Cerimônia do Prêmio Açorianos de Música 2014/2015 reúne músicos para homenagear artistas como Túlio Piva e Teixeirinha. Norberto Baldauf, Renato Borghetti, Projeto Ecarta Musical e Oficina de Choro e Samba do Santander Cultural também serão lembrados na festa de 1º de dezembro

Cerimônia do Prêmio Açorianos de Música 2014/2015 reúne músicos para homenagear artistas como Túlio Piva e Teixeirinha. Norberto Baldauf, Renato Borghetti, Projeto Ecarta Musical e Oficina de Choro e Samba do Santander Cultural também serão lembrados na festa de 1º de dezembro

Cidade Cultura Notícias

A cerimônia do Prêmio Açorianos de Música 2014/2015 – marcada para 1º de dezembro, no Auditório Araújo Vianna, às 20h30min – será uma homenagem a alguns dos maiores nomes da cultura gaúcha. O tema da festa, que terá entrada franca, será o centenário de nascimento do compositor Túlio Piva (1915-1993). Na ocasião, músicos de diferentes estilos – como Hique Gomez, Antonio Villeroy, Fernando Noronha, Bibiana Petek e os netos de Túlio, Rodrigo e Rogério Piva – estarão no palco para revisitar o repertório do autor de Gente da Noite e Pandeiro de Prata.

Dois outros artistas serão os homenageados do ano: Norberto Baldauf e Renato Borghetti. O primeiro, pianista e líder do conjunto melódico que marcou época nos bailes das décadas de 1950 e 1960, é lembrado pelas sete décadas de trajetória e pelos 62 anos da estreia do conjunto. O segundo, gaiteiro de renome internacional, está completando 31 anos de trajetória fonográfica – seu disco de estreia, Gaita Ponto (1984), foi o primeiro álbum instrumental brasileiro a conquistar Disco de Ouro. Em um encontro musical inédito, os dois músicos irão tocar juntos ao vivo.

Haverá ainda três menções especiais na cerimônia. Uma delas lembra os 30 anos da morte de Teixeirinha, um dos maiores ídolos populares da história do Rio Grande do Sul, que se completam em 4 de dezembro. Na cerimônia, um dos netos de Teixeirinha, Giuliano Teixeira, irá fazer uma performance ao vivo.

Outra menção vai para o projeto Ecarta Musical, que há 10 anos promove espetáculos musicais gratuitos quinzenais em Porto Alegre. A terceira será destinada à Oficina Choro e Samba do Santander Cultural, que nos últimos 11 anos contribuiu para a revitalização desses estilos musicais em Porto Alegre.

Haverá ainda homenagens a artistas falecidos nos últimos meses – incluindo um número musical reunindo o cantor Chico Saratt, o pianista Cristian Sperandir e um grupo de músicos da Orquestra Unisinos.

Maior premiação da música do Rio Grande do Sul, o Açorianos de Música vai contemplar trabalhos lançados em 2014 e no primeiro semestre de 2015, nos gêneros MPB, Pop, Erudito, Regional e Instrumental e em sete categorias especiais. O prêmio é uma realização da Prefeitura de Porto Alegre, por meio da Coordenação de Música da Secretaria da Cultura.

Veja a lista completa de indicações:

DVD
Ao Vivo – 50 anos – Luiz Carlos Borges
Mais uma Canção – Bebeto Alves
Volume II – Ao Vivo nas Missões – Rock de Galpão
Insular ao Vivo – Humberto Gessinger
Papas da Língua 20 Anos – Papas da língua

ESPETÁCULO
Chimango – O Musical – Arthur Barbosa e Orquestra Sinfônica de Porto Alegre
O Grande Encontro – Os Sucessos dos Festivais – 2ª Edição – Vários artistas
Samboleria – Antonio Villeroy
Suíte Maria Bonita e Outras Veredas – Leandro Maia
A Saga de um Homem Comum – Capitão Rodrigo

DISCO INFANTIL
Vem Brincar na Rua – Kitty Driemeyer
Cuidado que Ronca – Cuidado que Mancha
O Ônibus do Sobe e Desce – Gelson Oliveira

PRODUTOR MUSICAL
André Mehmari – Suíte Maria Bonita e Outras Veredas (Leandro Maia)
Antonio Villeroy e Berna Ceppas – Samboleria
Christiaan Oyens – Com Todas as Letras (Kleiton & Kledir)
Estado das Coisas e Hique Gomez – Volume II – Ao Vivo nas Missões (Rock de Galpão)
Marcelo Corsetti e Bebeto Alves – Milonga Orientao (Bebeto Alves y los Blackbagualnegovéio)

ARRANJADOR
Adriano Persch – Brasileiríssimo (Quinteto Persch)
Daniel Wolff – Canção do Porto
Carlos Badia – Zeros
Irish Fellas – Come South Along the Road
Cristian Sperandir – Cibernauta (Victor Hugo)

PROJETO GRÁFICO
Rodrigo Marroni, Leo Lage, Lipe Albuquerque e Dingo Bells – Maravilhas da Vida Moderna
Felipe Taborda – Com Todas as Letras (Kleiton & Kledir)
Leo Garbin – Come South Along the Road (Irish Fellas)
Ricardo Pirecco – Renascentes
Valder Valeirão/Nativus Design – Zeros (Carlos Badia)

REVELAÇÃO
Marmota – Prospecto
Rafael Ferrari – Bandolim Campeiro
Alana Moraes – Alana Moraes
Bibiana Petek – Dengo
Grupo Ìbejì – Ìtàn òrun àti ilé ayé – Histórias do Céu e Terra

ÁLBUM

Gênero Pop

Compositor
Dingo Bells – Maravilhas da Vida Moderna
Nenung – Serenoato (Nenung & Projeto Dragão)
João Ortácio e Dionísio Monteiro – Renascentes
Esteban – Saca la Muerte de tu Vida
Naddo Pontes – Naddo Entre Gigantes

Intérprete
Clarissa Mombelli – Nessa Estrada & no Fim
Tiago Ferraz – Volume II – Ao Vivo nas Missões (Rock de Galpão)
Ian Ramil – IAN
Grupo Ìbejì – Ìtàn òrun àti ilé ayé – Histórias do Céu e Terra
JJ – Ao Vivo na Ilha (Stereosound)

Instrumentista
Fernando Noronha – Time Keeps Rolling (Fernando Noronha & Black Soul)
Caetano Maschio Santos – Come South Along the Road (Irish Fellas)
Rafa Schuler – Rafa Schuler & Os Mostardas
Oly Jr. – Dedo de Vidro
Grecco Buratto – Essas Coisas Todas

Álbum
Volume II – Ao Vivo nas Missões – Rock de Galpão
Renascentes – Renascentes
Frida – Frida
Dedo de Vidro – Oly Jr.
Saca la Muerte de tu Vida – Esteban

Gênero Regional

Compositor
Luiz Carlos Borges – Ao Vivo – 50 Anos
Martim César – Paisagem Interior
Mauro Moraes – Com o Violão na Garupa
Sérgio Carvalho Pereira – Sul (Luiz Marenco e Sérgio Carvalho Pereira)
João Sampaio – Milongas de Pampa y Cielo (Nilton Ferreira)

Intérprete
Marco Aurélio Vasconcellos – Paisagem Interior
Marcelo Oliveira – Chiappetta nos Dizeres do Cecêu (Rafael Teixeira Chiappetta & Marcelo Oliveira)
Luiz Carlos Borges – Ao Vivo – 50 Anos
Nilton Ferreira – Milongas de Pampa y Cielo
Pedro Ortaça – Pedro Ortaça & Filhos

Instrumentista
Yuri Menezes – Ao Vivo – 50 Anos (Luiz Carlos Borges)
Luiz Carlos Borges – Ao Vivo – 50 Anos
Rodrigo Maia – Ao Vivo – 50 Anos (Luiz Carlos Borges)
Ricardo Comasseto – Bagualles, um Canto de Amor à Terra (Juan Daniel Isernhagen)
Gabriel Selvage – Milongas de Pampa y Cielo (Nilton Ferreira)

Álbum
Ao Vivo – 50 Anos – Luiz Carlos Borges
Paisagem Interior – Marco Aurélio Vasconcellos, Martim César, Paulo Timm e Alessandro Gonçalves
Sul – Luiz Marenco e Sérgio Carvalho Pereira
Com o Violão na Garupa – Mauro Moraes
À Sombra de um Cinamomo – Zé Renato Daudt

Gênero MPB

Compositor
Kleiton Ramil e Kledir Ramil – Com Todas as Letras
Leandro Maia – Suíte Maria Bonita e Outras Veredas
Antonio Villeroy – Samboleria
Caio Martinez – Coisas Nossas
Bebeto Alves – Milonga Orientao (Bebeto Alves y los Blackbagualnegovéio)

Intérprete
Leandro Maia – Suíte Maria Bonita e Outras Veredas
Pirisca Grecco – Vidro dos Olhos – Pirisca Canta Rillo
Dudu Sperb – Coração Sol
Caio Martinez – Coisas Nossas
Antonio Villeroy – Samboleria

Instrumentista
Gastão Villeroy – Samboleria (Antonio Villeroy)
Pedro Figueiredo – Café Frio (Killy Freitas e Antonio Skármeta), Cibernauta (Victor Hugo), Terreiros Gaúchos Amores Flutuantes (Gisele Rodrigues),
Coisas Nossas (Caio Martinez) e Suíte Maria Bonita e Outras Veredas (Leandro Maia)
Matheus Kleber – Zeros (Carlos Badia)
Daniel Wolff – Canção do Porto
Vagner Cunha – Coração Sol (Dudu Sperb)

Álbum
Samboleria – Antonio Villeroy
Náufragos Urbanos – Cartas de Marear – Martim César, Ro Bjerk e Ricardo Fragoso
Suíte Maria Bonita e Outras Veredas – Leandro Maia
Zeros – Carlos Badia
Com Todas as Letras – Kleiton & Kledir

Gênero Instrumental

Compositor
Rafael Ferrari – Bandolim Campeiro
Luciano Maia – Janelas ao Sul
Leonardo Bittencourt – Prospecto (Marmota)
Carlos Badia – Zeros Instrumental
Cristiano Varisco – Trilhas Sonoras para Filmes Imaginários

Intérprete
Rafael Ferrari – Bandolim Campeiro
Luciano Maia – Janelas ao Sul
Maurício Horn – Promessa (Quinteto Canjerana)
Pedro Moser – Prospecto (Marmota)
Luiz Cardoso – Sinfonia Gaúcha

Instrumentista
Luciano Maia – Janelas ao Sul
Rafael Ferrari – Bandolim Campeiro
Luiz Cardoso – Sinfonia Gaúcha
Maurício Horn – Promessa (Quinteto Canjerana)
Leonardo Bittencourt – Prospecto (Marmota)

Álbum
Bandolim Campeiro – Rafael Ferrari
Janelas ao Sul – Luciano Maia
Sinfonia Gaúcha – Luiz Cardoso
Prospecto – Marmota
Zeros Instrumental – Carlos Badia

Gênero Erudito

Compositor
Toninho Ferragutti – Brasileiríssimo (Quinteto Persch)
Ernani Aguiar – Brasileiríssimo (Quinteto Persch)
James Correa – Coletânea de Música Eletroacústica da UFRGS – Vol. 1 e Vol. 2
Eloy Fritsch – Coletânea de Música Eletroacústica da UFRGS – Vol. 1 e Vol. 2
Luciano Zanatta – Coletânea de Música Eletroacústica da UFRGS – Vol. 1 e Vol. 2

Intérprete
Capparelli, Domenici, Fialkow e Loss – A Música para Piano de Camargo Guarnieri
Quinteto Persch – Brasileiríssimo
Carla Maffioletti – Turnê Brasil (Camerata OntoArte Recanto Maestro e Carla Maffioletti)

Instrumentista
Quinteto Persch – Brasileiríssimo
Cristina Capparelli – A Música para Piano de Camargo Guarnieri
Ney Fialkow – A Música para Piano de Camargo Guarnieri
André Loss – A Música para Piano de Camargo Guarnieri
Catarina Domenici – A Música para Piano de Camargo Guarnieri

Álbum
Brasileiríssimo – Quinteto Persch
Turnê Brasil – Camerata OntoArte Recanto Maestro e Carla Maffioletti
Coletânea de Música Eletroacústica da UFRGS – Vol. 1 e Vol. 2 – Vários
A Música para Piano de Camargo Guarnieri – Capparelli, Domenici, Fialkow e Loss

Esses tais de Borghettinho e Márcio Pinheiro. Músico e jornalista gaúchos lançam livro nesta quinta em Porto Alegre

Esses tais de Borghettinho e Márcio Pinheiro. Músico e jornalista gaúchos lançam livro nesta quinta em Porto Alegre

Cidade Cultura Notícias
Livro e disco Esse Tal de Borghettinho
Estes são meus: o primeiro livro do Márcio e o primeiro disco do Borghetti

Nesta quinta-feira, Renato Borghetti e Márcio Pinheiro (ou será Márcio Pinheiro e Borghettinho?) autografam na Livraria Saraiva do Shopping Praia de Belas, o livro Esse tal de Borghettinho, da editora caxiense Belas Letras. E o evento para mim é imperdível, não apenas por causa do livro, mas por causa da carga emocional que significa ver esses dois juntos.

Nunca fui amigo do gaiteiro, mas o conheço há mais tempo do que conheço o Márcio. Como boa parte dos jovens gaúchos do Interior e vários da Capital, fui tomado pela onda nativista do fim da década de 70, início dos 80. Pela Rádio Sobral, de Butiá, cobri alguns festivais nativistas e vi o gaiteiro se formando. Nunca consegui entrevistá-lo direito. Por sinal, não entendia como ele, que contava causos e proseava com outros músicos nas rodas que se formavam, não era falante no rádio.

Engana-se quem pensa que Borghetti é um tímido. Não é. Na volta dele sempre se formam boas parcerias para relembrar histórias. Muitas dele mesmo, porque já viveu e correu bastante o mundo, muitas ouvidas ao lado do pai, Borghettão — outra grande figura.

O guri tocava muito, a fama cresceu e, com aquelas estampa e cabeleira, fez muito sucesso no Rio Grande do Sul. Sacaram que havia espaço para voos maiores. E o guri nascido na terra do Tio Bília se transformou em um fenômeno nacional. O disco que tenho e ouço (por sinal, acho que finalmente vou criar coragem e pedir um autógrafo na capa) se transformou no álbum instrumental mais vendido da história do Brasil. Um feito es-pe-ta-cular!

Quando comecei a trabalhar na Rádio Gaúcha, meus colegas amantes do rock, jazz, pop, MPB não queriam saber dos Festivais, e eu ali, quieto. Um dia, meu guru Glênio Reis não pode transmitir um desses eventos. Lá fui eu ao lado do meu querido Paulo Denis. Tchê, nunca um microfone de rádio pesou tanto na minha mão. Não era por causa dos 100 kw e sim porque eu tava do lado do Paulo (que muito ouvi com minha amada e hoje colega Maria Luiza Benitez no Discorama nas tardes da Guaíba) e substituindo o Glênio. Nossa! Era muita responsabilidade. Pois não é que o Borghettinho tava lá e eu o entrevistei rapidinho? Afinal,  diferente dos depoimentos para o Márcio no livro, no rádio ele é econômico nas palavras.

E isso é o legal do livro do Márcio: está recheado de histórias que só os mais próximos sabiam e agora todos nós podemos nos deliciar. Tá Felipe, até agora nenhuma novidade. Sim! Se você quer novidades, vai comprar o livro do meu amigo. Era só o que faltava o jornalista ficar meses enfurnado em casa, convivendo menos com a queridona da Cássia, a linda e esperta Lina, os amigos,  sem ver direito os jogos do Inter e secar o Grêmio do Borghettinho, e eu entregar o “fim do filme”.

Falando nisso, o documentário que o Márcio fez o roteiro e o Rene Goya dirigiu sobre o gaiteiro é muito bom! Não viu? Da um jeito de ver.

Já do Márcio, fui contemporâneo de Famecos em meados da década de 80. Mas lembro muito pouco da nossas cruzadas na PUC. A gente foi “apresentado” mesmo na Ipiranga, 1075. Ele na Zero Hora, eu na Gaúcha. Jogávamos bola com uma galera maravilhosa no Colégio Rosário e nos deliciávamos com X e cerveja pós-jogo. O mundo do futsal não perdeu muito com nossa aposentadoria precoce das quadras, mas o Alcides, dono do bar… esse deixou da faturar.

Fomos trabalhar juntos na TVCOM. E era uma turma incrível. A partir dali, sedimentamos nossa amizade no cimento do Beira-Rio. E olha que na década de 90 não era fácil ser colorado. Mas a gente ia em todas. Como eu, ele gosta de um volantão na frente da área. Se souber sair jogando, melhor, mas o essencial mesmo é não deixar o adversário passar.

Como profundo conhecedor de música, o Márcio me arrastou para alguns shows muito legais. Por causa de uma dica dele  vi um show que passa batido para muita gente. Não sei nem se está no meu top ten,  mas gostei muito e sempre recordo de João Bosco e Nico Assumpção. Vai daqui, vai dali… assisti in loco o começo do namoro com a Cássia. Para poupar vocês, quero deixar registrado que tenho o maior orgulho de ver os dois juntos duas décadas depois. E foi uma alegria não tê-los como padrinhos do meu casamento. Como assim alegria? Explico. Uma semana antes do meu enlace, nasceu a Lina! E para “pais velhos”como eu e Marcito, nada supera a alegria de ver a Lina e o Theo correndo e rindo juntos.

Pois o meu conhecido de três décadas, parceiro sempre presente nos últimos vinte e poucos anos tomou coragem e resolveu escrever seu primeiro livro. Quem como eu acompanha os textos dele em jornais — e foram alguns: Zero Hora, Gazeta, Jornal da Tarde, Gazeta Mercantil, JB… — e revistas especializadas sabe que o cara é muito bom. Conhece muito de música e sabe colocar o conhecimento dele no papel (Ops! Não só papel. Isso é mania de quem é do século passado) e em todas plataformas multimídias. (Ficou bem assim Cássia, nossa — minha e do Márcio — consultora para nem tão novas tecnologias?) 

O Márcio é leitor voraz de biografias e história da música. Tem uma memória fantástica para detalhes e curiosidade para pesquisar e aprender. O caminho natural É se transformar em um grande escritor. Acredito mesmo que estamos vendo nascer um sujeito que vai entrar para o clube do Tinhorão, Ruy Castro, Sérgio Cabral…

Pois bem, o Márcio escreve um livro daqueles da gente devorar na leitura. Mesmo autorizado pelo biografado, o livro não tem concessões. O que tinha de estar ali, está. Se você quer escândalos e polêmicas, lembre-se, o Borghettinho nunca foi disso. Contudo, tenho certeza que você vai se deliciar com os causos e histórias de um sujeito que podia ser mais um excelente gaiteiro dos tantos que temos, mas que ganhou o mundo com sua música. Um sujeito respeitado de Barra do Ribeiro a Paris. Uruguaiana a Viena. Porto Alegre a Berlim.

Uma dica final: faça como eu fiz com o disco, guarde o livro. Você terá a primeira de muitas edições de uma obra que fará sucesso e o primeiro livro do jornalista Márcio Pinheiro. Tenho certeza que como o Borghettinho não parou no primeiro “ainda vinil”, esse será primeiro de muitos livros do Márcio — só não sei em que plataforma.

 

(Foto: Rene Goya Filho)