha. Como nessa época telefone não tinha câmera e fotos no trabalho não eram comuns.. Fiquei com os muitos registros na memória e poucos em papel fotográfico. De qualquer forma, quem me conhece sabe que adoro Carnaval e o Cláudio Brito, me deu oportunidade de trabalhar ao lado dele, do Matias Flach, do Bemfica, Zé, Éldio Macedo, Fernanda Zaffari, Renato Dornelles, Luiz Armando Vaz, Roberto Villar, Marcelo Magalhaes e tanta gente que veio de fora na cobertura desta festa popular brasileira. E ele fez mais… permitiu que eu estivesse (com o microfone dois pontos mais baixo para não atrapalhar quem sabe cantar) ao lado do Djair e do Déco acompanhando o Cláudio Barulho e puxando a Escola de Samba que homenageou os 70 anos da Gaúcha cantando que essa guria vai longe. E 20 anos depois, o canto se comprova e a gente sabe que vem muita coisa por aí. Nos 90 anos, como tantos fizeram ao longo do dia, minha homenagem ao aniversário da emissora e a imortalidade do Rádio.

Sala de Redação comemora hoje 45 anos

Sala de Redação comemora hoje 45 anos

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O Sala de Redação completou 45 anos e junho e realiza hoje uma grande comemoração. Há uns 40 sou ouvinte do programa e entre 1989 e 1999 eventualmente participei com informações como repórter do jornalismo da Rádio Gaúcha. Muitas vezes assisti quieto o programa de dentro do Estúdio. Aprendi com Ruy, Lauro, Cid, Foguinho, Sant’ana, Ibsen, Kenny, Guerrinha, Pedro… Me irritei e indignei várias vezes com outras figuras. Ri muito, me preocupei outras vezes com o tom ríspido das brigas, ouvi concentradíssimo, abandonei o programa… Mas, sempre voltei a ouvi-lo mesmo que sem a fidelidade da década de 80.  Por isso, estou curioso para ler o livro e ver o documentário sobre estas quatro décadas e meia. O Jones Lopes da Silva, escreve hoje na Zero Hora: “O Sala de Redação está no ar. O radialista Cândido Norberto vai começar o programa e assume um dos microfones que estão improvisados em pequeno estúdio montado na redação de Zero Hora, já no prédio da Avenida Ipiranga. Ele sai a entrevistar os editores e repórteres que estão tocando o jornal, quer saber das novidades, e abre depois o debate das notícias com os convidados. É 1971 e começa assim um dos modelos mais característicos do rádio gaúcho, o modelo do Sala de Redação.

Agora, 45 anos depois de sucesso contínuo e consagrar o estilo do debate noticioso no rádio gaúcho, depois de fazer a cabeça de gerações de torcedores acalorados e ouvintes de assuntos gerais, depois de lançar e sustentar polêmicas fervorosas, pois agora o “Sala de Redação” também é nome do livro que os jornalistas Cléber Grabauska e Júnior Maicá lançam hoje no Gaúcha Sports Bar. Tem mais. Os dois autores mais Eduardo Santos também apresentam hoje um documentário em CD com uma hora e meia de duração com a história e revelações dos bastidores dos programas.

Se você é do tipo ouvinte que trata o programa de “Sala”, com intimidade, se você quer saber se as brigas do Sant’Ana com o Ruy eram verdadeiras, se as altercações do Sant’Ana (sempre ele) com Kenny Braga, Ibsen Pinheiro ou David Coimbra eram reais, leia o livro (Editora Bairrista, 2016) e veja o documentário.” A reportagem completa está no site da Zero Hora.

Sala-de-Redação-Aos-45-do-primeiro-tempo-831x1200O lançamento do livro e do documentário ‘Sala de Redação – Aos 45 do primeiro tempo’, ocorrerá logo mais à noite no Gaúcha Sports Bar. A partir das 19h30, o público poderá comprar a obra e pegar autógrafos de integrantes e ex-integrantes da atração.

O livro resgata a memória do Sala, que foi pesquisada pelos comunicadores Cleber Grabauska e Junior Maicá desde maio de 2015. No total, 27 pessoas foram entrevistadas, entre elas o jornalista Cláudio Brito, um dos integrantes da primeira formação do programa, e Lauro Santos, filho de Cândido Norberto, criador da atração. Pesquisas no acervo de Zero Hora, realizadas por Letícia Coimbra, e imagens no arquivo da RBS TV também compõem as peças.

Conforme a empresa de mídia, a ideia surgiu de Grabauska, que já havia escrito a obra ‘Sala de Redação – A Divina Comédia do Futebol’, em 1998, com a participação do professor José Coiro. “O primeiro livro era uma série de entrevistas com pessoas que fizeram ou faziam parte do Sala. Esse é um resgate histórico que relaciona o programa com o esporte, e a Rádio Gaúcha com o Jornalismo”, explica o comentarista.

Criado em 1971 por Cândido Norberto, o Sala de Redação ficou marcado por sua informalidade. O programa foi responsável por reviver o departamento de esportes da emissora que havia sido fechado após a Copa de 1970. Já passaram pela atração nomes como os dos jornalistas Cid Pinheiro Cabral, Ibsen Pinheiro, Oswaldo Rolla (Foguinho), Ruy Carlos Ostermann, Lauro Quadros e Paulo Sant’Ana.

A formação atual conta com o apresentador Pedro Ernesto Denardin; os jornalistas Adroaldo Guerra Filho (Guerrinha) e Wianey Carlet; o ex-presidente do Grêmio Luiz Carlos Pereira Silveira Martins (Cacalo); o ator e colunista Zé Victor Castiel; e o músico João de Almeida Neto. “O Sala de Redação, inegavelmente, é um dos maiores programas de rádio no Brasil. Para a Rádio Gaúcha, ele tem uma importância transcendental. Por ali passam ou passaram grandes grifes e, até hoje, o programa se mantém com grande sintonia, discutindo tudo que tem a ver com futebol”, afirma Pedro Ernesto.

Vida longa ao Sala!!! (Felipe Vieira com Zero Hora e Coletiva.net)

Jornalista Guilherme Gomes cria a Duo

Jornalista Guilherme Gomes cria a Duo

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Um dos mais talentosos jovens jornalistas com quem trabalhei foi o Guilherme Gomes. E olha que eu trabalhei com muita gente que ainda estava na Faculdade – evito usar o termo “estagiários”, porque eles acabam trabalhando igual ou mais que os formados – , com medo de esquecer alguém, vou citar apenas cinco que considero grandes profissionais e apesar da distância física segue o carinho e a admiração inabalável pelos profissionais que se tornaram: Fernanda Zaffari, Carolina Aguaidas, André Silva, Jonas Campos e Diego Casagrande. O Guilherme faz parte desse grupo, começou um menino na Band, se transformou em um grande produtor de rádio e depois em um excepcional repórter de política. Saiu da Band para a Gaúcha e lá rapidamente consolidou a carreira.

13318550_1784395535129639_1912351953_nEm meio aos debates pré-eleitorais de 2010, chamou a atenção de várias pessoas, entre elas de João Ferrer, que desejava alguém sem vínculo partidário para acompanhar a agenda de imprensa de Tarso Genro. Guilherme aceitou o desafio, desempenhou bem a função e depois da eleição durante quatro anos de governo acompanhou o então governador fazendo o “meio-campo” entre Tarso e a imprensa nacional e estrangeira. Tenho grandes amigos que foram assessores de imprensa de presidentes, governadores, parlamentares e figuras públicas como empresários, sindicalistas e artistas… Todos repetem a dificuldade que tiveram para trabalhar em função da demanda de serviço que é muito grande, a falta de horários e regras. Mas, também todos falam da experiência enriquecedora em função do acúmulo de serviço, dos cuidados com a imagem pública do cliente e de aprender a trabalhar no “fio da navalha”.

Por isso, fiquei muito contente em saber hoje através das redes sociais que o Guilherme resolveu empreender e criou a Duo. Vão trabalhar com ele, a fotógrafa Caroline Bicocchi e o publicitário Fabrício Dornelles, os dois com passagem respectivamente pelo Palácio Piratini e Assembleia Legislativa. Em um post, publicado no Facebook, ele escreveu: “19h e na “firma”. Em breve, todo o processo preparatório para a criação de uma empresa estará concluído e iremos inaugurar oficialmente a Duo Comunicação Estratégica. Projeto que está contando com o apoio e confiança de pessoas muito importantes e que serão destacadas nas próximas semanas.” Não resisti e em uma troca de mensagens perguntei sobre o projeto. “Será a minha agência de comunicação e assessoria de imprensa. O foco inicial era apenas a área política, mas também entrei no ramo do futebol, através da Dornelles Assessoria Esportiva – que representa, entre outros jogadores, o Taison – e o Esporte Clube Pelotas, meu Clube do Coração e que mesmo eu morando em Porto Alegre, me convidou para ser diretor de Comunicação e Marketing.”

Perguntei sobre área de atuação e os primeiros objetivos de trabalho: “Com nossa estrutura inicial, estamos preparados para realizar campanhas eleitorais de alta qualidade.”.

Porque Duo, se você é o dono? “Duo no sentido de não ser apenas um mero prestador de serviço, mas um parceiro do cliente. Nosso princípio é atuar em sintonia com outros prestadores de serviços. Com a rede de relações que construímos ao longo desses anos de atuação, temos as pessoas certas para bater o escanteio e as pessoas certas para cabecear. Trabalho conjunto!”.

Conhecendo o Guilherme, não tenho medo de afirmar que nasce um projeto bacana e de futuro. Sucesso para a Duo, que na real já é TRI !!

Marco Antônio Pereira anuncia saída da Gaúcha. Radialista informou nas redes sociais que se desligou da emissora

Marco Antônio Pereira anuncia saída da Gaúcha. Radialista informou nas redes sociais que se desligou da emissora

Comportamento Comunicação Esporte Negócios Notícias

Um dos problemas de você ficar sem celular por cerca de 30 horas é se deparar com notícias como esta. Se alguém tentou me avisar, muito obrigado. Como deixei publicado nas minhas páginas do Facebook, um problema técnico no celular me deixou sem comunicação.  O que fiz? Resolvi curtir minhas férias e fiquei “off total”. Aí na madrugada quando resolvo descolar um computador e dar uma olhada no que aconteceu na sexta-feira fico sabendo pela manchete da Coletiva.net, que o grande Marco Antônio Pereira saiu da Rádio Gaúcha. Para quem é do meio a notícia não surpreende. Há algum tempo que circula a informação sobre a possibilidade de saída circula. O texto postado, 19h33, portanto pós expediente é bem curto:

“No fim da tarde desta sexta-feira, 9, o comunicador Marco Antônio Pereira da Silva informou por meio de rede social que não faz mais parte da equipe da rádio Gaúcha. Em comunicado, disse que em breve anunciará novidades.

Leia o comunicado:

Amigos,
Não faço mais parte da equipe da rádio Gaúcha.
Em breve novidades!!! Obrigado pelo carinho!”

Como é madrugada não ligaria para ninguém, mas a situação se agrava porque estou sem celular e não sei o número de ninguém “de cabeça”… Por isso, ao longo do final de semana vou procurar me informar melhor sobre o destino do Marco. Não sei para onde ele vai, mas sei que levará com ele uma legião de fãs que gostam do estilo preciso de narração que ele realiza. para quem não nunca ouviu ou leu sobre a trajetória de um dos grandes narradores de futebol do Brasil indico a leitura e audição do projeto Vozes do Rádio, da Famecos/PUC.

 

Encontros com o Professor lança último livro da série de entrevistas. Vou ler o que nunca consegui assistir

Encontros com o Professor lança último livro da série de entrevistas. Vou ler o que nunca consegui assistir

Comunicação Cultura Notícias Poder

Eu nunca consegui ir no Encontros com o Professor. Como saia da TV após o horário do início do evento, nas vezes que tentei me deparei com o Studio Clio lotado e com gente aguardando do lado de fora. Não tinha como entrar e resignado eu ia em frente sabendo que tinha perdido a oportunidade de ouvir duas grandes pessoas, o Ruy e o entrevistado. Lamentei muitas das entrevistas que perdi. Para quem não sabe, no evento em formato de um talk-show, Ruy Carlos Ostermann recebia semanalmente um expoente da cultura brasileira para uma conversa informal com a participação do público. E aí com ele esbanjava cultura e charme. O Ruy é uma figura das mais carinhosas com quem trabalhei. Um sujeito de muito conteúdo, um leitor voraz e um ouvido atento a boa música. Um gentleman. Um profissional reconhecido como brilhante por onde passou: maravilhoso colunista em jornal, no rádio grande comentarista de futebol e  âncora de programas com seu estilo “erudito entendível” e passagens marcantes pela TV como o Dois Minutos de Futebol, um comentário que antecedia a programação jornalística da então TV Gaúcha e depois um programa de fim de noite, quando a Globo ainda permitia que suas afiliadas tivessem horários noturnos, o Plenário. Criado pelo Roberto Appell e produzido pela Monica O`May. O programa foi inovador, em formato de Arena, hoje muito utilizado na TV, mas naquela época não me lembro de algo semelhante.

Eu não vi o Professor no Studio Clio, mas não foram poucas as vezes que me acomodei no estúdio da Gaúcha e silenciosamente assisti o mestre sendo generoso com seus entrevistados(na foto do grande Ricardo “Kadão” Chaves, Ruy entrevista Caco Barcellos no lançamento de Rota 66. Márcio Pinheiro preparava uma reportagem para Zero Hora e eu quieto, bebendo na fonte). Substitui o Ruy algumas vezes e me limitei a não inventar. Ostermann é um grande entrevistador e no meu caso uma inspiração. Ele sempre conseguiu facilitar a aproximação do público de temas e pessoas que normalmente circulam em espaços restritos e elitizados. Tanto no Gaúcha Entrevista, quanto no Encontros… Um evento que finalizava com apresentações musicais de grupos locais, caracterizados pela extrema qualidade do trabalho e pela pouca repercussão na mídia comercial do país. Por sinal, acompanhado do produtor Paulo Moreira, Ruy abriu espaço para músicos locais de jazz em um programa que comandou na então Itapema FM. Durante uma hora, em meio a Coltrane, Gillespie, Miles e tantos outros… volta e meia surgia um “jazzista nativo”. Em uma evolução do programa resolveram tira-lo do estúdio e levar para o Solar Palmeiro, onde realizaram Jazz Sessions. Bem bacanas! Bons tempos…

Completando dez anos ininterruptos, o projeto Encontros com o Professor chega ao oitavo (e último) volume do livro que registra a série de entrevistas realizadas por Ruy Carlos Ostermann. No dia 8 de outubro, às 19h, no StudioClio, local que durante seis anos recebeu o projeto da Signi, encerra-se o ciclo de conversas comandadas pelo Professor ao longo desse período com a publicação das entrevistas realizadas em 2012 e 2013. Esses dois últimos anos do evento, os encontros aconteceram no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo. O livro Encontros com o Professor – Cultura Brasileira em Entrevista trará a síntese dos encontros com Ná Ozzetti, Fanny Abramovich, Adão Iturrusgarai, Amanda Costa, André Neves, Luiz Coronel, Mario Prata, Ivo Nesralla, Fabiano de Souza, Gustavo Spolidoro, Luís Augusto Fischer, Sergius Gonzaga, Luis Fernando Verissimo, Enéas de Souza, Cláudia Laitano e os comunicadores do Sala de Redação.

Infelizmente, em função das férias agendadas há algum tempo não vou poder buscar o autógrafo do mestre. Mas, por gentileza da Cristiane Ostermann, que já me enviou o livro vou levar Ruy e seus entrevistados para tomar sol no litoral nordestino. Antecipadamente meus desejo de sucesso e um beijo professor! Muito obrigado pelos ensinamentos e pela oportunidade de acompanhar tão próximo teu trabalho genial.

 

SERVIÇO

Encontros com o Professor – Cultura Brasileira em Entrevista

Lançamento do 8° livro da série

Data: 08/10/2015

Horário: 19h

Local: StudioClio (Rua José do Patrocínio, 689 – Cidade Baixa, Porto Alegre)

Valor de capa: R$ 20,00

Fernando Carvalho: “Eu não gosto de não cumprir meus compromissos…”

Comunicação Negócios Notícias

Passa das 23h00, a tela do telefone brilha e mostra: FERNANDO CARVALHO, CHAMANDO. O ex-presidente do Inter e integrante da bancada de debates do Sala de Redação está me retornando a ligação do início da noite. Questiono se ele está saindo do Sala, Fernando me explica que tem pensado sobre o assunto. O Contrato dele com a Rádio Gaúcha é de um ano e termina em novembro. “Eu não gosto de não cumprir meus compromissos. Minhas outras atividades profissionais me impedem de estar no dia a dia do programa.” Questiono se ele além dos compromissos profissionais, ele está descontente com alguma situação. Fernando evita qualquer polêmica e repete que a agenda profissional o impede de estar diariamente no estúdio o que é não é bom. “Quem sabe diminuo o número de participações?”.

Fernando Carvalho deixa o Sala de Redação. Confira quem é o colorado que vai substituir o ex-presidente do Inter

Fernando Carvalho deixa o Sala de Redação. Confira quem é o colorado que vai substituir o ex-presidente do Inter

Notícias

FERNANDO CARVALHO ACABA DE FALAR COMIGO AO TELEFONE. DISSE QUE AINDA NÃO DECIDIU SE DEIXARÁ O SALA DE REDAÇÃO EM NOVEMBRO, QUANDO TERMINA O CONTRATO COM A RÁDIO GAÚCHA. “EU NÃO GOSTO DE NÃO CUMPRIR MEUS COMPROMISSOS. MINHAS OUTRAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS ME IMPEDEM DE ESTAR NO DIA-A-DIA DO PROGRAMA, E EU NÃO GOSTO DE FICAR AUSENTE. NÃO HÁ UMA DECISÃO FINAL SOBRE MINHA SAÍDA.”

 

PS: Voltei a conversar com minha fonte, que garante a decisão já está tomada e a notícia será confirmada. Por isso, mantenho o que está no texto abaixo e vamos aguardar para confirmar ou não o fato quando novembro chegar.

Durou menos de um ano a experiência de Fernando Carvalho como integrante do Sala de Redação. O ex-presidente colorado estreou no programafernandocarvalho_camisaquintaestrela_080906 na quarta 12.11.2014. No primeiro momento o anuncio era de que permaneceria por pouco tempo substituindo Kenny Braga, torcedor do Inter que participou durante mais de 30 anos da atração da Rádio Gaúcha: ” Agora, não só me dirigindo à torcida colorada, mas a todos os ouvintes. Para mim é um prazer, uma honra estar com vocês. Uma equipe seleta, com pessoas importantes no cenário esportivo gaúcho. Tenho alguns problemas, até o fim do ano vou ter que me adaptar. Ficarei como convidado até o fim do ano, espero que consiga resolver minhas questões para poder estar permanentemente aqui. Quero saudar o Kenny Braga, que representou o nosso clube por tanto tempo. Ele tem uma carreira pela frente e vai seguir de forma brilhante. Agora, vou consegui falar, porque eu vinha pra dar entrevista e só ouvia vocês. De repente eu consigo falar alguma coisa (risos).” Fernando não conseguia falar e se incomodou em alguns confrontos com o ex-presidente do Grêmio, Luis Carlos Silveira Martins. Alegando motivos pessoais Fernando está de saída. Na verdade, segundo amigos próximos ele deixa o programa porque gostaria e não consegue debater futebol, esquemas táticos, jogadores e o negócio como um todo.

arq_135343O escolhido para substituir o presidente Campeão do Mundo FIFA pelo Inter em 2006 é o multitalentoso Carpinejar. Colorado, que já escreveu muito sobre o seu amor pelo S.C.Internacional. E apesar de estar agarrado em “saco de pancadas” todos que o conhecem sabem que violência não é com ele. No caso de Carpinejar a sua inteligência e ironia vão ser as grandes armas nos embates e debates do Sala.

 

 

 

 

 

 

Leia: Fernando Carvalho, “Eu não gosto de não cumprir meus compromissos…”

A despedida de Antonio Carlos Macedo

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Antônio Carlos Macedo chegou na Rádio Gaúcha em 1984. Eu em 1989. Portanto “conheço” o Macedão, 5 anos dele ter alguma ideia de quem eu era. A vantagem de ser um apaixonado por rádio como sou é que a gente percebe detalhes que muitos ouvintes deixam passar. Quando cheguei a emissora era dividida ao meio. Sim! Eram duas Rádios no mesmo prefixo 600 AM. Eram raras as oportunidades que o jornalismo se misturava com o esporte e vice-versa. Mendelski tinha um pequeno espaço para o futebol, Mendes Ribeiro nenhum e mesmo quem tinha envolvimento com o futebol não misturava os canais. Lauro Quadros não tratava de esporte no seu programa de jornalismo, Lasier, Ruy e Domingos Martins também não e nós da geral, política, economia… raramente “invadíamos” o espaço do esporte. Para entrar a notícia tinha que ser uma hecatombe!

O único âncora que comandava um horário com assuntos do jornalismo e esporte era o Macedão. No início o Plantão tinha boletins gravados pela reportagem o que foi sendo modificado aos poucos. O sujeito grandão, que poucas vezes deixa transparecer o coração imenso e absolutamente proporcional ao tamanho do corpanzil . Um workaholic que não importa a hora que chegava de volta das jornadas de fora de Porto Alegre, se apresentava sempre para o trabalho. Esse cara começou a nos impregnar do espírito dele e nos sinalizar que tinha um espaço aberto para os repórteres no fim de noite da Gaúcha. Eu que desde os 8 anos ouvia Antonio Augusto, Almir, Rosemberg e Copstein (com o radinho embaixo do travesseiro) e outros repórteres dispostos a trabalhar fomos arregimentados para participações ao vivo. O programa tinha de tudo e era um belo resumo do dia com um acompanhamento dos principais fatos que aconteciam na noite de Porto Alegre. Quando a Rádio não escalava um repórter para algum evento/show, a gente saia do local e relatava o que tinha visto. O tempo passou e ele foi deslocado para a apresentação das duas edições do Chamada Geral. Colocou ali a marca Macedo de qualidade. Exigia boletins concisos, cheios de informação e quando ninguém acompanhava um fato relevante fazia entrevistas muito curtas de no máximo 3 minutos. Tudo controlado no relógio, rigor absoluto. Um sujeito metódico.  Quando comecei na Ipiranga, 1075  olhava o Macedo trabalhando no esporte e jornalismo e tinha uma admiração pela figura dele. O sujeito me lembrava muito alguém que eu admiro demais:  meu pai. Em 1990, uns seis, sete meses depois que comecei na Gaúcha, a ficha caiu por completo. Era um sete de maio e todas peças se encaixaram. Macedo é taurino e nascido no mesmo dia do meu maior guru, Seu Romeu. Bingo! Junto com outros colegas, histórias para outros posts… O Macedo foi determinante na minha formação de apresentador. Gosto do estilo dele. Não estava mais na RBS quando ele assumiu o Gaúcha Hoje, mas sempre que posso dou uma zapeada. Fera!!!

Além de grande jornalista e cidadão, o Macedo tem algumas das características que admiro no meu pai. É um sujeito honesto nas suas relações, íntegro no seu dia a dia e extremamente trabalhador! Tudo o que fazem é planejado para que os erros, se acontecerem, não influenciem o resultado final. Se engana quem pensa que são fechados. Na verdade, eles não são pessoas expansivas. São amigos, dos amigos. Pessoas com quem estabelecem um alto grau de confiança e longevidade na amizade. São seguros e sabem muito bem o que querem. Traçam seus objetivos e os perseguem com determinação inquebrantável. Admiro isso e sou fã dos dois.

Tá Felipe! Já entendi que tu gosta e admira o Macedo. Mas, que história é esta de despedida? O cara vai se aposentar e largar tudo? Não! Claro, que não. O Macedo vai seguir no Rádio por muito tempo ainda. Tudo isso é para dizer que ele escreveu hoje a última coluna no Diário Gaúcho. Um espaço que assina há 15 anos e que lhe toma tempo na escolha do tema e preparação do texto. Neste sábado, 12/09/2015 ele se despede dos seus milhares de leitores, com a coluna que terá como título ADEUS. Se engana, quem pensa que ele vai usar esse tempo para namorar mais a Cristina ou cuidar das “crianças”, pescar ou olhar futebol indefinidamente na TV. O jovem sessentão quer ampliar seus espaços no mundo digital. São vários projetos que virão por aí. E nós que acompanhamos com menor ou maior interesse seus espaços certamente seremos impactados pelo trabalho do taurino.

Luciane Aquino anuncia saída do Terra. Gaúcha VP de Mídia se despediu nesta segunda dos colaboradores do portal

Luciane Aquino anuncia saída do Terra. Gaúcha VP de Mídia se despediu nesta segunda dos colaboradores do portal

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Sabe aquele papo quando a pessoa sai da empresa e escreve uma nota dizendo que vai partir para novos projetos? Tem horas que a gente não acredita e fica pensando por que uma pessoa que está naquela posição quer sair de lá, aonde tantos querem chegar… A resposta mais frequente que tenho encontrado entre meus amigos executivos que vivem altas pressões por ocuparem cargos de alto escalão é “ver os meus filhos crescerem, conviver mais com a família, ter mais qualidade de vida”. A Luciane não me disse isso, porém, é o que sinto quando converso com minha colega jornalista de mais de 20 anos de convivência.

Pois bem, há algumas semanas estou sendo cofre da informação e odeio isso. Finalmente a Luciane Aquino 11938164_10155916010735364_639918239_npublicou a tradicional – não, no caso da Lu não foi tão tradicional assim – nota e anunciou: “Daqui a algumas semanas eu volto pra contar as novidades”. Eu sei de algumas, mas ainda não estou liberado ainda para divulgar. Sim, como ela me falou em off, eu revelo a fonte, mas não o conteúdo.

Mas alguma coisa eu tinha que contar para você leitor. O importante de dizer é que depois de 15 anos de Terra, onde ela começou  em 1999 como editora-executiva de notícias e teve trabalhos como a criação do canal de notícias do portal – onde quase fui âncora, mas essa é outra história. Foco, Felipe! Pois, no Terra, a Luciane foi gerente-geral de conteúdo, gerente de produto de portal, diretora de produto de portal e agora está saindo como Chief Media Officer ou, no bom português, po-de-ro-sa  vice-presidente de Mídia. Afinal, era responsável por toda a cobertura editorial e produtos do Terra em todos os países. Sim! América Latina, Estados Unidos e Espanha! Te mete com a guria de Bagé.

Pois bem, a Luciane saiu, e eu tô proibido de falar sobre o futuro profissional dela. Mas adianto que os diplomas que trouxe de Barcelona – especialização em comunicação digital na Universitat Pompeu Fabra e de Altos Estudos em Comunicação na Universitat Autònoma de Barcelona – não servem apenas para decorar a parede (não, os da Lu não estão pendurados, não se preocupem) ou o LinkedIn. A frase da despedida nas redes sociais, “Tenham a certeza de que meu novo projeto está infusionado desse sangue laranja guerreiro e inovador que todos nós continuaremos produzindo e doando para o resto da vida, não importa onde estejamos. Levo esse DNA com muito orgulho” mostra que a moça que eu conheci na Famecos e com quem depois realizei algumas coberturas políticas (ela pela Zero Hora, eu pela Rádio Gaúcha) em breve se transformará em uma empreendedora digital. Ela já tem até CEP no Bairro Rio Branco/Porto Alegre. Mas isso ela vai revelar nos próximos dias e aí vai acabar a minha agonia de ser cadeado da notícia.

Boa sorte e mais sucesso Lu!