Sem explicar como, Schirmer diz que prioridade da Segurança é criar vagas em presídios. Secretário esteve reunido nessa manhã com a cúpula da Segurança no RS

Sem explicar como, Schirmer diz que prioridade da Segurança é criar vagas em presídios. Secretário esteve reunido nessa manhã com a cúpula da Segurança no RS

Destaque Segurança

O novo titular da pasta da Segurança Pública do Estado, Cezar Schirmer, reuniu-se na manhã de hoje com representantes da Brigada Militar, Polícia Civil, Instituto Geral de Perícias e Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe). O objetivo era tomar ciência do cenário problemático da pasta e propor as primeiras medidas.

Conforme Schirmer, as ações vão se concentrar em agilizar e superar burocracias para implementar propostas, o que prevê a contratação de servidores, abrir novas vagas em penitenciárias, mantendo bandidos presos e aumentar o número de PMs nas ruas.

O secretário foi questionado sobre as medidas que serão adotadas para aumentar, imediatamente, as vagas nas penitenciárias. Ele disse que o tema é uma prioridade dentro da pasta, mas não explicou quais medidas serão adotadas.

“Eu ainda estou focado na prefeitura de Santa Maria. Quinta-feira devo assumir. Tão logo assuma, vamos nos debruçar sobre este assunto. Ouvi da superintendente da Susepe que, com criatividade e recursos, é possível ampliar o número de vagas. O governo aumentou, nos últimos dois anos, cerca de 5 mil novas vagas. Isso não corresponde à necessidade, que é muito maior. Este é um assunto muito relevante, afirmou Schirmer, sem detalhar proposições.

O número de vagas abertas recentemente pela Susepe em presídios é inferior a 5 mil. A população carcerária, em contrapartida, apresentou elevação e bateu recorde neste ano, com mais de 34 mil apenados.

Sobre o convite para assumir a pasta, Schirmer disse que o governador convocou um amigo de vários anos ‘de graça’. O secretário ponderou que as mudanças ocorrerão a longo prazo.

“Ele tem consciência da dimensão do desafio. E eu tenho um pouco de loucura de aceitar esse desafio e dedicar o melhor das minhas energias, vigor e experiência para este enfrentamento. Não se muda uma realidade do dia para a noite”, disse.

Nesta tarde, Cezar Schirmer irá a Santa Maria, onde vai cumprir compromissos como prefeito. Ele deve permanecer na região central do Estado até a próxima quarta-feira. (Eduardo Paganella / Rádio Guaíba)

Sartori e demais governadores têm nova negociação com Temer sobre dívidas. Governador fala sobre negociações com Cpers, Judiciário e LDO

Sartori e demais governadores têm nova negociação com Temer sobre dívidas. Governador fala sobre negociações com Cpers, Judiciário e LDO

Economia Entrevistas Notícias Poder Política Vídeo

 

O governador José Ivo Sartori (PMDB) e o secretário estadual da Fazenda Giovani Feltes (PMDB) estão em Brasília para participar, nesta segunda-feira, de reuniões sobre a renegociação da dívida dos estados com a União. Sartori e demais chefes de executivos estaduais se encontram preliminarmente às 10h com o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, em sua residência oficial de Águas Claras. No mesmo horário, Giovani Feltes e demais secretários estaduais da Fazenda se reúnem com a equipe do Tesouro Nacional.

À Rádio Guaíba, nesta segunda-feira, Sartori declarou que tanto o estado de Minas Gerais quanto o do Rio de Janeiro registraram perdas de receita em função da falta de regulamentação das explorações de minérios e de petróleo, respectivamente. E o Rio Grande do Sul, em função das desonerações nas exportações de produtos primários desde 1996, quando entrou em vigor a Lei Kandir, também registra perdas significativas na arrecadação de ICMS.

Renan recebe Lula e, amanhã, se reúne com Temer

Renan recebe Lula e, amanhã, se reúne com Temer

Notícias Poder Política

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebeu hoje o ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva em casa, em Brasília. Lula saiu do encontro sem conversar com a imprensa, mas o presidente do Senado disse que Lula está “preocupado com o que chama de desdobramentos desse processo político e da crise” vivida pelo país. Segundo ele, o ex-presidente não tratou da PEC em tramitação no Senado propondo a convocação de eleições para presidente e vice, em outubro deste ano.

“Eu reforcei para o presidente Lula o papel histórico do Senado Federal, o meu esforço pessoal para ampliarmos a previsibilidade política e constitucional e que o Senado, ao final e ao cabo, vai julgar [o pedido de impeachment]. Que seria uma decisão política, claro, mas que também seria uma decisão de mérito com relação a sabermos se a presidenta [Dilma Rousseff] teria cometido ou não suposto crime de responsabilidade”, contou Renan Calheiros. “Ao reforçar o papel histórico do Senado, eu disse para ele que é inafastável a posição de isenção do presidente do Senado Federal”, completou.

Renan Calheiros se reúne com o ex-presidente Lula
Renan Calheiros se reúne com o ex-presidente Lula.Foto: José Cruz/Agência Brasil

Renan disse estar convencido de que o papel dele deve incluir conversas com todos os “atores dessa crise política” e reforçou que “conversar não arranca pedaço”, garantindo que vai continuar fazendo isso com todos os que vierem a procurá-lo.

“Eu, hoje, recebi os movimentos sociais, recebi os prefeitos e amanhã eu vou conversar com o vice-presidente Michel Temer e, logo em seguida, com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves. Eu acho que o papel do presidente do Senado Federal é exatamente esse, é conversar com todo mundo para, em todos os momentos, demonstrar isenção e responsabilidade com o país. Inclusive com a presidenta da República, que pediu para conversar. E toda vez que ela pedir para conversar eu conversarei com ela, porque entendo que meu papel é exatamente esse”, afirmou.

O presidente do Senado voltou a dizer que vai passar a presidência da Casa para o presidente do Supremo Tribunal Federal antes do momento previsto na Constituição, para que ele conduza os trabalhos relacionados ao impeachment. A Carta prevê que Ricardo Lewandowski assuma a presidência do Senado no dia do julgamento sobre a cassação do mandato de Dilma Rousseff, mas Renan quer que ele assuma uma sessão antes.

“Votada a admissibilidade do processo de afastamento, se for o caso, nós passaremos a presidência do Senado, nesse caso, especificamente, ao presidente do Supremo Tribunal Federal. E caberá a ele a condução de duas reuniões públicas. Uma que pronunciará ou impronunciará a presidente da República, mas ela acontecerá mais ou menos uns 15 ou 20 dias antes da decisão final, que será uma decisão de mérito pela qual o Senado Federal julgará se a presidente cometeu ou não o suposto crime de responsabilidade”, disse.

Renan Calheiros afirmou que vai usar todo o prazo de 48 horas previsto para pautar o plenário do Senado para votar o parecer da Comissão Especial sobre a admissibilidade do processo de impedimento, depois que ele for aprovado pelo colegiado. “eu farei isso dentro do prazo para resguardar a isenção”, afirmou. Na comissão, a votação ocorre em 6 de maio. (Agência Brasil)

Gerdau se reúne com ministro da Fazenda e diz que governo não pode deixar de lado o ajuste fiscal

Gerdau se reúne com ministro da Fazenda e diz que governo não pode deixar de lado o ajuste fiscal

Notícias

O presidente do Conselho Consultivo do Grupo Gerdau e fundador do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Jorge Gerdau Johannpeter, disse hoje (6) que não há como o governo deixar de lado o ajuste fiscal, mesmo estando preocupado com a retomada do crescimento da economia. Ele esteve reunido como o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, em Brasília.

“Não há condições de deixar o ajuste fiscal de lado”. Para ele, a medida é uma realidade numérica que tem que ser feita. “Sem o ajuste fiscal não se resolve nenhum problema. De outro lado, esse posicionamento de crescimento talvez receba um pouco mais de prioridade com o ministro Nelson Barbosa”, destacou.

Segundo Gerdau, Barbosa tem condições de fazer as duas coisas: o ajuste e levar o país ao crescimento. “O ministro, pela experiência de trabalho, tem condições de fazer essa conjugação do balanceamento do ajuste fiscal com o crescimento econômico. Ele poderá dar uma contribuição importante”.

Gerdau não quis comentar se a visita dele indicava uma posição de apoio dos empresários ao ministro após a saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda. Segundo ele, existem várias posições entre os empresários e os agentes do mercado financeiro. Sobre a comparação entre a gestão de Levy e a de Barbosa, que está começando, o empresário disse que “uma etapa difícil já foi feita”.

“O mais importante é que o Brasil e os políticos se conscientizem do tema do ajuste fiscal. O tema, de certa forma, amadureceu no Brasil. Não só em nível federal mas, principalmente, entre os governos estaduais que estão com dificuldade iguais ou maiores, incluindo as prefeituras. Sem uma gestão de ajuste fiscal correta, você inviabiliza o país”, acrescentou.

Gerdau disse ainda que pretende trabalhar em conjunto com o governo na perspectiva de retomada de crescimento [econômico] e na continuidade do ajuste fiscal. Sem dar detalhes, informou ter tratado com o ministro de vários assuntos. “Foram tratadas diversas frentes, que são tanto tema de Previdência quanto problemas em nível estadual, o ajuste fiscal. Foram temas mais de ordem global. Foi mais uma abertura de começo de ano, de começo de governo, de gestão do ministro Nelson Barbosa e de por o MBC à disposição para trabalhar nesses vários temas”.

Sobre a retomada das reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o empresário afirmou que não sabe se as reuniões serão retomadas, mas considera importante como solução de diálogo e continuidade. Caso isso ocorra, disse que continuará participando das reuniões.

Como representante do Movimento Brasil Competitivo, defendeu a aceleração dos serviços de infraestrutura que, segundo ele, têm espaço para o crescimento e mercado para os investidores. “Não é fácil conseguir, mas é necessário. Outro tema é como podem ser aceleraradas as exportações. No mercado interno é que, no momento, não há muito como mexer. Talvez essas medidas na área da construção civil possam ajudar um pouco”, disse, referindo-se a notícias que circulam em Brasília sobre a retomada imediata dos estímulos ao setor pela facilidade de resposta ao crescimento econômico. “O ministro escutou”, afirmou. (Agência Brasil)

Assista AO VIVO aqui. Já passa de duas horas reunião do Conselho de Ética que discute parecer sobre a cassação de Cunha. Vários deputados pediram tempo de fala, e muitos defenderam presidente da Câmara

Notícias Poder Política

 

Já dura mais de duas horas a reunião do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados que discute o parecer preliminar do deputado Fausto Pinato (PRB-SP) sobre o pedido de cassação do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por quebra do decoro parlamentar. Vários deputados pediram tempo de fala, e muitos defenderam Cunha.

“Não podemos permitir linchamentos injustos, pois o deputado Eduardo Cunha provou ter boas intenções ao depor na [Comissão Parlamentar de Inquérito] CPI da Petrobras. Não podemos nunca permitir acusação sem prova da representação”, disse João Carlos Bacelar (PR-BA).

Bacelar criticou a possibilidade de cassação de Cunha por ele ter sido denunciado no Supremo Tribunal Federal (STF) e tentou levar os pares à reflexão. “Imagine se fossemos cassar todos os deputados réus no Supremo? Não ia ficar um terço desta Casa, porque todo cidadão pode abrir processo no STF.”

Aliado de Cunha, Paulinho da Força (SD-SP) defendeu o presidente da Câmara. “O Eduardo abriu todas as CPIs desta Casa. Vocês acham que quem tem culpa no cartório ia fazer isso?”, indagou o parlamentar, que aproveitou para criticar a presidente Dilma Rousseff e o PT, citando os escândalos de corrupção na Petrobras.

O petista Valmir Prascidelli (PT-SP) evitou discussões com o colega e apenas defendeu a continuidade do processo no Comitê de Ética, para que Cunha tenha oportunidade de se explicar. Já Carlos Marun (PMDB-MS) acha que a cassação de Cunha é uma punição desproporcional. “A cassação é uma pena de morte à nossa vida política, e não vejo como pode prosperar a cassação. Este não é um crime em que cabe cassação de mandato, tem que haver dosagem.”

Enquanto os parlamentares seguem falando em um plenário lotado, um pequeno grupo de dez pessoas grita nos corredores das comissões: “Fora, Cunha” e “Não ao golpe”, em alusão ao pedido de impeachment da presidente Dilma aceito por Cunha semana passada.

O pedido de cassação do mandato de Cunha foi protocolado no dia 13 de outubro pelo PSOL e pela Rede. Cunha foi denunciado ao STF por suspeita de ter recebido US$ 5 milhões em propina do esquema investigado pela Operação Lava Jato.

O pedido se baseia em documento encaminhado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), atestando como verdadeiras as informações de que Cunha e parentes possuem contas secretas na Suíça e receberam dinheiro, suposto fruto do pagamento de propina em contratos da Petrobras. O parlamentar desmente, dizendo que os recursos no exterior vêm de negócios de venda de carne no Continente Africano. (Agência Brasil)

Uber marca primeira reunião com EPTC sobre viabilidade de aplicativo na Capital

Uber marca primeira reunião com EPTC sobre viabilidade de aplicativo na Capital

Cidade Comportamento Comunicação Notícias Poder Política Porto Alegre

Depois de a Uber anunciar que pretende lançar o serviço de carona paga em Porto Alegre até o final do ano, a Prefeitura confirmou hoje que foi contatada pela primeira vez pela direção da empresa norte-americana. Uma reunião foi marcada com uma representante jurídica do aplicativo, em data que o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, prefere não divulgar. A Uber já está recebendo cadastro de interessados e realizando reuniões há algumas semanas para orientar futuros motoristas do serviço na Capital.

Por enquanto, Cappellari mantém a posição de que qualquer tipo de transporte individual em Porto Alegre sem regulação da Prefeitura seja considerado clandestino e fique sujeito a multa de R$ 5,8 mil. Apesar de a empresa alegar que atende a requisitos da lei federal, o responsável pela EPTC salienta que, por exigir comissão pelas corridas, a Uber precisa de autorização. Ainda, um projeto de lei específico para tentar proibir o aplicativo na cidade está em tramitação na Câmara Municipal.

A Uber já opera em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, no Brasil, além de centenas de cidades de outros 64 países. A assessoria de comunicação da empresa destacou à reportagem que a resistência de taxistas e do poder público já foi enfrentada em muitos dos locais. Na capital carioca, por exemplo, a lei aprovada para proibir o serviço foi contornada através de liminar judicial. (Bibiana Borba/Rádio Guaíba)